All Wed Ever Need
18 Capítulo 18 - Se eu não tiver você
Notas iniciais
Esse capítulo está mais técnico, pois descreve a rotina de Bella na Academia.
Se eu não tiver você
Talvez estivesse mesmo sendo irresponsável, mas cheguei a tal ponto que não vejo retorno. É como disse à Edward não é apenas sexo, quero sua amizade, sua risada, seu olhar intenso, sua implicância, pois amo quando ele discorda de mim e me desafia, enfim quero sua presença e não posso mais abrir mão disso. A solução eu ainda não tenho, mas encontrarei um jeito.
– Você tem razão Hassan. Eu devo pensar melhor em minhas prioridades. No entanto não abro mão da amizade de Edward e sua família. – ele fez uma expressão de desagrado e eu continuei. – E tem mais uma coisa que tanto eu como Liam nos esquecemos de falar com você. Irei falar com Edward sobre minha situação na ONG, pois as nossas investigações sobre Umarov irá complementar o trabalho da equipe dele. – Hassan balançou a cabeça em sinal negativo.
– De jeito nenhum Cygne! Isso está fora de cogitação! – ele disse totalmente irredutível.
– Eu sei que devo satisfações a você, mas você sempre me disse que eu não deveria envolver a minha vida particular e sentimental com a ONG e bem Hassan ....eu só quero.... –eu tentei lhe dizer, mas ele me interrompeu:
– Você está desobedecendo a uma ordem minha Isabella? E como esse seu envolvimento com o Cullen não envolve a ONG? – ele perguntou ameaçadoramente. Nos olhávamos cada um medindo até onde poderíamos ir com o outro. Essa questão dele me “ordenar” sempre desperta o meu mau gênio, mas infelizmente eu me propus a isso e tenho que aceitar, pelo menos por enquanto. Por fim Hassan suspirou e perguntou: — Entende que só quero protegê-la? Ele tem envolvimento com pessoas perigosas para nós...para você Cygne! – ele disse em um sussurro.
– O que poderia ser perigoso para mim? E que tipo de gente poderia me colocar em perigo?? – eu perguntei impaciente. Às vezes Hassan é um tanto controlador e se dependesse dele nem mesmo Lála teria contato comigo.
–Esquece. – ele suspirou e continuou: — Então deixe que Liam se encarregue disso. Não quero você dando satisfação ao Cullen. Você só se reporta a mim entendeu? – ele me encarou e eu só respondi com aceno. Eu me sinto totalmente acorrentada a essa situação. – Quero entender por que a opinião dele é tão importante para você. Juro que ainda não consigo compreender. – ele disse com ironia.
– Qual é o seu problema Hassan? Eu dormi com ele e eu não sei se você sabe, mas isso cria um tipo de intimidade entre as pessoas. – eu respondi irritada. Ele segurou em meu queixo e em meus cabelos fortemente e respondeu entre dentes:
–Não fale comigo desse jeito Isabella. Eu não sou qualquer um para você achar que pode falar comigo assim....- ele me olhou nos olhos ameaçadoramente.
– Você não é meu dono para falar comigo assim também. – eu respondi do mesmo jeito.
– Há controvérsias. – ele riu e ainda segurando meu queixo firmemente continuou: — Você não passava de uma nerdizinha, atrapalhada tropeçando em seus próprios pés. Você era patética Isabella! – eu puxei meu rosto com força e ele continuou: — Se hoje você é o que é foi por que eu te fiz assim! Eu te construi! Você... olhe só para você hoje!! E ainda tem a petulância de me desafiar. Eu mando em você sim, entendeu Isabella? – ele disse sorrindo falsamente. Sempre me lembro de como eu estava quando Lála me encontrou, não preciso dele para ficar me lembrando. Ele apertou ainda mais meus cabelos em sua mão e perguntou outra vez: — Entendeu Isabella?
– Entendi Hassan. – o olhei com raiva.
– Tira essa carinha de raiva e sorria.E nem pense em criar asas lindo Cisne... eu mesmo as corto. Não gosto de vê-la assim toda emburrada. – ele disse sorrindo. Idiota! Só pode ser bipolar esse cretino. Às vezes me sinto como uma escrava que por livre e espontânea vontade vendeu sua liberdade. Ele continuou: — Vocês ocidentais banalizam o sexo e quando se deparam com o ...- ele ficou em silêncio por um momento, esfregou o rosto com ambas as mãos e continuou: — Você nem se deu conta ainda. – ele afirmou e me olhou com pesar.
– Me dei conta de que Hassan? – eu fiquei intrigada por sua afirmação. Ele segurou em minha mão e depositou um beijo carinhoso ali.
– Deixa pra lá querida. – ele virou-se em seu banco pegou uma grande mochila e disse: — Olhe só o que arrumamos para você levar. – me entregou a mochila pesada. – Tem tudo o que uma equipe precisa. Sabe o que irão fazer lá com vocês naquela floresta não é? – ele mudou de assunto e nem tive vontade de confrontá-lo para obter as respostas que precisava agora. Definitivamente nossa relação é doentia. – Lembre-se você tem uma meta.... ser a melhor. Então vá e mostre do que você é capaz. Faça o que você foi treinada para fazer e esqueça o Cullen.... pelo menos por enquanto depois nós veremos o que iremos fazer. – ele deu um tapinha em minha mão. – Sabe que só quero o melhor para você não é querida? — Eu tinha minhas duvidas às vezes, mas não poderia desafiá-lo assim.
– Eu sei disso e não sabe o quanto lhe sou grata Hassan.- ele revirou os olhos.
– Sua mãe estaria orgulhosa de você agora minha pequena... – quando ele me diz essas coisas sobre minha mãe algo dentro de mim se aquece e a necessidade em fazer sempre o melhor supera qualquer coisa até mesmo as minhas vontades.
– É sério? – eu perguntei insegura.
– Claro claro. – ele me deu um beijo na testa. – Vá com cuidado. E depois veremos o que fazer com tudo isso. – foi então que percebi que já estávamos em frente à Academia.
– Por favor, qualquer noticia de Garret me avise. – apertei sua mão, abri a porta da SUV e desci. Fui rapidamente para o laboratório de Liam, pois agora eu teria pouco tempo para deixar tudo pronto e poder me comunicar com Edward sem interferências.
Procurei por Liam e não o encontrei em parte alguma, estava preocupada em entrar em seu laboratório e alguém me pegar lá sozinha poderia ser prejudicada. Pense Isabella, pense! De repente eu vi Edward entrando no pátio e sem pensar fui em sua direção. Ele me olhou com aquele típico sorriso que acaba com qualquer pensamento racional que tenho. Eu respirei fundo e disse:
– Não faz isso. – eu fechei os olhos e quando abri Edward me olhava preocupado.
– Fazer o que? O que houve? – ele disse assustado. Eu sorri.
– Deixa pra lá eu sou louca é isso. – eu respondi. – Então Edward eu preciso falar com você e é urgente. Será possível conversarmos na sala de Liam? – eu perguntei ansiosa, pois lá estava todo o equipamento que precisava passar para ele.
– Pode ser em minha sala? Eu não tenho a senha da sala dele e.... — eu revirei os olhos, mostrei meu celular para ele e fiz sinal de negativo e disse:
– Me sentiria mais à vontade na sala de Liam, pois o que preciso falar com você é particular e muito importante. – ele me olhou de um jeito estranho e deu de ombros fazendo sinal para eu ir à frente. Dirigi-me rapidamente ao laboratório, logo digitei a senha e entramos. Fui até o armário com o equipamento necessário, dois celulares com transmissão de rádio onde eu havia mudado a freqüência e seria muito difícil alguém rastrear. Mas ainda havia algumas modificações a serem feitas. Ele me olhou com ar de interrogação e eu comecei lhe mostrando meu celular depois eu disse:
– Infelizmente Edward não poderemos continuar nos encontrando, pois eu tenho algumas coisas para resolver. – ele me olhou espantado e eu revirei os olhos e mostrei novamente meu celular para ele entender que estávamos sendo monitorados. Eu nem poderia retirar a bateria que Hassan poderia notar... no entanto Liam tinha um programa* que bloqueava todas as transmissões eu só teria que achar, pois estava sem meus equipamentos aqui no momento. Eu fiz sinal com mão para que ele continuasse falando e acredito que mesmo não entendendo ele fez o que eu pedi:
– Como assim Bella? Nós já tínhamos nos acertado o que está acontecendo? – ele me olhou confuso e fez sinal para que eu continuasse. Enquanto isso eu fuçava os programas do super computador de Liam. Por fim achei o que precisava acionei o programa, respirei fundo e perguntei:
– Sabe se tem alguma câmera que mais alguém tem acesso? – ele me olhou em duvida e eu disse: — Isso é extremamente grave. – eu disse séria. Ele foi até uma parede e me mostrou e no mesmo instante soube que estava enrolada. Fui até lá e desconectei a bendita câmera eu cocei minha cabeça, coloquei minhas mãos na cintura e perguntei:
– O que você sabe sobre mim? – ele respirou fundo e respondeu.
– Só que você participa da Convenção dos Nerds, que trabalha para alguém que Liam confia e que faz algumas mágicas com computador. – eu bufei.
– Que história é essa de Convenção dos Nerds? – ele me olhou surpreso e eu nem esperei ele responder: — Outra hora você me explica isso Edward. Presta atenção por que consegui bloquear o sinal e isso é por pouco tempo. Olha só você só irá falar comigo por esse aparelho, tenho milhões de coisas para te explicar, mas não temos tempo suficiente para discutirmos a relação o importante é que para todos os efeitos somos apenas amigos. Então se eu disser algo que não condiz com que vivemos entenda é para o nosso bem. Para que você entenda melhor... eu sou vigiada 24 por semana, através de câmeras, celulares e sei lá mais o que. – se ele soubesse que tenho um chip que mostra onde estou em todo tempo. Fiz uma pausa e ele não parecia surpreso o que eu achei estranho, mas deixei passar. – Ouça isso é importante, você pode ser prejudicado, alias muito prejudicado e eu também então preciso que tenha cautela. Ninguém pode saber de nós dois....- ele me olhou contrariado. – Por enquanto pelo menos. Quando eu voltar irei resolver isso, mas por enquanto terá que ser assim ou nada. Você decide. – eu coloquei as duas mãos em minha cabeça e ele que estava com as mãos dentro dos bolsos da frente de sua calça jeans se aproximou e perguntou:
– É seguro falarmos agora? – eu balancei a cabeça fazendo sinal positivo. Ele me enlaçou pela cintura, e passou seu nariz em minha mandíbula me senti derreter por dentro. Não me restou outra coisa a não ser colocar meus braços ao redor de seu pescoço.
– Sabe Guapa, algumas pessoas vivem para serem famosas, ricas, para terem poder, ou seja, lá o que for. – ele fez uma pausa e me olhou intensamente. Deu um beijo em meu nariz: — Outros querem a fonte da juventude, sexo, mais poder. Eu tenho tudo o que eu quero e o que eu preciso. – ele me olhou de um jeito selvagem e continuou: — Mas se você não estiver comigo tudo o que tenho não significa nada. – eu quase desfaleci nesse momento, pois eu nunca esperei ouvir nada parecido de alguém e muito menos dele. – Então, entenda que eu preciso de você e seja lá o que isso implica eu estou dentro. Consegue entender? Se precisarmos embarcar no Titanic eu irei, mesmo sabendo que ele irá afundar, pois eu quero você. Agora o quanto você quer isso Isabella? – ele disse isso e me beijou não qualquer beijo, mas um beijo como se nossas vidas dependessem disso. Senti tudo desaparecer ao meu redor e me entreguei a ele naquele momento. Senti algo que nunca senti em minha vida, como se eu pudesse fazer qualquer coisa, pois Edward estava ali comigo. Ele foi parando o beijo e me olhou com ar de interrogação. Sei que ele espera uma resposta minha e lhe dei mais um selinho antes de me afastar um pouco e poder responder com coerência. Eu respirei fundo.
– Ah Flippy! Você ainda irá me matar! – ele sorriu torto e começo acreditar que Edward faz isso de propósito, sabendo o efeito que isso tem sobre as pessoas, sobre mim principalmente, pois sempre perco o raciocínio quando ele faz isso. – Sinceramente eu não sei do que sou capaz de fazer pelo que temos vivido, pois nada disso tem valor para mim. Sabe dinheiro, poder, fama e todas essas baboseiras que você disse. No entanto estou comprometida com pessoas e coisas muito mais importantes do que até mesmo a minha vida e preciso honrar esses compromissos, mas eu não consigo mais ficar longe de você e não quero pensar no que isso implica, simplesmente não quero abrir mão de tudo o que tenho vivido com você até agora. – eu o olhei com medo que ele não tenha entendido e continuei: — No momento não tenho tempo para lhe explicar tudo e estou sendo bastante egoísta ao lhe pedir isso, mas ... me espere. Eu também preciso de você. – meu coração batia descompassado nesse momento, pois não sei o que farei se ele não quiser me esperar até tentar desenrolar toda essa bagunça que é minha vida. Ele sorriu novamente e disse:
– De repente gostei do que significa a palavra egoísta. – e me beijou novamente e dessa vez eu retornei com alivio por sua resposta e com tudo o que eu estava sentindo naquele momento. Então eu ouvi um pigarro, fazendo com que eu empurrasse Edward para longe de mim. Quando olhei em direção à porta eu vi Liam com um ar de divertimento.
– Eu sabia! Há! Eu sabia! Vocês dois hein! — depois ele olhou especificamente para mim e disse: — Você é louca?! – depois olhou para Edward e perguntou: — Você sabe onde está se metendo? – ele esfregou o rosto com ambas as mãos. – Vocês são loucos!
– Eu concordo com você. Eu já tentei fazê-lo desistir dessa loucura, mas ele é pior que eu e eu...- não sabia como explicar que o queria em minha vida de qualquer jeito. Não sabia o que dizer então dei de ombros. Edward deu uma gargalhada e disse:
– Eu não sei em que exatamente estou me metendo, mas acredito que vale a pena e quero pagar o preço. – ele se aproximou e me agarrou pela cintura novamente eu me derreti de encontro ao seu corpo. – Eu só não quero ficar longe dessa mulher. – e beijou minha cabeça eu ergui meus olhos e encontrei os seus lindos olhos azuis acinzentados e o que encontrei ali me fez sentir segurança que poderíamos enfrentar seja lá o que fosse juntos. Eu voltei a olhar para Liam e sorri.
– Meu Deus! Vocês estão muito fodidos! – Liam disse e eu fiz uma careta o fazendo rir: — Agora é melhor se apressar Bella, pois já estão se preparando para entrarem no ônibus. – eu olhei novamente para Edward e disse:
– Quando eu voltar eu prometo que lhe explicarei tudo. Até lá só fale comigo através desse aparelho se outra pessoa tentar entrar em contato mesmo dizendo que eu pedi se desfaça do seu. Cuidado e negue qualquer coisa a qualquer pessoa e, por favor, confie em mim. – eu disse o abraçando pela cintura. Ele beijou minha testa.
– Não se preocupe tudo dará certo e, por favor, também confie em mim. – eu o olhei confusa e ele continuou: — Quando você voltar iremos conversar sobre tudo, por que eu também tenho algumas coisas para lhe falar, só confie em mim. – lembrei do que Hassan disse sobre seu envolvimento com pessoas que me ofereciam risco. Nesse instante ouvi o computador avisando que o programa estava sendo desativado. Nos beijamos esquecendo da presença de Liam ali no local. Por fim nos olhamos e naquele olhar entendi tudo o que precisava e senti que ele confia em mim e eu só poderia retornar com minha confiança nele. Afastamo-nos e eu disse para Liam em um tom impessoal:
– Se você quiser falar com o Cullen sobre a ONG Liam eu já acertei tudo e temos autorização para revelarmos o nessário. – me voltei para Edward e disse: — Nós já conversamos e espero que você tenha entendido tudo Edward, pois sua amizade e de sua família são muito importantes para mim. – eu lhe disse quase que suplicando com meu olhar.
– Eu entendi tudo isso Isabella, mas prefiro esperar você voltar ou nós nos encontrarmos para que você mesma me explique tudo, pois eu também tenho algumas coisas para esclarecer contigo. Sem pressa isso é o de menos, não se preocupe sua amizade é muito importante não só para mim, mas acredito que para minha família também e vamos conseguir separar tudo isso. Boa sorte em sua jornada. – ele se aproximou e me beijou levemente nos lábios e saiu sem olhar para trás me deixando com uma sensação de perda.
– Ele tem razão Bella, você é a melhor pessoa para explicar sobre toda essa situação. E achei muito bom de Hassan nos permitir falar sobre a ONG e seu envolvimento nisso tudo, pois nas investigações sobre Umarov irei precisar de seus trabalhos e como poderei explicar isso para Edward? Agradeça a ele por mim assim que possível. – eu fiz que sim com a cabeça. Peguei a minha pesada mochila que havia deixado em um canto e antes de sair eu me voltei para Liam e disse:
– Obrigada por tudo e cuide das coisas enquanto eu estiver fora irei deixar meus bebês aqui com você, mas nada de mexer. – coloquei ameus equipamentos na bancada pisquei para ele e sai rapidamente antes que ele fizesse algum comentário. Quando cheguei ao pátio havia dois ônibus e poucas pessoas do lado de fora. Assim que me aproximei Rosálie disse:
– Tinha que ser uma das últimas Swan? – eu a olhei e percebi que ela havia carregado um pouco mais na maquiagem, provavelmente escondendo hematomas. Não respondi nada e entrei no ônibus onde Zafrina estava à porta. Ela deu um meio sorriso e eu respondi com um aceno de cabeça. Ocupei um lugar no meio do ônibus próximo à janela e assim que me sentei alguém sentou ao meu lado. Quando eu olhei para o lado vi Riley e bufei.
– O que foi Swan? Eu a incomodo? – ele disse com um tom zombeteiro. Eu revirei meus olhos e respondi.
– Não Biers você não me incomoda. – eu disse irritada.
– Será um prazer disputar com você o primeiro lugar apesar de achar um tanto que injusto, pois você sendo mulher já está em desvantagem, mas não terei piedade. – ele me olhou ameaçadoramente. – Eu não medirei esforços.
– Não se preocupe Riley, pois eu também não medirei esforços. – eu ri disse: — E não se preocupe por eu ser mulher isso nada significa e você poderá ver por si mesmo. – eu encostei minha cabeça no encosto do banco e fechei os olhos, mas logo os abri , pois senti que alguem me olhava e vi do lado de fora os olhos de Edward me acompanhando e não consegui desviar o olhar que parecia que iria me consumir naquele momento. Coloquei minha mão no vidro e ele deu uma aceno breve. Nesse momento Liam chegou perto dele e deu um soquinho em seu braço e só assim ele desviou o olhar.
– Eita! Que se olhar matasse eu já estaria fulminado! O seu namoradinho está com ciúmes Bella. – Riley disse colocando o braço em meus ombros e eu vi quando Edward bufou assistindo os movimentos dele. Eu olhei para seu braço ao meu redor e depois para Riley e disse:
– Se não quiser um braço quebrado acho bom tirar o braço daqui agora. E para você é Isabella!– o olhei nos olhos. Ele deu de ombros e disse:
– Vou tirar por que.... — nesse instante Edward com uma postura intimidante entrou no ônibus no mesmo momento me senti excitada com sua fisionomia enfurecida, então ele disse:
– Atenção a todos os alunos... – sua voz potente nada lembrava a voz de veludo quando ele fala calmamente ou quando estamos... bem esses não são pensamentos adequados para esse momento. Eu respirei fundo e Edward olhou diretamente para Riley e depois no geral. – Como coordenador do curso quero lembrá-los de algumas regras. Será inadmissível qualquer comportamento inadequado dos senhores e das senhoras como, por exemplo, qualquer tipo de promiscuidade, uso inadequado de substâncias ilegais, discussões que chegue a vias de fato** ou qualquer tipo de situação que venha causar transtorno ao grupo. – ele fez uma pausa e olhou ameaçadoramente para o Riley. – Alguém tem alguma duvida? – no mesmo instante Riley levantou a mão e disse:
– Eu tenho. – ele o olhou com cinismo.
– Quando se dirigir a mim, aluno, comece pelo Senhor. Entendido? – Todos o olharam assustados, pois ele nunca exigiu esse tipo de tratamento em sala de aula, porém essa postura dele me deixara em êxtase. Vai entender logo eu que detesto que me tratem assim. Eu respirei fundo e quando o olhei percebi que ele notou que eu estava alterada, pois arqueou uma sobrancelha e disse para mim: — E Srta Swan precisa ir até a Divisão de Tecnologia, pois o agente Sheppard precisa lhe falar, mas antes continue aluno. – se dirigiu ao Riley.
– Desculpe Senhor, mas tenho uma duvida. É proibido ter relacionamento... digamos que românticos com outros alunos ou até mesmo com algum agente? – ele disse com ironia. Eu senti até um frio em minha barriga com essa pergunta. Vi no instante que os olhos de Edward se transformaram em fendas e ele respondeu com cuidado.
– Não aluno. Não é proibido qualquer tipo de relacionamento romântico entre alunos com alunos ou até mesmo entre alunos com agentes ou agentes com agentes. – ele fez uma pausa e olhou para todos que apenas observavam a cena com muito interesse. – No entanto, recomendamos o não envolvimento dentro do Centro de Formação entre alunos e agentes para evitar qualquer tipo de suspeitas ou até mesmo privilégios. Mais alguma questão? – ninguém disse nada até mesmo por sua postura e principalmente sua entonação de voz que intimidava a qualquer um, menos eu que estava excitadíssima. Ó céus! O que será de mim?
– Isabella Swan? – eu dei um pulo, pois me assustei com o seu chamado e o olhei com os olhos arregalados. – Vamos logo para não atrasar ainda mais a viagem! – e simplesmente ele virou as costas e saiu do ônibus me fazendo correr atrás dele. Ainda ouvi Riley dar uma risadinha, mas nem dei importância e fui atrás do meu agente mandão. Eu respirei fundo tentando acalmar meu coração e o fogo que se alastrou por meu corpo enquanto ele estava no mode Agente Fodão. Céus! Como pode eu ficar excitada com uma situação daquelas?
Senti algo, ou melhor, ele me puxando para um lugar escuro e sua voz bem próxima do meu ouvido enquanto seu corpo me imprensava na parede:
– Não quero saber de você perto de ninguém e muito menos com gracinha com esses tarados. Você me entendeu Isabella? – se fosse em outro momento ou outra pessoa dizendo esses absurdos eu teria lhe dado um soco em seu rosto, mas como tudo com Edward é diferente aqui estou excitada por que ele está mandando em mim. Era para eu ficar irritada? Se essa foi sua intenção não adiantou e eu não encontrei minha voz para responder. Ele me apertou novamente de encontro á parede e disse: — Responde porra! – ele disse sussurrando e eu até suspirei nesse momento e sem pensar duas vezes procurei por sua boca e o beijei furiosamente. Por fim mordi seu lábio inferior com mais força o fazendo gemer e disse ainda com a minha boca na sua.
– Você não manda em mim Cullen! – e mordisquei sua orelha. – E só para constar eu estou com você e só com você. Não gosto dessas situações de passar de mão em mão. E isso serve para você também. – o mordi mais uma vez e me afastei o deixando ali e sai rapidamente, ajeitando minha roupa. Sorri com o pensamento de tê-lo deixado naquele estado também.
Corri para o ônibus e assim que entrei ouvi:
– Agora que o bebê Swan chegou podemos finalmente ir? – Rosálie perguntou para Zafrina que a olhou um tanto irritada e se dirigiu ao motorista para podermos começar a viagem. Eu sei que ela disse isso apenas para me irritar e eu não perdi a oportunidade de devolver a provocação.
– Parece que a agente responsável pela expedição não gosta muito de você Hale....- eu disse baixinho para que somente ela ouvisse e dei uma risadinha irônica indo me sentar atrás do Riley, não havia como eu me sentar novamente com ele. Olhei para o lado e reconheci Austin Marks ele sorriu timidamente e eu retribui com um aceno de cabeça. Logo liguei meu ipod com as minhas músicas preferidas e simplesmente ignorei tudo ao meu redor.
A viagem foi um tanto demorada e cansativa devido ao calor***. Chegamos ao local aonde iríamos nos dividir em grupos de seis pessoas mais um agente e lá já estavam os fuzileiros logo reconheci o Tenente Coronel George Cameron, ele me lembrou a versão grande de Chuck Norris e lembrei que o mesmo é amigo de Garret e pelo que ele me disse o homem é osso duro de roer. Logo ouvi a movimentação dos fuzileiros se organizando em pelotões e o restante dos ônibus chegando com um grande número de pessoas e como em um acordo cada grupo de um lado, os candidatos a agente de um lado e fuzileiros do outro. Notei alguns agentes indo cumprimentar o Tenente Coronel Cameron e vi entre eles John Vermont e Zafrina tomando à frente de tudo. A postura de Zafrina, John e Rosálie é extremamente intimidante e claro o tenente Cameron. Havia um grande número de agentes e oficiais, logo notei que não era simplesmente um curso de soldados, mas talvez candidatos a novos Segundo-Tenentes se não me engano, ou seja, estaríamos realmente encrencados, pois a jornada para oficiais dos fuzileiros é realmente difícil e eles por sua vez tornariam a nossa vida aqui bem difícil.
Logo os pelotões estavam divididos e o Tenente Coronel Cameron foi à frente de sua tropa onde recebeu o comando do grupamento e disse:
– Atenção grupamento. Grupamento sentido! Grupamento descansar***! – todos ficaram com os braços atrás do corpo e pernas ligeiramente afastadas. Ele então continuou: — Os senhores estão aqui para serem os novos Segundo-Tenentes dos Fuzileiros Navais dos EUA! – fez uma pausa e olhou a tropa no geral com um olhar de gelar a alma. Continuou: — Então irão comandar homens de um grupo de elite dentro da Marinha Americana e com isso os senhores têm a obrigação de serem os melhores. Entendido?! – ele gritou e em resposta o grupo deu um brado que ressoou em meu entender em todo o estado:
– Sim Senhor!
– Eu não ouvi senhores! – o Tenente gritou novamente. E em resposta um brado ainda mais alto.
– Sim Senhor! – percebi a expressão satisfeita do Tenente. Ele olhou para Zafrina que fez um sinal quase imperceptível para que ele continuasse.
– Bem estamos aqui hoje com um grupo de agentes e alunos agentes do FBI e quero que os senhores dêem o melhor de si, pois trabalharemos juntos. Entendido?! – ele gritou novamente e ouvi Jéssica suspirando ao meu lado.
– Todos esses homens prometendo trabalhar comigo me deixa tão excitada. – ela sussurrou e eu bufei. Ouvimos o brado dos homens mais uma vez. Ele se voltou em nossa direção e disse:
– Aos senhores. – ele fez uma pausa e olhou no geral, seu olhar ainda extremamente intimidador – E senhoras....eu sou o Tenente Coronel George Cameron, mas podem me chamar de Tenente Cameron. Marquem bem esse nome, pois garanto que nunca mais me esquecerão. Passarei a palavra para a agente especial Zafrina. – ele a olhou profundamente e ela retribuiu o olhar com intensidade. Ela se dirigiu diretamente aos alunos agentes:
– Boa tarde senhoras e senhores. Como já foi dito em nosso auditório essa jornada será parte do treinamento de vocês e será eliminatória. Deixo claro que estamos formando aqui a melhor equipe do Departamento Federal de Investigação dos EUA. Ou seja, aqui temos as mentes mais inteligentes à disposição da nação americana. – ela fez uma pausa e olhou diretamente para o tenente Cameron. E então continuou: — Mas além de exercitar a mente o agente tem que se preparar também fisicamente apesar de termos ao nosso dispor o destacamento dos fuzileiros navais. – ela disse com certa ironia. Ouvi uma risadinha e acredito que veio do pelotão formado pelos fuzileiros. Ela imediatamente entrou no meio pelotão e perguntou para alguém que de onde eu estava não consegui ver, no entanto ouvíamos sua voz.
– Alguma coisa engraçada que queira compartilhar conosco soldado? – sua voz me deu arrepios.
– Não sou um soldado senhora. Sou Primeiro Sargento. – ele disse gritando. Ouvi alguns múrmuros.
– Para começar, como o senhor ainda não foi informado... está ouvindo Tenente Cameron? O seu homem não sabe que a principio cada fuzileiro é primeiramente um soldado***** e acredito eu que um aspirante à oficial dentro de uma tropa de elite que não sabe seus princípios básicos não está preparado nem mesmo para ser um recruta. – silêncio absoluto. – Tem algo à dizer soldado ? – ela perguntou.
– Não senhora! – ele gritou.
– Se apresente soldado! – Zafrina gritou.
– Permissão Senhora? – consegui ver o homem e ele estava um tanto abalado com a situação no mesmo instante procurei pelo tenente Cameron e o vi, seu rosto vermelho e sua mandíbula travada pela tensão. A situação não havia começado bem.
– Não tem soldado! – Zafrina gritou. Ele voltou à posição de descansar* e ela gritou novamente. – Posição de sentido enquanto eu estiver falando com o senhor soldado! – e ele voltou à posição de sentido*. Ela balançou a cabeça e foi até onde estava o tenente Cameron. – Parece que seus homens não sabem a quem se referir tenente. Acredito que ele não tem estrutura para enfrentar uma situação de crise se não sabe nem a que comando responder. – ela disse e veio em nossa direção.
– Senhoras e senhores, não somos um grupo fardado, mas usamos armas e temos que ter um preparo psicológico para lidarmos com pressões do dia-a-dia. Como acabaram de ver esse Primeiro Sargento não soube lidar com um pouco de pressão e cometeu erros básicos que acredito eu nem um recruta cometeria. Irei citar alguns. – ela fez uma pausa e andou em nosso meio, no entanto, sua voz era ouvida em todo o grupamento tenho certeza disso. – Primeiro ele nunca poderia me responder, pois a tropa está sob o comando do tenente Cameron e o mesmo não me passou o comando da tropa. – ela fez uma pausa. Percebi a expressão de divertimento no rosto do John e de Rosálie. Zafrina parou em minha frente e perguntou alto: — Você poderia citar mais um erro do soldado aluna Swan? – senti meu coração parar em minha garganta e respondi rapidamente.
– Sim senhora.
– Então diga, mas fale alto para que todos ouçam aluna. – ela disse impaciente.
– Um fuzileiro não presta continência a não ser por ele está usando um cover*****! – eu disse bem alto e sei que eles me ouviram, pois ouvi um murmuro entre eles. Ela continuou andando em nosso meio e parou em frente a outro aluno a agente e perguntou.
– Sabe me dizer mais algum erro cometido pelo soldado aluno Godenberg?
– Sim senhora. – ele disse prontamente.
– Então responda aluno. – ela disse impaciente.
– Ele não precisava ostentar sua patente, pois um fuzileiro em operação geralmente não usa suas insígnias! – ele respondeu e parece que ela ficou satisfeita, pois olhou para o tenente Cameron e disse:
– Espero sinceramente alunos que aprendam que quem está no comando dessa missão sou eu. Agente Especial Zafrina. – ela fez uma pausa e continuou: — Quando os grupos forem divididos irão se reportar única e exclusivamente ao agente que estiver responsável pelo grupo ou se o responsável passar o comando para outra pessoa que ele julgue ser necessário. Isso é inquestionável. Esse é um motivo para desligamento imediato do curso ou até mesmo depois de formado. O agente só recebe ordem seu chefe imediato ou do Presidente dos EUA. Todos entenderam? – Houve silêncio geral. – Espero que todos tenham entendido. – ela voltou-se para o Tenente Cameron e disse: — Tenente Cameron pode dar as instruções ao meu grupo de alunos. – virou nos calcanhares e ficou atrás da nossa “tropa” ouvindo as recomendações do tenente que deu inicio às instruções necessárias para começarmos a jornada. O treinamento se resumia primeiramente em nos dirigirmos ao local onde haveria algumas provas físicas, montarmos acampamento e em seguida começar o trajeto de ida a uma ilha onde mais provas e as missões seriam pagas. Ali eu percebi que nossa estádia seria bem complicada, pois para montar as barracas do meu grupo que ficou dividida em três homens e três mulheres sem contar Zafrina e um agente chamado Brian Russell que não opinavam, pois eles queriam ver como iríamos nos comportar sem a interferência deles, estava sendo muito difícil, cada um opinava de um jeito e não conseguíamos chegar a um consenso. E sem contar que em meu grupo estava Jéssica . Por fim eu falei quase gritando:
– Posso dar uma sugestão? – todos eles me olharam inclusive Zafrina e Brian que estavam mais distantes aguardando o que iríamos fazer. Continuei: — Vamos nos separar por duplas e delegar tarefas. – todos se entreolharam e Jéssica que estava em meu grupo disse:
– Boa idéia Swan, mas o objetivo não seria trabalharmos em grupo? – ela disse com deboche.
– Exatamente. Todos os dias faremos novas duplas até que todos tenham trabalhado juntos e também diariamente podemos escolher um responsável, como se fosse um xerife* para prestarmos contas no fim do serviço. – eu disse e todos ficamos em silêncio por um momento incomodo. Por fim um dos rapazes disse:
– Foi a idéia mais coerente até agora. Eu apoio. – e assim todos concordaram, mas antes de executar tínhamos que levar isso primeiramente à Zafrina no mesmo instante Jéssica se prontificou em levar a decisão.
Acompanhávamos de longe eles conversando quando percebemos Zafrina irritada e Jéssica nervosa.
– Todos vocês aqui comigo! – Zafrina disse irritada. Trocamos olhares entre nós e ouvi alguém resmungando que eu deveria me responsabilizar pela idéia absurda. Eu respirei fundo esperando as conseqüências de meus atos.
– Eu quero saber de quem foi a idéia de dividirem a equipe em dupla? – Zafrina perguntou ameaçadoramente. No mesmo instante eu disse:
– A idéia foi minha. – todos me olharam assombrados. Se tem uma coisa pior do que não ter iniciativa é não assumir seus erros embora não ache a minha idéia ruim.
– E qual o propósito dessa idéia Swan? – Brian me perguntou. Sua voz é calma, mas seu olhar astuto intimida, eu ergui o queixo em sua direção e respondi:
– Agilizarmos os serviços, pois não estávamos nos entendendo nas divisões de tarefas. Então se todos fizerem as tarefas e houver um rodízio, não haverá motivos para tanto descontentamento e por fim todo dia haverá um xerife responsável para que todos possam lidar com a liderança de um grupo. – eu disse e eles trocaram um olhar.
– E por que a Stanley veio nos trazer a proposta se a idéia foi sua? – Zafrina perguntou.
– Por que ela pediu para vir. – eu respondi prontamente. No mesmo instante Zafrina a olhou e seja lá o que Jéssica disse foi uma atitude errada.
– Da próxima vez que você mentir para nós Stanley considere-se fora. Entendeu? – Zafrina disse com uma voz estranhamente doce, mas fez com que eu me sentisse receosa por Jéssica.
– Sim senhora. – Jéssica respondeu prontamente.
– Eu já falei que podem me chamar de Zafrina somente. – ela continuou irritada, mas com a voz comedida.
– Claro Zafrina. – Jéssica disse mais confiante. Então o agente Brian me olhou e voltou-se para Zafrina.
– E o que faremos com a Swan? – ele disse me dando um olhar divertido que eu não gostei nada.
– Gostamos tanto de sua idéia que você será a primeira xerife e será hoje e amanhã. – Zafrina disse sorrindo. O que me fez mais tensa ainda. No entanto não poderia retroceder agora. Apenas fiz um gesto com a cabeça concordando e mal eu sabia que ali começava o meu tormento.
N/B: Eu amei o capítulo, esclareceu alguns pontos e ainda foi romântico. E a cara de pau da Jessica ela queria ficar com o crédito pela ideía? Parabéns Siobham tá muito bom.
Explicações sobre o capítulo:
* Se existe um programa para isso eu não sei, mas como em fic tudo é possível a minha Bella criou um.
** Vias de fato = quando duas pessoas chegam a se agredirem.
** Não sei se faz calor em Quântico nessa época do ano.
***** Movimentos de Ordem Unida que é utilizado por toda Corporação fardada.
***** Regra principal dos Fuzileiros Navais.
*****Cover= um tipo de chapéu especial utilizado pelos Fuzileiros Navais.
***** Xerife = Geralmente termo utlizado em pelotões para alguém designado para comandar um pequeno grupo.
Notas finais
Enfim espero que gostem. Prometo que não ficarei mais tanto tempo sem postar e que já tenho o próximo capítulo quase todo pronto.Se possível comentem, deixe seu review e sua recomendação.
Quero recomendar a leitura de algumas fics que amo de paixão:
* Obsession - Beaten By love de Halice FRS.
* Love and Rock N Roll da Lyyssa.
* Amor Cigano de PatyPatt.
Cronograma: De 15 em 15 dias o capítulo será postado e sempre às sextas.
PS:Às vezes deixo alguns spoilers no Facebook: Ellen Siobhan Siobhan e tentarei no orkut, esse que por sua vez me odeia.
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