All I Need

2 Capítulo 1


Notas iniciais
Oi gente, olha eu aqui de novo. Eu adorei os comentários, sério, eles me deram forças para continuar.
Esse capítulo tá meio pequeno porque é um introdução ok?

Eu preciso de ajuda gente. Alguém ai faz ou sabe quem faz capas bonitas? É que eu não gosto muito dessa e não acho outra que combine. Podem me ajudar, por favor? Obrigado desde já >

Aqui está o capítulo, espero que gostem u.u

__ Isso é um absurdo. Ridículo. Uma total vergonha para toda a população.__ Gritou meu pai furioso para o diretor Forbes.

Sim, eu fiz o que disse que ia fazer, sai da escola direto para a casa, e contei ao meu pai o absurdo que foi falado pelo diretor no discurso de boas vindas. Bolsa de estudos, que ridículo.

Nem preciso dizer que ele ficou até mais furioso que eu com a noticia, e na hora se dirigiu a escola. Agora estamos os três na sala do diretor, discutindo sobre o assunto.

__ Guarde seu discurso preconceituoso para você e seu filho, Sr.Salvatore. Não cabe a você ou a qualquer um dos pais decidir o que é melhor para a minha escola. __ Rebateu Bill, calmo. Fiquei um tanto chocado. Ninguém nunca tinha desrespeitado meu pai antes.

__ Cabe a nós decidir o que é melhor aos nossos filhos. E se misturar com pobres com certeza não é. __ Meu pai estava realmente bravo, e destacou a palavra pobres com nojo.

__ Sem problemas, é só tirar seu filho da escola. Vai me fazer um favor, na verdade.

Agora sim meu pai explodiu, andando até a mesa e socando ela com vontade e força.

__ Cuidado com como fala do meu filho, Forbes. Eu acabo com essa sua escola de merda em um segundo.

O diretor sorriu cínico e se levantou, ficando cara a cara com meu pai.

__ Eu ia adorar ver você tentar, Salvatore. __ Eles se desafiavam com o olhar, eu me perguntei quando começou aquela rivalidade. __ Você pode mandar nas suas empresas e até nas empresas dos outros, mas na minha escola você não tem influencia nenhuma, então se eu fosse você baixava a bola, ou os seguranças abaixaram para você. __ Ele se aproximou do ouvido do meu pai, mas falou alto o bastante para eu ouvir. __ E advinha? Eles são pobres.

Meu pai se afastou em um pulo e o olhou com um ódio que eu nunca tinha visto antes.

__ Vamos ver como sua escola vai sobreviver, se nenhum aluno estudar aqui. __ Ele sorriu com deboche.

__ Talvez eu a transforme em publica.

Meu pai bufou e saiu pela porta, me deixando lá.

__ Isso não vai ficar assim.

Foi o que eu disse antes de sair.

Elena PV

Eu não sabia ao certo como me sentia. Quer dizer, estou animada e tudo, mas receosa também. Eu nunca tinha estudado em uma escola particular antes.

Tudo bem, nenhuma pessoa desse bairro da cidade tinha estudado em alguma escolar particular, por sermos o lado pobre os moradores preconceituosos dessa cidade nem sequer nos viam como gente, na verdade nos viam como escravos. Era revoltante a situação e tudo, mas para a gente tudo bem, aguentávamos as humilhações dele sem dizer nenhuma palavra, afinal, sabíamos que somos muito mais gente que eles.

Meu pai, por exemplo, é um pescador simples e sem condição financeira mais, desde que minha mãe morreu no meu parto, ele trabalha dobrado para por comida na mesa. Eu morro de orgulho dele.

Minha situação também não é diferente, desde que consigo, trabalho no restaurante Mystic Grill como garçonete, o salário não é muito mais eu consigo ajudar meu pai em casa, às vezes até compro alguma coisinha a mais para ele e para mim. Com meu salário mesmo é claro, já que os clientes nunca dão gorjeta.

Eu não me importo com a vida que levo, na verdade, eu gosto muito dela, muito mais que gostaria se eu tivesse nascido em uma família rica. Eu vejo a obvia diferença entre nós.

A menos de um mês, Bill Forbes, diretor da Mystic Falls High, distribuiu panfletos em todas as casas do bairro avisando que a escola dele, que é uma das mais conceituadas do estado, estava disponibilizando para todos uma única bolsa de estudos, o que ia permitir que qualquer pobre dali entrasse na escola.

Nem preciso dizer que todos os adolescentes piraram, a grande maioria deles estavam interessados na bolsa somente por ter a chance de se enturmar com pessoas da alta sociedade. Parecia que estavam cegos e não conseguiam ver o que vai acontecer quando um pobre pisar naquela escola.

Eu, por outro lado, sempre quis ter a chance de ter um estudo decente, visto que a escola publica dessa cidade é uma droga, então quando o Sr. Forbes apresentou essa chance, eu não pude deixar de batalhar por ela.

Não é pelos ricos, não é por dinheiro ou por querer mudar de vida desse jeito, é porque meu pai merece que eu faça isso por ele, é porque eu quero ter a chance de sair dessa merda de cidade e ter uma vida melhor com o meu pai. É porque apesar do que os ricos acham, eu tenho tanto direito quanto eles. É porque eu mereço uma chance. E eu vou provar.

Damon PV

Eu obviamente não fiquei na escola depois dessa discussão, e é claro que os meus amigos não ficaram também. Eu estava revoltado e contrariado. Isso não podia acontecer.

Nós nos dirigimos então ao Mystic Grill, o único lugar que presta de verdade nessa cidade, pegamos uma mesa própria que eu tinha lá e nos acomodamos. Eu decidi que vou beber até cair agora também.

__ O que vão querer? __ Perguntou a garçonete. Olhei para cima com deboche, enjoado demais para lidar com qualquer pobre hoje.

A garota tinha a pele oliva e os olhos castanhos grandes, os cabelos também castanhos eram lisos e batiam no meio das costas. Era até bonitinha para uma pobre.

__ Para começar, pode calar a boca. __ Eu disse. Meus amigos riram. __ Quando eu quiser alguma coisa, eu te chamo. __ Ela estava prestes a se virar quando eu continuei. __ Eu não terminei garota.

Pude ver ela respirar fundo antes de virar para mim. Ao contrario dos outros empregados, ela não fazia a mínima questão de por no rosto um sorriso falso.

__ Mas já que está aqui, eu quero Bourbon.

Ela tinha a maior cara de tédio que eu já vi um empregado fazer antes. Estava até divertido isso.

__ Documentos, por favor.

Eu gargalhei alto, junto com meus amigos.

__ Querida, __ eu disse me levantando. Ficamos cara a cara. __ eu sou Damon Salvatore, não preciso de documentos.

Ela riu com deboche. Espera o que?

__ Se não precisasse de documentos, querido, eles não existiriam.

Todos nós ficamos em silencio, eu a encarando e ela me encarando. Eu estava em choque. Ela tinha me desrespeitado?

Antes que eu pudesse falar qualquer coisa, um funcionário qualquer apareceu atrás dela, a puxando pelo braço.

__ Elena querida, pode deixar que eu atendo essa mesa. __ Ela saiu só depois de me mandar um olhar debochado.

Acho seriamente que minha boca está aberta. Uma raiva imensa me invadiu.

Aproximei-me do garçom, sem tocar nele é claro, e o encarei com ódio.

__ Diz pro seu chefe que se da próxima vez que eu vier aqui, aquelazinha me atender, eu mando fechar essa espelunca.

Ele engoliu seco, parecendo com medo, e assentiu. Eu respirei fundo relaxando, e voltei a sentar.

__ Agora traz logo meu Bourbon.

Bebemos até quase cair no chão, não estávamos conseguindo segurar nem a nós mesmo, e eu ainda tinha o racha com o Vaughn. Droga!

Dirigi-me ao meu carro, rindo de alguma bobeira que o Tyler disse, mal conseguindo andar. Ouvi alguém entrando no carro comigo, mas nem sei dizer ao certo quem era.

__ Caaaaaaaara, eu não to legau. __ Falei gargalhando. Minha visão estava turva e a cabeça rodando, mas por algum motivo eu não conseguia parar de rir.

A pessoa do meu lado riu também, eu acho que deve ser uma mulher.

__ Paaara o carroo, Daamon, vamos trannsar. __ Disse a pessoa, que hum ... Não sei.. Talvez seja Rose?

__ Não posso agora, tenho que disputaaa racha.

__ Paaaaaaaaaaaaraaaaaaaaaaa Damon, eu queroo transa.

Sei lá quem veio pra cima de mim, então eu tirei as mãos do volante para empurra-la.

__ Nãão cara.

Então eu ouvi uma buzina forte, tentei olhar pra frente mais o clarão me cegou.

__ Damon, cuidado. __ Foi a última coisa que ouvi antes de tudo apagar.

Notas finais
Gente, ai está. Podem comentar? ♥

Ei, não dar uma olhada na minha outra fic? Fiquem a vontade u.u

http://fanfiction.com.br/historia/358491/Deliciosamente_Proibido