All That Matters

33 Capítulo 33


Rachel segue deitada no meu colo, mexendo no celular enquanto faço carinho em seu cabelo. Ela boceja, e pisca os olhos tentando foca-los na tela.

"Vai dormir, Rach." — digo, me inclinando e lhe dando um beijo na testa — "Eu vou indo, tá ficando tarde." — Minha mãe foi embora com o meu carro ontem, e eu vim pra cá andando hoje cedo.

"Não vai não.. fica aqui." — ela abraça minhas pernas, e fecha os olhos.

"Hum…" — digo, e me inclino para lhe dar outro beijo na testa.

"Arg, vocês podem não ser tão óbvios? Isso ainda é muito esquisito pra mim!" — Shelby está chegando na sala, e me empurra no sofá se sentando ao meu lado. Rachel coloca as pernas sobre seu colo.

"Mãe…" — Rachel diz, com sua voz de quem quer alguma coisa.

"O que é, criança?" — Shelby a olha desconfiada.

"O Jess pode dormir aqui hoje…?" — ela diz, com um sorrisinho.

"Pode. Neste sofá mesmo." — Shelby diz.

Rachel se levanta do nosso colo, e senta no sofá.

"Mãe!" — ela exclama com uma cara emburrada.

"Ah, bonita, a senhora acha que eu vou deixar vocês dois ficarem socados no mesmo quarto, é?"

"Eu já estou grávida mesmo!" — Rachel diz. E eu engasgo com a minha própria saliva.

"Não se faça de santo não, St. James. Todo mundo sabe como esse bebê foi parar aí." — Shelby diz, enquanto continuo tossindo e Rachel bate levemente nas minhas costas, não me ajudando em absolutamente nada.

"Mas mãe… meus hormôooooonios!" — Rachel continua com os braços cruzados. Deus do céu, eu sei que elas sempre tiveram muita intimidade, mas elas tem mesmo que conversar sobre isso na minha frente? Sinto meu rosto esquentando cada vez mais.

"Sossega essa piriquita, Rachel Berry!" — Shelby diz, se levantando e indo em direção ao quarto. Enquanto eu paro de tossir, ela volta com travesseiros e um lençol, e os taca em cima de mim — "Vai tomar banho e dormir, Rachel, que amanhã vocês tem escola. Amanhã eu te levo em casa pra pegar seu carro, Jesse. O Will não vai poder negar isso, você precisa transportar o bebê."

Rachel continua com um biquinho.

Ual, a minha garota quer muito dormir comigo. Eu ficaria excitado agora, se Shelby não continuasse me fuzilando com os olhos.

Shelby respira fundo.

"Vamos conversar, os dois." — ela diz, e nós nos sentamos direito no sofá e prestamos atenção nela.

"Bom, essa aqui ainda é a minha casa. E existe um limite do que eu quero e do que eu não quero aceitar dentro da minha casa. No entanto, eu não sou idiota, sei muito bem que eu trabalho à noite, os dois estão na idade de ter os hormônios à flor da pele…" — ela para de falar, e balança a cabeça como se estivesse andando em negação — "Então eu vou pedir a gentileza de não serem tão óbvios. Eu ainda sou sua mãe," — ela olha para Rachel — "ainda sou sua tia, e eu não quero vocês dois de agarramentos na minha frente. Estamos entendidos, Jesse?" — ela me olha inquisitivamente, e eu balanço a cabeça envergonhado.

"Rachel?" — elas se olham, e Rachel desfaz lentamente o biquinho.

"Certo, mas eu tenho que tomar um banho gelado, porque eu estou sentindo umas pontadas bem na minha…"

E eu tapo sua boca com minha mão antes que ela fale mais alguma coisa.

—----

Estou sentado no sofá, minha camisa apoiada no encosto. Não trouxe roupas, então tomei banho e coloquei a mesma calça. Não é confortável dormir de jeans, mas não me sinto à vontade em dormir de cuecas com Shelby aqui. É claro que eu preferia dormir no quarto de Rachel, mas entendo o posicionamento de Shelby, nós dois já passamos demais dos limites.

Estou zapeando os canais na tv quando Rachel aparece na minha frente.

"Não vai dormir?" — ela pergunta, se sentando no meu colo de frente pra mim. Está usando uma camisola cujo tecido é fino demais, mas não é como se eu nunca tivesse visto o que está por debaixo dela mesmo.

"Tô tentando, né." — eu faço carinho em seu braço, enquanto ela se aconchega sobre o meu colo — "Foram muitas emoções hoje."

"Você ficou muito lindo quando ouviu o coraçãozinho dela." — Rachel acaricia meu rosto, e abre um sorriso. Ela está convencida de que o nosso bebê é mesmo uma menina. Ainda não parei para pensar nisso, mas acho que quero que ela esteja certa.

"Você não vai vir pro meu quarto…?" — Rachel faz seu biquinho pidão, deslizando seus dedos vagarosamente pela minha barriga. Seguro suas mãos antes que ela as desça mais.

"Rach…" — digo, a olhando nos olhos — "A sua mãe pediu pra gente não fazer com ela em casa, lembra?"

"Ela pediu pra não sermos óbvios…" — ela acaricia minhas mãos delicadamente, com seu lindo biquinho no rosto. Que vontade de morder esse biquinho!

Ela posiciona seu corpo mais perto do meu, e beija meu pescoço. Suas pernas estão em volta da minha cintura, e eu sinto seu coração acelerando e percebo que a alça da sua camisola está larga demais, e logo logo vai cair.

Estamos com as luzes apagadas, e apenas as luzes da tv nos iluminam. Eu beijo seus lábios lentamente, acaricio seus ombros e me seguro para não descer as alças da sua camisola. Rachel está cheirosa, macia, linda com sua camisola surrada com estampa de gatinha. O branco do tecido é tão fino que consigo ver seus seios marcados por baixo do tecido, enquanto reparo em todo o seu corpo.

Meu cérebro percebe enquanto meus olhos apreciam todas as suas curvas.

"Rachel…" — eu pergunto, meus lábios prendendo um sorriso. Ela sorri também, mordendo os lábios — "Você está sem calcinha?"

Ela me olha, sorrindo.

É bem provável que eu morra.

"Rachel…" — digo, e ela desliza seu corpo para encostar no meu.

"Você ouviu o que a doutora disse, não ouviu?" — ela sussurra no meu ouvido, enquanto se posiciona sobre mim — "Você pode me penetrar, se quiser."

Estou pegando fogo. Eu a sinto sobre o tecido, sinto sua excitação física e emocional, e enquanto a beijo intensamente, imagino tudo o que quero fazer com ela.

Preciso ligar o ventilador.

"Para, para…" — eu a retiro do meu colo antes que…

Bem, eu só trouxe essa calça.

"Poxa!" — ela diz, emburrada — "Nem isso a gente pode? Ela tá piscando, Jesse!"

Ai meu cacete! Literalmente!

"Rachel, você vai me matar, Rachel!" — digo, enquanto meu corpo me lembra do quanto ele me odeia.

Ela se senta no sofá e cruza os braços.

"Bom, se você não quer me ajudar, eu vou ter que resolver isso sozinha." — ela diz.

"Sozinha?" — eu aproximo meu rosto do dela. Se o zíper dessa calça sobreviveu até agora, ele não arrebenta nunca mais!

"Sozinha." — ela balança a cabeça em afirmação — "Vou fazer um montão de coisas sozinha e sem você."

"Vai é?" — eu a coloco no meu colo de novo, segurando suas pernas — "Então me conta o que você vai fazer no seu quarto quando eu te deixar ir pra lá."

E ela me conta. Devagar e detalhadamente, ela sussurra no meu ouvido tudo o que vai fazer consigo mesma. Entro na dança, e conto a ela tudo o que eu faria para satisfazê-la, todas as formas que a tocaria e a faria flutuar, e ela fecha os olhos enquanto escuta atentamente as minhas sugestões. Me sinto enlouquecendo, queimando, o sangue corre acelerado pelas minhas veias enquanto brincamos de seduzir. Sem toques, ainda vestidos, Rachel me enlouquece com suas palavras enquanto damos mais esse passo, conversando sobre o nosso prazer e sobre tudo o que gostamos.

Quando ela finalmente se despede de mim e vai dormir, meu corpo está igualmente frustrado e satisfeito.

—---

"Jesse!" — Rachel está sussurrando e sacudindo meus ombros. Pelo tom da sua voz, ela deve estar tentando me acordar a algum tempo. Quando abro os olhos, ainda está terrivelmente escuro.

"Anh?" — é só o que consigo dizer, tentando focalizar o rosto dela.

"Jesse, eu preciso de você. Agora!" — Rachel ergue o meu lençol e se deita sobre mim, antes que eu tenha tempo de dizer algo.

Ela bufa alto e posiciona seu corpo estrategicamente sobre o meu.

"Você tá excitada?" — pergunto, acariciando seu cabelo.

Ela me olha. Se senta sobre o meu peito. Abre as pernas, e pega minha mão.

Ual!

"Isso tudo é pra mim?" — digo, enquanto meus dedos sentem sua excitação.

"Eu tô com tesão, Jesse! Tava sonhando que você tava me…" — ela me olha, tímida — "Lembra de quando fizemos na minha penteadeira?"

"Uhum." — digo, minha voz entrecortada enquanto ainda a sinto entre meus dedos.

"Sonhei com isso. Tava bem gostoso. Acordei assim. Preciso de você."

"Você quer que eu te toque?" — permito que meus dedos deslizem por seu corpo, tocando onde sei que ela sente mais prazer. Mas ela segura minha mão, e a afasta.

"Eu quero ele." — ela coloca suas mãos sobre meu pênis — "Eu quero que você me penetre. Agora."

Perco o fôlego, e paro por alguns segundos.

"Ah, foda-se todo mundo!" — digo, me levantando do sofá e a carregando no colo em direção a seu quarto.

"Deixa a luz apagada." — Rachel pede, enquanto a coloco deitada na cama. Gosto de vê-la nua, gosto de luzes acesas, mas estou disposto a fazer tudo o que ela me pedir. Ela está tão molhada, tão pronta… Deslizo meus lábios sobre seus seios e os sugo com força e desejo. Ela é deliciosa, vou devorá-la por inteiro.

Sinto que ela para de ofegar, e toca no meu cabelo com calma. Quando ergo meus olhos, ela parece apreensiva.

"O que houve?" — pergunto, preocupado.

"Só…" — Rachel encolhe o corpo, se afastando um pouco de mim.

"Amor?" — eu acaricio seu rosto.

"Vai devagar?" — ela me pede, um pouco receosa.

"Você quer que eu pare?" — é claro que vou parar se ela me pedir, jamais faria qualquer coisa que ela não queira.

"Não, eu quero fazer. É só que… vai ser a primeira vez que a gente faz sabendo dele, né. Não quero machucá-lo." — ela se senta de costas pra mim na cama, e eu beijo seu ombro.

"Não precisamos fazer, tá?"

"Precisamos sim, eu ainda tô com tesão." — ela diz, se virando pra mim — "Quer dizer, biologicamente eu sei que não tem nada a ver. É só que… sei lá, vai ser algo novo."

"Tem mesmo certeza?" — pergunto, acariciando seu rosto.

"Tenho sim. Eu quero você." — ela diz, e se inclina para me dar um selinho.

Eu sorrio, e ela sorri também. Vagarosamente, ela se deita na cama e eu me coloco sobre ela outra vez. Beijo seus lábios, seus olhos, seu rosto, seus seios, beijo cada parte do seu corpo lenta e delicadamente enquanto a sinto se excitando mais uma vez. Temos todo o tempo do mundo, temos o resto de nossas vidas, e quando nos tornamos um, sinto cada curvinha do seu corpo enquanto me movo lentamente. Nossas mãos se entrelaçam, e eu a vejo chegar ao seu ápice enquanto repito incansavelmente o quanto a amo. É delicioso, doce, aconchegante, meu corpo explode, meu coração explode, e nunca senti algo assim antes. Quando chego ao meu prazer, a levo comigo mais uma vez enquanto nos olhamos, sorrindo.

—----

Sinto Rachel me chutando, e abro os olhos. Eu dormi em cima dela, e ela está tentando se soltar do meu abraço enquanto segura a boca com uma das mãos. Assim que saio de cima dela, ela levanta correndo da cama em direção ao banheiro. Vou atrás dela o mais rápido que consigo.

Rachel só tem tempo de levantar a tampa da privada. Ainda de pé, ela vomita agressivamente.

Coloco minha mão sobre seu ombro, tentando pensar em algo para fazer que possa aliviar seu desconforto, mas não há nada a ser feito. Ela continua vomitando tanto que penso em chamar Shelby para levá-la ao hospital, mas ela balança a cabeça em negativa quando sugiro isso.

Cerca de 10 minutos se passam. Estamos sentados no chão do banheiro, pelados, eu segurando seu cabelo enquanto ela segue curvada no vaso vomitando. Está tendo espasmos de tempos em tempos, e se inclina para deixar tudo sair.

Ela passa os próximos minutos sem vomitar. Até que começa a chorar copiosamente.

"Amor… você tá com dor?" — eu digo, enquanto ela se aconchega no meu peito.

"O chão desse banheiro é frio!" — ela diz, soluçando abraçada no meu peito.

"É, e a gente tá de bunda no chão, né." — digo, e ela ri um pouquinho. Ergue a cabeça e me olha, com um pouco de vômito preso no canto da boca.

"Eu te sujei." — ela diz, tentando limpar o pouquinho de vômito que está no meu peito.

"Não tem problema." — eu limpo o canto de sua boca com meu polegar — "Você tá bem?"

"Não! Eu tô com a bunda no chão e coberta de vômito!" — ela chora e ri ao mesmo tempo — "Estou horrível e nojenta!"

Eu a abraço, e faço carinho no seu cabelo. Ela volta a chorar, e se agarra mais em mim.

"Você não ouviu o quanto eu te quero?" — sussurro em seu ouvido um trecho de uma das músicas do seu musical favorito. Ela me olha, e sorri.

"Eu preciso escovar os dentes antes de te beijar." — ela diz.

"Vem, vamos cuidar disso." — eu digo, a colocando de pé e a levando pro chuveiro.

Eu sinto a temperatura da água antes de colocá-la debaixo da ducha. Quando está confortavelmente quente, entro no chuveiro com ela em meus braços. Coloco pasta de dente em sua escova, e enquanto ela escova os dentes, eu espalho o sabonete por todo o seu corpo. Ela é linda, atraente, perfeita pra mim, mas nesse momento eu cuido dela como a minha princesa, a joia mais preciosa que eu tenho, e apesar de tê-la completamente nua em meus braços, me concentro apenas em fazê-la sentir-se bem. Eu lavo seus cabelos com seu shampoo favorito, e quando ela se sente limpa o suficiente, a enrolo na toalha e a levo pro quarto em meu colo. Eu seco seu corpo, seus cabelos, e a sento na cama enquanto penteio seus cabelos. Ela me diz qual perfume quer usar, e eu aplico um pouco em cada lateral do seu pescoço.

"Qual camisola você quer?" — pergunto, enquanto a deito na cama.

"Nenhuma. Eu não vou dormir." — ela diz, e me beija, abraçando meu pescoço.

"Obrigada." — ela diz, quando para de me beijar — "Você fez eu me sentir perfeita."

"Você É perfeita, Rach. Você é linda, perfeita, e eu tô muito excitado agora." — digo, meu corpo gritando o quanto não aguenta mais. Eu também não sou de ferro! — "Mas sabe que…"

"Para de dizer que eu não preciso transar com você quando eu quero transar com você, Jesse!" — ela diz, e envolve suas pernas em minha cintura.

"Você é tão linda." — digo, acariciando seus cabelos ainda úmidos.

"Você ainda vai achar isso quando meu corpo mudar? Quando eu vomitar em cima de você?" — ela franze os lábios, e eu deposito um selinho neles.

"Eu te amo, minha princesa. Pra sempre."

Ela sorri, e seu sorriso é tão lindo que eu poderia explodir agora mesmo.

"Já que você foi tão bom comigo hoje…" — Rachel desliza seus dedos pelo meu peito — "Eu vou ser boazinha com você e deixar você fazer o que quiser comigo." — ela me olha provocativamente.

"Qualquer coisa?" — pergunto, meu coração pulando uma batida. Ela balança a cabeça em concordância.

Sei exatamente o que eu quero.

Pov Rachel

Eu me sinto inchada, nauseada e nojenta. Sentada nesse banheiro, me sinto horrível, indesejável, e tenho medo das mudanças que vão acontecer comigo. O enjoo está passando, mas sinto uma tristeza que me arrasta pra baixo.

"Você não ouviu o quanto eu te quero?"— Jesse sussurra em meu ouvido. Meu Jesse, meu namorado, meu melhor amigo. O pai do meu filho. Eu o amo tanto, tanto, e não poderia haver outra pessoa passando por tudo isso comigo agora.

Nos próximos minutos, ele me mima e me cuida, e me sinto perfeita. Ele me toca tão delicadamente, nunca fazendo nenhum movimento sexual, apesar de eu querer que ele me toque. Ele lava meu corpo, meus cabelos, me seca e me perfuma. Não vou me vestir, quero ser dele antes de começar o dia, quero ser dele antes de ir pra escola e depois que eu voltar. Quero que ele faça o que quiser comigo, pois confio plenamente nele, e porque quero fazê-lo delirar.

Eu vejo seus olhos brilhando quando faço a proposta.

"Podemos... fazer...?" — ele pergunta, seus olhos vidrados nos meus.

Consigo ler nos seus olhos o que ele quer.

Isso. Ele escolheu isso.

Esse momento é tão íntimo e tão nosso. Ele nunca havia feito antes, e é uma das poucas coisas que eu tenho, que é só meu, em que eu fui a sua primeira. Fizemos duas vezes antes, e eu gostei bastante, mas ele… Ele claramente gosta muito disso, apesar de eu não entender muito bem o porquê.

Ele aguarda a minha decisão, olhando nos meus olhos.

Eu concordo com a cabeça, um pouco envergonhada. É claro que ele pode fazer. Ele pode fazer tudo o que quiser comigo.

Ele me coloca sentada na beira da cama e mantém seus olhos nos meus quando eu começo a o sentir.

Pov Jesse

Doce. Macia. Quente. Eu a sinto em meus lábios e posso morrer a qualquer momento. Minha, ela é só minha, e eu nunca senti ninguém antes dela, apesar de querer muito. Eu sou um cara normal que cresceu consumindo o que a internet oferecia, e dentre tudo o que eu já assisti, era isso que eu mais queria fazer, senti-la dessa forma, fazê-la gemer. Ela agarra meus cabelos enquanto os gemidos começam a escapar de sua garganta.

"Olha pra mim, Rachel." — eu digo, quando ela fecha os olhos. Ela é minha, completamente minha, e quando volto a tomá-la em meus lábios, quero que ela olhe pra mim e se lembre de quem a está fazendo sentir tudo isso. Eu sou bom nisso, posso ver em seu rosto e na forma como o seu corpo se mexe na minha direção, querendo mais, pedindo por mais. Eu sou delicado e tranquilo, nossas experiências anteriores me mostraram como ela gosta de receber esses carinhos, e deslizo meus lábios delicadamente, explorando cada curvinha enquanto sinto seu sabor. Deliciosa, Rachel é deliciosa, ela é deliciosa, doce, úmida, apertada, quente.

Minha. Só minha. Toda minha.

Com ela, sou delicado e constante. Prolongo o seu prazer o máximo que posso, brincando com as possibilidades de fazê-la delirar pelo máximo de tempo possível enquanto ela suspira baixinho, me olha nos olhos e acaricia meus cabelos. Comigo mesmo, eu não tenho piedade alguma: dou ao meu corpo tudo aquilo que ele quer. Sou rápido, preciso, havia anos que não me tocava dessa forma. Rachel me deixa louco, e sinto ondas de prazer me dominando enquanto cuido dela e cuido de mim mesmo.

"AI MEU DEUS DO CÉU!" — escuto a pior coisa que eu poderia ouvir nesse momento.

Ouço a porta bater atrás de nós. Shelby.

"Desculpem!" — ela grita por trás da porta. É claro que meu corpo morreu.

"PORQUE VOCÊS ESTÃO TRANSANDO ÀS 6 DA MANHÃ NA MINHA CASA????" — Shelby grita, e escuto os passos dela se afastando de nós.

Pov Rachel

Ainda estou olhando para Jesse quando vejo a porta do meu quarto se abrir. São 6 da manhã, hora da minha mãe vir me acordar para ir à escola.

E olha só como eu estou!

"PORQUE VOCÊS ESTÃO TRANSANDO ÀS 6 DA MANHÃ NA MINHA CASA?" — minha mãe grita, do lado de fora do meu quarto.

Bom, agora você provavelmente viu o negocinho dele, mãe. É basicamente por isso.

Jesse sai do meio das minhas pernas, e está tão branco quanto quando lhe contei da gravidez. Ele se senta ao meu lado na cama, e eu reparo que ele, bem, desceu.

"Poxa, tava tão gostoso…" — digo, e Jesse me olha.

"Arrrrg!" — ele diz — "Eu tava…"

"É, não tem como a gente dizer que não era o que ela tá pensando, né."

"Eu tava me…" — ele simula com as mãos o movimento que estava fazendo com seu próprio corpo. Preciso prestar atenção para tentar replicar nele depois.

"Não machuca desse jeito?" — pergunto, curiosa.

"Arrrrg!" — ele afunda a cabeça no travesseiro — "Meu Deus do céu, nem a Emma viu isso, NEM A QUINN VIU ISSO!"

"Você tinha vergonha de fazer pra ela?" — pergunto.

"Tinha."

"Você não tem vergonha de mim."

"Tenho. Mas gosto quando você olha."

"Gosto quando você faz pra mim." — digo, olhando seu corpo.

"Ele morreu, Rach, eu precisaria de uns 20 minutos, e a gente tem que ir pra escola." — ele diz, se levantando num pulo e vestindo a calça. Não sei dizer se são os hormônios do bebê, o que estávamos fazendo antes ou o simples fato de que sou facilmente excitável, mas eu ainda queria muito mais do que o que tivemos hoje.

Lembro que minha mãe estará no jornal da madrugada.

Espero que Jesse saiba que não vai dormir essa noite.

—---

"TCHAU SHELBY ATÉ DEPOIS!" — Jesse passa direto por minha mãe, com a cabeça abaixada e o rosto vermelho. Ele bate a porta antes que eu tenha tempo de me despedir outra vez.

Minha mãe me olha com o rosto franzido e os braços cruzados.

"Mãe…"

"Só vai comer." — ela me interrompe, e eu obedeço prontamente.

Estou mordiscando minha torrada quando vejo minha mãe se aproximando de mim.

"Então…" — ela diz, pegando um das torradas — "ele faz isso sempre?"

Dou um gole no meu café, prendendo um sorriso e balançando a cabeça lentamente em afirmação.

Minha mãe se inclina na minha direção.

"Case com ele." — ela sussurra, e dá uma mordida em sua torrada.

Notas finais
Dona MegSwink, CADÊ A SENHORA? QUER ME MATAR DO CORAÇÃO? (deixem recadinho, please)