All I Need

3 Capítulo 2


Notas iniciais
Oi gente, quero dizer que eu estou muito feliz com os comentários, eles realmente me animam demais.

Esse capítulo está meio melancólico, mas é necessário para a fic.

Quero que saibam que apesar do Damon estar muito sensível nesse, não vai mudar o jeito dele nem o preconceito, mas eu queria mostrar que ele tem sim sensibilidade e sentimentos, só que estão muito bem guardados. Já o pai dele é um cretino que tem o coração de pedra.

Obrigado por tudo mesmo, comentem por favor.

Aproveitem >

Damon PV

Eu me sentia dentro de um profundo oceano preto, bem no fim dele, procurando desesperadamente uma saída que não conseguia achar. Eu tinha morrido? Era assim a morte? O que aconteceu depois do enorme clarão?

Eu não tinha respostas para estas perguntas, mas sabia de alguma forma que não estava morto, só tinha que achar a superfície. É um oceano certo? Todo oceano tem uma superfície. Determinado, movimentei braços e pernas, lutando bravamente contra aquela correnteza forte que insistia em me mandar para baixo. Não, não fazia meu estilo desistir.

Finalmente encontrei um ritmo que me satisfizesse e consegui chegar alto o suficiente para minha esperança aumentar. Eu estava conseguindo.

Quando finalmente consegui enxergar o clarão que eu tanto queria, uma forte onda chegou do nada, e eu fui imediatamente jogado para o fundo de novo.

///

Meu corpo doía, minha cabeça nem se fala e o barulho irritante do que parecia alguma coisa apitando não melhorava em nada minha situação. Tentei inutilmente abrir meus olhos, mas eles não me obedeciam, pareciam não querer ser abertos e eu comecei a me desesperar. O que diabos é isso?

Tentei mais uma vez, desesperado agora, mais ainda assim não ia. Mas o que...?

__ Calma rapaz, __ disse uma voz grossa que eu não soube identificar. Quem era? __ tente mais uma vez, com leveza.

Apesar de não fazer ideia de quem era aquela voz me parecia segura, confiante. Então mais uma vez, com calma agora, tentei abrir os olhos. Obtive resultado.

A luz parecia forte demais para meus olhos, me cegando. Como um déjà vu, me lembrei instantaneamente na noite passada, e do que aconteceu quando eu dirigi bêbado.

Oh meu Deus!

As paredes brancas do lugar me assustaram ainda mais, o aparelho que apitava eu identifiquei como sendo o que monitorava meus batimentos cardíacos. Então eu soube imediatamente onde estava, um hospital. Ah não!

__ O que aconteceu?__ perguntei para a única pessoa da sala, o homem que tinha conversado comigo segundos atrás. O médico talvez.

__ Você não se lembra? __ Ele parecia avaliar tudo em mim, como se quisesse ver alguma coisa, sei lá.

__Me lembro exatamente do que aconteceu até eu apagar. O que houve depois? __ perguntei receoso. Ele suspirou.

__ Sr. Salvatore, o senhor bateu em um pequeno carro que estava em uma velocidade estável na estrada, o carro que o senhor bateu capotou instantaneamente e o seu, bem, ele saiu da estrada e bateu em uma árvore. __ Fechei os olhos, sentindo uma culpa imensa me invadir.

__ O que aconteceu com o motorista do carro capotado? __ Perguntei com a voz rouca, torcendo mentalmente para que nada sério tivesse acontecido. O médico suspirou.

__ Ele faturou a coluna dorsal de forma irreparável.

Eu conseguia sentir o choro chegando.

__ E o que isso quer dizer? __ Perguntei com um fio de voz.

__ Que ele está paraplégico.

Meus olhos estavam fechados de uma forma forte, eu temia que se mexesse um pouquinho eles lágrimas cairiam de forma exagerada. Eu aleijei uma pessoa.

__ Quem era? __ Forcei minha voz a sair.

__ Um pescador local, Rudy Hopkins.

Um pobre. Eu aleijei um pobre.

De alguma forma, isso me fazia ficar pior.

__ E a garota que estava comigo?

Ele suspirou de forma pesarosa e por um momento, eu lamentei ter perguntado.

__ Meredith Fell está morta, Sr. Salvatore.

Dessa vez, foi impossível impedir o choro de vir forte. Meredith Fell, minha amiga de longa data, conselheira e umas das melhores pessoas dessa cidade, ela era uma grande amiga da família, a garota mais legal do nosso grupo, a única que não era puta. A namorada do meu melhor amigo.

Lembro-me direitinho de quando nos conhecemos.

Flash Back ON

Eu tinha apenas seis anos e adorava brincar no parque municipal de Mystic Falls, mas como os pais dos meus amigos não deixavam eles irem lá, eu sempre brincava sozinho mesmo.

Dessa vez não foi diferente, eu e minha babá andamos ate o parque e eu a mandei comprar um sorvete pra mim, enquanto eu brincava na caixa de areia, eu mal notei quando uma garotinha se aproximou de mim.

__ Oi. __ ela disse timidamente.

__ Oi. __ respondi igual. Eu nunca tinha falado com uma garota antes.

__ Eu sou a Meredith, mas pode me chamar de Mere. __ Ela disse sorrindo. Era uma garota muito bonita de cabelos e olhos castanhos, eu gostei dela. Sorri também.

__ Eu sou o Damon, pode me chamar de Damon. __ Ela deu uma risada gostosa, sendo acompanhada por mim.

__ Posso brincar com você Damon? É que eu to sozinha e você também...

__ Claro. __ Sorri, esticando uma das minhas pás para ela.

Não conseguia controlar o meu choro, Meredith era uma irmã para mim, ela era a única garota que eu respeitava e gostava, e apesar do que ela disse no carro, nós estávamos bêbados, eu tenho certeza de que ela não queria dizer aquilo, ainda mais amando o Rick como amava.

Eu matei a minha irmãzinha!

O médico não sabia como me consolar e sinceramente, eu não merecia ser consolado por ninguém, eu era um irresponsável mimado que não ligava pra nada na vida, mas agora vou sofrer eternamente as consequências disso.

Com um estrondo, a porta foi aberta.

Era o meu pai. O médico saiu no mesmo segundo.

__ Viu o que fez moleque? __ Ele gritou furioso. Encolhi-me na cama, chorando ainda mais. __ Você é mesmo um irresponsável inconsequente não é Damon? Correr daquele jeito bêbado? Você não pensa? Sabe o que eu tive que fazer para você não ser preso? Para não sujar ainda mais meu sobrenome?

Eu não conseguia pensar em nada alem do que tinha acontecido.

__ Eu matei a Meredith, pai. Eu a matei. __ Sussurrei magoado, sem parar de chorar. Meu pai parou de gritar.

__ Outra consequência da sua irresponsabilidade. Agora, um dos meus maiores acionistas não quer nem olhar na minha cara porque você não consegue nem ter senso. Parabéns Damon. Devia fazer você ficar no lugar dele.

O olhei incrédulo, com raiva.

__ Ouviu o que eu disse? __ Perguntei chocado. __ EU MATEI A MINHA MELHOR AMIGA. __ Gritei furioso, só para receber um olhar com ainda mais raiva.

__ Grite comigo de novo e eu te dou uma surra aqui mesmo. __ Ele sussurrou de forma ameaçadora. Calei-me.

__ Não haja como se estivesse mal com isso, se você se preocupasse, não beberia desse jeito. __ As palavras dele me deixaram ainda pior. Voltei a chorar.__ Engole esse choro moleque, honre o sobrenome que tem. __ Tentei me forçar a parar.

__ E enquanto ao outro cara? __ Perguntei receoso.

__ O que tem? __ Ele perguntou em descaso. O olhei chocado.

__ Eu o deixei paraplégico pai. __ Ele revirou os olhos.

__ Ele é pobre.

__ Pior ainda. __ Voltei a ficar indignado. Que espécie de ser humano é aquele? __ Pai, ele não vai ter dinheiro para pagar o tratamento. __ Ele deu de ombros. __ Temos que pagar.

Agora, ele estava chocado.

__ Ficou maluco? Dar dinheiro a um pobre de graça? __ Meus olhos estavam arregalados, eu não reconhecia a pessoa na minha frente.

__ De graça? Pai eu o deixei aleijado. Não é de graça.

Ele chegou perto de mim, me olhando como se quisesse realmente me bater.

__ Diga outra palavra e eu que te deixo aleijado. __ O olhei amedrontado e ele deu um sorriso cínico, virando de costas e se dirigindo a porta. __ Não vamos dar dinheiro a ninguém.

Quando ele já estava virando a maçaneta, eu me lembrei de algo.

__ Pai, __ chamei, ele me olhou. __ quando é o enterro da Mere? __ Ele suspirou.

__ Ela já foi enterrada Damon.

O olhei chocado.

__ Mas já.

Ele se virou para mim.

__ Você estava em coma filho. __ Me espantei. Coma? __ Por duas semanas. __ Foi tudo o que ele disse antes de sair.

Assim que a porta se fechou, meu choro voltou forte, e eu chorei como criança.

///

Fui obrigado a passar mais uma noite no hospital, em observação, mas graças a Deus pude sair logo, parecia que o clima que tinha lá conseguia me deixar ainda pior.

Nem preciso dizer que a primeira coisa que fiz depois que sai foi ir ao tumulo da minha melhor amiga com uma rosa branca na mão. Eram as favoritas dela.

O túmulo dela era sem duvidas o mais bonito de lá, totalmente merecido, ela era a pessoa mais bonita que eu já tinha conhecido, por dentro e por fora.

Tinha flores de todos os jeitos lá, cobrindo o que seria todo o comprimento do caixão e na lápide tinha uma foto dela sorrindo, no dia do seu aniversário de dezessete anos. Linda.

Em baixo tinha uma descrição.

Aqui jaz Meredith Fell, uma filha magnífica, uma namorada maravilhosa e uma amiga incrível.

__ Oi Mere. __ sussurrei baixinho. Eu não chorava mais, mas estava muito mal. __ Eu quero que saiba que eu vou sentir saudade tá? Onde quer que você esteja eu sei que é um lugar muito melhor que esse onde a gente vive. Qualquer lugar é melhor que aqui. __ ri fraco __ e eu quero pedir, de verdade, que me perdoe por tudo o que eu já fiz. Pelas coisas erradas, pelas coisas idiotas, por brigar com você por bobeira e principalmente... Por ter te matado. __ Agora lagrimas silenciosas caiam dos meus olhos. __ Eu nunca quis machucar você, e se eu soubesse que era você lá, teria diminuído a velocidade. Eu juro.

Chorei mais um pouco lá, até finalmente colocar a flor perto o mais perto que eu podia do rosto dela e me levantei.

__ Eu te amo irmãzinha.

Então sai, desolado.

Notas finais
Gente, o próximo é da Elena, duas semanas já se passaram com ela na escola, vamos ver como ela lidou com tudo.

E no próximo próximo ( eu sei, ficou confuso), Damon e Elena cara a cara na escola.

Outra fic:

http://fanfiction.com.br/historia/358491/Deliciosamente_Proibido