All I Want For Christmas is You
1 .I'll be sicker without you.
Notas iniciais
Olha, eu vou ser bem sincera; nem ia postar minha fic de Amigo Secreto aqui, maaaas dona Natacha pediu, então ♥
Enfim, psé, eu também participei do amigo secreto no grupo lá, e o sorteio me presenteou com a Dark *u* e eu já fiz textão no grupo, e eu estou com fome, mas quero que saibam que eu a amo, ok? ♥ Te amo, Dark ♥
Enfim de novo, pq nunca é demais, espero que gostem ♥ tá simples, mas foi de coração *w*
Boa leitura!
O calor de suas cobertas era aconchegante e muito gostoso, confortável o suficiente para qualquer ser humano comum querer experimentar os tão famosos “Mais cinco minutinhos” que todos adoramos-, mas bem, Zakuro Maddison Noir estava longe de ser alguém comum.
Ouvindo o estridente barulho do despertador de seu celular enchendo-lhe os ouvidos, a parisiense saltou de seu leito e jogou para longe o conjunto de cobertas e edredons que usava — não dava para brincar com o frio de Dezembro durante a madrugada, o jeito era se encher de cobertas até o corpo pesar. Sonolenta, porém, animada; apertou com um toque o botão que desativa o alarme e, aproveitou para ver as horas. 07:00 em ponto. Sorrindo, ela se esticou na cama, espreguiçando-se e bagunçando levemente os fios arroxeados e compridos, lisos e sedosos. Logo olhou o calendário e esfregou um dos olhos, alargando ainda mais o seu sorriso.
— Véspera de Natal!
Ainda de pijama, saiu da cama e correu para fora do quarto, passando como um furacão pelo quarto dos pais adotivos, tendo certeza que viu seu pai com uma enorme caixa vermelha em mãos, se desesperando quando a menina passou e o olhou. Zakuro riu, provavelmente ela iria ganhar presente naquele ano, mesmo seus pais dizendo o contrário, por ela ter sido muito travessa, mas isso não era nenhuma novidade.
— Bom dia, mamãe! — Exclamou da porta da cozinha, correndo de encontro à sua mãe e a abraçando por trás, sentindo o saboroso aroma do bolo morango e canela que havia acabado de sair do forno.
— Bom dia, Maddie. — Respondeu a mulher, girando no lugar e se virando de encontro à garota — Acordou cedo, está ansiosa pelo Natal?
— Muito! Mal posso esperar pela meia-noite. — Respondeu animada ao se soltar da mulher, dirigindo-se até seu lugar na mesa, lambendo os lábios ao ver o banquete posto sobre ela — E também vou encontrar um amigo agora cedo.
— Sakuma?
— Não, é o… — Parou a frase e encarou a mãe a sorrir — Como sabe?!
A mulher gargalhou com a pergunta da de cabelos roxos.
— Ele ligou aqui tem pouco tempo. Pediu pra você encontrá-lo em frente a casa dele, pois disse que está um pouco ocupado.
Suas bochechas se inflaram num sorriso sincero, a ansiedade tomou conta de Maddison.
— Mamãe, preciso ir. — Anunciou retirando-se da mesa, pegando o suco e o bebendo todo de um vez, apressadamente. Nem esperou o bolo ser cortado.
— Mas e o café da manhã? Maddie, o café é a refeição mais importante do dia!
Tentou argumentar a mãe, mas a menina já estava no outro cômodo com um casaco bem grosso em mãos. Preparando-se para sair. A mulher foi atrás.
— Zakuro!
— Não se preocupe, eu como alguma coisa na casa do Sakuma.
— Hum… — Afirmou a mãe em tom de desistência, Zakuro iria de qualquer forma. Nem que ela morasse em um prédio e precisasse pular do quinto andar, ela iria. Ela sabia que, por Sakuma ela faria qualquer coisa — Tudo bem, cuide-se.
— Certo, certo. Tchau mãe! — Acenou após colocar suas botas de neve, e abriu a porta adornada de enfeites natalinos e piscas-piscas. Tudo o que viu ao sair foi uma imensidão de branco sem fim. A camada de neve deveria estar a mais ou menos um palmo acima do chão, tudo estava lindo, e ficava ainda melhor quando o pontinho roxo em meio àquele mundo branco se deparava com os enfeites das casas e o enfeite natural dos flocos de gelo decorando os pinheiros e arbustos. Zakuro inspirou e expirou, soltando uma risadinha gostosa.
— BOM DIA, MUNDO!
Gritou a todo pulmão para a vizinhança. Alguns estranhos que passavam pelo bairro na hora, olharam para a garota com caras de susto e de repreensão, começando depois a cochichar entre si. Mas o lema de Zakuro era o seguinte: Falem bem ou falem mal, mas falem de mim. Ela não queria passar pelo mundo como só mais uma na multidão, ela ia ser diferente, mesmo que o tom de roxo de seu cabelo já chamasse bastante atenção por si só — ela iria ser notada por quem ela era, essa era sua vontade.
— Happy Christmas! —
— Meu Deus, que cabelo azul lindo! — Exclamou para uma menininha de seus aparentes seis anos de idade.
A garotinha acenou de volta com um sorriso banguelo, enquanto era puxada pelo pulso por sua mãe, e a mulher olhando para Zakuro como se ela fosse uma louca. Mais uma vez a arroxeada riu e girou em seu próprio eixo, virando-se para a grande casa atrás de si.
— SAKUUUMAAA!
Esgoelou mesmo com a campainha estando a poucos centímetros de onde estava. Até porquê, não era apenas de Sakuma que ela queria chamar a atenção:
— Mas o que é que… Ah, claro.
— Bom dia, Genda!
Disse a moça ao ver o rapaz de cabelos castanhos aparecer na sacada da casa ao lado. Ele coçava preguiçosamente os cabelos desgrenhados, enquanto parecia forçar seus olhos a manterem-se abertos, fazendo uma cara cômica de sono.
— Hum… Um frio desse e esse safado do Genda sem camisa… — Pronunciou-se uma terceira voz, um pouco menos grossa e imponente do que a de Kojirou.
— Sakuma! Bom dia. — Exclamou a garota sentindo o coração aquecer ao ver Jirou Sakuma na janela da casa onde ela esperava. Ele a olhou brevemente, sorrindo -, mas logo seu olhar se focou em seu vizinho “atrevido”.
— Eu sou safado por ficar sem camisa na minha própria casa? — Rebateu um Genda provocante, posicionando as mãos sobre os quadris expostos numa pose sexy.
— Claro que é, tá nevando lá fora. — Respondeu Jirou, revirando os olhos.
— Mas aqui tá calor. Quer sentir o calor daqui de dentro, Zakuro?
— Opa, só se for agora.
— Zaky! — Sakuma repreendeu a garota num tom de melancolia e até um pouco de manha. Não demorou muito para que ele fizesse uma expressão zangada.
— Você sabe que eu só tenho olhos para ti, ó Jirou, meu amor!
— Eu vi você olhando o tanquinho do Genda, nem vem com essa. — Replicou cruzando os braços.
— Mas… Até você admite que ele tem tanquinho, Sakuma… O que eu posso fazer?
Aquela frase foi o ápice, Genda só faltou cair da janela de tanto gargalhar, principalmente ao ver a cara de puro desgosto de Sakuma e, Zakuro mandando beijinhos e corações para o garoto — mas que não resolveu, pois ele saiu da sacada e bateu com força as portas da janela.
— Eita, agora ele se irritou de verdade, Mad… — Lamentou o moreno preocupado. Mas em resposta, Maddie apenas riu balançando as mãos, como se dissesse para ele não se preocupar.
— Relaxa, ele vai descer aqui em três… Dois…
E lá vinha Sakuma aparecendo na porta, com um gorro de papai noel na cabeça e um cachecol vermelho enrolado em seu pescoço, o protegendo do frio. Ainda com uma cara azeda, o jogador da Teikoku apenas pegou a moça pelo braço e a puxou para longe do safado do Genda. O moreno acenou da janela esbanjando um terno sorriso para o casal mais canon de todos, porém, não assumido. Enquanto isso, Zakuro se ajeitou ao lado do maior, dando o braço para ele enlaçar sobre o seu, caminhando abraçadinhos pelas ruas decoradas de Inazuma.
— Ciumento…
— Não é ciúmes. — Revidou ele desviando o olhar das lindas e brilhantes orbes azuis de Zakuro, mas suas bochechas rosadas não o deixavam mentir.
— Sei…
— Atchim!
Jirou virou o rosto para não acertar a garota com seu espirro repentino, ela se soltou dele o dando espaço para se ajeitar.
— Ai, droga…
— SAKUMA, VOCÊ TÁ COM MELECA NO NARIZ!
A cidade de Inazuma inteira parou pra olhar o garoto naquele momento. A boa notícia era que tinha bastante neve para Sakuma enfiar a cara e se esconder daquele vergonha alheia; mas a má notícia era que a risada escandalosa de Zakuro fazia com que as pessoas o encarasse ainda mais.
— ZAKURO!
— É SÉRIO, HAHAHAHAHA!
— Mentirosa, eu vou te matar! — Vermelho igual a um pimentão, o garoto passou rapidamente a mão em sua cara (só pra garantir que não estava suja mesmo) e saiu em disparada atrás de sua melhor amiga. Entre os dois, eram normais esses tipos de brincadeiras. Para ser alguém próximo de Zakuro, você tinha que ter em mente que ela ia querer todo o amor do mundo de você, mas também te fazer passar vergonha a todo instante.
Z S
Na velocidade em que corriam, chegaram bem rápido à uma loja de lembranças e costumes japoneses. Tudo foi uma novidade para a parisiense, visto que muitas das coisas que vendiam ali, ela nunca tinha encontrado em outros lugares. O mesmo se repetiu lá dentro — sem intenções de comprar presentes, pois já tinham o feito, o casal ficou brincando entre os corredores, experimentando as bugigangas que lá vendiam. O único problema foi quando Zakuro inventou de ir até um dos microfones da loja onde eram dado os avisos, e começou a cantar Jingle Bell Rocks… É, eles foram expulsos da loja. Contudo, isso não fez que a diversão acabasse, muito pelo contrário.
Z S
— Então… — Iniciou o rapaz parando de andar e tomando as delicadas mãos da moça para si, deixando sobre elas um pacote de blueberries, as favoritas de Zaky — Nos vemos hoje a noite, certo?
Estava quase escurecendo, os dois haviam passado a tarde toda juntos e, agora só se separavam para ir pra casa ajeitar os preparativos para a ceia de Natal na casa de ambos, e claro, combinando um horário acessível para poder se verem novamente.
— Sim! Na minha casa ou na sua? — Disse animada a primeira fala, logo alterando seu tom para um mais malicioso ao dizer a segunda. Sakuma corou e deixou um sorriso escapar, sorriso este que transbordou no estômago da menina uma revoada de borboletas, que faziam morada ali desde que conheceu Jirou.
— Na sua, ok? Me espera às… — Pausou pensativo, levando o polegar até seu queixo — 20:00 horas, pode ser?
— Perfeito! Vou te esperar!
— Já estou ansioso… — Admitiu, as borboletas ficaram ainda mais agitadas em Zakuro, que sorriu corada e lhe deu um beijo na bochecha; torcendo para que conseguisse beijar outro lugar mais tarde.
Z S
Eram 21:54, e nada de Sakuma aparecer. Maddie não podia estar mais preocupada, todo tipo de coisa passou por sua cabeça desde às 20:30, quando nem ele e nem seus pais deram sinal de vida. Ela estava só em casa, pois os pais estavam na varanda, contemplando as luzes de Natal e os enfeites espalhados ao lado de fora, como toda a família da garota. Mas Zakuro foi insistente e permaneceu em casa, para caso o telefone tocar e ser Sakuma, ela poder atender tranquilamente. Agora, refletindo sobre isso, ela ainda não pensou em ligar para ele — correu para a sala e passou a mão no telefone, discando o número da casa dele; ninguém atendeu em todas as suas tentativas.
Já sentindo o desespero alarmar todo seu corpo, a arroxeada decidiu que iria até lá, mesmo com toda a insistência dos mais velhos para que ela não se arriscasse a sair naquele frio nebuloso.
Durante o percurso, a todo instante Zakuro torcia para que o encontrasse no caminho indo para sua casa, mas o tempo passou e ainda não o viu em nenhum lugar. Será que ele havia dormido e se esquecido da promessa? Ela balançou a cabeça negativamente, afastando aqueles pensamentos; Sakuma não faria isso, e ela tinha confiança total nisso. No entanto, a parte mais frágil de si estremeceu com o pensamento — a vontade de chorar e desistir veio, mas ela ainda quis acreditar no fiozinho de esperança que lhe restava. E foi esse fio de esperança que a deu forças para chegar até a casa de seu melhor amigo e amado.
A casa estava toda acesa e aberta, apesar de aparentemente não ter ninguém. Desconfiada, Zakuro olhou por todos os cômodos do andar de baixo, até escutar uma tosse alta ressoar de um quarto no cômodo de cima — ela correu até lá.
Z S
— Sakuma?
— Zakuro?! — Replicou surpreso ao ver a garota na porta de seu quarto. Na verdade, não dava pra saber quem estava mais surpreso ali: Zakuro por ver Sakuma belo e pleno deitado em sua cama, ou Sakuma por ver que a menina havia saído do conforto de sua casa e andando no meio naquele infinidade de neve, só para vê-lo. Ele tossiu forte após alguns segundos a encarando.
— O que houve? — Inquiriu ela ao se aproximar e sentar sobre a beira da cama dele, notando a falta do tapa-olho — que era a marca registrada de Jirou. Outra tosse veio da parte do garoto.
— Eu já estava saindo, e antes de mais nada, desculpe o atraso.
Jirou estava coberto até o pescoço, seu rosto estava anormalmente vermelho e dava pra sentir a distância o quanto ele queimava em febre.
— Quando cheguei em casa depois de te ver, acabei me sentindo mal e me deitei depois de tomar banho. Meus pais saíram e me deixaram aqui, porque eu avisei que iria te ver. Eu acabei cochilando e perdendo a hora, mas já estava me preparando pra levantar.
Ele exalava sinceridade em sua voz, ela não conseguiu deixar de sorrir com sua explicação. Logo, levou a mão livre até sua testa, tocando-a suavemente e sentindo o calor febril do garoto.
— Você está ardendo em febre ou te colocaram no forno por engano? — Piadou e ele riu — Isso explicaria sua pele bronzeada.
— Só você pra me fazer rir numa hora dessas, minha Blueberry roxa. — Murmurou carinhoso, ouvindo o som gostoso da risada que sucedeu dela após sua resposta — Ei, você veio andando nessa neve toda só pra me ver?
— Ué, claro. Por que está surpreso? Sabe que eu faria qualquer coisa pra ganhar meu presente de Natal.
Respondeu ela, inclinando-se para frente para pegar as bochechas de Jurou e apertá-las.
— Ah sim… — Seu tom soou melancólico para ela, tanto que Zaky até se afastou rapidamente — Esqueci de dizer, seu presente está lá…
— Tsc, Saku, você é o meu presente.
O garoto emudeceu. O olhar de Zakuro fixo sobre si o fez oscilar. Com um pouco de dificuldade, ele fez menção de se levantar, e a garota se afastou para lhe dar espaço para isso — a inclinação de Zakuro deixou seus rostos bem próximos, mas nenhum dos dois pareceu notar a chegada perigosa de Maddison.
— Antes que você pergunte o porquê disto — Disse apontando para o próprio peitoral desnudo ao se sentar, ele estava sem camisa — Eu tive febre, e estava muito quente aqui…
Uma frase simples como aquele teve um sentido tão malicioso na cabeça de Zakuro. Sua reação mais óbvia foi corar sem conseguir desviar o olhar dele. Sakuma ainda tinha a pele de sua face um tanto avermelhada, provavelmente por conta de sua temperatura corporal elevada. Alguns respingos de suor deslizavam por sua pele da maneira mais lenta que podia — torturando a arroxeada que assistia a aquilo tudo.
— Zaky?
— … — Ainda muda ela o fitava, seus instintos gritavam dentro de si.
— Heeey.
— Hum?
Sakuma teve novamente a atenção dela para si. Sorrindo, ele tocou gentilmente sua bochecha alva e acariciou-a com a ponta dos dedos, sutilmente.
— Agora… Seria um bom momento para você me beijar… — Disse ela firmemente, nem parecia que em seu peito uma escola de samba parecia ditar os movimentos rápidos de seus batimentos.
Em resposta, o jogador da Teikoku mordeu o canto da boca, tímido. Esitando no início, ele começou a se aproximar depositando a mão sobre a nuca da menina, que se arrepiou com o toque. Conforme ele chegava mais perto, Zakuro podia sentir o corpo dele pegar fogo de tão quente que estava, ela estava adorando aquela sensação.
— Ainda bem que você veio… — Murmurou Jirou diante dos lábios sedentos da moça, a poucos centímetros do mesmo — Mas sabe, se eu te beijar… Você talvez adoeça também e não vai poder aproveitar o Natal.
— Meu Natal só faz sentido se eu estiver com você, criatura, então… Apenas ande logo com isso.
Sakuma riu com a resposta diga de sua pequena Blueberry, mas, ao invés de beijá-la, ele a agarrou e puxou-a para a cama. Ele estava um pouco fraco, mas tinha forças o suficiente para puxá-la para deitar ali consigo.
— Papai Noel trouxe meu presente antes da meia-noite — Comentou ele, dando um beijo na testa da garota que lhe retribuía o abraço.
— Já no meu caso, eu tive que vir atrás do meu presente… — Ela ergueu a cabeça e o fitou com os olhinhos azuis a brilhar mais do que qualquer pisca-pisca — Mas isso não importa.
Notas finais
Espero que tenham gostado ♥ em especial você, Dark! ^w^ Provavelmente eu não vou aparecer por aqui no ano novo, então já desejo um Feliz Ano Novo pra todo mundo! ♥
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