Notas iniciais
ALÔ ALÔ, BRASIL. Sou eu, Day, pela última vez. Só volto daqui uns 15 dias, mas nem vão sentir minha falta pq tem mais outras 4 pessoas pra postar e.e Tem três avisinhos rápidos: 1 - LEIAM AS NOTAS FINAIS!!!! 2 - Comentem tudo que vocês acharem dos capítulos, okey? É bem legal pra gente receber o feedback. 3 - ALGUÉM DE FORTALEZA? Dia 16 vou aí ♥ BOA LEITURA, LINDEZAS DO MEU CORAÇÃO! Vou ficar com sdds de postar Jily ahuehaeu.

Lily estava tão deslumbrante em seu vestido de noiva, que James mal acreditou que seria, oficialmente, o marido dela e que seria com ele que ela passaria o resto da vida. Lily emanava uma áurea de pureza que nem o mais imaculado anjo poderia emanar.

James se perguntava se tinha bebido Felix Felicis sem saber, no primeiro ano, quando se apaixonou por ela; ou no terceiro quando, depois de muita insistência, ela aceitou ser sua acompanhante em Hogsmeade. Ou, ainda, no sétimo e último ano, quando Lily o acordou no meio de uma aula de Poções para dizer que aceitava o pedido de casamento.

— Eu nem pedi ainda — ele soou mal-humorado, mas, até certo ponto, feliz.

— Sirius me disse, ontem, em um raro momento em que o vi na biblioteca.

— Maldita hora em que conto as coisas para ele.

— Potter, Evans! Calados — Slughorn interrompeu a conversa dos, agora, noivos. — Durma nas aulas de novo e terá de limpar a sala de troféus até o final do ano, Potter!

Meses após o final dos estudos em Hogwarts, ali estavam eles. Diante dos amigos, família e os que sempre diziam que no fim, James e Lily estariam juntos. A poucos passos do altar, ela sentia suas mãos tremerem, as pernas fraquejarem e aquela sensação de frio na barriga. Em algumas horas, ela deixaria seu nome para trás afim de carregar Potter pelo resto da vida.

Quando a distância entre eles acabou e o pai de Lily a entregou a James, ele soube que, enquanto vivesse, seria por ela. Soube que queria acordar mais cedo todos os dias para vê-la dormir por alguns minutos a mais. Queria poder saber que, independentemente de qualquer coisa, ela o amaria.

— Linda — James murmurou para que só Lily ouvisse. Ela sorriu, mas não conseguiu dizer nada em resposta. Tudo em si era uma mistura de emoções que não podiam ser expressas em palavras.

Sentadas à primeira fileira, estavam Dorcas e Marlene. As duas veneraram Lily o tempo todo, sendo incapazes de desviarem o olhar dela. Elas tinham sido as mais próximas amigas durante os anos em Hogwarts e, mais do que qualquer um, Meadowes e McKinnon sabiam. Sabiam que, mesmo que Lily parecesse durona, distante e insensível, ela sempre amou James. Principalmente nas vezes em que negou os convites a Hogsmeade.

Ao lado delas, Remus e Sirius tentavam não transparecer a felicidade que sentiam por, finalmente ver o pequeno Potter se casando e, em especial, com Lily. Eles sabiam que todas as lamúrias, reclamações e queixas sobre todos os nãos que James ouvia teriam fim. Porque, naquele dia, ela diria sim. Um sim definitivo que seria infinitamente maior e mais importante.

James virou-se para Lily, contemplando quão maravilhosa ela era. Não o quanto ela estava, mas o quanto era. Lily era linda em todas as situações, até mesmo quando não tinha a intenção de ser. Desde quando acordava, com os olhos ainda fechados e a mais pura expressão de sono, até quando se arrumava para eventos grandes. Como seu casamento.

Eu te amo

Porque você me diz as coisas que eu quero saber

— Eu te amo — James disse o óbvio ao começar seus votos. — Eu te amo por tantas razões, que listar uma a uma seria perda tempo. E eu não lembraria de todas. Não sei ao certo quando comecei a te amar, mas acho que foi naquele primeiro ano. Há tanto tempo. Não importa quando, e sim que eu prometo te amar enquanto viver. Você, Lily, me diz tudo que eu quero saber, tudo que eu preciso ouvir.

Ela dizia, sim, e como dizia. Lily não deixava que James continuasse com suas azarações no sétimo ano. Principalmente as que atingiam Snape. Ela sabia o quanto Severus abominava o namoro dos dois, mas não havia motivos para fazer do último ano dele um inferno.

— Você tem que parar com isso, Jay.

— Não me chame assim, é ridículo.

— Eu paro se você parar — Lily rebateu e o beijou por todo o rosto.

— Para mesmo?

— Não.

E ele nunca mais se importou em ser chamado pelo apelido infame. Ela podia chama-lo do jeito que quisesse.

Quanto às coisas que James queria saber, Lily não as falava com frequência. Na maioria dos casos ela falava sobre algo que tinha lido em algum livro, no qual ele sequer cogitara pôr a mão algum dia.

— Sabia que os fundadores de Hogwarts não se davam bem? Helga e Rowena raramente conversavam sem discutir. O mesmo vale para Godric e Salazar. Eles tinham uma pose de amigos e tudo mais, mas era fachada.

— Não, Lily, é óbvio que eu não sabia disso.

— Por Merlin, James, quando você vai ler Hogwarts: Uma história?

Nesses episódios, ele revirava os olhos, em um claro sinal de que jamais lera Hogwarts: Uma história. James até procurou pelo livro na biblioteca em um dia que não tinha muitas coisas melhores para fazer. Aliás, seus planos até eram bons, mas Remus estava estudando para os N.I.E.Ms, faltavam meses para as provas e Lupin já estava praticamente engolindo conteúdo.

Sirius, que era uma escolha fácil para uma azaração a qualquer hora, estava matando aula com McKinnon em Hogsmeade. Nessas horas, James sentia uma pontada de remorso por ter criado o Mapa com todas as saídas paralelas, na hora em que perdia o melhor amigo para um rabo de saia.

E Peter, sempre muito disposto a fazer parte de quaisquer coisas que James estivesse incluso, não se sentiu muito apto a azarar Snape sem a presença dos outros. Sempre fora, era e sempre seria um tanto medroso. Era o ele mais prezaa em Pettigrew, esse temor em fazer algumas coisas, balenceava a audácia de Potter e Black.

Como era de se esperar, Lily fazia companhia a Remus na rotina já tão exaustiva de estudar, o que o deixava sozinho. Ele realmente não fazia a menor ideia de como ocupar suas horas vagas, até ouvir aquelas três palavras. Hogwarts: Uma história.

Parecia uma ótima ideia ler algumas páginas, talvez algumas palavras, só para dizer a Lily que tinha lido.

E é verdade

Que isso só prova

Que eu sei que eu

Nunca deveria ficar triste

— E saber que eu te amo me dá segurança, certeza, garantia de que está tudo bem, que as coisas estão bem — James continuou. — Acordar dia após dia e saber que, mais cedo ou mais tarde, você estará comigo me faz crente de que nada na minha vida poderia estar melhor. Você me faz feliz, Lily, mesmo sem saber e às vezes até sem querer — ele riu, lembrando de todas as vezes que ela foi implicante de propósito.

James correu atrás daquela bagunça de cabelos vermelhos por vários corredores. Esbarrou em pessoas, derrubou livros alheios, tropeçou nos próprios pés, mas, enfim, alcançou-a. Lily já tinha plena certeza do que iria ouvir e o não estava pronto quando o ouviu perguntar a última coisa que esperou:

— Você me empresta o livro de Poções hoje?

Era o quarto ano, aquele em que ela mais ouvia “Evans, vamos a Hogsmeade?” e, toda vez em que percebia a presença de James, Lily se armava em negações. Mas, ouvir aquilo a deixou sem palavras, por vários motivos. Primeiro que os Potter tinham dinheiro suficiente para comprar infinitos livros de Poções para o filho. Segundo que James nem ao menos abria o livro durante as aulas. Terceiro que ela queria dizer que sim, mas precisava dizer que não.

A tradição era negar os pedidos dele, e não os aceitar.

— Por quê? E o seu livro, cadê?

— Sirius e eu transformamos em um monte de aviões de papel. Umas dobraduras trouxas que...

— Eu sei o que são aviões de papel, Potter. Infelizmente, não posso emprestar, desculpe.

Lily podia emprestar, até queria. Mas, ver aquela expressão de tristeza no rosto de James a fazia sorrir, a fazia se sentir bem de uma maneira muito duvidosa.

— Ah, tudo bem. E ir a Hogsmeade comigo, você pode?

— Não!

Ela virou as costas e saiu com passos firmes. Ouviu a risada de James ao longe e, pela primeira vez, pensou em voltar atrás na sua resposta. Hogsmeade era o melhor lugar de todos e, quando queria, ele podia ser a melhor pessoa também. Talvez não fosse tão ruim assim, afinal de contas.

Agora você é minha

— Então, Lily Evans, por todas as discussões que tivemos, os desentendimentos, os nãos que tive de ouvir até estar aqui hoje, eu prometo te amar. De hoje em diante, até meu último dia, prometo manter minha palavra — James pegou a mão dela entre as suas. — Agora, você não é só minha paixonite da escola, minha fixação por tantos anos. Você é minha eterna namorada, minha companheira para vida toda. Minha mulher.

Lily quebrou toda a ordem dos fatos em um casamento e beijou James. Apoiou-se na ponta dos pés, colocou os braços ao redor do pescoço dele e o trouxe para si. Esqueceu-se que estava na frente de outras pessoas, de seus pais e dos pais deles, de amigos de infância que não a viam desde os onze anos. Marlene soltou um grito em comemoração e, pelo canto do olho, Lily viu Dorcas a repreender.

Minha felicidade me faz chorar

E com o tempo

Você vai entender por que

— Eu te amo — sussurrou para James, antes de começar seu discurso. — Sei o quanto você detesta ver qualquer pessoa ao seu redor chorando, então me desculpe por estar em prantos. É culpa sua. Mas, acredite, são lágrimas de felicidade. Felicidade por, entre tantas coisas, finalmente termos chegado aqui, a este dia. Você sabe, eu sou a pessoa mais chorona do mundo e, por todas as vezes em que você me consolou, obrigada.

Lily estava sentada no jardim, em um canto qualquer do castelo. Seus ombros tremiam e o rosto estava escondido entre as mãos. Ela não queria chorar, ela odiava chorar na frente dos outros, mas, daquela vez, ela simplesmente não pôde se conter.

O sol, até então a iluminando e aquecendo do frio de outono, fora tampado por uma sombra à sua frente. Lily quis poder aparatar em qualquer outro lugar, longe de quem quer que estivesse ali. Enxugou as lágrimas que marcavam seu rosto e, quando olhou para cima, desejou não ter feito.

— O que foi? — perguntou sem muita delicadeza.

— Eu é que te pergunto. O que aconteceu?

Por que, de todas as pessoas daquele castelo, James tinha de ser o que a encontraria aos prantos? Lily já não sabia como agir diante dele, na maioria das vezes, e sabia menos quando chorava. Quis deixa-lo sem resposta, e acabou por fazer isso, simplesmente porque não conseguia falar nada coerente.

— Você pode me abraçar? — pediu, sem crer nas próprias palavras.

Lily achou que o ouviria rir, antes de dar as costas. Mas, ele não fez nada disso. James se sentou ao seu lado e a puxou para si, em um abraço meio torto e sem muito nexo, pousou uma das mãos em seu cabelo e a outra em suas costas. Ela era consolada pelo Potter, e ele nem ao menos sabia o porquê estava fazendo aquilo.

— Snape aconteceu — ela respondeu de repente. — Estavam ele e aquele bando da Sonserina que ele chama de amigos ocupando todo um corredor e, quando pedi licença, Bellatrix me chamou das piores coisas possíveis. Sangue-ruim nem foi a pior delas. E Snape ficou calado, apenas rindo da cena.

Lily sabia que Bellatrix e os outros era projetos de Comensais da Morte, isso era uma das poucas certezas que existiam a respeito deles. Mas, ser humilhada em público, na frente daquele que se dizia seu melhor amigo antes de Hogwarts, aquele que ela defendia de todas as azarações de James, era mais do que ela aguentava.

— Eu vou dar uma lição nele e naquele nariz enorme — Lily impediu que James levantasse e fosse atrás de Snape. Ela não queria que ele pegasse uma detenção.

— Deixe ele para lá. Fica aqui comigo, por favor.

E ele ficou. Por horas, conversaram sem discutir, sem terminar em agressões verbais e insultos. Conversaram calmamente, sobre os mais diversos assuntos, e ele fez questão de fazê-la esquecer do acontecido, contou histórias infames dos Marotos apenas para que ela pudesse rir, para que ele pudesse ouvir o riso mais adorável do mundo. Aquela vez, no sexto ano, tinha sido a primeira vez em que James consolava Lily, e estava longe de ser a última.

Se eu chorar, não é porque estou triste

Mas você é o único amor que eu já tive

— Prometo que, a partir de hoje, vou me permitir chorar de felicidade e nada mais. A partir de hoje, não me permito ficar triste, nunca mais. Porque eu tenho você comigo, para sempre, e você é a minha felicidade. Se estamos juntos, não há motivos para ficar triste. E, bom, nunca me permiti admitir isso, mas eu sempre amei você, meu primeiro e único amor.

Lá estava ela, aos onze anos, explodindo de felicidade, alegria e aquela curiosidade nativa. Lily olhava cada detalhe ao redor, procurando detalhes que a deixassem ainda mais encantada, se fosse possível. E, esse pequeno detalhe, não veio em forma de quadros que se moviam pregados na parede; tampouco na mulher que podia se transformar em gato; menos ainda no gigante de três metros que os recepcionaram.

Veio na forma de um garoto da mesma idade, cabelos bagunçados e os olhos que transmitiram a Lily tanta segurança anos mais tarde. Quando ela foi chamada para o Chapéu Seletor e, em seguida, selecionada para Grifinória, esperou que ele também fosse.

— Potter, James — Minerva chamou.

Lily sorriu, como se o conhecesse há tempos. O garoto nem ao menos olhou em sua direção, mas ela pouco se importou. Todos no salão o olhavam, em especial os grifinórios. James, sempre se soube, veio de uma família tradicionalmente Grifinória, então era de se esperar que ele honrasse isso.

— Hum, corajoso, ponto para os leões. Mas, também ambicioso, ponto para as serpentes. Leal e criativo, pontos para os texugos e as águias. Ora, ora, garoto, difícil escolha você me causou. O que você quer?

Ele murmurou alguma coisa, inaudível.

— Sonserina não? — Chapéu riu. — Tudo bem, então, a primeira coisa que notei em você foi sua coragem. GRIFINÓRIA!

A mesa de Lily irrompeu em aplausos e gritos, inclusive ela mesma. James sentou a alguns lugares de distância, e ela se lembrou para sempre como o olhou fixamente naquela noite.

Lily não sabia o quão irritante Potter iria se tornar, mas que, ainda assim, iria se casar com ele.

Nem acredito, que aconteceu comigo

Não aguentaria mais sofrimento

— James, ainda parece irreal que nós estejamos nos casando. Olhe para trás, quem diria que estaríamos aqui um dia? A verdade absoluta é que eu queria que você me pedisse em casamento, desde muito antes de você pedir, ou de contar a Sirius, que me contaria logo em seguida — Lily olhou para o Black e piscou para ele. — Eu sempre quis que fosse você a pessoa a me fazer dizer ‘sim’ e jurar passar a eternidade juntos. Poderia ser qualquer outra, mas sou eu aqui. E não sei se aguentaria mais um dia sem você, seria sofrido demais — ela riu.

Eles estavam namorando há algumas semanas. Namorando oficialmente, pelo menos. Passaram por alguns episódios de beijos escondidos na Sala Precisa e escapadas de Hogwarts pelas saídas paralelas. Há algumas semanas, Lily podia dizer que era namorada de alguém, de James Potter. Aquele, pelo qual todas as garotas, de todas as casas, suspiravam. O melhor apanhador da escola, o líder dos Marotos.

Namorado dela. Apenas dela.

Naquela manhã, Lily sabia que a Grifinória tinha um treino pesado de Quadribol, que duraria quase o dia todo. O time perderia as aulas e ela perderia James. Era a final da Copa das Casas e, sem qualquer surpresa, o adversário dos leões seriam as serpentes. Os sonserinos já cantavam uma vitória da qual não tinham muita certeza se iriam conseguir.

Ela se embrenharia entre os livros e ocuparia seu dia com os estudos para os N.I.E.Ms, coisa que James certamente deveria fazer também. A biblioteca, como sempre, era abarrotada de alunos da Corvinal e, entre eles, um grifinório de cabelos escuros e cara fechada.

— O que te incomoda, caríssimo Black? — Lily perguntou cheia de ironias.

— Aquela ali — apontou a uma das garotas de azul e bronze — disse que teríamos um ótimo encontro e olha onde estamos. Na biblioteca, Evans, na biblioteca!

— É um ótimo encontro sim. Já experimentou ler um livro? Qualquer um, tipo Hogwarts: Uma história.

— Por Merlin! James diz que você só fala nesse livro. Espero que não estrague o pedido de casamento perguntando se ele já leu Hogwarts: Uma história.

Sirius forçou uma voz fina, na tentativa de imitar a dela, mas não foi isso que chamou mais a atenção de Lily. Se tinha entendido bem, James iria pedi-la em casamento. Ela queria ir até ele e dizer que aceitava, que aceitaria quantas vezes ele quisesse ouvir.

— É sério?

— Agora que já falei, não adianta mentir para você, não é? — Sirius perguntou, claramente, retórico. — Então, sim, é verdade. Ele me contou ontem que estava pensando nisso.

Lily deu um beijo estalado na bochecha de Sirius, mesmo sabendo que ele odiava essas coisas. Sua vontade era de sair e dizer para todos que iria se casar com James assim que terminassem os estudos, mesmo sem ter sido pedida oficialmente em casamento.

Ao invés de alardear para todos os corredores, Lily esperou a melhor hora para avisar que já sabia de tudo. Não havia hora nenhuma melhor que James dormindo durante as aulas de Poções.

— Eu aceito sim, Jay.

— E, como há dois anos, repito: eu aceito, James. Aceito ser sua eterna namorada, sua companheira para vida toda. Sua mulher — Lily repetiu as palavras dele e, de novo, o beijou fora de hora.

Depois daquilo, a cerimônia não passou de vinte minutos restantes. Trocaram alianças, juraram todas as coisas de um casamento trouxa e seguiram para a festa. Havia sido exatamente como Lily queria: uma mistura entre seu lado trouxa, seu berço, sua origem; e seu lado bruxo, aquele no qual ela viveria para sempre. Com James.

— Dance com ela! — Remus gritou. James revirou os olhos, sabendo exatamente o porquê daquela frase.

Era o quarto ano e, como de costume, teria o Baile de Inverno. Minerva, diretora da Grifinória, convocou todos os alunos para um ensaio geral de valsa antes do baile. Ora, ela não queria ninguém de sua Casa passando vergonha na hora de dançar.

McGonagall sorteou duplas para a dança e, diferente do que James queria, não foi o par de Lily. Ela ficara com outro menino qualquer, e ele, bom, ele ficara com a diretora. Sua vontade absoluta era de ir embora dali, desaparecer e não voltar até o fim de seus estudos. Mas, Minerva não permitiu.

— Ora, Potter, você parece uma pedra. Não tem movimento algum, não mexe os quadris, nem as pernas e os braços parecem mortos ao lado do corpo! Mexa-se, mexa-se! — ela repetia incansavelmente, obrigando James a mover todo o corpo.

Os outros todos, como era de se esperar, riram. Por dias depois do Baile, Sirius e Remus mexeram os braços sem coordenação, imitando-o. Lily foi incapaz de olhar para James sem rir durante semanas e isso o devastou. Ele não queria que ela risse ao vê-lo.

— Muito bem, já podem parar com isso — James bradou na Comunal da Grifinória. — Vocês não dançaram muito melhor do que eu, só para constar.

Naquele dia, ele foi dormir sem dar o típico boa noite, marotos aos amigos.

Sem que ninguém soubesse, James continuou a ensaiar, sozinho. Apanhava sua capa e ia até a Sala Precisa depois do toque de recolher. Dançava em frente ao espelho, melhorando em todos os pontos negativos que Minerva apontara. Ou seja, todos os pontos de sua dança.

Nos anos seguintes, até aquele dia, James ensaiou. Ensaiou muito, para que sua dança com Lily fosse, no mínimo, impecável.

— Como quiser, Moony — respondeu.

Os movimentos dos dois, ao dançar, eram leves, precisos e, sobretudo, corretos. James não falhara nenhuma vez e Lily, com toda certeza, estava encantada. Impressionada. A última, e única, vez que o vira dançar tinha sido um completo fiasco, um fracasso total.

— Muito melhor do que me lembro — ela murmurou.

— Eu não quis falhar na nossa dança.

Nem acredito, que aconteceu comigo

Não aguentaria mais sofrimento

Me pergunta porque, direi que te amo

E estou sempre pensando em você

— Sabe, se você não tivesse aceitado, seria um sofrimento para mim. Merlin, como seria difícil viver sabendo que você não se casaria comigo. Todos os anos, insistindo, não valeriam de nada. Então, eu é que não acredito no que está acontecendo. De todos os caras em Hogwarts, você quis ficar comigo. Eu sou o homem mais sortudo do mundo todo, Lily. Eu te amo.

— Pare de me fazer chorar, Potter — ela respondeu, com falsa indignação. — Eu também te amo e, acredite ou não, estou desde sempre pensando em você.

Quando Lily recusou o primeiro pedido de James para irem a Hogsmeade, não foi por mal, tampouco na intenção de deixá-lo mal. Ela queria ir ao vilarejo sozinha, ir às lojas que quisesse e ficar lá o tempo que quisesse. Queria aproveitar com suas amigas, fazer coisas de meninas e falar coisas de meninas. Não queria estar presa a ele, não naquele primeiro passeio.

Mas, ao ver a expressão de pura derrota no rosto de James, Lily sentiu-se mal. Procurou por ele em toda Hogsmeade, mas não o encontrou. Remus dissera que ele havia acordado com mal-estar e preferiu não ir. As garotas tentaram animá-la pelo resto do dia e, algumas vezes, até conseguiram.

Porém, os pensamentos de Lily eram focados no garoto de cabelo desarrumado e óculos quadrados. E tinham estado desde então.

— Eu sempre soube que você me recusava sem a intenção.

— Menos convencimento e mais dança, Potter.

— Sabe que pode me chamar de outras coisas além de Potter, não sabe?

×××

— Tipo papai, Harry — Lily falava com o filho há horas, tentando ensiná-lo como chamar James. — Não é Potter, é papai.

— Potti — o menino repetia apontando ao pai.

— Desisto, James.

— Tudo bem, Evans.

— Evis — Harry repetiu.

A verdade era que Lily estava grávida quando casou. Algumas semanas, quase imperceptível. Outra verdade era que eles jamais acharam que poderiam amar alguém mais do que se amavam. Mas, bastou Harry nascer para mudarem isso.

Eles ainda não sabiam, mas seriam capazes de morrer pelo filho.

Notas finais
ESSA DEVE SER A ONE MAIS AMORZINHO QUE EU FIZ, GENTE. SÉRIO. A cena da Minerva e o Rony dançando é tão icônica que precisei colocar aqui tb aheuaeha. Pra quem não se conforma com a traição do Pettigrew, fiz uma one de realidade alternativa onde a Lily sobrevive e se vinga ahhahaha. https://fanfiction.com.br/historia/699725/Crucio/ VOTEM NA COLETÂNEA E NAS FANFICS DAS AUTORAS NO FANFIC AWARDS DO PERFECT DESIGN!! Entrem nesse formulário (https://docs.google.com/forms/d/1vO35iPbEEJmxaMZNYxlXMZQNkAXRrP4YIryTnaFrRKc/alreadyresponded) e votem em All You Need Is Jily, 1572 Dias, A Herdeira, The Feeling e Hidden. ** Só pode votar uma vez por email, então votem pelo email dos pais, irmãos, tios, avós, até do gato! Mas votem! Se tiver algum erro, me avisem! Beijos. ** 1572 Dias, dramione amor da minha vida (https://fanfiction.com.br/historia/690127/1572_Dias/) ** A Herdeira, fanfic de HP da Nalla (https://fanfiction.com.br/historia/678592/A_Herdeira/) ** The Feeling, outra fanfic da Nalla, universo Marvel (https://fanfiction.com.br/historia/697004/The_Feeling/) ** Hidden, fanfic da BlueSocks no SS (https://spiritfanfics.com/fanfics/historia/fanfiction-justin-bieber-hidden-5424230)