Notas iniciais
Desculpe a demora, mas tive que finalizar o capitulo 9. Obrigado pela compreensão e boa leitura.

Capitulo 4 – Neon City

–“É esquisito” – Pensou Mark.

Não era como ele imaginava, ou via em filmes e jogos. Era apenas algo rápido e lento ao mesmo tempo, curto e longo. Não havia uma definição certa para aquilo. Era como um túnel e ao mesmo tempo não, era como um corredor e não era ao mesmo tempo. Após alguns segundos ele chegou ao seu destino. Porém o que parecia sério, para Mark virou uma brincadeira sem graça.

–Mas que raios...

Era o laboratório. Estava tudo igual, exceto que não havia ninguém lá. Mark olhou e depois bateu palmas forçadamente.

–Ótima piada! Vocês estão de parabéns, agora saiam do esconderijo. Isso não teve graça!

Nenhuma resposta veio a Mark. Nenhum som ou risada. Nada. Ele olhou novamente para o laboratório e percebeu que o mesmo estava de certo modo diferente. O setor central onde estava tinha projeções holográficas e zeros e uns aparecendo do nada. Ele tentava achar qualquer sinal de vida sem sucesso.

–Pelo visto não tem ninguém no setor central...

Vendo que não tinha ninguém ali, Mark saiu do setor central e foi para os outros setores, para verificar se eles estavam lá. Porém ele também não encontrou ninguém. Mark decidiu procurar-nos outros laboratórios, para ser se tinha alguma pessoa. Após uma hora sem achar alguma pessoa, Mark percebeu que aquilo estava bastante longe de ser uma brincadeira de mau gosto. Decidindo se localizar, saiu do complexo e usar o celular, mas inconvenientemente, não havia sinal. Exceto do Wi-Fi

–Mas que raios está acontecendo aqui — Perguntou Mark para si mesmo. Ele decidiu ver o Google Mapas já que tinha Wi-Fi e percebeu que ele dava localização desconhecida. Vendo que um aplicativo comum não daria certo Mark decidiu usar seu próprio localizador que criou em seu tempo livre.

–Vamos...

O aplicativo ao tentar localizar onde estava, pediu alguns segundos e logo mostrou em uma tela que iria atualizar-se.

–Beleza...

Mark sem alternativas restantes decidiu sair caminhando de volta para a casa de seus pais, já que lá tinha um posto policial próximo. Mas alguns minutos caminhando Mark, já não sabia mais onde estava. Tudo estava diferente. Parecia até que estava em outra cidade. Enquanto divagava, ele caminhou até trombar sem querer com dois transeuntes que estavam conversando também. Mark caiu no chão e eles também.

–Cuidado por onde anda — disse um deles enquanto se levantava.

–Desculpe, eu estava pensando. — respondeu Mark balançando a cabeça.

–Tudo bem, não foi nada! — Respondeu o outro transeunte já em pé. — Quer ajuda para se levantar?

–Quero sim. Obrigado!

Os dois ajudaram Mark a se levantar e Mark olhava para seus próprios pés. Após eles o ajudarem, Mark agradeceu.

–Obrigado vocês do... — Mark interrompeu sua fala após olhar para os dois.

–De nada. — Respondeu o segundo transeunte.

Mas Mark não o havia o ouvido de tão surpreso que estava. Um deles era humano de olhos azuis e bigode e vestia um macacão jeans, camisa vermelha, calçava botas e usava um chapéu vermelho com um “M” dentro de um circulo branco. O outro era um ouriço humanoide de olhos verdes, pelo azul que usava tênis vermelhos com listas brancas. Ambos usavam luvas brancas, com a diferença que a do humano tinha “M” nas costas e na do ouriço não tinha nada.

–Ei, você está bem? — Perguntou o ouriço. Mark os reconheceu na hora.

–Vo-vo-vo-vocês são Mario e Sonic! — Disse Mark. Mario e Sonic já esperavam aquela reação.

–É somos nós! — Disse o encanador italiano.

–São vocês mesmo? — Perguntou Mark.

–Já esperávamos essa reação de você — Disse Sonic.

Mark esfregou os olhos não acreditando no que estava vendo. Ele sabia que não estava sonhando, nem que estava bêbado. Aquilo era real. Os maiores ícones dos vídeos games estavam ali em sua frente.

–Caramba, não deve ser possível, vocês estão aqui, na minha frente. Os maiores ícones dos vídeos games estão na minha frente.

–Ei calma, você sabe que isso é comum afinal você é daqui não é? — Mark acenou negativamente com a cabeça. — Não? Afinal de onde você é? De Sistemetria?

–Não.

–De Aplicacity?

Mark respondeu um não novamente.

–De Emula Town? De Conectia?

Mark respondeu negativamente. Sonic surpreso disse:

–Você é do mundo real?

Sim — Respondeu Mark. Mario s e surpreendeu também e disse:

–Nossa alguém do mundo real! — Disse o encanador com seu sotaque italiano — Faz tempo que nós dois não vemos alguém do outro lado. Diga-me, você conhece o Dr. Ethan Light?

–Eu trabalho para ele!

Mario pulou alegre, vendo que não era alguém estranho.

–Bem, eu fico alegre por saber que conhece um amigo nosso!

–Eu digo a mesma coisa.

–Bem, como é que ele está?

–Ele está bem de saúde.

–Que bom, mas o que um programador faz aqui? — Perguntou Sonic?

–Programador?

–É um dos modos que chamados alguém do outro lado! Quem não programa chamamos de usuários. — Respondeu Mario.

–Aaaah! — Disse Mark entendendo o contexto. — Eu estou atrás do meu irmão.

–Seu irmão?

–É meu irmão. Ele tem 1.90m, está de jaleco, usa calça jeans tênis e uma camisa dos gigantes de Nova Iorque. Ele tem cabelos negros e olhos marrons.

–Honestamente eu não o vi, mas talvez ele esteja em Neon City.

–Neon City?

–Pelo visto é sua primeira vez aqui, não é? — Mark fez um gesto afirmativo envergonhado. — Não se preocupe nos vamos lhe ajudar. Mario é com você.

–Obrigado Sonic. Neon City é a megalópole dos jogos. Todos os personagens dos jogos vivem aqui.

–É isso mesmo! A cidade abriga a todos nós e moramos em harmonia. Lá trabalhamos para manter todos os nossos jogos funcionando.

–Isso mesmo, para vivermos em harmonia todos nós trabalhamos, mas também descansamos, afinal como vocês do outro lado, nós também ficamos cansados.

–Legal saber disso, mas como é a cidade?

–A cidade é dividida em quatro áreas: Norte, Sul, Leste e Oeste.

–E ela tem o formato de uma estrela de quatro pontas.

Aplicativo atualizado.

Mark pegou seu celular e abriu seu aplicativo de mapas. Lá mostrava a visão de cima de uma cidade no formato de uma estrela de quatro pontas.

–É do jeito que vocês descreveram pelo que eu vejo em meu aplicativo. — Disse Mark analisando o formato da cidade.

–Nenhum aplicativo exceto os de jogos funciona aqui. Como esse funciona?

–Ah, é que eu criei esse para me orientar caso os aplicativos convencionais não funcionem. — Mark respondeu a pergunta de Mario.

–Nossa! Você programou isso? — Perguntou Sonic

–Sim e sozinho.

Mario logo fez uma pergunta:

–Posso ver seu Key Card Access?

–Meu... Peraí, como vocês sabem disso?

–Mas podemos ver?

–Podem!

–Mark entregou seu Platinum Card para Mario e ele e Sonic Olharam para o Card. Após terem a certeza do que era eles devolveram o Card, tensos.

–Que foi?

–Você deve tomar cuidado quando for para Neon City. — Disse Mario após alguns segundos.

–Por quê? — Perguntou Mark.

–A nossa governante atual detesta os Usuários beta! — Respondeu Sonic.

–Usuário beta... Entendi. Vocês chamam assim as pessoas que tem o Platinum Key Card Access.

–Isso. Por isso tome cuidado. Ela faz coisas terríveis com Usuários beta. Por isso busque o grupo B. Ele saberá o que fazer. — Disse Mario dando um papel.

–Obrigado.

–Bem vamos indo ou vamos nos atrasar.

–Certo, até mais!

–Espera.

Eles pararam e se viraram para Mark.

–Podem me dar um autografo?

Mario e Sonic sorriram e deram autografo para Mark.

–Agora temos que ir. Tchau!

–Tchau! — Disse Mark.

Os dois iam caminhando lado a lado, conversando e rindo. Mark estranhou e disse a si mesmo:

–Pelo visto esse foi o momento mais surreal da minha vida...

Mas Mark sabia que aquilo era real, não sonho ou efeito de drogas. Ele já tinha bebido, mas nunca tinha usado algum tipo de droga, mas quando se machucou feio e quebrou o braço o efeito da morfina foi como qualquer alucinógeno. Teve sonhos e pesadelos por várias horas até passar o efeito. Também nunca tinha ficado bêbado. Só bebeu uma vez na vida e não gostou muito. Só bebia quando se reunia com a equipe B e isso era raro também. Mark Sabia que aquilo não tinha nada de surreal.

–Corrigindo, esse foi um dos momentos mais incríveis de minha vida...

Mark com a ajuda de seu aplicativo chegou a Neon City. A cidade parecia uma replica exata de Rockview, pelo menos para Mark. Ele se surpreendeu como programas que mantem os jogos funcionando e os personagens viviam suas vidas. Era algo incrível que ali eles estavam vivos. Ou melhor, eles existirem de verdade naquele mundo. Era impressionante ver que aquilo era real, não importava se já tinha visto antes. A cidade era não só viva como também linda. As construções ficavam em harmonia com a natureza. Havia praças e arranha-céus em vários lugares. Projeções holográficas eram constantes, assim sendo uma poluição visual. Mas era só em certas partes. Em outras elas também entravam em harmonia constante, mas presentes em todo lugar. Mark apesar de admirar a cidade, perguntava a cada um que passava sobre seu irmão, porém não tinha respostas positivas.

–Droga! Ele deve estar em outro setor... Vou tentar o setor leste.

Mark saiu do setor sul e foi até o setor leste procurar Ned. Novamente não teve sucesso. Foi quando ele decidiu ir ao setor oeste e ir perguntar. Após duas horas sem sucesso ele conseguiu a resposta com alguém ou ao menos uma pista.

–Eu o vi lá no setor norte, mas onde ele está eu não sei.

Mark agradeceu e foi ao setor norte. Mark observou que aquele setor é mais vivo e intenso do que os outros. Ele estranhou, mas esqueceu quando continuou sua busca. Após recolher algumas informações ele recebeu a notícia de que ele estava no Hospital Norte de Neon City. Ele correu várias quadras até chegar ao hospital. Ao entrar ele se dirigiu a recepção e perguntou:

–Por acaso viu este homem? — Perguntou Mark mostrando uma foto de Ned.

–Está falando de Ned Hawkins.

–Sim.

–O senhor é o que dele?

–Irmão.

–Sinto muito, mas ele já recebeu alta do médico.

Mark ficou desolado, mas se recompôs.

–Você sabe onde ele está?

–Não sei, mas eu o vi acompanhado da duquesa...

–Duquesa...?

–Você, não conhece a duquesa Joanna?

–Não sou de fora.

–Entendo... Saiba que ela é a soberana daqui.

Mark se lembrou das palavras de Mario e Sonic

“A nossa governante atual detesta os Usuários beta!”

“Ela faz coisas terríveis com Usuários beta.”

–Ela é a rainha?

–Sim, mas temporariamente.

–Como assim?

A recepcionista o puxou e sussurrou em seu ouvido:

–A rainha de verdade desapareceu faz alguns anos e ninguém sabe do paradeiro dela. Só sabem que ela foi explorar fora da cidade. Por isso tome cuidado ou pode acabar tendo o mesmo destino dela.

Mark surpreso com a atitude da mulher apenas disse:

–Certo, irei tomar cuidado. Pode me dizer onde fica o castelo?

–Você realmente quer achar seu irmão?

Mark olhou para a enfermeira. Ela tinha cabelos negros, mas olhos azuis intensos, pele clara e usava roupa de enfermeira, mas ela de perto não parecia uma. Ele apenas acenou positivamente.

–Certo. O castelo fica fora da cidade seguindo ao norte, vai ser fácil acha-lo já que é uma imensa construção.

–Obrigado. Qual é seu nome?

Ela hesitou, mas disse:

–Seraphim.

–Seraphim... Sou Mark.

Mark saiu correndo e foi em direção ao castelo. Ele saiu da cidade e foi até os muros do castelo, porém acabou barrado por um guarda.

–Parado! Saia daqui imediatamente. — Ordenou o soldado.

–Calma, eu queria saber...

O guarda em um único movimento usou um bastão de choque e o eletrocutou. Mark agonizava no chão enquanto era espancado por aquele guarda.

–Saia, agora!

Mark saiu furioso com aquele cara, mas a dor substituiu a raiva. Mark sentia dor em sua barriga e nas costas por causa dos chutes. Ele saiu de lá e voltou ao hospital para se tratar. Após Seraphim lhe dar um analgésico, ele se dirigiu a lanchonete do hospital, frustrado por não conseguir achar seu irmão.

–Por favor, eu quero um sanduiche natural e um suco de laranja. — Pediu Mark. Alguém se sentou do lado dele e disse:

–Quero o mesmo que ele pediu.

Era Seraphim. A garçonete saiu e demorou alguns minutos, depois voltou levando uma bandeja com os sanduiches e os sucos.

–Aqui está. — Disse ela botando os pratos para cada um.

–Obrigado. — Agradeceram ambos. Mark mal tocava no sanduiche, enquanto Seraphim comia calmamente. Ela percebeu isso e perguntou:

–Por que não está comendo?

–Estou preocupado.

–Por quê?

–É que meu irmão as vezes é meio desleixado e estou preocupado com ele.

–Entendo.

–Apesar de ser adulto, as vezes ele age como uma criança mimada e eu não suporto isso.

–Sei como é, tenho irmãs também...

–As vezes me pego pensando como seria bom me afastar da família de vez em quando.

–Olha, não é se afastando que o problema vai se resolver. Você tem que encarar eles de frente e soluciona-lo.

–Obrigado, mas não é tão fácil assim... — Disse Mark comendo o resto de seu sanduiche...

–É, eu sei...

Mark tomou o seu suco e pagou o lanche.

–Não se preocupe em pagar. Essa é por minha conta. — Disse Seraphim, entregando o dinheiro dele de volta.

–Valeu... Eu acho.

Mark saiu do hospital e foi caminhando pelas ruas até ver uma parada. Havia muitas pessoas nas ruas, mais do que o normal e ele percebeu que era uma passeata. Ele caminhou vendo o quem estava no carro. Ele ao ver que Ned estava no carro se aproximou, atravessando a multidão com dificuldade. Após três minutos pedindo desculpas e com licenças e passando pela multidão até conseguir subir no carro. Os guardas iriam derruba-lo, mas Ned os impediu.

–E ae irmãozinho. — Disse Ned se aproximando dele.

Notas finais
Obrigado e por favor leiam o poema que fiz. Link: https://fanfiction.com.br/historia/668257/Poema_de_solidao/