All We Ever Do Is Say Goodbye
18 Capítulo 18
"O que é verdadeiro volta? Não. O que é verdadeiro não vai.O que é verdadeiro, permanece."
(Querido John)
É engraçado como nossos sentimentos mudam. Nossas vontades entram em contradição. Uma hora eu queria fazer o certo, mas bastava Dougie aparecer na minha frente para tirar toda a minha sanidade. Ou pelo menos, o que havia sobrado dela.
Mesmo ali, ouvindo Ally chamar o meu nome sem ao menos imaginar que o seu noivo estava comigo, eu não queria parar. Quero dizer, eu não queria mandá-lo embora. Eu não queria mais fazer o certo. Eu não queria ser mais a garota "correta".
Eu invejava Jess por conseguir virar as costas para seus princípios e ser feliz. Ela não importava com as consequências de seus atos e eu queria ser assim.
Parecia que tudo estava acontecendo em câmera lenta diante dos meus olhos. Me vi empurar Dougie na direção do banheiro que ficava no meu quarto, sussurrando para ele se esconder. Era nessas horas que eu queria ter a audácia, a coragem de Jess e deixar que as coisas acontecessem. Eu não queria mais anular as minhas vontades e desejos. Eu não queria mais me anular.
O meu mal era sempre pensar na felicidade das pessoas, mas e na minha? Eu pensava? Nunca. Eu queria começar a ser feliz de verdade, mesmo que pra isso eu tivesse que mentir dizendo não estar com o homem que dominava os meus pensamentos. Homem esse que
conseguia mudar o que eu pensava em função do o que eu sentia.
– Bruna? — ouvi Allison me chamar e vire-me para ela. — O que está fazendo aí, sozinha e no escuro? — ela perguntou, curiosa. Eu percebi o seu olhar varrendo todo o quarto.
– Eu só não estou me sentindo muito bem. — eu disse, não fungindo da realidade. Eu realmente não estava me sentindo bem, mas não por motivos de saúde. Era emocionalmente que eu não estava. E não digo isso de forma negativa, pelo contrário, estava me sentindo
melhor do que nunca.
Eu via Ally falar alguma coisa, mas sem realmente escutar. Apenas concordava com a cabeça até ouvir o nome de Dougie.
– Você o viu? Eu não sei onde ele está. — ela falou chorosa. — Ele disse que viria aqui buscar o celular, mas até agora não voltou. — completou.
– Desculpa, Ally, mas não o vi. — menti. Ela se aproximou, sentando-se na minha cama. — Eu sei que esse momento é estranho para dizer isso,
mas... eu estou muito feliz por você organizar o meu casamento. — ela disse, mas eu tentava imaginar o que Dougie estava fazendo. Imaginava se ele estava impaciente, assim como eu, para voltarmos a fazer o
que havíamos sido interrompidos. Eu apenas sorri.
– Se ele aparecer por aqui, diz que eu estou o procurando? — eu voltei a prestar atenção na minha irmã mais nova. Concordei com a cabeça e logo a vi desaparecer do meu quarto.
Sem esperar mais, bati na porta do banheiro e Dougie a abriu. Ao invés de sair, me puxou para dentro, nos trancando no pequeno cômodo. Voltando a me beijar selvagemente, senti suas mãos tirarem a minha blusa. Dougie colocou-me sentada na bancada da pia, encaixando-se entre as minhas pernas.
Senti o ar ficar pesado e quente, assim como nossos corpos. Dougie levou sua boca até o meu pescoço, beijando e dando leves mordidinhas no local, deixando-me mais arrepiada do que eu já estava. Eu desejava aquilo mais do que nunca.
Era incrível como ele sempre conseguia se superar. Dougie levou uma de suas mãos até a minha intimidade, tocando-a por cima da calcinha. Eu gemia de prazer.
– Eu quero você. — sussurrei em seu ouvido, não aguentando mais aquelas provocações. Coloquei minha mão por dentro da sua calça jeans e o toquei. Dougie suspirava a cada movimento meu em seu membro.
Não resistindo mais, tirou a minha calcinha e me penetrou. Primeiro com seu dedo, depois com seu pênis. Nossos corpos estavam suados, mas não nos importávamos. Naquele momento, eu era dele e ele era meu.
Eu já não aguentava mais de tanto tesão. Meu corpo contraía-se até eu chegar ao ápice do desejo, fazendo assim com que Dougie também chegasse.
Deitei a minha cabeça em seu ombros, ambos em silêncio, apenas esperando nossos corações se acalmarem.
– Não aguento ficar nenhum tempo mais longe de você. — ele disse, agora olhando-me com seus olhos azuis intensos. — Nem eu. — respondi.
Comecei a beijá-lo delicadamente, aproveitando cada sensação que aquele movimento causava. Dougie me ajudou a descer da bancada e ligou o chuveiro, enquanto eu tirava a única peça de roupa que
ainda restava em mim. Segurou a minha mão, levando-me até embaixo do chuveiro.
– O que vamos fazer? — perguntei, vendo-o ponderar antes de responder. — Vamos deixar acontecer. — Eu apenas concordei, voltando a esquecer o mundo em seus braços, apenas aproveitando cada segundo daquele momento.
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