All These Years
9 The Reunion of Love
Notas iniciais
Como estão?
Eu sei, eu demorei, e muito. Me perdoem mesmo! Mas é que a minha vida parece ter um lema "Quando mais problemas melhor!", e eu só pude vir postar hoje o tão aguardado reencontro *-*
Muito obrigado pelos reviews! Eu amei todos! Vocês são leitoras incríveis *-* os responderei em seguida!
Sobre as roupas do polyvore: a Rebekah está de azul marinho e a Katherine de vermelho. Só encontrei vestidos de noiva bonitos.
Outros assuntos nas notas finais, ok?
Boa Leitura!
As elegantes e bem torneadas pernas se movimentavam em uma velocidade praticamente inumana; Caroline, desde cedo, aproximadamente cinco horas da manhã, horário em que levantou, corria de um lado para o outro. Ela sentia-se extremamente ansiosa e perdida em seus próprios ensaios mentais de como deveria agir, e o que deveria dizer a Klaus depois de tantos anos. Tudo parecia mais lento aquele dia, na verdade, parecia um complô do tempo contra a vampira, pois os ponteiros do relógio se arrastavam desde o momento que chegara em casa na noite anterior; o nervosismo dela com certeza contribuía para tal fato, mas daí a aceitar tal fato era um longo caminho; por isso, além de parecer uma vampira recém transformada, a loira não parava de pronunciar frases desconexas para o nada, e praguejar ao encarar raivosamente os inúmeros relógios da casa.
Aproximadamente as nove da manhã, a loira saíra atrás do vestido perfeito. Deixara o bem decorado apartamento a passos apressados; afinal, tinha pouco tempo e muitos lugares para ir. Usara de um taxi para se deslocar até o centro de New York, e com muita cautela, Caroline observava atentamente as pessoas a sua volta, queria fazer uma surpresa para o Híbrido, portanto, não seria nada agradável encontrar alguém que levasse até ele a notícia de que ela estava na cidade. As inúmeras lojas que visitou só aumentavam o desespero que a vampira sentia; não encontrava de maneira alguma a roupa que tanto desejava, e sendo assim, perdera toda a amanhã entrando e saindo de estabelecimentos, nas últimas vezes, já saíra bufando e com os punhos cerrados por não achar o traje para o baile.
No início da tarde, após almoçar, tanto comida humana quanto sangue, Caroline decidiu se dirigir até a loja aonde virá os Originais na tarde anterior; poderia pensar e falar o que quisesse de Rebekah, mas o bom gosto para roupas da vampira Original era indiscutível, e assim sendo, lá estava ela parada em frente ao local chamado Princess. Se aproveitando então da escolha da outra loira, a vampira adentrou pelas grandes portas de vidro da loja sendo recebida por duas vendedoras, uma de cabelos e olhos castanhos chamada Mary e outra ruiva de olhos azuis de nome Anna. Ambas ofereceram inúmeros vestidos a loira, que continuava a não se agradar de nenhum; experimentara inúmeros modelos, e ouvindo os comentários animados das garotas que a auxiliavam, ela não pode deixar de praguejar mentalmente por não ter ligado para suas amigas nesse momento tão importante; verdade seja dita, nenhuma delas chegaria a tempo, mas desabafar e ouvir os conselhos de Bonnie e Elena seria um grande alívio.
Depois, do que pareceram a loira, centenas de vestidos, Mary apareceu com um saco preto que estava lacrado, e segundo elas, poderiam ser demitidas por isso, mas como a história editada da bela mulher as encantou, estavam trazendo o último modelo chegado a loja. Com muito cuidado, as vendedoras, que mentalmente Caroline decidiu, receberiam um aumento pela gentileza e bondade para com ela, lhe mostraram o esplendoroso vestido branco estilo sereia; foi como se toda a busca dela tivesse valido a pena. Os olhos azuis da vampira brilharam ao olhar-se no espelho do provador da loja; ela estava magnífica; desejava que Klaus também achasse isso quando a visse. Com um sorriso enorme, a loira decidiu obviamente levar a obra prima de algum estilista, e ao efetuar o pagamento, concretizou o seu pensamento compelindo a gerente em prol das meninas que a ajudaram.
Na volta para casa, a antiga insegurança de que o Original já a tivesse esquecido retornou; há muito que Caroline não se questionava verdadeiramente sobre tal fato, porém, uma vez que ela estava tão perto de encontra-lo, esta não pode deixar de pensar que talvez ele a tivesse esquecido; quem sabe não estaria na companhia de uma bela morena, visto que ele amara a Petrova que deu início as doppelgangers, ou quem sabe, estaria sozinho e bem resolvido, reunido com sua família, e feliz sem ela; ou esperando por ela, a loira sorriu bobamente ao confirmar que essa seria a opção mais verdadeira, em uma ansiedade maior do que ela mesma, amando a como há onze anos atrás. Qual a reação dele ao descobrir que não foram necessários cem anos para que ela lhe amasse? Com absoluta certeza, cogitou a vampira, sorriria convencido e afirmaria que sabia o tempo todo que ela viria bater em sua porta.
De volta a soleira da porta de casa, a loira resolveu começar a se arrumar para a grande noite; já eram quase seis horas da tarde e ela tinha, segundo seus pensamentos de Barbie, como Damon mencionava esporadicamente, pouquíssimo tempo para ficar perfeita. Portanto, ela rumou para o enorme banheiro recém reformado e completamente feito de mármore preto, para tomar um banho relaxante, e usar de todos os seus cremes de beleza possíveis; essa era uma das manias que Caroline jamais havia dispensado, apesar de saber que a velhice nunca chegaria, ela continuava com um extenso ritual de beleza, afinal, não poderia deixar de parecer impecavelmente bela.
Enquanto a água quente lhe caia pelas costas, a vampira se questionou sobre o restante dos acessórios restantes para completar o look magnífico que pretendia usar; colocaria, sem qualquer sombra de dúvida, a pulseira que Klaus lhe dera em seu aniversário de dezoito anos; agora, o resto doa acessórios eram um mistério para ela, a loira, que sempre sabia que roupa usar e que acessório combinar, pela primeira vez, não sabia o que fazer. Seu cabelo então era um mistério a parte; jamais observara ou questionara ao Híbrido de que modo ele preferia que as madeixas loiras se encontrassem, e sendo assim, agrada-lo com o cabelo era mais um dos tantos desafios que ela teria que enfrentar.
Quando Caroline julgou que já se relaxara o suficiente, o que era uma verdadeira mentira, ainda mais agora que ela se encontrava mais tensa e nervosa do que nunca, ela deixou o embasado cômodo, se dirigindo de volta ao quarto para começar a sua peregrinação até o seu alto padrão de perfeição. A loira optou por seguir seus instintos estilísticos, e assim sendo, prendeu o cabelo em um charmoso coque, tendo vários cachos bem definidos na volta do monte de cabelo preso. Destacou também os olhos azuis, que brilhavam de esperança, com delineador e rímel preto, passando apenas um pouco de gloss sobre os lábios para finalizar a maquiagem. A vampira gostava do que via no mediano espelho da penteadeira aonde se encontrava. Procurou suas raras joias, já que normalmente só usava bijuterias refinadas, escolheu brincos de prateados como os bordados de seu vestido, e um anel de mesmo material enfeitado com uma ametista para acompanhar a pulseira de brilhantes tão bem guardada em seu cofre secreto.
Após concluir sua arrumação, a loira escolheu seu para mais alto de sapatos brancos, e colocou o vestido. Se algum dia pensara que estava perfeita, com total certeza havia se enganado, naquele momento ela se encontrava mais linda do que jamais havia se encontrado; a maquiagem realçava seus belos traços, e os adornos e contornos de sua roupa lhe faziam mais magra e cheia de curvas, mostrando como seu corpo era igualmente belo, os saltos a faziam sentir-se mais confiante, e sorrindo como um anjo cheio de alegria, Caroline tratou de catar a sua bolça carteira roxa de cima da cama, e se dirigir ao encontro de Klaus.
A vampira tremia enlouquecidamente dentro da luxuosa limusine que contratara para leva-la ao endereço do baile; sua mão se contorciam umas nas outras, e volta e meia as unhas perfeitamente pintadas ao estilo francesinha se dirigiam a boca que se contorcia. Estar nervosa não era o único problema dela, ainda tinha a ansiedade, e a questão "Como entrar sem convite". Ao longe, os orbes de íris azuis conseguiu distinguir o luxuoso e sofisticado prédio, que Caroline presumiu, também deveria ser a nova casa da Família Original. Seu estômago a alertou mais uma vez que estava enjoado, esse provavelmente seria como ele permaneceria até o final da noite, e a loira gemeu só por pensar que não poderia mais fugir mesmo que quisesse, o que ela não queria, mesmo tendo cogitado a hipótese uma ou duas vezes durante o caminho, e a partir do momento em que descesse do carro, seria agora ou nunca que ela teria o Híbrido para si.
– Chegamos Senhoria Forbes. — informou educadamente o motorista.
– Ah! Obrigado Jonh, me busca daqui há cinco horas? — a loira perguntou despertando de seus pensamentos.
– Claro! Boa festa! — o moreno lhe respondeu.
– Mais uma vez obrigado Jonh! Mas eu vou é precisar de sorte. — Caroline disse em tom irônico.
– Então, boa sorte! — desejou com sinceridade o homem.
– Boa sorte Caroline! — ela sussurrou a si mesma, enquanto abandonava o confortável automóvel.
À passos largos e ao mesmo tempo trêmulos, a maravilhosa loira se dirigia até os portões abertos, e ao caminho coberto por um tapete vermelho que levava até a recepção. Reparando em todo e qualquer detalhe possível, ela notou como decoração da entrada estava magnífica, provavelmente Rebekah tenha escolhido tudo foi o pensamento que lhe ocorreu. Focando os olhos nas pessoas que se encontravam após as portas de vidro, a vampira pode contar sete seguranças, que com total certeza eram vampiros, e duas moças, que ela pode sentir o cheiro humano, tinham em mãos alguns papeis, certamente a lista de convidados. Tomando duas grandes lufadas de ar, Caroline adentrou o recinto sendo recebida por um sorriso das recepcionistas, e olhares maliciosos dos homens ali presente.
– Boa noite! Qual é o seria o nome da Senhorita? — perguntou a mais alta delas, uma loira de vestido preto.
– Boa noite! Meu nome é Caroline Forbes. Mas não se incomode, meu nome não está aí. — a vampira respondeu de forma educada, fazendo depois da última frase a moça de cabelos pretos parar de procurar na lista.
– Mas então Senhorita Forbes, você não poderá subir. — informou a morena.
– Tente me impedir. — Caroline soltou displicentemente, continuando seu caminho até os elevadores.
– Elas não podem fazer nada, mas já eu. — se prontificou um loiro, que interrompeu a passagem da loira que bufou.
– Sem o convite você não passa daqui. — com as palavras determinadas do homem, Caroline sentiu seu sangue ferver, e desejou poder mata-lo por tentar impedi-la de reencontrara Klaus.
– É nesses momentos que eu sinto falta do Damon. Ele mataria você. — a vampira sussurrou para si própria, tentando prosseguir e fazendo com que todos os seguranças ficassem a sua volta.
– Ok. Façamos o seguinte: — ela usou de seu tom irritadiço.
– Você vai subir até a maldita cobertura, e dirá ao seu chefe Niklaus Mikaelson, que Caroline Forbes está aqui, e que ela exige ser deixada entrar, ou ela arrancara o coração dele fora quando se encontrarem. — a loira ordenou praticamente entre dentes, e vendo que ela conhecia seus patrões, o loiro prontamente se afastou em direção aos elevadores.
– Não deixem que ela saia. Estou indo falar com Klaus. — ele informou antes de sumir de vista.
Nenhum dos vampiros a volta de Caroline abaixou a guarda, o que a fez ficar alerta, caso precisasse se defender. Inúmeros minutos transcorreram, e nada do homem loiro voltar; tal fato irritava cada vez mais a loira, que cuidava insistentemente o grandioso relógio de parede do saguão, e vez ou outra direcionava os olhos para as portas de metal. Aquela espera era como o inferno, e a vampira praguejava mentalmente a demora de sua autorização para entrar no baile, afinal, ele não ansiava por vê-la. Ela esperava que a resposta fosse sim, e que não fosse simplesmente mandada embora como um objeto já desnecessário. Foi com imenso alívio, que a audição aguçada de Caroline capturou o som dos cabos de força do elevador ao pararem no térreo, e ao abrirem-se as portas ela soltou o ar que nem ao menos imaginava estar segurando.
– O senhor Mikaelson permitiu a sua entrada. Ele mandou dizer lhe que a Senhorita jamais seria capaz de arrancar lhe o coração fora, uma vez que este esteve consigo desde a última vez que se viram, há onze anos atrás. Ele também a aguarda para uma dança. — o homem informou, e o coração da vampira surtou em seu peito, batendo mais forte do que ela julgava ser possível.
– Obrigado! — ela respondeu um tanto arrogante, continuando seu caminho até o baile.
Ao encontrar-se sozinha dentro daquela caixa de metal que subia vários andares para cima, Caroline recostou-se em uma das paredes, olhos fechados, mãos no peito; ele ainda a amava, deixara verdadeiramente seu coração com ela. Essas palavras, mesmo que ditas por outra pessoas, faziam a loira tremer de emoção, afinal, o sentimento era recíproco. E a vampira se perguntou o quanto Klaus ansiava por ela, o quanto ele pediu aos céus para trazê-la até ele, como a espera o afetou. Tantos questionamentos sobre ele, deixavam-na tonta. Ao ouvir a desaceleração do elevador, ela sentiu que poderia explodir de vontade. E então, com o típico solavanco, as portas de metal se abriram, e ela pôs os pés no piso claro do chão, o belo par de olhos azuis pode se deparar com o magnífico interior do apartamento.
O enorme salão estava repleto de pessoas bem vestidas e elegantes; dezenas de garçons andavam de um lado para o outro oferecendo os mais variados tipos de bebidas e os mais requintados petiscos possíveis; a decoração era muito similar a aquela usada no saguão do prédio, foram usadas rosas de todas as cores para os arranjos, e o tom predominante era o dourado e rosa claro; a belíssima escada de mármore tinha o seu corrimão enfeitado com raízes verdes cobertas por brilhantes pedras douradas e ao fim dos degraus podia-se ver enormes castiçais cheios de pétalas de rosa; a música ambiente fora muito bem escolhida, não era nada clássico, mas também fazia o estilo sofisticado que aquele tipo de festa exigia.
Ao observar mais uma vez a escada, Caroline pode ver uma graciosa Elena descendo os degraus, confusão se estampou nos olhos da loira, que ao perceber a morena abraçando um elegante e charmoso Elijah, se deu conta de que com um vestido ousado e vermelho como aquele, só poderia ser outra pessoa muito parecida com a amiga, Katherine. Ainda sem saber como a doppelganger se encontrava no mesmo ambiente que Klaus sem estar com o coração de um lado do salão e o corpo morto do outro, a vampira rumou na direção deles, que se caminhavam no meio da multidão, determinada a saber o que andara acontecendo desde que a morena transformara Matt, e com um profundo desespero de que o Híbrido Original tivesse ido embora.
– Caroline? — saldou Elijah espantado chamando a atenção de Katherine.
– O que faz aqui? Quer ser morta? — questionou a loira, ignorando a cortesia do moreno.
– Obrigado pela preocupação! Mas eu fui perdoada. — revelou a vampira, levantando a taça de champanhe como se brindasse.
– Como isso aconteceu? — Caroline inquiriu agora se dirigindo a Elijah.
– Vamos apenas dizer que você tem um efeito duradouro sobre o meu irmão. E...
– Elijah, você viu... — a voz de Rebekah vindo das costas de Caroline interrompeu o Original, e morreu ao ver quem era a loira que ali estava.
– Oh Meu Deus! Você está aqui! — a vampira continuou em uma voz aliviada.
– Nik vai enlouquecer de felicidade! — Rebekah sorriu largamente.
– Rebekah, você não pode me deixar sozinho. Você sabe que eu não gosto. — ralhou uma voz muito conhecida de Caroline, para com a vampira Original. E vendo a melhor amiga, Matt estacou no lugar.
– Eu posso saber o que você faz aqui Matt? — questionou com ódio a loira.
– Ele é o namorado da nossa irmã. Seja bem vinda Caroline! — saldou Kol divertidamente com um sorriso que lhe chegava aos olhos.
– Nik quer dar o discurso. Ele já sabe que está aqui? — o Mikaelson mais novo questionou.
– Acho que sim. Foi ele que liberou a minha entrada.
– Então é por isso que ele parece um psicopata olhando para todos os lados. — rebateu Kol deixando os, e fazendo sinal, os irmãos e Katherine o seguiram.
– Caroline... — Matt começou.
– Não seu traidor. Como você pode saber aonde ele estava e não me dizer nada? — ralhou enfurecida a loira.
– Me desculpe! Mas você nunca me perguntou nada...
– Mas você deveria ter me dito! Faz três meses que eu passo as noites em claro procurando por ele, e você nem para ajudar Matt?
– Me perdoe! Mas esse era um caminho que você deveria fazer sozinha. Você deveria escolher encontra-lo. Não ser guiada pela curiosidade. — o vampiro rebateu em sua própria defesa, fazendo a loira suspirar derrotada sabendo que ele estava certo.
– Tudo bem! Eu perdoo você. Mas fique sabendo que está me devendo muitos presentes no próximo Natal, estamos entendidos? — Caroline disse cedendo ao melhor e eterno amigo, fazendo o soltar uma gargalhada.
– Pode deixar Car. Eu vou te dar todos os presentes que você quiser. — ele prometeu abraçando a apertado.
– Estou tão feliz por você ter percorrido esse caminho por amor. Eu estou orgulhoso de você Caroline Forbes. — Matt disse com a voz embargada olhando a amiga profundamente nos olhos. Ambos sorriram.
– Obrigado! Agora vai, antes que a sua namorada, que você vai me contar como, quando, e onde enlouqueceu para namora-la, me mate por impedir você de estar ao lado dela no discurso da Família Original. — rebateu divertida a vampira, que após um beijo no rosto, viu seu amigo se afastar na mesma direção aonde os Originais desapareceram minutos antes.
– Boa noite! — saudou a voz de sotaque envolvente que fez Caroline tremer de prazer.
– Sejam muito bem vindos ao Baile da Família Mikaelson! — continuou o belo loiro no topo da escada, a vampira se virou para olha-lo, e descobriu que seus olhos gostavam de vê-lo, e seu coração saltitava em saber que ocupavam o mesmo cômodo.
– Eu e meus irmãos estamos felizes que todos puderam comparecer... — e o a voz do tão famoso híbrido Original morreu ao encontrar os orbes azuis que o fitavam tão atentamente.
O mundo parou naquele exato instante, naquele milésimo de segundo nada ou ninguém existia, apenas eles dois. os corações pareciam querer sair por suas gargantas, e dificilmente palavras para descrever o momento pudessem ser ditas. Aos olhos de Klaus, Caroline estava deslumbrante, magnífica, era uma Deusa que ele cultuaria até o fim dos tempos se pudesse; ela parecia uma noiva toda de branco, e pela primeira vez em mil anos, o loiro pensou em se casar com alguém, em assinar papeis e trocar alianças e votos em um altar, ele se encantou com a possibilidade de vê-la ainda mais linda do que agora, e chamando o de marido. Ele sonhou com o futuro que chegara para eles, afinal, ele não tinha mais apenas suposições, ela estava ali, diante dos seus olhos, por vontade própria ela o havia achado. E mesmo sabendo que Caroline estava presente, colocar seus olhos verdes nela era muito mais perfeito e emocionante do que ele sequer imaginou que seria. Ele a amava, e como amava. Como seu coração se quebrava a cada toque de campainha que não era dela, cada cabelo loiro na rua que não pertencia a ela, como ele rezava, mesmo sem acreditar em Deus, para que ela logo chegasse até ele. Isso era amor, e mesmo tendo jurado jamais se permitir sentir tal sentimento, Klaus não podia deixar de pensar que aquela bela loira, que conhecera a doze anos atrás, pela qual se apaixonou instantaneamente, fora a melhor coisa de sua vida, e fazia com que ele se sentisse vivo, amado, e feliz.
Aos olhos da loira, que vagamente ouvia a voz de Elijah como pano de fundo de suas emoções, o Híbrido parecia ainda mais bonito do que da última vez que se viram. Suas pernas fraquejaram, e as altas batidas de seu coração a denunciaram a qualquer um que pudesse ouvi-las; como ansiara aquele momento, durante todo o tempo mesmo sem perceber, ansiara por Klaus, em todo e qualquer momento de sua vida, quisera um abraço deles em ambas as suas formaturas, e gostaria de ter tido a sua ajuda para conhecer New York, queria ter podido lhe contar sobre as promoções do trabalho, ela queria ter o tido o tempo todo. Ela o amava afinal, e não sabia como ou o porque de só ter percebido isso naquela troca de olhares; como ela só percebera que o havia amado o tempo todo só agora. Ela não sabia como, só sabia que sentia, sentia até as suas entranhas pegarem fosso ao vê-lo se aproximar, como se fosse em câmera lenta, dela. O sorriso em seu rosto de alargou ainda mais ao ver o sorriso do homem que ela tanto amava. Por incrível que pareça, ela ouvia o coração dele disparando a cada passo, e o seu parecia estar no mesmo ritmo.
– Klaus. — ela sussurrou quando ele chegou perto, e todo o seu ser se agitou.
– Boa noite Sweet Heart! Pensei que você nunca viria. — ele revelou com a voz aveludada e levemente trêmula.
– Você me deu um século, lembra? Eu até acho que estou adiantada. Deveria ter demorados mais algumas décadas, não acha? — a loira brincou naturalmente com ele, que riu divertido.
– Ainda esperta demais para ser seduzida por mim? — ele questionou brincalhão, sentia-se tão leve e livre, que se permitia ser tão divertido.
– Não. — Caroline respondeu sorrindo e surpreendendo o.
– Dança comigo Caroline? Meus irmãos me matariam se eu perdesse a primeira dança. — Klaus ofereceu lhe a mão.
– Com todo prazer Klaus. — ela respondeu, e juntos rumaram para a pista de dança, aonde os outros Originais já os aguardavam.
Após de posicionarem, uma suave melodia começou a ressoar, Caroline reconheceu a mesma música do Baile de anos trás em Mystic Falls, e lentamente, eles começaram a se movimentar. Tudo agora era mais intenso para a loira, que prendeu levemente a respiração ao sentir as firmes e possessivas mãos de Klaus em sua cintura, e quando seus rostos se aproximaram, ambos tiveram a sensação de que poderiam se afogar na imensidão de sentimentos que os olhos um do outro expressavam. Todo o resto da Família Original sorria, enfim, seu irmão encontraria a sua tão merecida felicidade, todos sempre souberam que o coração de Niklaus só poderia ser curado com um grande amor e com todos os irmãos presentes diariamente em sua vida. Quando a música sessou, aplausos e mais aplausos podiam ser ouvidos, exceto pelo mais magnífico casal presente, esse, beijava-se como se o mundo fosse acabar, e sentia-se completo por estarem um nos braços do outro. Eram a verdadeira perfeição aos curioso olhos que os observavam, e eram mais perfeitos ainda um para o outro, eram como espelhos, se enxergavam nos olhos azuis e verdes, e se completavam como nunca antes foi visto em mil anos.
Notas finais
Deixem reviews, ok? E recomendações são muito bem vindas!
Mais uma vez, não consegui revisar. Sorry pelos erros!
Meninas, sobre uma segunda temporada; eu pensei, e eu não tenho ideias para uma, me desculpem, mas a fic nem era para chegar a ter mais de 3 capítulos. Então o próximo capítulo será o último, a não ser que a fic chegue aos 90comentários e a 5 recomendações, daí eu escreverei um ou dois capítulos bônus, dependendo de quantos você quiserem, certo?
Dessa vez eu não demorarei a postar. Portanto, nos vemos em breve!
P.S. links para os vestidos: http://www.polyvore.com/rebekah_mikaelson_all_these_years/set?id=92451992
http://www.polyvore.com/katherine_pierce_all_these_years/set?id=92448924
http://www.polyvore.com/caroline_forbes_all_these_years/set?id=92446040
xoxo
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