All My Love.
2 Aquele com o novo motorista.
Notas iniciais
oooi tudo bem? Então, eu quero agradecer muuuito ao pessoal que comentou *-*, eu ia postar antes, mas nem tive tempo, enfim. Está aí o novo capitulo, ficou um pouco maior que o anterior, espero que gostem de capitulos grandes. Bom, Enjoy It, espero não decepcionar vocês.
02 de Fevereiro de 1986.
Eu já tinha feito tudo que tinha na minha lista para hoje, fui na livraria comprar um livro de terror, fui na casa da Rachel para estudarmos algumas coisas que irá cair hoje na prova de simulação, será uma semana difícil, já assisti dois filmes de suspense, fiz infinitas coisas, e o tempo hoje parece não passar. Hoje irei entrar na faculdade mais tarde, só pra piorar o meu tédio que já é extensivo. Daqui a pouco irei estar pedindo a Adriana que deixe que eu faça todas as coisas no seu lugar, inclusive a adorei, muito simpática. E bom, Axl, nem deu as caras ainda, incrível, seu profissionalismo realmente me impressiona. Adriana disse que é normal ele se atrasar em qualquer compromisso, na verdade eu estava agradecendo, continuo acreditando que talvez o psicopata seja ele. Estou trancafiada nesse quarto á tempo demais, odeio ficar sem o que fazer. Fui para sala, quando olhei a aparência daquele cômodo, era possível que meus olhos chegassem até a brilhar, estava tão limpa, a mesa de centro estava sem nenhum papel, livro ou revista, que minha mãe e eu sempre deixávamos ali, cheguei mais perto, fazia tempo que não podia enxergar o vidro da mesa. O chão estava tão brilhante, o cheiro de lavanda que ali se encontrava era tão agradável, parecia uma viciada viajando em sua droga, sempre gostei de produtos com cheiro de lavanda. Fui logo em direção a cozinha á procura de Adriana, e para minha surpresa a cozinha estava tão deslumbrante quanto a sala, tudo em perfeito estado, deve ter dado um trabalho e tanto deixar tudo tão impecável como ela deixou, não que o apartamento estivesse no pior estado, mas com os meus estudos e minha mãe trabalhando, não havia tempo de dar, aquela faxina na casa. Enfim, olhar aquele brilho dos móveis, só me fez pensar o quanto tempo eu havia ficado naquele quarto. Adriana não estava aqui, até agora, eu estava sentada na mesa de jantar, tomando um pouco de vitamina de maça, quando ouço a porta da sala se abrindo, logo me limpei os cantos da boca, com o pequeno pedaço de papel que está ali em cima da mesa. Me levantei da mesa e esperei pela entrada de Adriana. Não hesitei nos elogios, era mais do que merecido, o apartamento estava esplêndido.– Parabéns Adriana. Está tudo perfeito!– Obrigado senhora Everly. – Ela disse meio sem graça, por conta de tantos elogios que já havia lhe dado.– De nada e por favor me chame somente de Everly. – Eu disse, não era muito bom ser chamada de senhora, em pleno meus vinte anos.– Tudo bem. – Sorri. — Vou começar a fazer o almoço, o que vai querer? – Ela perguntou já pegando algumas panelas dentro de um dos armários.– O que quiser. – Sorri. – E Axl, será que esqueceu que agora tem um trabalho? – Perguntei.– Ele já chegou, inclusive eu havia saído para isso, ele estava resolvendo alguns problemas. – Respondeu, pegando a salada dentro da geladeira.– Tudo bem. E aonde ele está? – Está lá em baixo no estacionamento do prédio, ele disse que precisava conhecer o carro que iria dirigir. – Ótimo, vou ao mercado agora, qualquer coisa você sabe que todos os números pra contato está na agenda. – Eu disse me referindo a agenda de telefones que havia lhe mostrado hoje de manhã.– Não quer que eu vá? – Perguntou.– Não, tudo bem, eu vou. – Respondi. – Estou indo, tchau.– Tchau. Saí do apartamento, precisava comprar algumas besteiras para comer, sempre dá aquele desejo, é sempre bom ter os doces por perto quando isso acontece, logo eu, que parece ser movida a chocolate, apesar de ter diminuído bastante o consumo deles. Desci as escadas, nunca que iria entrar naquela lata de metal que chamam de elevador, nunca gostei, depois que assisti filmes que eles davam algum tipo de pane, aí que passo bem longe. [...]– Parece que gostou do carro! – Eu disse se aproximando de um Axl jogado em cima do capô preto, é, em cima do capô.– Eu poderei andar com ele, mesmo sem você? – Perguntou saindo de cima do capô.– Não. – Respondi.– Mas, é um Fluence! Eu preciso dar algumas voltas com ele por aí. – Respondeu.– Poderá fazer isso cumprindo o seu trabalho, que inclusive já deveria ter começado – Eu disse já perto da porta, só esperando que Axl destravasse a mesma.– Então, vamos aonde? – Perguntou desviando do assunto sobre o seu enorme atraso e apertando o botão do pequeno aparelho que segurava na mão.– No mercado. – Disse já entrando no carro, Axl entrou logo em seguida, não pude deixar de comentar a sua vestimenta.– Imaginei você num terno preto. E não em uma calça rasgada, camiseta do Ramones e uma bota de couro. – Disse.– Sua mãe me entregou o terno, mas, sabe qual é o problema dele? – Perguntou me encarando.– É um terno? – Respondi.– Exato, não vou usar aquilo. – Dá partida no carro. – Estou bem assim. – Finalizou.– Por mim... – Disse dando de ombros, colocando o cinto de segurança. [...] Já havíamos chegado ao mercado, pra nossa sorte não estava cheio, estava bem calmo, também em plena terça-feira, o que não gostaria era de encarar uma fila enorme, entediante, e lenta em pleno domingo a tarde.
Estávamos na seção de doces, aquelas misturas de cores no mesmo lugar, era tão legal, adorava aquele cheiro de chocolate, era tão bom, quando o cheiro de lavanda da sala do meu apartamento (risos). Axl estava do meu lado, só observando o que eu pegava.– Você vai ficar com diabete. – Ele disse olhando dentro do carrinho. Eu me impressiono com o jeito delicado dele de dizer as coisas.– Pode ser. – Disse tentando escolher qual caixa de bombom levaria.– Sabe que isso não é bom, mas mesmo assim ainda come de forma excessiva. Você é uma mulher estranha. – Ele disse soltando um riso abafado.– Eu sei, infelizmente é um vicio desde a infância. – Eu disse finalmente escolhendo a caixa de bombom, peguei aquela que havia chocolates de confetes, eram tão bons.– É, eu sei como é estar dentro de um vicio. – Disse ele, eu não entendi muito bem, até então não sabia se ele fumava ou algo assim. Eu fiquei quieta, ele fez o mesmo, estava um pequeno trânsito ali, e pelo clima parecia que ia chover. O silêncio daquele carro já me sufocava, odiava aquele clima. Resolvi então conhecer um pouco mais sobre o individuo que ali me acompanhava, coloquei na rádio, torci para que tivesse tocando alguma música que gostasse, para a minha sorte estava tocando Led Zeppelin – All My Love, não pensei duas vezes e comecei o assunto através disso.– Você gosta? – Perguntei.– É claro, impossível não gostar. – Respondeu virando o rosto em minha direção.– Com certeza, é uma das minhas bandas favoritas. – Falei.– Também, mas talvez eu goste mais de Elton John e eu não sou gay. – Disse rindo, ri junto, era difícil achar homens que curtiam as músicas mais trabalhadas de Elton John.– Não precisa ser gay pra gostar de Elton John, só precisa ter um pouco de senso sobre a música, isso não te faz mais ou menos homem. – Respondi, ele me encarou de um jeito como se ouvisse aqui pela primeira vez, apesar de estranhar, isso não deveria ser mais comum. — Eu tenho uma banda, Guns N’ Roses, é de Hard Rock. – Falou.– Guns N’ Roses? – Jurava ter ouvido o nome daquela banda...Ha me lembrei. – Você é o vocalista que atacou o segurança em um dos shows de vocês? – Perguntei.– Talvez... – Rolou os olhos de forma inocente. – Como isso chegou até você? – Perguntou?– Eu conheço pessoas, que conhecem pessoas, que conhecem outras pessoas, que estavam lá no momento que você atacou o segurança. O que deu em você? – Perguntei, afina não é normal isso, não é todo dia que você encontra um cara com calça de couro, cantando uma música que fala sobre drogas, voando em cima do pescoço de um segurança, pelo menos foram assim que me contaram.– Ele estava enchendo o saco, só isso. – Respondeu. – Então, que horas você entra na escola? – Perguntou na tentativa de mudar de assunto.– Escola?– Escola, faculdade... Pra mim é tudo a mesma coisa. A única coisa que você faz é estudar. – Respondeu.– Eu vou entrar ás 17:00 hoje – Respondi. Nesse momento os olhos azuis de Axl se direcionam para o seu relógio no pulso, sua cara já me falava que já eram quase cinco horas, quando não era pro tempo não passar, ele anda contra a minha vontade, é sempre assim. Eu e Axl olhamos para o trânsito a nossa frente, não tinha jeito, por mais que eu quisesse chegar rápido em casa, teria que esperar aquilo andar, incrível como essa rua sempre fica tranquila e logo hoje que tenho simulações das provas que vou ter, fica desse jeito. Axl aumentou o som, estava tocando Mr. Crowley do Ozzy, ótimo, se o clima precisasse ficar mais tenso, ficou. Axl viu que a música não ajudava, a voz de Ozzy estava causando calafrios em mim, ele então tomou a iniciativa de desligar o som. Eu agradeci, nós voltamos a aquele silêncio novamente, e novamente ele me sufocava, mas deu pra perceber que em Axl também. – Nós devíamos sair! – Disse ele causando um pequeno susto em mim, já que o som de sua voz saiu quase que num grito.– O que? – Perguntei, eu já havia entendi, mas queria que repetisse.– A gente devia sair, eu vou lhe apresentar o melhor hambúrguer de Los Angeles. – Disse sorrindo.– O melhor hambúrguer? – Perguntei entre risos.– Qual é? Não estará zombando assim, depois que experimentar. – Disse.– Não Axl. – Disse, ele retrucou de imediato:– Sim Everly.– Não Axl. [...] Ficamos nisso por um bom tempo, como duas crianças bobas discutindo, só fomos parar quando percebemos, o tanto de carros que buzinavam para nós, o trânsito já havia andado e nós ali discutindo “Sim” e “Não” Axl e eu rimos, ele continuou o trajeto, sempre voltando a esse assunto, que iria sim, me convencer de ir com ele experimentar esse tal hambúrguer e eu insistindo falando que não conseguiria, e era verdade. [...]– Então, amanhã você vai ter aula? – Perguntou, finalmente mudando de assunto.– Não, só tenho ás segundas, terças e sextas. – Falei.– Ótimo, então amanhã nós podemos ir. – Ele disse.– Eu não vou. – Falei já cansada desse assunto. – Eu te arrasto até lá então. – Ele disse de uma maneira tão convicta que realmente, por alguns segundos eu acreditei, na verdade, eu acho que continuo acreditando. Eu fiquei quieta, não queria dar continuidade aquilo, já estávamos entrando na garagem do prédio. Eu nem esperei nem mesmo Axl entrar nela, saí do carro ali mesmo, precisava ser mais rápida do que qualquer coisa, já eram 16:40, por mais atrasada que estivesse, continuo me recusando a ter que entrar no elevador, subi as escadas mesmo, só que dessa vez de uma forma muito mais rápida, esbarrei em algumas pessoas, mas tudo bem. Entrei no apartamento e cumprimentei Adriana que estava limpando o quarto da minha mãe. Corri para o meu quarto, abri o guarda-roupa e escolhi as primeiras vestimentas que meus olhos alcançaram, não dava tempo de escolher tudo perfeitamente. Tomei um banho rapidamente e me vesti, deixei meu cabelo solto, ainda estava húmido. Corri para a sala, Axl estava na porta com todas as sacolas da compra, havia me esquecido totalmente delas, quando me viu pareceu ficar paralisado, chegou a deixar algumas sacolas caírem no chão, Adriana tentava-o ajudar, ele mal percebia. Fiquei tão envergonhada por me ver olhando daquele jeito, principalmente pelo fato de eu não estar tão bonita, mas finalmente, agradeci mentalmente Adriana, por ter dado um grito com Axl que o fez acordar do seu curto transe.– O que foi? – Disse Axl.– Estava com a cabeça onde? – Perguntou Adriana levando algumas sacolas pra cozinha.– Vamos? – Eu disse pegando verificando se estava tudo dentro a minha mochila.– É claro. – Respondeu, terminando de levar as compras pra cozinha, não demorou muito ele já estava de volta, abri a porta e ele veio logo atrás, pensei que iria pedir pra irmos pelo elevador, mas não, foi comigo pelas escadas sem reclamar. Já estava atrasada de qualquer jeito, então não acelerei Axl, ele me deixou na faculdade, segui para a sala. Como já de costume, todos os olhares se voltaram para mim, pude ver Rachel dando uma pequena risada, como um – Eu sabia–, pedi licença ao professor que já aplicava a simulação da prova, ele me entregou a prova e deu á permissão de prosseguir, segui em passos largos até o meu lugar que ficava atrás de Rachel. – Ontem realmente foi só um dia de sorte. – Disse se referindo a minha pontualidade do dia passado.– Faz sua prova aí Rachel. – Disse, já começando a minha. [...] Depois de três provas de simulações, que não estavam nada fácil, só espero ter me saído bem, eu fiquei junto com Rachel na praça em frente a escola, comentando alguns acontecimentos do meu dia, enquanto Axl não chegava. [...]– Então o Axl é seu motorista agora? – Disse, só confimando.– Sim, falando nisso, olha o individuo aí. – Disse olhando pro Axl se aproximando com o carro, com os vidros todos abaixados, por que será, não? Se o objetivo dele era fazer todos olharem para ele naquele carro, parabéns, conseguiu.– Fecha a boca Rachel. – Reclamei, ela estava quase babando ali.– Desculpa. – Disse. Olhei pra Axl novamente, o ruivo ficou me esperando dentro do carro, perguntei se Rachel queria uma carona até em casa, ela não pensou duas vezes, logo aceitou a minha proposta. Foi o caminho inteiro dela e Axl batendo papo, enquanto eu só prestava atenção na conversa do dois, o que não faltou no dialogo foram indiretas dela pra ele e aquilo, não sei, mas parecia que de certa forma estar me irritando.
Notas finais
Entao foi isso, eu ia escrever mais, só que já tinha ficado muito grande, então caso vocês gostem de capitulos grandes me avisem, assim eu não paro no meio de uma parte nada haver ashuusa. Desculpe qualquer erro ortográfico.
Enfim, caso acharem que eu mereça Reviews, vocês já sabem =D
Beijos.
Enfim, caso acharem que eu mereça Reviews, vocês já sabem =D
Beijos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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