All For a Rose
9 Capítulo 08
Notas iniciais
And the arms of the ocean are carrying me
And all this devotion was rushing out of me
And the crushes are heaven for a sinner like me
But the arms of the ocean delivered me
Though the pressure's hard to take
It's the only way I can escape
It seems a heavy choice to make
But now I am under all
And it's breaking over me
A thousand miles onto the sea bed
I found the place to rest my head
Never let me go, never let me go
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ANTERIORMENTE:
– Oliver. — chama uma voz familiar. Giro e fico confuso com sua presença.
– Laurel? O que está fazendo aqui? — pergunto confuso.
POV OLIVER
– Essa é a minha namorada, Oliver! — se adianta Tommy com um sorriso bobo indo para seu lado.
– Vocês estão juntos? — pergunto perplexo.
Fico sem ação com que vejo. Não amo mais a Laurel, a verdade é que nunca amei, não passou de sexo adolescente! Ela nunca me perdoou por ter me casado com a Helena do que com ela. Mais ver esse relacionamento para mim é estranho, não por parte do Tommy, que sempre a amou e sim por Laurel, que nunca gostou dele e sempre que estava com raiva. Dizia que o Tommy seria sua última opção! O que ela quer com ele agora ? Será que mudou de ideia? Eis a questão.
– Sim, estamos apaixonados! — Tommy da um beijo nos seus lábios.
– Nossa! — exclamo perplexo. — Laurel essa é... — sou interrompido por ela.
– Vamos dançar, amor! — chama puxando Tommy para pista. — Foi bom te ver Oliver.
Ela sai o puxando pelo o braço e nem olhou para a Felicity, que eu iria apresentar, se não fosse sua falta de educação. Ao inferno, mal educada como sempre! Ela está estranha, parece menos possessiva do que antes. Será que se curou da loucura? Ainda acho laurel não confiável!
– Oliver... — Felicity pega minha mão. — Não sei o que houve aqui, mas você parece nervoso.
– Não foi nada. Desculpa, por ela não ter falado com você... — digo tentando redimir minha vergonha.
– Sem problemas! — disse sorrindo — Então vamos nos sentar em algum lugar?
– Não... — a puxo até o meio do salão. — Dança comigo?
Ela sorri e olha para os lados. Claro que devemos dançar, hoje a noite é nossa! Somos namorados por hoje, farei o necessário para se prolongar. Ela é mãe de Rose, e minha garota também, sinto isso desde o dia em que a encontrei no meu apartamento.
– Tem certeza? Tipo, não quero abusar da sua companhia! — disse sorrindo sem graça.
Como resposta, passo os braços por sua cintura e ela envolve meu pescoço com os seus. Seu perfume é suave e envolvente, seu corpo pequeno é aconchegante. A aperto mais a mim, fazendo-a soltar um suspiro e morder o lábio inferior. Repousa o rosto sobre meu peito e começamos a dançar, balançando para os lados. No embalo da música lenta, ela relaxa e dança como uma verdadeira princesa, não erra um passo. Vejo outros caras a cobiçar, uma mulher como essa não se encontra todos os dias. Lentamente ela ergue o olhar para mim com um sorriso angelical. Dançamos até a música acabar e começar outra. Em silêncio ela encosta a testa na minha e fecha os olhos. Aproximo-me para beijar seus lábios rosado.
– Oliver! — sou interrompido por Laurel. — Tommy quer falar com você. — disse encarando a Felicity com cara de poucos amigos.
Felicity se afasta abruptamente e cora. Que inferno! Se o destino que brincar, procure outra pessoa hoje, por favor...
– Certo, onde ele está? — pergunto sem paciência.
– Com os outros investidores. — disse apontando para um canto do salão.
– Você pode ir para mesa! — me dirijo a Felicity. — Já volto para ficar com você.
Ela sorri e assente. Deixo ela sozinha com a Laurel com um pouco de receio. No fundo não confio nela. No passado me lembro de quando a deixei, ela sempre se envolvia nos meus assuntos e se sentia superior a todos que estavam a minha volta. Olho para trás e vejo Felicity segurar as mãos olhando para os lados, de longe consigo sentir seu nervosismo. Já Laurel, a encara com se ela fosse um bicho no zoológico.
– Melhor eu voltar e afastar a Felicity das garras dela. – murmuro para mim mesmo me encaminhando de volta, quando Tommy me puxa e me arrasta até os investidores.
POV FELICITY
Por insistência do Oliver eu me deixei levar e acabei aceitando o convite de ir com ele até essa festa. De início até que eu estava gostando, até o momento de encontrar sua ex namorada megera! Pobre Tommy merecia coisa melhor. Disfarcei quando notei o rosto confuso de Oliver, mas não comentei nada. Ele pode até jurar que eu não sei de nada sobre a história dele, mas ele se esquece de que tenho como melhor amiga sua adorável irmã, que já me contou seu passado de trás para frente! Thea diz que não gosta da Laurel, e que ela pode ser muito perversa quando quer. Nossa dança estava tão linda e essa megera tinha que estragar o momento, que inferno! Depois que o Oliver saiu até o Tommy, ela ficou aqui me encarando parecendo uma ave de rapina. Alguém tira essa mulher de perto de mim, antes que eu arranque olhos dela.
– Então você está namorando o Oliver? — pergunta.
Estou fingindo só por essa noite. Mais não vou dizer isso, é claro! Então volto para a desculpa esfarrapada do Oliver.
– Estamos juntos! — digo sem jeito. O que não é mentira, já que dividimos o mesmo apartamento.
– Pensei que ele tivesse bom gosto. — disse com desdém.
– Como? O quê você disse? — pergunto já irritada.
– Olhe aqui garotinha, Oliver não gosta de você! Você é só o passa tempo dele e a babá da filha dele! — disse me olhando nos olhos.
– Não sou uma garotinha! Sou uma mulher mais vívida do que você, se acha que vai me abalar com seu veneno, acredite não vai! Seu olhar de cascavel não vai me envenenar, Oliver é um homem bom! — digo ficando frente a frente com a megera. Ela quer guerra? Então vai ter!
– Olha, veja só, colocando as garrinhas para fora! — disse com sorriso frio e sarcástico. — Oliver nunca vai te amar, como também nunca amou a Helena! Se eu fosse você, dava o fora antes que ele parta seu pobre coração.
– Aonde você quer chegar? — pergunto furiosa, mais alguns segundos eu não respondo por mim.
– Eu não quero nada de você! E pensando bem, fica com ele. Eu vou esperar para ver ele te dar um pé na bunda e você juntar todos os caquinhos! — disse diabolicamente.
– Escuta aqui, suas ameaças não são nada além de lixo para mim! Eu tenho pena de você, como se sente por ter sido trocada pela Helena? Ah, já sei! Qualquer uma! — rosno deixando ela no salão.
Maldita megera, quem ela pensa que é para chegar e se intrometer na minha vida?! Thea tem razão, ela é perversa. Dirijo-me até um mini bar implantando no local e chamo o barman.
– Uma tequila, por favor. — peço mais volto atrás. – Não! Não posso beber, tem algo sem álcool? — estou amamentando o que me impede de tais coisas.
– Só refrigerante! — disse pegando uma latinha, despejando o líquido em um copo e depois me entrega.
– Obrigada. — murmuro.
– Você sabia que essa daí é a nova mulher do Sr. Queen?! — disse umas mulheres um pouco distante.
– Ela o pegou através da filha! Como a Helena morreu, ela se aproveitou. — disse outras. Viro-me e vejo outras megeras me encararem e sorrirem com falsidade.
– O que ha de errado com essa maldita festa?! — rosno e olho envolta a procura do Oliver.
O vejo sozinho com Tommy e decido ir até ele, talvez esteja na hora de ir embora. Para mim já deu! Aqui não é meu lugar, essas senhoras me vêm como uma aproveitadora, não sabem o que passei, qual é a minha história e de como encontrei o Oliver. Se eu gosto dele não é por causa da Rose, mas por quem ele é de verdade!
Antes que eu chegue até ele, sou barrada pela megera da Laurel de novo. Que inferno! Essa cobra não tem outra pessoa pra distribuir veneno não?!
– O que você quer meg... Laurel? — pergunto sem paciência tento passar mais ela me impede.
– Onde pensa que vai?
– Falar com meu namorado? — provoco.
Ela bufa e sorri maléfica, olha para os lados e joga seu drink em mim. Arregalo os olhos e sinto o líquido escorrer por meu rosto até chegar no meu vestido.
Mordo o lábio para abafar um grito furioso e chego bem próximo a ela lhe dou um tapa bem estalado no seu rosto com toda a força que tenho. Ela levanta a cabeça lentamente e me olha incrédula. Pego em seu cabelo e dou uma volta segurando firme e puxo até mim.
– Só não te dou uma surra aqui na frente de todo mundo, porque não quero prejudicar o Oliver, mas você pediu por isso! — digo a empurrando, a mesma se desiquilibra e cai no chão.
Com nossa cena todas as pessoas nos olham perplexas e em estado de choque. Que vergonha essa megera me fez passar! Por falta do meu descontrole acabei fazendo o Oliver ser envergonhado na frente de toda Star City.
– Nossa ela teve coragem de fazer isso aqui? – murmura uns e outros entre os murmúrios em envolta.
Olho envolta em busca de Oliver, mas as pessoas começam a se aglomerar e não o encontro.
– Eu não fiz nada! Ela me bateu só porque sou a ex-namorada do Sr. Queen! — disse Laurel com um choro falso. É mesmo uma vadia!
As pessoas me olham incrédulas e até com raiva de mim. Me sinto sufocada e tudo começa a girar. Vejo a saída e por impulso saio correndo por ela. Fora do prédio está caindo um temporal, chego até as escadas e tiro os sapatos jogando os na calçada de todo jeito. Corro o mais rápido possível pela avenida, em questão segundos estou completamente encharcada, minhas lágrimas que escorriam se misturando com a água da chuva... Só paro quando sinto grandes braços envolverem meu corpo e me puxarem para si. Sei que é ele, mas não quero o ver. Estou magoada de mais com tudo que eu aconteceu, com todas aquelas pessoas que me vêm como uma golpista, por que sou pobre e moro com um CEO muito poderoso.
– Me solta! — grito entre soluços. — Me solta, Oliver.
– Felicity... — tenta me segurar mais me solto e me mantenho distante dele.
Giro e o olho nos olhos, mesmo todo molhado com seu terno Armani aberto ele continua lindo como sempre.
– Por favor, não. — imploro para que ele pare e escute.
– Sinto muito Felicity, eu não deveria ter deixado você sozinha com a Laurel! — disse nervoso.
– Você não entende, Oliver! Não é com a Laurel, não me arrependo do que eu fiz, faria de novo se ela me provoca-se... — desvio o olhar e foco nele novamente. — É isso! — aponto para mim e para ele. — Não vai dar certo. Você só me quer por causa da Rose! Não posso ficar Oliver, não quero viver tudo àquilo que eu sempre quis, para perde depois. — digo tentando controlar meu choro.
– Felicity não pode me deixar! — ele tenta se aproximar de novo.
– Não! — aceno para que ele pare. — Você mesmo viu com seus olhos que eu não faço parte do seu mundo, que comigo você não vai ser feliz. Todas aquelas pessoas me vêm como golpista, que usurpou o lugar da Helena para ter uma vida melhor! — enxugo minhas lágrimas.
Demonstrar sentimentos nunca foi fácil para mim. Sempre que gosto de alguém, me vem a vida e tira meus sonhos, sempre que consigo algo, espero que algo dê errado, porque sempre dá! Ele entrou na minha vida sem pedir licença, sem querer mostrar quem era de verdade... Quando finalmente acho que podemos tentar alguma coisa, cai à ficha de quem sou, alguém que não pode ter um homem como ele nem nos sonhos.
– Você acha que eu só estou nessa pela a Rose? Que me aproximar de você é só por ela? Deixa eu te dizer: Não, Felicity, não é! – disse com a voz nas oitavas. A chuva não da trégua, a cada minuto estamos mais encharcados, queria que ela lavasse a dor. — Quando eu te conheci, eu vi quem você era. Sem maldade, um coração grande, alguém que passou por coisas muito ruins, alguém que amou e só queria ser amada de volta... Mesmo com a minha ausência, você se manteve ali ao meu lado no momento em que mais precisei.
– Oliver...! — tento mais ele acena me impedindo.
– Não! Eu não te vejo só como a mãe postiça da Rose. Eu lhe vejo como uma mulher forte, como uma luz na minha escuridão! Nunca desejei tanto uma mulher na vida como desejo você agora, eu não preciso de nenhuma modelo capa de revista para provar que amar tem que ser alguém da minha classe social. É isso... — aponta para mim e para ele. — Pode dar certo, não porque eu quero, mas porque nós dois queremos. Eu vejo no seu olhar, eu sinto a mesma eletricidade que você quando estamos juntos... Você me mudou, mostrou que para ser feliz não precisamos de muito, mas se você acha que eu sou igual a eles, não te culpo por isso e se para te provar que eu gosto de você eu tenha que te deixar... – suspira. — Eu deixo você ir. Não quero que fique comigo pela Rose, ela é sua sempre foi, desde o dia em que você foi colocada no caminho dela.
– Tem certeza disso? — pergunto mais para mim do que para ele.
– Quero que fique comigo! Mas não quero ser egoísta e te prender... — disse serio estendendo a mão para mim. — A escolha é toda sua.
Suas palavras quebram as barreiras da nossa escuridão... Oliver, meu Oliver, meu Adônis, homem de olhar predador, sorriso de garoto e pai exemplar. Seu olhar é sincero, ele se expôs mostrou seu coração. Como posso deixa-lo? Se eu não quero. Se ele já faz parte de mim, não quero ficar só pela a Rose, mas por mim, por estar envolvida com ele, o passo que eu vou dar agora pode não ter mais volta. Foda-se a sociedade, que acha que sou uma golpista! Foda-se a megera, não tenho culpa se ele quer mulheres que não sejam loucas como ela!
– Oliver... — digo indo correndo até ele me jogando nos seus braços. — Eu quero ficar com você!
Ele sorri e me beija. Agarro-me nele como se o mundo depende-se disso. Nosso beijo é urgente, nossas línguas se entregam a sensação de serem saboreadas. Um beijo molhado, a sensação da chuva caindo sobre nós como uma linda cena de filme. Nunca achei que poderia viver isso, mas preciso de aventura. Afastamo-nos quando nos falta o ar.
– Felicity, eu...- o interrompo passando o polegar em seus labios.
– Shh... Oliver... — digo encostando nossos lábios. – Vamos somente sentir. — Ele sorrir e morde meu lábio inferior.
Entrego-me a mais um beijo, dessa vez doce, gentil, com sentimentos de carinho e ternura. Ele me levanta, deixando meus pés suspensos do chão e me gira no ar. Por mim eu passava o resto dos meus dias colada a ele, e nunca mais o soltaria. Pressiono meu corpo ao seu em busca de mais contato, somos interrompidos pelo o som das buzinas. Nem havia notado que estávamos no meio da avenida.
– Podemos ir para casa? — pergunto nervosa. — Eu até quero ficar em cima de você, quero dizer nos seus braços! — me adianto mais enrolada. — Mais vamos terminar atropelados aqui.
– Vamos sair daqui! — me coloca no chão e me puxa para calçada. — Não quero que fique doente.
Reviro os olhos. Serio? Depois dessa cena romântica, de ter estragado a festa com um escândalo com sua ex-namorada megera... Ele só está preocupado com minha saúde?!
– Oliver é até fofo sua preocupação comigo, mas não é isso quero ouvir no momento! — choramingo baixo.
– O que você quer Srta. Smoak? — pergunta me puxando de volta para seus braços.
– Você. — digo pressionando nossos corpos.
Ele se curva e me da um selinho demorado, o bastante para fazer meu coração acelerar e a respiração falha.
– Eu já sou seu! — disse passando o polegar pela minha bochecha e parando sobre meus lábios. — Mais vamos para casa! Você já está molhada o bastante para ficar doente. — me pega de repente no colo. — E ainda descalça!
Solto uma risada e beijo todo seu rosto. Meu controlador, mesmo em momentos assim ele consegue ser ele mesmo. Por fim me aconchego nos seus braços e sinto meu coração mais calmo. A chuva vai levando os resíduos de uma bela dama, porque agora meu cabelo está todo embaraçado e minha cara igual a de um panda pela maquiagem que vai saindo.
Ele me coloca no carro. Olho pela a janela e vejo Tommy no topo das escadas com um olhar indescritível. Queria pode pedir desculpas por tudo que causei, mas sua “namorada” pediu isso. Sei que ele nunca vai me perdoar. Estragar uma festa de classe alta foi bem minha cara!
Chegamos em casa em total silêncio, mas com nossos contatos, trocando beijos e amassos. Ele não mencionou nada sobre a Laurel e eu também não quis puxar o tal assunto. Vou logo ver como está Thea e a Rose, abro a porta e as duas se encontram dormindo bem juntinhas. Fecho a porta e vou ate meu quarto, entro direto para o banheiro. Quando tiro o vestido sinto braços envolverem meu corpo, o que me faz arrepiar e gelar completamente. Giro e fico de frente para ele que esta sem camisa e só com sua cueca boxe, mordo o lábio com a visão de ter um homem lindo e sexy desses só para mim.
Há dias o desejo como nunca desejei ninguém. Cada toque seu é como brasa queimando minha pele. Ele me puxa para si e cola nossos lábios, com um beijo voraz nos entregamos a sensação de ter um ao outro nos braços, com impulso pulo no seu colo e envolvo minhas pernas no seu quadril. Mantemo-nos colados com um só, passeio minhas mãos pela extensão de suas costas, ele se move nos colocando debaixo do chuveiro como a chuva, consigo sentir cada parte minha ser molhada novamente e aquecida ao mesmo tempo pela sua pele macia. Ele me coloca no chão e desgruda nossas bocas lentamente. Encaro seus olhos intensos azuis em busca de mais.
– Posso? — pergunta ofegante com o sabonete líquido nas mãos e a esponja.
– Espera... — murmuro corando. Mais mesmo assim eu quero que ele toque cada pedaço do meu corpo. Retiro minha última peça intimas e me viro para a parede.
Ele demora alguns segundos e com a esponja passa por todo o meu corpo. Cada toque seu me faz delirar e deseja mais dele. São toques suaves e massageares, sempre com um beijo no meu pescoço. Viro-me para ele tomando a esponja de suas mãos e passando lentamente em cada pedacinho do seu corpo. Ele fecha os olhos e aprecia cada toque que eu faço. Ligo o chuveiro e puxo-o para mim. Não temos mais nada entre nós, só pele contra pele. Já terminado o banho enxugo seu corpo e ele faz o mesmo comigo. Mas sem contentamento ele me pega no colo e me leva para cama. Em um movimento rápido me debruço por cima dele e beijo cada pedacinho do seu corpo me deliciando na sensação lasciva em tê-lo só para mim completamente. Ele gira sobre mim e começa sua trilha de beijos do canto da minha boca para meu pescoço, abre com um joelho minhas pernas e se posiciona entre elas, as cruzo pelo seu quadril. Solto um suspiro alto e arranho suas costas, quero mais contato, eu quero senti-lo. Ergo os quadris, preciso dele inteiramente para mim.
– Oliver.. — suplico ofegante. — Por favor!
Ele morde meu queixo e me faz arfar mais ainda em desejo.
– Olhe para mim! — ordena com a voz rouca.
Abro os olhos e o encaro. Seus olhos estão escuros e em chamas. Sem aviso ele me penetra firme e fundo, abafando meu grito com um beijo sedento. Puxo-o mais para mim e movimento meus quadris em busca de mais. Começamos um ritmo lento e torturante. Cravo minhas unhas nos seus ombros descendo até a base da sua coluna.
– Fe-li-ci-ty... — rosna baixo voltando me beijar.
Suas investidas tornam-se mais rápidas e firmes. Por nenhum momento a mais ele soltou meus lábios abafando nossos gemidos, pois não estamos sozinhos em casa. Com mais algumas estocadas sinto meu corpo queimar e estremecer chegando ao ápice. Ele continua firme com mais três, falando coisas incoerentes e chegando ao ápice também. Com a respiração acelerada e os corações disparados, nos mantemos grudados com todas as sensações sendo misturadas, esperando o coração desacelerar e a respiração voltar ao normal. Ele me beija suavemente. Com um pouco de tempo, sai de dentro de mim e deita ao lado me puxando para si. Não falamos nada, nossos corpos já falaram o bastante por nós dois. Começo a sentir o sono me levar me agarro mais a ele que cobre nossos corpos e beija meus cabelos. Sinto-me exausta e deixo o sono me levar.
[...]
Acordo com uma onda de frio gelando minhas costas nuas. Abro os olhos e vejo que são duas horas da manhã, a janela está aberta. Começo a tatear a cama mais está vazia, será que foi dormi no seu quarto? Se arrependeu da nossa noite? Afasto os pensamentos e me levanto, pego um short no closet e uma camiseta grande que me deixe confortável. Abro a porta do meu quarto e vou até o dele mais está vazio. Entro no que Thea está, mas ela está dormindo feito pedra com a Rose. Noto que a mamadeira está vazia. Será que Thea nos viu juntos? E não quis me acordar? Coro de vergonha e deixo o quarto. Quando escuto um barulho vindo da sala, fecho a porta e vou para a sala nas pontas dos pés, tentando não fazer barulho. E lá está ele encarando a TV, pulando de canal em canal. Lindo como um Adônis, só com uma calça de moletom cinza que cai perfeitamente em seus quadris, o que o deixa o mais sexy! Fico o admirando encostada na parede até soltar um suspiro alto de mais.
– Felicity...? — disse erguendo uma sobrancelha.
– Desculpa, não quis te atrapalhar. Só ia beber água! — minto e ele sorrir.
– Tem certeza? — pergunta malicioso.
– Si... Sim. — gaguejo nervosa.
– Venha aqui, sei que estava procurando meus braços!- me chama dando de ombros. Ele nunca erra! Reviro os olhos e vou até o sofá.
Fico parada do lado do sofá e solto um sorriso torto. Como posso sentir vergonha dele com essas declarações e depois desse sexo? Ele me analisa de cima abaixo e me puxa, fazendo-me cair no sofá sobre ele.
– Oliver! — murmuro nervosa.
– Você achou que eu me arrependi e fui para meu quarto!? Mais eu não me arrependi, você dormia feito um anjo não quis ligar a TV e te acordar. Então eu resolvi ficar um pouco na sala... — suspira.
– Você está preocupado com o Tommy? Porque eu estou, não quis que aquilo virasse essa bagunça! — murmuro sem jeito.
– Não se preocupe! — sussurra me dando um beijo casto. — Eu tenho você, nada mais importa.
– E eu a você! — murmuro alisando seu rosto.
Ele sorrir e me beija demorado envolvendo minha cintura com os braços e me puxando mais para si, descendo uma trilha de beijos pelo meu pescoço. O que me faz arrepiar, cada toque seu é uma sensação diferente completamente boa, muito boa. Até onde eu posso ir com simples beijo seu?
Ficamos um tempo ali namorando, como dois adolescentes. Por minutos consigo esquecer tudo que vem acontecendo e me entrego a sensação de estar nos seus braços. Mais por quanto tempo essa paz pode durar? Ha essa hora a vadia pode estar encomendando a minha morte e talvez eu tenha perdido uma grande amizade.
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