All We Ever Do Is Say Goodbye
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Gostaria de pedir desculpas, caso tenha algum erro de digitação ou formatação. Acontece que já são 5 am e estou morta de sono!
Se alguém ainda lê isso aqui, desejo uma boa leitura! (:
"Cuidado com pessoas feridas, elas são perigosas porque sabem que vão sobreviver."
(Perdas e Danos)
– Bruh, você está pronta? — minha irmã perguntou, entrando no quarto. Eu me virei para olhá-la. — uau! — brinquei. Ela estava linda, vestindo um elegante e romantico vestido rosa claro com rendas, na altura dos joelhos. — Olha só pra você! — ela disse, apontando para mim.
Eu vestia um vestido justo e básico preto, mas nada que chamasse muito a atenção. Deixei meus cabelos soltos, caindo um pouco abaixo dos ombros e havia colocado uma maquiagem simples. — Obrigada. — ri, dando voltas para ela olhar todo o meu look. — Já chegaram? — perguntei. — Ainda não, devem estar a caminho. — ela sorriu em resposta.
– Sabe, eu senti a sua falta. — Ally disse, me pegando de surpresa. — Eu também senti. — eu a abracei.
Alguns minutos depois, resolvemos descer até a cozinha e ver o que tinha para beliscarmos antes do jantar. Estávamos com fome e não víamos a hora de começar o jantar. A campainha tocou e Allison correu para atender, deixando eu e minha mãe para trás, ainda na cozinha.
– Ela parece uma criança. — comentei, rindo. — Vamos, eles chegaram. — minha mãe disse e me puxou com ela para a sala receber o noivo e seus pais.
E foi aí que o meu coração sumiu do meu peito. Eu simplesmente não o sentia mais dentro de mim. Ele parecia não bater mais, o sangue parecia gelado ao correr por minhas veias. Eu não encontrava o ar para respirar e o meu corpo não queria me obedecer ao ver aquela mão estendida na minha direção.
– Bruna, esse é o Dougie, meu noivo. Dougie, essa é a minha irmã. — Allison nos apresentou, mal sabendo ela que não precisava.
Em 1% de chances daquela cena acontecer, era naquele 1% que eu me encontrava. Tudo o que eu tentava evitar, tinha medo de encarar estava ali, sorrindo tão surpreso quanto eu, com aqueles olhos azuis que muitas vezes perturbaram o meu sono.
Percebendo que eu não tocaria nele, até mesmo por causa da desobediência do meu corpo, Dougie recolheu a mão e foi falar com os meus pais. Allison me jogou um olhar de quem não havia aprovado a minha atitude, mas também não entendera nada. Aquilo só podia ser um pesadelo.
Durante o jantar, tentei me manter o mais afastada possível dele, que por sua vez, demonstrava não se importar mais com a minha presença ali.
– Desculpa, eu preciso ir ao banheiro. — levantei-me com a primeira desculpa que arrumei para sair dali. Eu precisava falar com a Jess. Eu estava prestes a surtar. Como ele? Por quê? Eu não merecia aquilo. Caminhei até o meu quarto, me controlando para não correr e pegar o telefone. Disquei o número de Jess, que chamou e chamou até cair na caixa postal. Droga, Jess.
Levei um susto ao ouvir batidas na minha porta. Provavelmente era a minha mãe perguntando da minha demora, mas eu não estava nem um pouco afim de dar satisfações a ninguém sobre a minha ausência. Eu precisava ficar sozinha, digerir os fatos, pensar. Novamente, ela bateu.
– Mãe.. — parei de falar ao notar que não era a minha mãe ali. E logo me arrependi de ter aberto a porta. — O que você quer? — perguntei, tentando controlar a minha voz ao máximo. — Posso entrar? Ficaria estranho conversar com você aqui. Não quero que sua irmã me encha de perguntas... — eu abri um pouco mais a porta do quarto, dando passagem para Dougie entrar. — Seja breve.
Dougie estava mais lindo do que eu conseguia lembrar. Seus cabelos loiros continuavam levemente bagunçados, para tirar um pouco da seriedade, como ele dizia, e seus olhos azuis intensos estavam fixos nos meus, dificultando a minha capacidade de respirar.
– Engraçado a forma da gente se reencontrar. — ele começou. — Eu nunca poderia imaginar que você era irmã da Ally. — ele colocou as mãos nos bolsos da calça, mostrando que esperava alguma resposta de mim.
– Não, isso não é engraçado. Mas termine, por favor, tenho que voltar para o jantar. — respondi, tentando de todas as formas segurar as lágrimas que insistiam em querer descer. — Bruh.. — ele se aproximou. — Eu.. — eu me afastei dele, dando um passo para trás. — Não me chame de Bruh, você não tem esse direito. — a minha voz transbordava raiva, embora falhasse. Me virei em direção a porta, eu estava disposta a deixá-lo lá, sozinho. Mas antes que eu percebesse, Dougie entrou no meu campo de visão, encostando na porta e dificultando a minha saída.
– Espera. — ele disse e eu apenas cruzei os braços, esperando ele sair do meu caminho sem que eu precisasse tocar nele. — Você tem um minuto, Poynter, ou então eu grito. — ameacei. Eu me sentia uma tola e infantil, mas eu queria sair dali e de preferência ir para um lugar onde ele não pudesse estar.
– Sinto muito — ele voltou a falar, me deixando surpresa. — Sinto por ter te deixado ir. E por ficar calado enquanto você se afastava. Sinto por ter me afastado e sinto mais ainda por não ter falado o quanto eu realmente te amei e o quanto isso ainda me dói tanto. — eu me virei, dando as costas para ele. Eu não queria que Dougie me visse assim, tão fraca e chorando. Ele estava dificultando as coisas. Mas que droga! Por que ele me dizia aquilo? Pra que?!
– Eu te amei, amei seu sorriso. E sua dor era a pior coisa que eu poderia imaginar na vida. Mas as coisas acontecem de uma maneira engraçada, independente da nossa vontade. — as lágrimas desciam pelo meu rosto, borrando a minha maquiagem. Eu não tinha mais forças para pará-las. — Eu imagino que vez ou outra você deve sentir minha falta. Assim como senti a sua. Se eu pudesse voltar atrás, eu te seguraria com toda força do mundo, depois pediria desculpa por machucar você. — ele continuou. — Não, Dougie. Para. Eu não entendo o por que de você estar fazendo isso. Não tem motivos, passou. Esquece. — eu me alterava, limpando as lágrimas do meu rosto.
– Eu queria voltar no tempo pra poder te dizer que você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida. Não importa quanto tempo passe, essa é uma verdade absoluta, eu te amei e eu te amo a cada recordação que tenho de nós dois. — ele terminou. Isso tinha acabado comigo. Eu estava quebrada, em pedaços. Pedaços esses que não poderiam ser reparados.
– Fala alguma coisa, Bruna. Pelo amor de deus! — ele estava visivelmente nervoso, ainda esperando uma resposta. Eu sabia que aquilo iria doer, mas eu precisava finalmente por um ponto final em toda aquela história e eu estava tendo essa oportunidade. Eu o encarei.
– Eu te amei, Dougie. Mesmo com aquele jeito doido de te querer sempre só pra mim e nunca me contentar com metades. Eu sinto não ter dado certo e nós dois perdemos muito com isso. Eu perdi meu tempo acreditando em contos que nunca vão acontecer e olhando só pra você, enquanto o mundo inteiro era lindo e convidativo pra mim. E você perdeu a pessoa que mais te amou. Eu era capaz de tudo por você e enquanto eu me contentava com seu sorriso, você nunca se contentou em me ter inteira. Mas o mundo gira e você nunca acreditou que me perderia um dia, mas perdeu. E perdeu mesmo. Eu estou saindo aos poucos. Eu descobri que me amo mais, bem mais do que você nunca vai ser capaz de me amar e pela primeira vez, isso está sendo o suficiente pra mim. Então, por favor, volte para o seu jantar de noivado e esqueça o que tivemos. — eu estava destruída. Vi Dougie abrir a boca e fechar para dizer alguma coisa diversas vezes, mas nada falou. Abriu a porta do quarto e saiu, me deixando completamente sozinha ali, apenas com os meus fantasmas.
Ao mesmo tempo que eu sentia um alívio enorme dentro de mim por ter dito tudo aquilo que eu sempre quis por dois anos, eu sentia o meu coração quebrado.
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