All Of Me Fictional Version
3 Untouched
Ele sorriu gentil pra mim e foi para a loja cumprimentar o cliente enquanto eu fiquei ali no meio da sala sem nenhuma expressão no rosto.
Não acredito que vim parar dentro de um anime...
Suspirei fundo e troquei de roupa.
Não esta na hora de ficar parada e ter pânico! Não posso demonstrar isso. Tenho que agir como um anjo da morte... Como um anjo da morte trabalha? Vou ter que pedir ajuda pro Undertaker.
A roupa era um pouco folgada e quando amarrei os laços da frente, que ficavam na minha barriga, quase me fez ficar sem ar. Acabei deixando um pouco folgado e coloquei um tênis preto e branco que estava também separado, deixando meus cabelos soltos e coloquei os óculos, olhando para o meu reflexo no espelho.
Pareço uma gótica. Só falta a maquiagem escura nos o... Meus olhos sempre foram amarelos?!
– SIIIX! Pode vir aqui trazer o chá pro Conde? – escutei Undertaker chamar da loja.
Conde? Será que é...
Meio nervosa, limpei a garganta e arrumei a saia do vestido.
– Estou indo!
Peguei a bandeja com o bule e a xícara de chá junto com um pote de biscoitos, e fui até a loja.
– Six? Esta de empregada agora? – perguntou o Conde e logo ficou meio sem jeito quando me viu entrando.
Ele estava sentado numa poltrona que ficava quase no meio da loja e ao seu lado estava um homem alto, elegante com um sorriso gentil.
Este deve ser o demônio, Sebastian. É bem mais bonito do que mostra no anime...
– Boa tarde, Conde. Trouxe seu chá com alguns biscoitos. – sorri meio forçado, tentando o máximo não olhar pra ele, colocando a bandeja na mesa de frente a ele.
– Six é minha nova ajudante! Excelente para me dar risadas! Heeehehehe! Hoje pela manhã ela acordou caindo de um dos meus caixões! Haahahaha...
– Oh, cala a boca! Você que deixou aquele esqueleto lá pra me assustar. – disse irritada.
– Chega de bate-papo. Não vim aqui apenas para um chá da tarde, Undertaker! – disse o Conde, dando apenas um pequeno gole no chá e o colocando de volta na bandeja.
Fiquei de pé ao lado do funerário com a pose de uma dama empregada, que nem eu vi em filmes antigos, tentando não parecer nervosa.
– Sim, sim! Bom, é sobre os sequestros das crianças...
– Tem mais do que contam nos jornais. O que você sabe sobre isso? – o homem de tapa olho olhou para mim enquanto eu estava olhando e nesse momento parecia que atravessava um raio entre nós dois. Tudo ficou escuro a minha volta de novo. Só via uma imagem de uma mulher loira correndo onde se parecia ser um jardim, gritando por ajuda e chorando ao mesmo tempo. Após alguns segundos, a imagem muda pra um barulho de tiro e a mesma mulher deitada no chão com um buraco no coração.
– AAAAAAAAAH! – acabei gritando quando a imagem sumiu e os três homens me olharam, dois curiosos e um preocupado.
– Esta tudo bem, senhorita Six? – se manifestou o mordomo, já se preparando para pegar um copo d’água.
Eu estava começando a ficar tonta. O que diabos está acontecendo comigo?!
– Não, está tudo bem! Ela é nova. Ainda não sabe controlar os poderes. Só precisa de mais descanso... – disse o funerário, preocupado, vindo à minha direção e segura a minha mão. – Vem comigo, querida.
Eu apenas concordei com a cabeça e andei de volta para a sala onde estive mais cedo, com a ajuda dele, logo me deitando numa colchão japonês que estava no chão ao lado do caixão que estive pela manhã.
Undertaker colocou uma colcha não muito grossa em mim e fez carinho no meu rosto.
– Undertaker?
– Sim?
– O que eu sou de verdade?
– Eu ainda não sei, minha pequena criança... Mas logo iremos descobrir. – ele sorriu gentil e apertou fraco meu nariz – Agora descanse que depois te explicarei o que a senhorita acabou de ver.
Tentei perguntar mais. Eu ainda tinha muitas dúvidas. Mas meus olhos estavam muito pesados e só vi ele voltando para a loja e escutando a voz do Conde de longe.
– Ela está bem?
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