All I Want Is The Taste That Your Blood Allows
1 Happy Birthday
Notas iniciais
Boa leitura!
Acordei com um barulho vindo da entrada da minha casa. Num segundo estava junto da pessoa com os meus braços à volta do seu pescoço.
— Ohoh, calma pequena, sou só eu! – O meu irmão disse-me tirando os meus braços de volta dele.
— Rick? Assustaste-me! Não estava à tua espera! – Disse abraçando-lhe.
— Como não estavas à minha espera? Hoje é o teu dia de anos, claro que eu vinha!
— É hoje? Já nem me lembrava! – Ri-me e encarei-o. Estava com uma expressão seria. – O que se passa Rick?
— Sabes bem que hoje não vim apenas por fazeres anos. Sabes que este é o ano.
— Sim, sei.
O meu irmão esticou a mão e neste encontrava-se uma pulseira de ouro com um pequeno pingente azul. Essa era a pulseira da nossa mãe, a pulseira que ela me deixara quando morrera. Aquela pulseira não era apenas uma pulseira banal. Era a pulseira que me permitia ter a capacidade de puder andar na rua de dia, coisa que não acontecia desde que eu optei por me tornar no que sou hoje. Nessa altura tinha 10 anos e não entendia nada do que se passava, mas o meu irmão foi a pessoa que mais me ajudou neste processo. Hoje, completo 18 anos e finalmente vou poder passear durante o dia.
Peguei na pulseira e olhei-a por alguns minutos. Olha-la fez-me sentir saudades dos maus pais, do quanto eles faziam falta na nossa vida, na minha vida. As lagrimas começaram a escorrer e eu senti os braços de Rick à volta do meu corpo. Como sempre, ele está sempre lá para mim em todos os momentos.
— Deixei eu pô-la. – Disse-me enquanto eu enxugava as lagrimas com as costas da minha mão.
Entreguei-lhe a pulseira e ele pôs-me esta no meu pulso direito, onde eu tinha a cicatriz que me acompanha desde os 10 dez anos, desde que perdi os meus pais, desde que me tornei no que sou.
— Vai-te vestir, temos que ir dar uma volta! – Ele disse-me sorrindo, o que me fez sorrir também.
Estava-mos do lado de dentro do prédio onde eu moro e as pessoas faziam a sua vida normal lá fora. Após oito anos finalmente também vou poder fazer a minha vida normal. Nunca irá ser normal, porque eu não sou normal, mas pelo menos terá um pouco de normalidade.
— Estás preparada? – Interrogou-me Rick.
— Sim.
Na verdade estava demasiado nervosa. Nervosa que o efeito da pulseira já estivesse desaparecido e todos pudessem ver quem eu era, mas tenho que dar uma oportunidade.
O meu irmão abriu a porta e saiu, esperando que eu fizesse o mesmo. Devagar, coloquei a minha mão de fora e no segundo que o meu dedo entrou em contacto com o sol, retirei-o, com medo.
— Vamos lá, não te vai acontecer nada. – Encorajou-me.
Voltei a esticar o braço e quando o meu dedo entrou outra vez em contacto com o sol senti-me confortavel. Devagar, estiquei o resto do meu braço e este todo entrou em contacto com o sol. Foi então que dei um passo e senti o quente do sol a bater-me nos cabelos. Sentia-me bem, sentia-me como nunca me sentira nos ultimos anos. Um sorriso enorme apareceu na minha cara e eu comecei a andar, a sentir o ar como se nao o sentisse há séculos.
— Hey calma lá selvagem! – Disse o meu irmao vindo num instante ao meu lado.
— Resultou! Finalmente posso fazer a minha vida normal e sair, ir ver o mar, o por do sol, posso voltar à minha vida normal! Finalmente tenho 18 anos!
— Parabens maninha! Sabes que estou sempre cá para ti! – Ele abraçou-me e sorriu.
— Obrigada maninho! Agora vamos lá celebrar.
Cheguei a casa eram 4h da manhã. Após me despachar, deitei-me na minha cama e pude sentir o meu corpo a a latejar devido a estar cansada, mas logo passava. Fo um grande dia e admito que já tinha saudades do sol, de puder passear de dia. Oito anos a sair de casa apenas de noite era algo desconfortável, mas agora já estava livre.
Comecei a pensar nos meus pais, se eles estariam orgulhosos daquilo que me tornei hoje, daquilo que eu e o meu irmao conseguimos ate hoje. Pensei que eles sacrificaram as suas vidas por mim e pelo meu irmao. Eu passo a explicar… Aqui na cidade de Los Angeles existem muito ataques de vampiros e na noite em que eu fiz dez anos, exactamente há 8 anos, houve um ataque que era dirigido a mim. Nunca me explicaram o porque e nem nunca quis perguntar ao meu irmão, mas nessa noite o vampiro que eles chamavam de “Boss” atacou-me e graças a ele transformei-me. Perdi nessa noite os meus pais, e perdi a minha vida. Foi entao que tive que tomar uma decisão. Ou morria à fome ou bebia sangue para continuar viva. Eu nao queria morrer, queria ficar com o meu irmão nao o poderia deixar sozinho, entao bebi sangue e foi aí que tudo começou.
Hoje, passados 8 anos de não ter uma forma de sair à rua durante o dia, o meu irmão deu-me a pulseira da minha mãe, que ela me houvera deixado na batalha. Ela antes do confronto ja me tinha dito que se algo acontecesse, haveria de ter uma pulseira ou a pulseira dela mas apenas quando eu fizesse 18 anos, para eu ter tempo de amadurecer. Hoje, ao completar 18 anos, sei que sou madura o suficiente e que mereço esta pulseira. Os primeiros anos de transformaçao sao dificeis, devido à sede que geralmete temos, mas eu consigo incrivelmente controlar essa sede. Talvez porque ainda sinto que tenho uma parte de mim que ainda é humana, que ainda tenho a minha humanidade.
A minha vida é um poço de complicações, mistérios, dramas e violencia. Mas no fundo sei que ainda vou descobrir algo dentro de mim que me faça sentir viva, que me faça sentir adrenalina.
Oh peço desculpa. Nao me apresentei. O meu nome é Summer Caffrey, completei hoje 18 anos e sou uma vampira.
Notas finais
Love you guys ♥
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