All I Need
10 Capítulo 9
Notas iniciais
O desespero tomou conta de todo meu corpo, enquanto andava até em casa não sabia se o que me doía mais era minha mão ou meus olhos.
Aquele desgraçado!
Quando conheci Damon e notei que não nos daríamos bem, algumas horas mais cedo, não achei que as coisas chegariam a esse ponto. Não pensei que ele me tiraria uma das coisas mais importantes que eu tinha na vida, meu emprego.
Como vamos sobreviver se mal conseguíamos com meu salário? Como vou contar pro meu pai o que aconteceu? Onde eu vou trabalhar se perdi meu emprego no único bar da cidade? O que diabos vai acontecer comigo?
Eu sei que tenho que encarar meu pai, mas sei que com essa crise de choro, só vou deixá-lo ainda mais nervoso. Eu tenho que me acalmar, preciso me acalmar.
Mudei o rumo dos meus passos, desviando um pouquinho meu caminho, e me dirigi ao único lugar que eu vou quando preciso pensar. A pedra perto da praia, que me permite ver todo ela.
Quando sentei lá e olhei as estrelas, não pude deixar de rezar pra minha mãe por um pouco de ajuda.
Damon PV
Depois que Elena saiu das minhas vistas, corri pra casa, assustado com minha própria ira. Como essa garota pode? Ela sequer podia ter relado em mim, quanto mais me batido na cara.
Ah, mas ela vai pagar!
Se a pobretona acha que eu sou um monstro só por fazê-la perder o emprego, vai ficar chocada quando vir o que eu posso fazer.
Eu consigo ser muito pior!
Com uma velocidade que só é permitida em pista, cheguei em casa, estacionando com veracidade na garagem.
Eu conseguia sentir o sangue quente nas minhas veias, se a visse na minha frente, ou a socaria ou a foderia.
Sim, eu posso fodê-la!
A pobretona é suja e irritante, mas invés de isso me afastar me atrai. Quando me lembrei daquelas pernas torneadas e longas, e o seio pressionado pela toalha, todo meu sangue se concentrou no meu meio, e eu senti meu pau contorcer.
Garota maldita!
Ainda mais revoltado, subi rapidamente as escadas em direção do meu quarto, evitando até meu pai no percurso. Não estou com paciência nem para ele.
Quando abri de supetão a porta do meu quarto, me surpreendi com a cena lá dentro, ficando furioso na mesma medida.
__ O que diabos esta fazendo aqui?
Elena PV
Fiquei o máximo que podia na praia, só saindo quando notei que em um dia normal, é a hora que eu iria pra casa. Não quero que meu pai fique preocupado, ainda mais sabendo o que ele já vai passar.
Andei até em casa, lentamente, tendo a impressão esquisita de estar sendo vigiada. Olhei para os lados, desconfiada e assustada, e apertei o passo.
Provavelmente é coisa da minha cabeça.
Avistei as luzes da minha rua, que era um pouco isolada da cidade em si, e comecei a correr.
Não vou olhar para trás, não vou olhar para trás, repetia como um mantra, suspirando de alivio quando atravessei a porta.
É coisa da minha cabeça!
__ Elena, __ chamou meu pai, saindo sorridente da cozinha. __ fiz o ensopado de peixe que você adora, vem comer.
Meus olhos marejaram e meu lábio inferior tremeu quando vi aquela cena, meu pai todo relaxado e sem preocupações, e disse.
__ Precisamos conversar.
Damon PV
Estava abismado diante daquilo. Rebekah estava toda nua, esparramada em minha cama, me olhando maliciosamente.
Nada novo, a não ser o fato de eu não saber como ela entrou ali.
__ Como você entrou na minha casa, Rebekah?
Ela fez um biquinho ridículo, que achava que era sexy, e abriu as pernas.
Certo, isso é tentador!
__ Isso foi o que mais te chamou atenção?__ Ela levou a mão até a boceta, passando um dedo por toda a extensão e enfiando no canal. Ela gemeu.
Eu já estava excitado, vendo aquela cena, meu pau latejou ainda mais e eu rosnei.
__ Quando acabar com você, vai vazar daqui.
Ela assentiu desejosa e arreganhou mais as pernas, me esperando. Não é quem eu queria a principio, mas até que da pro gasto.
Tirando minha jaqueta lentamente, me aproximei dela.
Parei em frente à cama, observando seu corpo com desejo. Sim, Rebekah é bem gostosa.
Com uma mão, agarrei sua perna, a puxando até a beirada da cama. Ela sorriu boba.
Agachei, deixando minha boca na altura da sua boceta e, sorrindo malicioso, beijei fracamente seu clitóris. Ela deu uma gemidinha. Ri.
__ Desculpa gata, preliminar hoje não rola.
Levantando de supetão, tirei rapidamente minha camisa e calça, ficando somente de cueca. Prendi minha mão em seu cabelo da nuca e iniciei um beijo feroz.
Beijava Rebekah duro, com força, tentando descontar nela toda a raiva que estava sentindo, toda frustração do dia de hoje. Joguei-a na cama e subi em cima, passando a mão asperamente por todo o corpo gostoso, com tanta força que com certeza deixaria marcas. Ao invés de me bater ou xingar, Rebekah gemia descontroladamente em minha boca, se esfregando o máximo que podia, como a boa vadia que era.
Passei os dedos por toda sua intimidade, notando o quão molhada ela está somente com esse amasso e sorri, sentindo meu ego inflamar. Eu sempre causo isso nas mulheres.
Estiquei uma mão em direção da cômoda ao lado da cama, vasculhando toda a gaveta em busca do ultimo preservativo do meu pacote de caminhas, tudo isso enquanto continuava a beijar e acariciar Rebekah. Quando encontrei o pacote, o rasguei com os dentes, não demorando pra me proteger com ele.
__ Vai logo Damon... __ Rebekah gemeu em meu ouvido, apertando minha bunda.
Sem hesitar, me afundei nela, gemendo ao entrar em contato com sua boceta quente. Me movimentei rápido, buscando minha própria liberação, não ligando pra dela. Rebekah estava do mesmo jeito.
Quando mais rápido eu ia, mais fundo eu entrava e mais Rebekah gemia, aumentando minha sensação de poder a um nível estremo.
Transar é muito bom!
Suávamos, e isso fazia nossos corpos deslizarem com mais facilidade um contra o outro, deixando ainda mais fácil a penetração. Quando a intimidade dela contraiu e ela gozou, me encontrei não muito longe da minha própria.
Quando finalmente explodi, joguei a cabeça para trás e mordi os lábios, tomado pelo êxtase. Então relaxei me jogando do seu lado na cama, e tentando acalmar a respiração.
__ Isso foi... Nossa!__ Ela disse, em tom risonho. Não falei nada.
__ Não gostei de como só deu atenção pra Rose hoje, __ ela continuou. Pós-sexo sempre me incomoda, porque, depois que eu termino, só quero que a garota vá embora, e ela nunca parece disposta a ir. __ como se eu e você não tivéssemos nada.
__ Rebekah, qual era o combinado? __ Falei com os olhos fechados, sentindo o sono me bater.
__ Tudo bem, estou saindo. __ Ela parecia magoada, mas não liguei. Eu não ligo pra ela.
Quando ouvi a porta bater, finalmente deixei a inconsciência me tomar.
Elena PV
Estávamos sentados frente a frente na cozinha, com a tensão pairada no ar. Pela expressão no rosto do meu pai, eu sabia que ele estava preocupado. E era pra estar mesmo. Não faço idéia do que faríamos agora.
Suspirando, peguei a mão de meu pai e comecei a fazer carinho, tentando acalmá-lo antes mesmo de dar a noticia. Sei que meu pai não está na idade mais saudável da vida, e que por todo estresse que passa, essa situação só piora, então pedia a Deus que ele não tivesse um infarto.
__ Estou ficando agoniado Elena. Qual é o problema? __ Perguntou em um tom de desespero.
Engolindo seco, despejei tudo de uma vez.
__ Eu fui demitida.
Silencio.
Enquanto lagrimas caiam em meu rosto, vi meu pai prender a respiração, e por um momento pensei que ele estivesse sufocando. Ele suspirou fundo um momento depois, e perguntou em um sussurro.
__ Por quê?
Abaixei a cabeça, envergonhada. Porque eu procurei confusão com um cara poderoso demais pra eu lidar.
__ É uma longa história. __ Disse no mesmo tom.
Senti uma mão em meu queixo, e quando levantei a cabeça, encontrei os olhos doces do meu pai, me encarando com ternura.
__ Por favor, filha, me diz o motivo.
Não posso resistir a nada dele.
__ Briguei com um garoto na escola, como o pai dele banca metade do bar, exigiu que eu fosse demitida.
__ Não acredito nisso! __ Ele grunhiu, levantando irritado. __ Eu sabia Elena, sabia que você naquela escola só destruiria nossa vida.
Eu nunca tinha visto meu pai desse jeito, saber que ele estava assim por minha causa, fez mais lagrimas começarem a escorrer.
__ Desculpe pai, __ Pedi em desespero, levantando e agarrando sua mão.__ Eu sei que não devia brigar com alguém tão mais poderoso que eu, mas não consegui me controlar. Não consegui.
Ele me abraçou forte na tentativa de me acalmar, e eu me permiti chorar em seus braços, como quando pequena.
O que será de nós meu Deus...?
__ Eu não te culpo meu amor, a culpa é dele. Totalmente dele.__ Ele disse apertando o braço ainda mais ao meu redor. Notei o ódio em sua voz. Ódio por Damon.
Algum tempo depois de eu ter me acalmado, meu pai quebrou o silencio espalhado no cômodo.
__ Não vai voltar para aquela escola Elena. __ Sua voz estava seria, e eu fiquei chocada. Me afastei imediatamente de meu pai, não acreditando na obstinação em sua face.
__ O que?
__ Ouviu o que eu disse, __ continuou.__ já aconteceu tudo que tinha que acontecer, não vai voltar lá para as coisas piorarem.
Eu ouvia tudo sem conseguir reagir, resignada com essa atitude.
Não, não, não, não, não!
__ Pai, por favor, essa é a melhor escola da região. __ Praticamente implorei, juntando as mãos enfrente ao peito em um gesto de suplica.
Ele movimentou a cabeça impassível, virando de costas e saindo da cozinha. O segui.
__ Por favor, pense. Quer mesmo dar essa satisfação para a pessoa que fez isso? __ Ele paralisou. Ponto!
Se tem uma coisa que meu pai é, é orgulhoso. Ele nunca deixaria que Damon ganhasse mais de alguma forma.
__ Por que ele mandou te demitir? __ Perguntou ainda virado de costas.
__ Por que brigamos. E brigamos por ele não querer que eu estudasse lá. Nós dois estamos com suspensão de três dias.
Meu pai se virou.
__ Então daqui três dias estará lá.
Apesar do alivio tomar conta de todo meu ser, não consegui sorrir.
__ Obrigado.
__ Quem é ele? __ A pergunta me pegou de surpresa.
Se eu contasse ao meu pai que era a mesma pessoa que paralisou seu melhor amigo, não sei como ele reagiria. Provavelmente, iria atrás de Damon para satisfações, Damon não pouparia ele, e por ser pobre, ainda acabaria na cadeia.
Não, eu não posso deixar isso acontecer!
__ Isso não é importante pai. Provavelmente nunca nem ouviu falar nele.
Ele estreitou os olhos desconfiados, sabendo que eu nunca esconderia nada dele, mas não insistiu no assunto.
__ Daremos um jeito nessa situação, mas, agora, eu só quero que comamos em paz.
Damon PV
Como três dias depois caiu justo na sexta feira, apareci na escola depois de cinco dias, na segunda.
Como já esperava, eu e a pobretona éramos o assunto do dia, todo mundo comentava nossa briga e/ou o fato de eu tê-la feito ser demitida. Confesso que toda essa repercussão me agradava, visto que todos viram que quando eu era afrontado tomava medidas drásticas. Assim, continuavam com medo de mim.
Claro que fiquei magoado quando Rick e Klaus passaram juntos sem nem me olhar, mas não tinha nada que eu pudesse fazer.
Rick nunca me perdoaria, e o que Klaus precisava para me perdoar, eu não faria. Eu nunca devolveria o emprego para aquela petulante!
Confesso que, se não fosse tão orgulhoso, faria sim, só pra não me sentir tão sozinho. Claro que ainda tinha os outros integrantes do “grupo”, mas não é como se algo ali fosse verdadeiro. Sabia que as meninas só queriam sexo e dinheiro e os caras passariam a perna em mim sem hesitar. As duas únicas amizades verdadeiras que tinha, acabaram.
Quando o sinal bateu, indicando que era hora de entrar para o tormento, todos davam espaço pra eu passar, como se tivesse medo que se eu ficasse zangado, bateria em alguém. Ah, o poder!
Confesso que fiquei decepcionado por não ver Elena chegar, a pé como sempre, para termos outra briga. O tapa que ela me deu eu ainda não tinha engolido, e ela ia pagar caro. Mas o fato é que pensei que ela fosse mais corajosa, que pelo menos aparecesse. Mas pelo visto ela não é.
Qual não foi minha surpresa ao notar, quando cheguei à sala, que ela estava sentada lendo alguma coisa exatamente no lugar que tinha sentado semana passada. Um sorriso malicioso surgiu em meus lábios.
Imitando sua atitude, sentei exatamente no mesmo lugar da ultima semana. Atrás dela.
__ Oi Lena. __ Sussurrei em seu ouvido, vendo-a se arrepiar.
Contive um riso. Parece que ela não ligaria se eu a fodesse afinal.
Ela não se moveu. Rebekah e Rose sentaram cada uma de um lado meu. Quando notei que Elena ignoraria tudo o que eu fizesse hoje, voltei minha atenção pra quem eu sabia que queria.
///
Estava no estacionamento, revoltado com o dia de hoje. Ao contrario do que eu pensava Elena não brigou comigo, me ignorou o dia todo, mesmo eu provocando, e nada podia ter me deixado mais nervoso.
Por que diabos essa garota não brigava comigo?
Passei os últimos cinco dias pensando em formas de me vingar pelo tapa, formas todas que envolvia ela querendo me matar, e ela simplesmente decidiu me ignorar?
Não. Mesmo.
Quando avistei passando pelo estacionamento, no meio de todo mundo, enxerguei a oportunidade perfeita. Corri até ela.
__ Elena! __ Gritei, querendo a atenção de todos. Ela continuou a andar. __ Não precisa de uma carona? __ Ela paralisou. Todos me olhavam confusos. __ Pensei que devia poupar energias, já que agora não vai ter mais dinheiro para o remédio.
Pronto, ela se virou pra mim na hora. Vi em seus olhos a fúria que estive esperando o dia todo.
__ O que disse? __ Perguntou devagar, parecendo querer realmente ter ouvido outra coisa. Não a provoquei sobre sua demissão nenhuma vez, sabendo que quando fizesse, toda sua calma ia pro espaço. Que momento melhor que na frente de todos?
__ Que devia poupar tudo que pudesse, pra garantir mais algum tempo de comida, não que fosse mudar alguma coisa, por que você ainda vai passar fome por ter sido demitida por um deslize seu e...
Fui brutalmente interrompido por um soco na cara que veio Deus-sabe-de-onde e me fez cambalear; coloquei a mão no queixo dolorido, tentando ver o estrago que tinha causado.
Silencio. Ninguém disse um piu, até mesmo Elena, na minha frente, olhava a cena de olhos arregalados. Senti a fúria me invadir, e me virei preparado para socar ainda mais forte a cara de quem quer que fosse, quando me deparei com a pessoa que menos esperava e paralisei.
Meus olhos arregalaram-se e eu abaixei meu braço imediatamente, não acreditando no que estava vendo.
__ Rick?
O olhar de fúria destinada a mim no rosto dele me assustou.
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