All Or Nothing

1 Esmeraldas & Rubis


Notas iniciais
espero que gostem do primeiro cáp!! Eu estou decidindo se vai ter dois cáps ou três, dependendo da história que eu quero colocar. Dedicado a LuChan, dona do Enzo que me permitiu fazer essa história com ele. Obrigada ♥ Então aproveitem ♥

Seis semanas. Seis semanas desde que um ruivo entrou naquela guilda. Era suficiente para se "apaixonar" por uma loira. Havia encontrado uma parte de si, sua irmã Erza Scarlet. Não lembrava de muita coisa. Mas de uma coisa ele tinha certeza, o pressentimento de que iria lembrar de algo importante estava o incomodando. E esse incomodo só se confirmou quando viu aquela pessoa na porta.

~xx~

POV's Enzo

"Ela..."

Por que eu estava pensando nisso? Eu... A reconheço? O que estava vendo era uma esbelta garota parada na porta da guilda com um sorriso enorme. Seus cabelos eram grandes e ondulados, marrons e brilhantes. Pelo que posso ver ela tem os olhos verdes como esmeraldas. Tinha o corpo bem evoluído, ou seja, tinha seios fartos e coxas flácidas. Suas curvas eram — e muito bem — definidas. E uma coisa me chamou atenção: os lábios róseos. É como se... Eu já tivesse sentido o calor de seu toque... E com isso toco os meus lábios.

- OE, BANDO DE BÊBADOS TARADOS!

- Yuu-chwaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaan! — diziam os tarados

- Oi, oi podem parando seus safados!

Um Exceed marrom, apareceu em sua frente. Não sei, mas sinto que já briguei muito com esse cara. Então meu sentimento foi a mil. Mas quem era aquela garota? Percebendo o meu olhar fixo nela, minha irmã se aproxima colocando a mão sobre meu ombro:

- Ela é Yume Castelline, uma Dragon Slayer da Terra. No dia em que chegou aqui, ela foi fazer um trabalho. Pelo visto foi bem difícil cumpri-lo, já que o lugar era bem longe. O Exceed, é Mateus seu fiel companheiro... Eles não se largam por nada.

-H-Hum...

Yume Castelline? Que nome familiar. Tentei revirar meus olhos, mas algo me chamou a atenção: os olhos verdes estavam virados para mim. Ela estava estupefata e ficamos ali, trocando olhares foi então que lembrei:

~~

"AAAAAAH, alguém! Alguém me ajude!"

Um ataque. Aquela cidade estava sendo atacada novamente. Rosemary. Porque sempre assim? Raptar crianças é sempre a solução? Uma criança chorava, indefesa ainda. Clamava por salvação, enquanto dois homens com sorrisos macabros avançavam sobre ela:

"Venha, criança, nós não vamos lhe machucar"

"Alguém, alguém" — clamava a pequena morena

"Ei, seus velhos!"

E então um rubro apareceu.

~~

De repente sinto uma pontada na minha cabeça e assim coloco minhas mãos sobre ela, como se isso fosse resolver a dor. E foi assim que senti uma outra mão quente sobre meu ombro. E só pela voz eu podia reconhecer:

-Enzo? Está tudo bem?

-L-Lucy...

Levanto com um sorriso no meu rosto. Eu acho que realmente estou gostando dela, pego então sua mão que estava pousada em meu ombro e a seguro fortemente. Sorri então para poder deixá-la mais confortável. E com isso ela corou. Depois disso, minha irmã me deu o suco de laranja que ela estava bebendo só para eu conseguir recompor minhas forças.

DAÍ, percebi o quanto o suco de laranja é potente.

-Obrigado, vou buscar mais um.

E quando eu levantei me deparei com uma morena vindo em minha direção. Os olhos esverdeados ainda estupefatos e quando ela parou na minha frente, senti uma imensa vontade de chorar.

-V-Você...

Ela levantou sua mão direita e devagar colocou-a sobre minha bochecha. Quando o fez se espantou. Ficou uns minutos me observando, e eu a observando. Só então ela refez o ato, mas desta vez deixou a mão lá acariciando meu rosto.

-Me diz que isso não é um sonho...

-E se eu disser que não é? — eu disse rindo um pouco malicioso

-En-Enzo... — ela se aproximou mais um pouco, e seus olhos verdes encontraram-se com os meus. De repente vi pequenas gotículas de lágrimas descerem por seus olhos e o sorriso gentil e acolhedor abriu em seus lábios. Então pronunciou gentil: — O-Okaeri.

-... — Eu não me sentia, só estava fazendo o que estava com vontade. E de repente coloquei minha mão sobre sua mão e a deixei ali. Só para depois perceber que lágrimas também caiam de meus olhos — Tadaima...

Ela sorriu mais ainda e me agarrou em um abraço. Não demorei nem um pouco para responde-la, e deixei ela se aconchegar em meu peito. Pousei meu queixo sobre sua cabeça enquanto levei minha mão direita até meus olhos. Porque eu estava chorando? Não conhecia aquela mulher! Não ainda.. Mas me sentia tão quente, tão feliz.

-EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEH! — a guilda gritava

Depois de uns segundos percebi que todos estavam olhando, mas não liguei. Então ela saiu de meu abraço e tentou olhar para os meus olhos. Mas eu estava envergonhado demais para encará-la. As lágrimas não paravam de cair de minha face, nem da dela. Com esse sentimento senti duas mãos gentis limparem minhas lágrimas. Me aconcheguei nas mãos dela, e então senti seu calor só pelo seu toque. Este parecia-me familiar.

-S-Senti t-tanto sua f-falta.. E-Enzo..

~~

"Qual seu nome?"

Dizia um menino rubro, enquanto estendia a mão para a pequena morena. Parecia que o menino havia derrotado aqueles homens, visto que os mesmos estavam caídos ao seu redor.

"Y-Yume Castelline, p-prazer!"

"Enzo Scarlet."

[4 anos depois]

"ENZO! ENZO NO BAKA!"

"Pff... QUE FOI YUU?"

"QUANTAS VEZES JÁ TE FALEI PRA VOCÊ ARRUMAR AS ROUPAS DIREITO?"

"AH CALA A BOCA! EU ESTOU OCUPADO!"

"AH É? VEM CALAR! OCUPADO A ONDE? SENTADO COM SEU RABO AI? SOU EU QUEM TRABALHO NESSA CASA"

"E SOU EU QUEM TEM UMA GUILDA!"

Aquele silêncio. Era aquilo que perturbava. O fato era, desde que escaparam de Rosemary os dois viviam juntos apenas para sobreviver. Não que tivesse alguma outra coisa.. Ou será que tinha? E Yume, estava com muita vontade de entrar numa guilda. Era seu sonho, e simplesmente jogar na cara que ela não conseguia entrar em uma era covardia. Então com lágrimas no rosto e uma expressão fechada gritou:

"QUER SABER FIQUE COM SUA GUILDA"

"Yuu... Eu nã-"

"EU NÃO LIGO MAIS! SE SUA GUILDA É TÃO PODEROSA, VAI FICAR COM ELA! EU ME VIRO SOZINHA! Você vai ver Enzo... V-Você VAI VER !"

E então saiu correndo. A casa em que viviam era em meio de um campo, bem afastado. E como convencida de que ele não a acharia ali, correu para atrás da casa. Sentou-se e pois-se a chorar agarrada aos seus joelhos. Enquanto isso, ele murmurava para si mesmo algo do tipo "Idiota" ou "babaca". Depois de alguns segundos, levantou e foi para onde ela estava. Ela sempre sentava ali para chorar. Quando chegou ela ainda estava chorando, soluçando e agarrada aos joelhos. Com certeza ela já havia percebido sua presença. Ele sabia disso. Mesmo assim sentou-se ao lado dela, esperou um pouco e a abraçou, encostando a cabeça dela em seu peito. E isso a fez chorar ainda mais.

"Ei, Yuu"

"..."

"Desculpa viu? Queria que entrasse comigo na guilda, mas... Não acho que é bom pra você. Pelo menos não aquela guilda. Eu... Eu estou nessa guilda para proteger nós dois, para ... Sustentar a gente. Para me tornar mais forte."

"Então por que não deixa eu ser forte também? Você sabe que eu posso..."

"Eu sei. E é por isso que tenho medo. Entenda eu...Só quero proteger você"

Okay. Okay okay. É a primeira vez que Enzo fala alguma coisa dessas! O que ele iria fazer? Ele realmente queria dizer isso? O coração da morena palpitou tão rápido ,tão rápido, que quando ela o escutou suas bochechas avermelharam. E não foi diferente com ele.

"Q-Q-Quer d-dizer.. E-eu q-quero -p-p-proteger n-n-nós d-dois"

Ela não aguentou, e com um impulso fechou os olhos e trouxe o rosto dele para mais próximo de si. Devagar aproximou os lábios aos dele, e então tocou-os gentilmente. Enzo estava estupefato: ela.. realmente sentia aquilo? Que se dane! O fato era que, Yume estava o beijando e ele não perderia a chance de retribuir. Então, fechou os olhos lentamente — para a surpresa de Yuu — e intensificou o beijo pousando a mão em seu rosto e adentrando a boca dela com sua língua. E ficaram nesses beijos ousados, até que precisavam de ar. E separam quase que de repente.

"E-Enzo... Eu..."

~~

POV'S Yume

-Enzo! Enzo!

De repente Enzo havia desmaiado! Ei o que era essa reação? Ele estava doente? Mas que droga é essa?

-Erza! Erza!

Então a mesma apareceu em um instante, e carregou-o até a enfermaria. Preocupada eu corri atrás, e com isso pude olhar para ele com mais atenção. Ele estava maior, e mais esbelto. O cabelo havia aumentado e ficado mais espetado. Logo depois de um tempo, Porlyusica o examinou. Ele só havia desmaiado mesmo. Isso é de uma certa forma, uma boa noticia. Aproveitando o tempo, comecei a conversar com a Erza.

- E aí Erza, com está o cor-

- Yuu, eu preciso de contar uma coisa. — sua expressão tava séria

- O-O que é?

- A verdade é que... Enzo, não se lembra de nada. Ele perdeu a memória. Provavelmente ele não lembre de você.

- C-Como assim? E-Ele m-me abraçou! E-ele...

- Yuu. Você sabe muito bem que Enzo não reagiria assim. Mesmo sendo do jeito que era, Enzo correria e te abraçaria com todas as forças dele. E outro... Ele também... Também teria dito incontáveis vezes "Eu te amo".

Lágrimas escorriam pelo meu rosto. Ela estava falando a verdade.. I-Isso não... Eu... Es-Esperava tanto... Depois de soluçar muito, vi que Enzo acordou e quando ele me viu suas bochechas ficaram vermelhas. Ou era só impressão minha?

-Enzo.. Você.. Se lembra de mim?

Perguntei sincera. E tinha muito medo da resposta. As lágrimas não paravam de rolar a minha face. Vi o sentar, fitar meus olhos fortemente.

-Eu.. Não sei... Quem você é. — disse sincero — Por favor não. Não chore.

-M-Mas.. M-Mas eu... — tentei mas não consegui. Estava muito triste e sentia uma pontada no meu coração. Nada que eu havia ouvido um dia fazia sentido e então ousei mais uma pergunta: — V-Você... É.. É apaixonado p-por quem?

-Eu... — aquela era minha cartada final, eu tinha feito aquela pergunta pra ele e ele sempre respondia "Janne Kingsler" uma novata da guilda dele. Não importava quando eu perguntava, ele sempre respondia a mesma coisa. Só um dia ele mudou. Foi o dia mais feliz da minha vida. Mas não foi hoje. — E-Eu acho que g-gosto da L-Lucy. — falou corado

Levantei. Foi de repente, mas resmunguei um "vou pegar um trabalho". Saí correndo e fui pegar um trabalho qualquer. Felizmente era só de um velho preguiçoso que não achava o livro dele. A recompensa nem foi tanta, mas me fez esquecer as coisas. Quando voltei só fiquei mais triste ainda: vi Lucy corando e Enzo também. Ótimo, eles trocavam olhares apaixonados. É, realmente eu não aguentei. Corri para de trás da guilda, me encolhi e chorei. Chorei como nunca havia chorado. E depois de um tempo, adormeci ali.

~xx~

-H-Hum...

Não quero abrir meus olhos. Não agora. Estou tão bem, tão quente! Nunca me senti assim depois de dormir.

-Dorminhoca, acorda.

-Mais cinco minutinhos...

Pera! Peraí! QUEM? Abro meus olhos fortemente e me deparo com um riso malvado de um rubro que me carregava. Coro violentamente e escondo meu rosto com as mãos.

- O-O que você está fazendo?

- Carregando você. — respondeu como se fosse óbvio

- Mas.. Como me achou?

- Por que será? Será porque você tava chorando alto demais e o lugar era óbvio?

- E-Eu tava chorando tão alto assim? — fiquei corada por constrangimento

- Sim. Mas parecia que só eu ouvia. E eu senti que alguém estaria lá.

Meu coração foi a mil. A hora parou, e eu não sentia mais meu corpo. Eu só sabia que, quando ele disse aquela frase meu mundo parou só por esse fato. O pior nem foi esse, além de eu estar encantada ele teve que sorrir. Aquele sorriso gentil e brilhante. Daquele que você ficaria mil horas ou mais só pra ver. E então minhas bochechas fervilharam e eu escondi meu rosto. E eu me senti sendo colocada no chão devagar. Quando pisei no chão continuei escondendo o rosto.

-Pronto chegamos! E você... Yuu, — levantei o rosto quase que imediatamente: ele lembrava? — Pff... HAHAHAHA! Você tá muito lerda hoje!

-E-Ein? — corei novamente, mas desta vez dei um tapa na sua cabeça de leve — OLHA A INTIMIDADE MENINO!

Depois ele ficou me encarando, e logo nos estouramos de rir. Cada um rindo do outro. Fazia um tempo que nós não fazíamos isso, tinha um longo tempo que não tinhamos essa intimidade toda. Tudo parecia ter voltado ao normal. Mas não estava. Não mais.

-Me diz: como sabia que aqui era a minha casa?

-Hum.. Por algum motivo, minha irmã me contou. — Eu.vou.matar.a.Erza.

-Aah sim.. A Erza... Hehe...

-Yuu... Você está... Rindo diabolicamente?

-N-Nem um pouco, meu caro amigo. Estou super bem. Hehe.

-Medo..

E rimos de novo. Enzo não lembrava das coisas, mas porque parecia que lembrava? Que estranho. Parecia que tudo realmente havia voltado ao normal. Virei-me para minha casa (era uma casa pequena [mas bem espaçosa dentro] de madeira, pintada de cinza no meio do mato perto da minha guilda), e abri a porta delicadamente. Então, abri um longo sorriso , ajeitei o cabelo rapidamente e tombei a cabeça um pouco pro lado:

-Quer... entrar?

-Hum... Não, tá tudo bem..

-Ah têm cappuc-

-Nossa que casa linda! "Nussa"! Têm até uma lareira! Ah onde estávamos mesmo? O cappuccino.

Pisquei. Pisquei duas vezes. Esse garoto era o que? O ligeirinho? Nossa, numa velocidade imensa estava Enzo no meio da minha casa. Sua imitação pra entrar na minha casa pelo cappuccino foi tão horrível, que me fez gargalhar tão alto mas tão alto que ele próprio se assustou e corou.

--

POV'S Enzo

-E-Ei o q-que foi? — coloquei a mão na minha nuca e revirei o olhar

E isso só a fez gargalhar ainda mais.

-E-Ei! — chamei

-É que... — limpou as lágrimas de riso e se aproximou de mim, colocando uma mão em meu rosto — não precisava ficar com vergonha de entrar na minha casa. E , se eu soubesse que você gostasse de cappuccino, já teria feito pra você a séculos! Bobo..

E ficamos nos encarando. Naquela posição. Parecia que conversávamos pelos olhos. Seus olhos encaravam os meus, e era estranho o como aquilo estava fazendo bem. Eu não sorria, mas ela parecia estar sorrindo. Eu ia me aproximando, sem saber o porquê, mas aqueles olhos me encantavam. Mais do que qualquer coisa. Só depois de um tempo que ela separou de mim. E um pouco surpreso coloquei a mão sobre minha bochecha direita — a qual ela tinha tocado -.

-D-De qualquer forma! É melhor começar o trabalho!

Aquele lado, continuava quente.

-Vai querer de que? Normal ou de chocolate?

O lado que ela tocou continuava quente.

-Vamos fazer?

-F-F-F-F-F-F-Fazer o-o-o-o-o que?

-Uma missão? Juntos?

-Hum.. Ok, mas eu vou com o Mateus junto ok?

AH DROGA! Eu queria fazer missão só com ela... E pera... Por que eu queria fazer missão só com ela? Estranho, DEMAIS. Mas está tudo bem. Eu só queria entender o porquê de eu querer fazer a missão só com ela.

-Ok.

Continua...

Notas finais
gostaram? não gostaram? Comentem dos dois jeitos, e já já posto o outro ♥ bgs, bgs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.