All Wed Ever Need
3 Capítulo 3- Vida em Família POV Edward
Notas iniciais
Tarde em família
Eu estava ouvindo os grunhidos de Fred no banco de trás do carro e quando olhei pelo retrovisor não acreditei...lá estava ele com o sutiã de Bella em seu nariz.
– Larga já isso, seu monstrinho! – ele mostrou língua para mim. Eu o olhei bravo, mas nada adiantou, ele ainda teve a coragem de mostrar a peça e a levou mais uma vez ao nariz. Achei estranho esse comportamento de Fred, geralmente ele é calmo não me desobedece e nunca teve esse tipo de comportamento, talvez esteja no momento dele namorar, eu não sei como é essa situação com chimpanzés, teria que ir atrás disso o mais breve possível. Já estávamos chegando na casa de meus pais e talvez isso o acalmasse um pouco, avistei o portão da propriedade e acionei o controle remoto permitindo minha entrada, assim que estacionei avistei o carro de Eleazar mais para o fundo era bom vê-lo depois de tanto tempo.
Eleazar é um amigo da família desde sempre, ele e meu pai se conheceram antes mesmo de Carlisle começar a namorar Esme, o tínhamos como parte de nossa família; seria bom ter toda a família reunida depois de tanto tempo.
Meus pais fazem parte da equipe de Médicos Sem Fronteiras, que *é uma organização médico-humanitária internacional, independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam. Meu pai é médico cirurgião e minha mãe é jornalista e trabalha como correspondente internacional de uma revista, ambos conseguem conciliar suas vidas aqui nos EUA e na equipe MSF* sem contar que onde está um o outro também está, sorri com esse pensamento, o relacionamento dos dois é simplesmente perfeito, por isso que eu e meus irmãos somos tão ligados em nossa família, a devoção e o amor entre eles e por nós é muito intenso. Quando estava tocando na maçaneta da porta, Esme surge chorosa, me abraça e diz:
– Que saudades filho! Você está mais magro! Está abatido e esses cabelos todo bagunçado! O que é isso em seu pescoço? Oh não precisa dizer querido! – ela falava tudo ao mesmo tempo sem me dar chances de responder, então ela me beijou várias vezes no rosto, por fim me deu um forte abraço.
– O que foi tudo isso mamãe? Eu também estava com saudades e a única coisa que vou comentar é sobre os meus cabelos...- fiz uma pausa e passei a mão neles e disse: — Eles são indomáveis, não têm jeito. – eu sorri e ela devolveu, percebi que estava com os olhos lagrimejando e disse:
– Me desculpe querido, às vezes esqueço o quanto você... – nesse instante meu pai aparece interrompendo o que minha mãe iria dizer e me dá um forte abraço. Ele me olhou profundamente e disse:
– Não se preocupe com sua mãe filho, ela está muito sensível ultimamente, acho que precisamos ficar mais tempo com vocês, talvez férias com a família. O trabalho tem sido muito intenso ultimamente no MSF*. – assim que devolvi o abraço notei o quanto senti a falta deles, mais ainda de Carlisle, ainda bem que Esme não podia ouvir meus pensamentos, senão eu estaria encrencado.
– Pai senti muito sua falta! Realmente espero que fiquem mais tempo conosco, vocês fazem muita falta. – passei meus braços pelos ombros de Esme e ela se aconchegou a mim.
– Ah querido, também sentimos sua falta, mas iremos permanecer em casa dessa vez por bastante tempo. – eu só lhe dei um sorriso demonstrando o quanto isso me agradava.
Chegamos na sala e vi Eleazar próximo de algumas fotos que estavam em cima da lareira, ele estava estranhamente quieto. Quando me aproximei ele se voltou em minha direção e disse:
– Quanto tempo Ed! – ele se aproximou olhou em meu pescoço, me deu um abraço e disse: — A noite foi selvagem em Tigrão! – ele riu alto e senti meu rosto esquentar, ele ainda me fazia corar, maldito espanhol sem filtros em sua língua. Eu fiz uma careta e disse:
– Você adora me ver envergonhado não é seu palhaço? – o abracei também e todos riram do nosso jeito grosseiro de nos cumprimentarmos. Nesse instante Alice entra na sala de mão dada com um rapaz loiro, alto e visivelmente encabulado. Eu estreitei meus olhos analisando melhor o sujeito, ela disse:
– Olá família! Esse é Jasper, meu namorado e essa é parte de minha família Jazz. – ela foi em direção aos meus pais e disse: — Esse é meu paizinho lindo Carlisle e essa lindona aqui é minha mãe Esme. – ela deu um lindo sorriso e ele disse:
– É um grande prazer em conhecê-los, já ouvi falar muito em vocês. – ele deu um aperto de mãos em Carlisle e um beijo no rosto de Esme, que o abraçou.
– O prazer é nosso Jasper. Nós também já ouvimos falar muito de você. – minha mãe sorriu para ele e já sabia que a louca da Alice deve ter falado muito dele para os nossos pais. Ela veio em nossa direção e disse:
– Esse aqui com cara de assassino é meu irmão mais velho Edward e esse outro com cara de Don Juan é meu tio Eleazar. – o sujeito me estendeu a mão e disse:
– Muito prazer Edward, é bom finalmente conhecê-lo, Alice fala muito em você e no Emmett. – eu apertei fortemente sua mão e disse:
– Espero que ela tenha dito coisas boas a nosso respeito. – eu estava tentando intimidá-lo e percebi que o Jéferson continuava sereno. Que droga! Então Eleazar o puxou em um abraço muito caloroso, estava visivelmente emocionado e disse algumas coisas em espanhol:
– Es buenoverte de nuevo mihijo*. – o sujeito respondeu:
– El placeres todo mío. Estás bien?* — eu perdi algo e não estou entendendo absolutamente nada, parece que eles já se conheciam, olhei ao redor e percebi que nínguém estava entendendo nada também e eles continuaram:
– Perolo más lejos posible. Cignaycómo estás*? – Eleazar estava preocupado com alguém o rapaz respondeu:
– Ella es muy molesto, pero todo se solucionará, no te preocupes por tu abuela te da todo el apoyo emocional posible, a pesar de todo lo que sabes* ... –ele suspirou e Eleazar continuou:
– Me alegro de que estás saliendo con Alice. Ella es un tesoro. Cuidar de ella porque es muy valioso para mí*.
– Usted sabe que puede confiar mim.Apesar el poco tiempo que es muy valioso para mí también*.- então Alice disse:
– Ai gente eu quero saber de tudo! Como assim vocês já se conheciam? E você fala espanhol Jasper? Vamos lá quero saber de tudo. – Eleazar olhou para meu pai e disse:
– Jasper é o representante de Cygne. – Carlisle e Esme o olharam com espanto, eles se olharam e Esme disse:
– E como ela está? Precisa de algo? Podemos ajudá-la de algum jeito? Eu preciso vê-la Jasper. – eu estava mais que curioso, então passei as mãos em meu rosto e Eleazar disse:
– Acredito que é bom explicarmos toda essa história, por que a Alice e o Edward estão em cólicas para saber o que se passa. – eles riram e o rapaz disse:
– Depois preciso falar com vocês em particular se possivel e então poderei lhes explicar tudo. – eles assentiram e Alice disse:
– E por que não pode falar em nossa frente? – ela parecia estar magoada, no entanto eu sei que é mais curiosidade e para ser sincero eu também estava extremamente curioso.
– Por que é sobre uma cliente e depois da história que Eleazar lhes contar vocês entenderam. – o rapaz respondeu. Alice bufou e todos nós nos sentamos para ouvirmos a história que Eleazar iria nos contar, Esme pediu licença para verificar o almoço rapidamente e disse que já sabia do que se tratava, no entanto Eleazar disse:
– Não demore Esme você precisa ouvir o final para entender como está a situação. – ele disse seriamente a ela que assentiu e saiu. Todos estavámos em silencio aguardando Eleazar começar, ele olhou para Carlisle como que pedindo autorização e ele assentiu.
– Bem tudo começou a mais ou menos uns seis meses atras, quando Carlisle e Esme estavam com MSF* no Líbano e Sirin Adilah Dahdal* precisou da ajuda deles. – ele fez uma pausa e olhou diretamente pra mim. Nesse momento Esme voltou para a sala e sentou-se ao meu lado, segurou em minha mão e eu sorri lhe mostrando que estava tudo bem, olhei para meu pai e ele me deu um meio sorriso também, logo toda a nossa vida me veio a memória. As vezes me esqueço que não sou filho de sangue de Carlisle e fico preocupado com Esme, pois sei o quanto ela sofreu e se não fosse por meu pai e por Shirin Adilah não estaríamos aqui, alias não estaríamos nem vivos. Por isso entendo todo o engajamento deles nessas ações humanitárias e se fosse mais grato estaria tão envolvido quanto eles, mas não passo de um egoísta de merda que só envia o dinheiro. Minha mãe era uma jornalista recém formada e conseguiu uma ótima oferta de emprego em Moscou como correspondente internacional de um grande jornal quando conheceu Misha Vavenko, um advogado bem sucedido, logo foram morar juntos; dois anos depois ela ficou grávida de mim. O que ela não sabia é que Misha fazia parte de um grupo separadista islâmico. Quando eu tinha dez anos, Esme descobriu que Misha elaborava planos terroristas para um grupo de radicais e tentou ir embora comigo. Antes dela consiguir sair do país ele descobriu e nos fez de reféns. Esme conseguiu entrar em contato com uma amiga dela aqui nos EUA, essa amiga acionou a mãe, uma advogada iraniana que lutava pelos direitos humanos, principalmente das mulheres e das crianças. Minha mãe sempre que falava de Adilah era com um imenso carinho, também não era para menos, a mulher perdeu a própria filha para resgatar eu e minha mãe do cativeiro em que Misha nos manteve. Foi assim que conhecemso Carlisle, ficamos mais de três meses em um quarto úmido, sem janelas e mal nos alimentávamos a situação era realmente muito precária. Sua amiga foi para Moscou com uma equipe dos Médicos sem Fronteiras, um disfarce para tentar nos localizar. O restante da história eles nunca me contaram na integra, mas sei que sua amiga morreu nos braços de Esme e que Misha morreu também em confronto com os separadistas chechenos. Eu fiquei internado com desnutrição e Carlisle foi meu médico e tem sido meu pai desde então, eu tinha onze anos na época e desde então somos uma família. Logo vieram se juntar a nós Emmett e Alice. Estava perdido em minhas memórias quando Eleazar tossiu para chamar minha atenção, eu abracei Esme pelos ombros e ela encostou sua cabeça em meu ombro, então ele continuou:
– Seus pais mais que depressa foram encontrá-la na França, um território “neutro” por assim dizer. Adilah tem uma amiga, Carmen, que está quase nas mesmas condições que Esme se encontrava quando fugiu de Moscou, só que com um agravante...ela está no Afeganistão, e tem cidadania americana, ou seja, Adilah não pode representá-la pelas leis do Islã** e ela precisava de um advogado e foi assim que eu entrei na história e... – ele respirou fundo, apertou a ponte entre o nariz e os olhos, olhou para Jasper e continuou: — E foi assim que me apaixonei por ela. – Alice arregalou os olhos e disse:
– Você se apaixonou por Adilah?! OMG! – todos nós rimos, pois só ela não entedeu que ele se apaixonou por Carmen, então eu disse:
– E a história se repete. – Pensei na estória de Carlisle e minha mãe. Ele sorriu tristemente, balançou a cabeça e disse:
– Com um porém filho, eu não ainda não pude fazer nada por ela e ainda continua presa com aquele monstro fazendo sei lá com o que com ela e sua filha. – ele disse com raiva.
– Calma Eleazar...Adilah está cuidando disso e acredito que Cygne no próximo feriado estará indo até lá, mas quando mesmo que será o feriado?- eu respondi rapidamente:
– Quatro de julho. – ele me olhou demoradamente e disse:
– Acredito que elas pensarão em algo. – ele desconversou e me deu a impressão que ele não queria continuar o assunto. Então Alice disse:
– Vocês estão me confundindo...afinal de contas quem é essa francesa Cygne? E Elaeazar, não me leve a mal, mas Adilah não está com uma certa idade? Eu não sou contra relacionamentos com pessoas mais maduras...no entanto...e o que essa Carmen tem haver com tudo isso? – ela estava bem confusa. Quem respondeu foi Carlisle.
– Querida, Cygne é neta de Adilah e Eleazar se apaixonou por Carmen que trabalhava com Adilah até antes de casar-se com o tal Saiid Mohamed que seria o líder militar de um grupo fundamentalista islâmico. E Cygne está muito abalada por que é muito próxima de Carmen. – ela riu e disse:
– Nossa eu consegui fazer um emaranhado de idéias. – eu a provoquei:
– Você não costuma ser tão lerda assim, acho que o amor não está te fazendo bem nanica. – ela sempre me chama de lerdo e não deixaria passar a oportunidade, ela estreitou os olhos e não respondeu nada, mas eu sabia que na primeira oportunidade ela iria descontar, voltou-se para Jasper e disse:
– E por que você é o representante dela? E o que ela faz para ser representada? – ele coçou a nuca pensativo e disse:
– Bem a mãe dela morreu em um atentado terrorista, o avô dela também e sua avó que é Adilah e suas duas tias que estão exiladas em Londres sofrem ameaças diariamente, sem contar que ela virou uma ativista dos direitos humanos, no entanto... tem alguns fatores que não posso revelar pois é extremamente confidencial que a fez adotar uma outra identidade, inclusive eu peço a todos que não comentem com ninguém que Cygne é neta de Adilah, pois isso é extremamente sigiloso. – ele fez uma pausa e olhou diretamente para mim, eu assenti com a cabeça e ele continuou: — Ela elabora jogos para computador e agora está trabalhando com sistema de anti-virus e segurança virtual, então eu a represento aí, sendo que alguns programas executamos juntos. Todo dinheiro que ela ganha com seu trabalho é revertido para o trabalho que Adilah faz para resgatar vítimas como Esme, Carmen e tantas outras mulheres e crianças. É tudo que posso dizer por enquanto. – essa Cygne com certeza é uma mulher admirável, não deve ter vida própria, mas é de um altruísmo que me deu até vergonha. Alice disse:
– Tadinha, perdeu tantas coisas e ainda é tão altruísta, isso me faz pensar que eu tenho que fazer algo por Adilah, pois senão fosse por ela não teríamos minha mãe e meu irmão conosco hoje. – Esme levantou-se e foi até onde estava Carlisle o abraçou e disse:
– Por isso que somos tão empenhados em trabalhar nessas ações humanitárias, apesar que quando conheci Carlisle ele já era um membro de MSF*, nem sei o que seria de nós se não fosse por toda ajuda que recebemos. – ela estremeceu e eu também.
Eu estava muito curioso em relação a Cygne, ouvia falar muito dela, inclusive Ângela sempre estava em contato com ela e eram grandes amigas, porém não podia falar nada a seu respeito, pois seu trabalho como diplomata na Casa Branca exigia sigilo absoluto por ser bem delicada a situação com o Irã e a mulher é uma pessoa muito importante para alguns grupos. Nós do FBI não tínhamos muito acesso a esse caso especificamente, mas a mulher é uma lenda viva e a CIA fazia questão em nos manter afastados desse caso, o que despertava a curiosidade de Charlie Swan, pois ele tinha algum problema com Adilah, mas evitava entrar nesse assunto com ele por conta do envolvimento de minha família com ela. Ainda assim essa tal de Cygne era um total mistério para mim, sem contar que não sabia que ela é neta de Adilah e acredito.
– É verdade que Cygne resgatou pessoalmente algumas pessoas? – eu perguntei mesmo já sabendo a resposta, o rapaz olhou para Eleazar depois me olhou e por fim quem respondeu foi Carlisle:
– Não se preocupe Jasper, alguns contatos foi o próprio Edward que nos passou. – ele ainda estava receoso, mas ainda assim respondeu:
– Sim, principalmente quando é a equipe de Garret. – eu arregalei os olhos, fiquei ainda mais curioso, pois Garret não trabalhava com amadores e muito menos com mulheres, ele é um dos contatos que passei para Adilah, ele é um ex-membro do SEALS*, um grupo altamente treinado da Marinha dos EUA e foi desligado injustamente, não sei todos os detalhes de sua exoneração, mas confio nele cegamente. Ele montou um grupo que muitos chamam de mercenários, mas o trabalho deles é muito sério, fazendo o trabalho que muitas vezes o governo não poderia fazer oficialmente e por isso não trabalha com pessoas que não são ex-membros das Forças Armadas ou treinadas diretamente por ele.
– Mas Garret e sua equipe só trabalham com profissionais. – eu disse mais curioso ainda.
– Ela é altamente qualificada, foi treinada pelo Exército Israelense, pela CIA e pelo próprio Garret. Ela é muito boa no que faz. – ele disse com um certo orgulho.
– Quantos anos ela tem? É casada? Tem filhos?Estou muito curioso em conhecê-la. – eu perguntei.
– Ela não é casada e acredito que nunca se casará...é o que ela sempre afirma pelo menos, e ter filhos também na faz parte de seus planos, ela é muito divertida e engraçada, no entanto relacionamentos é complicado...ela só teve um namorado e...deixa pra lá. Então ela nunca aparece em público não mostra seu rosto. – Jéferson respondeu rapidamente.
– Eu mesmo só a vi três vezes sendo que eu só vi seu rosto uma única vez e rapidamente. Ela é bem jovem e muito bonita. – Eleazar disse com admiração.
– Pelas fotos que Adilah me mostrou, ela parece muito com a mãe dela. Talvez seja por isso que o pai a mantém distante, para não se lembrar tanto de Renée. – Esme disse e ficou perdida em pensamentos por um breve instante e continuou: — Ele amava muito a minha amiga e quando ela morreu, eu pensei que ele não suportaria, logo colocou a menina em um colégio interno e nem eu e nem Adilah pudemos ter nenhum contato com a garota. Quando descobrimos onde ela estava ele a levou para a sede... – nesse instante Jason a interrompeu:
– Eu realmente preciso falar com vocês...a sós. – ele estava com um semblante carregado e Alice o olhou desconfiada.
– Vem nanica, me mostre como ficou a casa no lago depois da reforma. – Jéferson estava visivelmente desconfortável e disse:
– Eu realmente sinto muito, mas não é minha história para contar. Quando vocês a conhecerem entenderão o por que disso tudo, confiem em mim. – ele olhou para Alice e depois para mim.
– Mas você disse que ela nunca aparece em público. – ela estava fazendo o típico biquinho para convencê-lo
– Um dia vocês entenderão... é tudo que posso dizer por enquanto. – ele segurou em sua mão e a beijou suavemente, ela suspirou e sorriu para ele toda derretida, eu olhei para Carlisle e sorrimos um para o outro, ele era bom, convenceu Alice a deixar essa história para uma outra ocasião.
– Vamos para meu escritório. – Carlisle disse e eles seguiram pelo corredor. Alice olhou para onde eles saíram com os olhos estreitos e disse:
– Aí tem...toda essa história sobre Adilah e essa tal de Cygne me deixou com a pulga atrás da orelha – ela voltou-se em minha direção e disse: — Agora me diga, o que você aprontou ontem à noite? – eu a olhei assustado, balancei a cabeça e disse:
– Eu nunca consigo esconder nada de você mesmo... – dei de ombros e disse: — Mas voltando ao assunto de Adilah e Cygne, eu também fiquei muito curioso e só quem pode nos esclarecer toda essa história é o seu Jéferson. – ela me deu um tapinha no braço e disse:
– É Jasper, o nome dele é Jasper! Qual é o seu problema com nomes? – ela me encarou e eu passei a mão entre os cabelos, então continuou: — Me diga, o que você achou dele? – ela me olhou apreensiva. Eu fiz um certo suspense.
– Quer mesmo saber o que eu achei dele? – a olhei tentando ficar sério e percebi que ela estava bem agitada.
– Claro que sim! – ela estava com os olhos arregalados.
– Eu fiquei muito curioso sobre tudo isso e a atitude dele realmente me impressionou. – eu fiz uma pausa. Ela cruzou os braços sob o peito e rolou os olhos, eu ri e continuei: — Agora falando sério... a atitude dele foi impressionante. Ele poderia tentar nos impressionar com toda essa história de Cygne, no entanto ele preferiu se calar e manter-se fiel à sua cliente...e sem contar que ele a conveceu rapidamente sobre os fatos. Gostei da atitude dele...ele é confiável e leal, isso é muito importante.
– É o que diz a sua intuição? – ela perguntou com um sorriso.
– Não, é o que diz minha experiência com as pessoas. – eu a abracei e ela riu.
– Agora me conta uma coisa...-ela fez uma pausa e piscou:- Quem fez isso no seu pescoço? – eu dei uma gargalhada e antes de responder ela continuou: — Não foi a mosca morta da Ângela e nem a Heidi por que...- eu a interrompi:
– Como assim não foi a Ângela e nem a Heidi? – ela bufou e disse:
– Ah faça-me o favor Edward Cullen! Desde quando a mosca morta poderia fazer isso? Apesar de que a louca da Heidi até poderia...mas, definitivamente você não perderia a cabeça a esse ponto...- fez uma pausa dramática e eu fiquei pensando como uma pessoa poderia se tão intrometida como minha irmã. Então continuou: — Então só me resta uma alternativa: tem gente nova área. – ela riu e apertou minhas bochechas. Eu odiava quando ela fazia isso me deixando extremamente irritado e agora que ela tocou no assunto Bella, senti o peso da rejeição. Fiz uma careta e disse:
– Eu não quero falar sobre isso. – eu me senti extremamente desconfortável de falar sobre o ocorrido.
– Alternativa errada. Alias eu nem te dei direito de escolher se quer ou não falar sobre o assunto. Agora desembucha...quem é? – ela é tão pequena para ser tão mandona assim. Eu suspirei e disse:
– Sem nomes...conheci uma garota ontem no pub que simplesmente me enlouqueceu. Fiquei fora de mim. Praticamente a arrastei para fora. – nesse instante Fred aparece e eu o peguei no colo, ele encostou a cabeça em meu peito, devia estar cansado. Enquanto conversávamos nos dirigíamos para o quintal dos fundos. Continuei: — Isso nunca aconteceu comigo...enfim, sem muitos detalhes começamos no bar e passamos a noite toda nos amando e quando acordei hoje...ela havia ido embora. – nesse instante Fred desce e puxa de dentro do bolso de minha calça o sutiã de Bella. Alice arregalou os olhos e disse:
– E por isso agora você anda com o sutiã da garota em seu bolso? – eu bufei e tomei a peça da mão de Fred, coloquei de volta no bolso ele saiu correndo novamente e eu disse:
– Claro que não! Acontece que estava no carro e esse macaco pervertido fica enlouquecido com o cheiro dela. – ela estava com uma expressão surpresa e disse:
– Você não permite que ninguém chame Fred de macaco...e o que o sutiã da garota está fazendo no seu carro? — eu revirei os olhos e disse:
– Sem detalhes Alice! – ela riu.
– Safadinhos! Não conseguiram esperar chegar em outro lugar!! E por que ela foi embora? O que você fez de errado? – ela fez várias perguntas ao mesmo tempo.
– Eu?! Sei lá...é isso que eu tenho me perguntado. Eu nunca senti uma conexão tão forte com alguém como foi com ela, foi algo...mágico, diferente. — enfiei as mãos no bolso de minha calça novamente sentindo a maciez do tecido da peça e continuei: — Pensei que estávamos na mesma freqüência e... de repente, sei lá, talvez ela esteja acostumada a fazer isso, sair com qualquer um e depois ir embora sem se despedir. – passei a mão entre meus cabelos.
– Ela te deu essa impressão? De que sai com qualquer um? – Alice perguntou.
– Não, a impressão que eu tive foi justamente o contrário. Ela disse que nunca havia tido tal aventura...e eu acreditei nela, acho que o problema foi eu mesmo...- foi a única explicação para isso e tal constatação me deixou arrasado.
– Será que você falou o nome de outra mulher na hora? Sofre de ejaculação precoce? – ela começou com absurdos.
– Você não entende Alice... a noite foi perfeita! Eu não conseguia nem pensar, ou melhor, tudo o que eu pensava era nela...agora ejaculação precoce? É sério que você está falando disso comigo? Faça-me o favor Alice! – eu estava indignado com as teorias ridículas dela.
– Ah sei lá...tudo é possível! E como está sua relação com Ângela? – ela disse pensativa.
– Não está. Terminamos e pronto. Eu fiquei três meses na base de Quântico só voltando para Washigton ontem e já retorno amanhã à noite. Ela é uma pessoa muito importante em minha vida, mas não posso continuar com isso...ela quer se casar, ter filhos e eu não posso oferecer isso à ela. Eu quero muito me casar e ter um monte de filhos, mas sei que essa pessoa não é a Ângela. – eu disse com pesar.
– Eu sei que você pensa que não gosto dela...- eu iria interrompê-la, mas ela levantou a mão e disse: — Espera, deixe-me terminar o que eu comecei...não que não gosto, Ângela é inteligente, bonita, tem bom gosto, mas...não é ela Edward. Você sabe... minha intuição me diz que não é ela e como você tem uma grande tendência a se acomodar, se eu a aceitasse, seria como se eu fosse conivente com isso e você iria acomodar-se nesse relacionamento sem graça e nem adianta negar, você sabe que estou certa. – eu balancei a cabeça e disse:
– E quem disse que preciso de sua aprovação para fazer algo? – ela me abraçou pela cintura e disse:
– Assim como preciso da sua para quase tudo que vou fazer. – ela olhou-me com ternura: — Edward a nossa ligação é única! Que ninguém nos ouça, mas sua opinião é mais importante do que de Carlisle e Esme...Emmett nem se conta, afinal de contas você é meu irmãozão mais velho. – ela riu e eu a acompanhei. Beijei no alto de sua cabeça e disse em tom presunçoso:
– Eu sempre a influenciei em tudo que você fazia, mesmo com toda essa pose de independente. – ela me deu um cutucão e disse:
– Mas se você dizer a alguém eu desminto! – nós rimos e ela completou: — Assim como sua ligação com Carlisle. Vou confessar algo...às vezes eu acreditava que ele o amava mais do que a mim e a Emmett. Isso me dava um ciúme louco! Mas hoje eu admiro profundamente essa ligação e compreendo perfeitamente. – eu abracei pelos ombros e disse:
– Eu tenho uma profunda admiração por Carlisle não só porque ele me acolheu como filho, mas pela pessoa que ele é. Ele poderia fazer qualquer coisa, sempre teve muito dinheiro, é muito agradável, bonito, no entanto formou-se em medicina e se doa incondicionalmente a todas essas causas humanitárias, sem contar que depois de acolher eu e Esme, os dois resolvem adotar mais dois pestinhas...- nós rimos. — E o amor entre eles? É algo que nos constrange. Tudo isso nos uni, faz com que cada um de nós seja tão importante para o outro. – eu suspirei e disse:- Sinto falta de quando éramos adolescentes e Emmett nos colocava em encrencas... – eu disse com um tom melancólico, ela riu e disse:
– E sempre por causa de mulheres. Como ele é mulherengo! – chegamos até um balanço que fica de frente para o lago, nos sentamos. E ela continuou: — E ele continua do mesmo jeito...há uns dois meses ele acordou com duas mulheres em um hotelzinho qualquer. Uma delas era a filha do senador Randall, o nome dela é Chelsea, recentemente ela disse que estava grávida e que ele era o pai. – ela falava de um jeito engraçado, mas percebi que as coisas ficaram bem tensas.
– Que loucura! Agora ele deve ter sossegado! Mas ela está mesmo grávida? – eu me senti culpado por não estar aqui para apoiá-los.
– Imagina se aquele louco toma jeito! Ele foi a uma das festas de Samantha e adivinha quem ele encontra por lá? A louca da Chelsea...e vê se não vem falar besteiras, mas ela estava se agarrando com o Jacob e sabe o que o Em fez? – eu fiz uma careta quando ela falou esse nome, e fiz um gesto para ela continuar:
– Ele a pressionou, ela desmentiu a história da gravidez e depois...fizeram sexo grupal durante a festa. – filmaram tudo e graças ao Jasper caiu na Internet. O senador que tinha ameaçado papai e Emmett teve que vir agradecê-los por evitar o escândalo. – ela disse e parecia decepcionada com Emmett.
– Mas e ele como está? Sossegou? – eu perguntei chateado com tudo isso.
– Bem ele trabalha com Jacob...e você sabe, ele é meio complicado então acredito que logo nós teremos noticias dele e de suas aventuras. – ela fez uma pausa, suspirou e disse: — Ele só vai tomar jeito quando se apaixonar por uma mulher que o coloque na linha, daquelas que são mandonas e que ele tenha medo, é disso que ele precisa. – nós rimos e eu disse:
– E como Esme e Carlisle reagiram? Eu ligo sempre para falar com vocês em nenhum momento comentaram essas loucuras de Emmett. – eu disse magoado por não saber o que se passava na casa em minha ausência.
– E o que você poderia fazer? Mandar prendê-lo? Ele tem que aprender a se virar. Mamãe ficou bem abalada, mas papai sempre calmo e sereno conseguiu contornar tudo. Mas até que foi engraçado, você precisava ver quando Chelsea disse que ele seria pai...- ela gargalhou escandalosamente e eu a acompanhei: — Pensei que Em iria chorar... – e riu novamente. Ela olhou em direção a casa então perguntei:
– E você e o Jasper? É para valer? – estava curioso.
– Quando o vi pela primeira vez eu senti algo tão...Intenso!
– Intenso! – falamos juntos e ela sorriu.
– Foi assim com a garota? – ela perguntou.
– Sim foi como uma explosão...mas me fale mais sobre você. – eu não queria mais tocar nesse assunto.
– Então...eu o vi pela primeira vez naquela boate Lua Nova, ficamos nos olhando uma boa parte da noite, de repente ele sumiu. Depois como era nosso destino ficarmos juntos, eu o reencontrei no pub, onde ele tocava com sua banda e .... – ela fez um gesto com a mão indicando a casa. – Eu estou apaixonado por ele, como nunca estive antes. O que sinto por ele me completa é como se estivesse faltando uma parte de mim. Eu sinto como se dentro de mim estivesse cheio de nuvens. – nós rimos.
– Nuvens Alice?! – eu perguntei.
– Sim! Eu sinto algo fofinho e gostoso dentro de mim, como se fosse algodão doce... a cada sorriso, cada gesto, cada palavra dele é como se nuvens de algodão doce me preenchessem. Sabe tenho que perguntar para mamãe e papai se é assim com eles também. – ela disse sonhadora.
– É o melhor exemplo que poderíamos ter de um relacionamento que deu certo. Será que é assim para todos? Como eles são um para o outro? – antes de comentarmos mais alguma coisa ouvimos passos e quando olhamos para trás vimos Esme, Carlisle e Jasper se aproximando. Eu olhei para Alice que seus olhos brilhavam intensamente e percebi que ela já sabia a resposta.
**Médicos Sem Fronteiras tem cerca de 22 mil profissionais de diferentes áreas, espalhados por 65 países, atuando diariamente em situações de desastres naturais, fome, conflitos, epidemias e combate a doenças negligenciadas.
** Shirin Adilah Dahdal é baseada na história de Shirin Ebadi, a vida dessa mulher tem me impressionado muito por sua determinação em ver a igualdade entre homens e mulheres prevalecer.
** Eu citei sobre leis e o Islã, mas aquilo de Adilah não poder defender Carmen foi unica e exclusivamente da minha mente não consegui encontrar nada que dissesse o contrário, ou vice e versa.
**SEALS: A sigla da unidade é derivada de sua capacidade em operar no mar, no ar e em terra. Na Guerra ao Terror, os SEALs foram utilizados quase exclusivamente em operações terrestres, incluindo ação direta, resgate de reféns, antiterrorismo, reconhecimento especial, guerra não-convencional e operações de defesa interna. Sem exceção, todos os SEALs são membros do sexo masculino, seja da Marinha ou da Guarda Costeira.
* O diálogo entre Jasper e Eleazar usei o tradutor do Google.
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