All I Need
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Já sabem o esquema né? (♫) = youtube /watch?v=RpnRhiInopA
~Yuuko
– L-Lucy? – Disse seu nome meio incerto.
E confusa, ela maneou a cabeça confirmando que era ela. Ele sempre se surpreendia quando a via. Mas era o único que sentia sua presença.
Aos poucos ele foi se levantando e se aproximando desta, e com a frente de seu corpo, tremula, ele foi se aproximando de seu rosto. Ela começou a ficar nervosa. Inquieta. Ele iria… toca-la?
Mordeu o lábio inferior, com grandes expectativas assim como ele.
Estava com medo. Tanto medo. Sempre que tentava tocar alguém, como seus pais, sua mão os atravessava. Sempre que tentava falar com alguém, não a viam e passavam por ela como se não fosse nada. Doía. Emocionalmente doía.
Mas as lágrimas caíram pesadas, quando sentiu a mão quente – sempre quente – de Natsu contra a maça de seu rosto. Lhe acariciando.
– Lucy… é você – murmurou ele entre lágrimas. Ela pegou sua mão. Pegou fortemente. E os dois riram aos prantos.
Oh, céus… ela pode pega-lo.
Durante esse ano, nunca se sentiu tão viva quanto agora.
– Lucy! – E ele a abraçou fortemente, sendo correspondido da mesma maneira.
A apertou tão forte em seus braços, que chegava há doer um pouco, mas não se importava. Não doía mais do que ser ignorada. Estava tão feliz. Sentido as lágrimas de Natsu molhando seu ombro, o cheiro dele e seu calor… a deixava imensamente feliz.
– Você está comigo agora. Ah, Lucy! Está comigo agora – alisou seu cabelo, rosto, braços… ele não estava acreditado.
Ela estava realmente ali.
– Venha Lucy! – Agarrou a mão dela e os dois se colocaram a correr.
Ela ria.
Lembrando-se quando corriam quando eram crianças.
– Gray não vai acreditar nisso – ouviu falar com um sorriso, e os olhos da loira se arregalaram.
– Nat…
– Estou tão feliz! – E ele lhe sorriu radiante.
Aquele sorriso que ela amava tanto, e durante todo aquele ano não o viu nenhuma vez. Nenhuma vez sequer.
Isso a balançou tanto, que ela engoliu em seco e tremula lhe sorriu de volta.
Natsu sempre foi o único que a viu. Será que o Gray conseguiria a ver? Mas ele nunca tinha percebido sua presença também.
Estava morta. Afinal… por que Natsu era o único que a via mesmo?
Não teve tempo para pensar, quando se deu conta, estava ao lado de Natsu em frente a uma casa amarela de dois andares com várias janelas que estavam cobertas por cortinas brancas. O rosado batia desesperadamente na porta de madeira branca com um sorriso infantil no rosto.
Não obteve nenhuma resposta, e o carro não estava na garagem como de costume.
Enfezado, Natsu gritou:
– Gray seu viado! Levanta dessa porra de cama e vem aqui agora!
Lucy riu e olhou para baixo. A mão de Natsu ainda segurava a sua. A loira corou e desviou o olhar, olhando para a rua deserta.
Pode-se ouvir um pequeno estrondo e alguns palavrões, em segundos, a porta se abriu, revelando a figura de Gray Fullbuster apenas com uma samba-canção, face vermelha inchada e um arranhão no peito.
– O que aconteceu com você? – Natsu perguntou com um dos olhos arregalados.
– Caí da escada. – Falou com a voz preenchida de sono enquanto esfregava os olhos. O moreno percebeu o sorriso estranho do amigo e perguntou: — Que cara é essa?
– Que cara é essa? – perguntou – como assim que cara é essa! Olhe quem está aqui! – Ele praticamente gritou, puxando Lucy e colocando-a na sua frente. Gray fitou Natsu sem entender.
– Grande coisa você está aqui – disse Gray olhando diretamente para Natsu. Mas como Lucy estava na frente do rosado, pareceu que ele falava isso a ela.
O que obviamente o indignou e deixou a loira confusa. Ele há estava vendo? Ou não estava?
– Como pode dizer isso?! – Berrou em pergunta.
Gray enrugou o cenho:
– Mas eu te vejo todo dia Natsu.
Foi a vez de o rosado enrugar o cenho, enquanto Lucy sorria entristecida. Ele não a via, como ela havia imaginado. Gray jamais seria grosso daquela maneira com ela. Como fora tola.
– Gray… a Lucy… – e foi quando ele arregalou os olhos. Fazia tempo que não ouvia este nome ser pronunciado. Ainda mais pelo seu melhor amigo esquentadinho. – A Lucy, Gray…
Ele engoliu em seco e coçou a cabeça:
– O que foi Natsu? – Ele realmente não era bom com esses tipos de situações mais emotivas. – Você… sonhou com ela de novo, ou algo assim?
– Gray deixa de ser sonso, ela ta aqui na sua frente... – Falou cabisbaixo, apertando os punhos e se segurando para não socar a cara do garoto.
– Natsu, não há mais ninguém aqui além de você e eu... – Gray falou já ficando extremamente preocupado com Natsu. Afinal, o que estava acontecendo com seu amigo?
– Natsu... – Lucy começou. Natsu rangeu os dentes e pegou o pulso de Lucy. Arrastando-a para fora da casa de Fullbuster, que entrou sem entender nada.
Eles andaram por várias ruas até chegarem a um parque onde umas três crianças brincavam. Natsu estava bufando, e isso assustava um pouco Lucy. Ele empurrou Lucy para dentro de uma casinha feita de madeira obrigou-a a se sentar no chão, depois ele ficou de frente para ela.
– Porra loirinha! – exclamou extremamente irritado, mas não alto o suficiente para os outros ouvirem.
– Eu tentei te avisar Natsu...
– Tentou? TENTOU? Você só ficou falando “Natsu, Natsu, Natsu”! – Ele imitou sua voz, Lucy apertou os lábios. – Gray deve estar me chamando de retardado agora, está feliz?!
– Desculpa Natsu... Não queria lhe envergonhar... – A voz dela tornou-se trêmula e seus olhos se encheram de lágrimas. Lucy estava corada e seus cabelos loiros cobriam-lhe a face. Natsu sentiu remorso.
– Não, tudo bem. – Ele sentou-se de frente para ela, Lucy deitou a cabeça em Natsu e desabou em lágrimas. Natsu colocou a mão em suas costas e acariciou-a. Só agora parara para pensar como fora doloroso para Lucy ficar sozinha por tanto tempo.
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Natsu
Eu realmente fui egoísta com ela agora. Afinal era por minha culpa que ela estava daquele jeito. Eu a matei. Eu a deixei sozinha por um ano...
– Shhh... – Disse alisando-a. – Eu estou aqui agora, não vou te deixar sozinha. – “Não de novo...” pensei.
. . .
– Quer dizer que você pode ir para qualquer lugar que você quiser? – Perguntei surpreso. Lucy e eu estávamos sentados na cama do meu quarto, meu pai estava no trabalho e a empregada não viera hoje.
– Sim, é só eu pensar e lá estou! – Ela falou com um sorriso aberto, levemente corada.
Um sorriso malicioso se formou em minha boca.
Era sábado a noite, não tinha nada pra fazer, nenhum amigo meu filho da puta me chamou para dar um role...
– Lucy... – Falei sombriamente, ela se encolheu um pouco – Pode me fazer um favor...?
– D-diga. – Falou corada.
– Vai na casa do Gray, até seu quarto, e diga-me o que ele está fazendo.
Lucy parecia se perguntar por que, mas para me agradar, assim fez. Ela fechou os olhos e foi ficando cada vez mais transparente, o que me deixou um pouco preocupado.
Depois de um minuto, Lucy voltou com as bochechas extremamente vermelhas, como se todo o sangue dela tivesse se acumulado lá. Eu não entendia o porquê
– Ué, o que foi? – Questionei. – O que você viu?
– Juvia e o Gray... Estavam... Estavam... – Ela procurava um jeito de gesticular o que vira. Quando entendi, gargalhei alto
– Eu sabia! – Exclamei – Sempre soube que eles iriam pra cama cedo ou tarde!
De repente, notei como ela estava desconfortável, estava com as suas mãos enlaçadas sobre as coxas torneadas, e a cabeça baixa. Tinha certeza que ela ainda estava corada. Então do nada, comecei a pensar sobre Lucy. Ela tinha um belo corpo, seios fartos, cintura fina, rosto angelical e... É a minha melhor amiga.
Minha melhor amiga fantasma. Devo acrescentar mentalmente.
Abaixei a cabeça, deixando meu coração se entristecer aos poucos.
– Digo... – Falei baixo e rouco, ainda cabisbaixo. – Sempre torci por eles.
(♫)
– Lucy... – Falei receoso
– Sim? – Respondeu suavemente.
– Você sente raiva de mim?
Ela ficou por silencio por alguns segundos, mas logo pigarreou e falou.
– Não...
Eu ainda não me sentia aliviado.
– E por que? Eu matei você Lucy... Você esteve sozinha por todo este tempo por minha culpa. Eu cometi um pecado que me atormentará pela vida inteira.
– Iie... – Falou com uma curta risada. – Estou feliz, Natsu. Posso estar morta, mas... Eu acho que consegui sua amizade de volta. – Eu olhei para ela e a vi sorrindo para o teto – Tudo o que eu mais queria era isso... Sua atenção.
– Lucy... – Fraquejei – Se eu tivesse sido mais atencioso... Se eu tivesse sido mais gentil...
– Natsu... – Ela falou, colocando as mãos em minhas bochechas e sorrindo – Tudo bem.
– Não, Lucy! – Exaltei-me por um momento, levantando e a assustando. – Não está tudo bem, por que é tão gentil comigo? Você poderia ser feliz com outra pessoa, você poderia estar viva agora, com seus pais e outros amigos, mas não! Eu tirei essa oportunidade de você Lucy. Eu sou um monstro.
Seus finos e delicados braços enroscaram-se na minha cintura, ela soluçou.
– Por favor, não diga isso... – Soluçou novamente, suas lágrimas molharam um pouco minha camisa branca. – Eu não me sinto mais sozinha Natsu, não mais. Você está aqui agora.
Eu a abracei fortemente e apoiei meu queixo no topo da sua cabeça.
– Sim Lucy... – Falei e ela olhou nos meus olhos, e eu olhei nos dela. Suas íris marrons brilhavam. – Eu estou aqui agora, e nunca mais te deixarei sozinha de novo. Eu prometo.
– Para sempre?
– Sim, para todo o sempre, lembra?
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