All For a Rose
24 Capitulo 22
Notas iniciais
Where did you come from
Where do we go from here
Won't let me out of your arms' reach
Afraid that I'll disappear
Forget about everyone else
Remember me
Escape your safe reality
Join my dangerous dream
Come a little closer to me
Crave your skin on my skin
You're everything that I shouldn't need
So won't you be my sin
Kathryn Dean — Be My Sin
Semanas depois.
Pov Oliver.
" HELENA QUEEN QUERIDA ESPOSA "
— Hey – sussurro me aproximando ao túmulo e colocando uma Rosa branca no vaso próximo a lapide; era suas favoritas – faz um tempo que não venho ver você – fito as letras do seu nome e me veem um flash do seu sorriso – a Rose está crescendo, a cada dia, está mais esperta e muito mais linda do que possa imaginar, ela se parece muito comigo na teimosia, faz minha mesma expressão quando estou irritado ou chateado, lembro quando você dizia; que de tudo na Rose ela só teria seus cabelos, mais errou Helena ela é completamente loira como parte da minha família – sorrio irônico – ela está feliz ao lado da Felicity, cuida dela como ninguém. Nossa pequena está em boas mãos e sei que onde você estiver, está feliz por ela não está sozinha, você sempre vai ser a mãe da Rose isso nunca vai mudar, mais aqui e agora fico feliz que ela também tenha alguém para chamar de mamãe ao longo da sua vida.
Fico um tempo lembrando do nosso passado da primeira vez que nós dois vimos a Rose na maternidade e de como fomos felizes por um tempo, não éramos realmente marido e mulher, mas apenas amantes e eternos amigos. Me levanto e saio em direção a saída do cemitério.
[....]
Pov Felicity
Depois de um longo dia na QC, eu resolvi voltar para casa mais cedo com a Rose, deixei Oliver resolvendo suas burocracias na empresa. Chego ao apartamento e Scott entra primeiro em casa e ver tudo normal saindo para seu posto fora do prédio. Coloco Rose sentadinha no tapete fofo da sala com seus brinquedos espalhados, ela se distrai enquanto vou preparar algo para mim e para ela na cozinha, resolvo fazer um sanduíche com um suco de laranja e para ela um iogurte natural como diz Cait; morangos batidos ao leite, vitamina natural. E que de fato Rose adora, não tanto quanto meu leite materno. Me alimento primeiro e me encaminho de volta para sala com ela nos seus gritinhos animados mordendo o Puk e apertando ele todo. Tiro meus sapatos jogando para o lado e meu sobretudo, me sento na poltrona a sua frente com a mamadeira nas mãos.
— Rose – chamo sua atenção – venha meu amor – faço sinal com as mãos, ela larga o Puk e veem engatinhando com agilidade caindo no chão e soltando gargalhadas no caminho, aos poucos ela ainda está aprendendo a andar. – Mamãe espera o tento necessário por você – incentivo sorrindo para que ela que continua a engatinhar com animação resmungando, com mais um pouco ela consegue chegar até mim, segura-se em minhas pernas e levanta-se com sorriso gostoso nos lábios – muito bem meu amor – sorrio. Pego-a no colo, deitando nos meus braços ofereço a mamadeira mais ela rejeita de imediato com uma careta – o que foi? – questiono tentando mais uma vez mais ela resmunga e empurra a mamadeira para o lado. Coloco a mamadeira na mesinha de centro e volto a fita-la – então quer o Let? – ela meche os lábios e solta gritinhos, afasto alça da blusa e ofereço o seio mais ela também enjeita – não está com fome então – sorrio e a encho de beijos, me ergo do sofá com ela nos meus braços, indo em direção ao seu quarto pego suas coisas e volto para o meu, entro no banheiro e começo a enche-la com água morna para nós duas, depois de pronta tiro nossas roupas e entro na banheira, de início ela começa a bater na água com os bracinhos sentada a minha frente soltando gargalhadas e mostrando seus dentinhos, começo a lavar seu corpo e com nossos movimentos a espuma aumenta na água, começamos a nos diverti na banheira mágica como a chamo. Espuma para todos os lados chega um momento que só tem nossos olhos de fora da camada de espuma.
— Rose. Rose eu amo muito você – balbucio lavando seus cabelos enquanto ela morde um patinho emborrachado.
— Mama... Mama – sorrir estendendo o brinquedo para mim. Arregalo os olhos e paro abruptamente de lavar seus cabelos – Mama – solta mais uma vez com gritinho agudo batendo na agua.
— Você está tentando me chamar de mamãe? – sussurro tão baixo sentindo meu coração acelerar. Olho em seus olhos azuis, sentindo os meus marejar e arder como brasa, meu coração dispara que chega a dor de felicidade no peito.
— Mama! – exclama segurando-se em mim como apoio e ficando em pé puxando os fios molhados do meu cabelo, procuro seu olhar deixando as lagrimas escorrerem por todo meu rosto. É o momento que mais esperei em toda minha vida desde que a encontrei, estou tão feliz que sairia na rua agora nesse momento gritando pela a felicidade que me atinge a alma.
— Rose – soluço beijando suas bochechas fofas com a emoção tomando conta de mim – obrigado por me fazer a mãe mais feliz do mundo, eu te amo tanto que não sei como expressar, só sentir – confesso olhando dentro dos seus olhos – mesmo que você não tenha nascido do meu ventre e não tenha um traço que seja de mim, eu te amo muito mais, por você está aqui e me completa como nunca. – choro em silencio – obrigado – aperto os olhos com força sentindo seu pequeno corpo em meus braços se aninhando e me confortando, eu não precisaria ser a mulher mais feliz do mundo, mais sou e isso já me basta, tenho tudo aquilo que sempre sonhei em ter, um homem que me ama e uma filha que me completa.
— Mama – resmunga me afasto um pouco com sorriso mais belo que posso esboçar no momento, enxugo minhas lagrimas e volto a fita-la.
— Sim sua mama – fungo acariciando seu rosto com leveza limpando um pouco da espuma que ainda está sobre ela – minha bebê. Ela parece entender o que estou sentindo no momento, pois continua a sorrir mostrando os dentinhos puxando os fios do meu cabelo sem tirar os olhos de mim, temos nossa própria conexão, me encanto e me apaixono mais ainda por ela, eu sempre vou estar aqui por ela, nada e nem ninguém pode me tirar isso. Eu a amo e sempre vou ama-la de todas as maneiras possíveis que possa existir entre uma mãe e sua filha, mesmo que ela não seja minha eu tenho o direito de sentir isso por que eu também não tive direito de ver a minha Lily me chamar de mamãe um dia.
Ela volta a ficar em silencio e brincar naturalmente na água, continuo ainda hipnotizada por sua ‘’palavra’’ o que me faz chorar e sorrir como uma boba constantemente. Depois de longos minutos de um banho relaxante e divertido saímos do banheiro, coloco-a na cama enquanto enxugo meu corpo e visto uma camisa do Oliver com minhas peças íntima e por fim um short de dormi, me aproximo dela e faço o mesmo, enquanto eu cantarolo uma música para ela que sorrir e balbucia coisas sacudindo o pente no ar, coloco sua fralda e seu pijama fofo já que está um pouco frio hoje, passo o pente por seus cabelos fazendo dois coques um de cada lado, passo sua fragrância e me jogo a seu lado.
— Vamos descansar um pouco? Mamãe está muito cansada hoje – solto um suspiro, desde ontem não consigo dormi bem fazendo o cansaço já se alastra por todo meu corpo. Puxo-a para mim, como o esperado ela puxa minha blusa para cima, ofereço o seio para ela que resmunga e pega o bico, começando suas sucções e fechando os olhinhos em seguida, passo o coberto por nós e também fecho os olhos com o pesar das minhas pálpebras, inalo o cheiro dos seus cabelos e aliso suas costas com carinho, fico agarradinha a ela nos aquecendo afastando o frio, depois de muitos minutos começo a cochilar escutando os resmungos e a respiração de Rose. Oliver entrar no quarto falando ao telefone mais continuo de olhos fechados estou tão sonolenta que minhas pálpebras não obedecem aos comandos do meu cérebro, ele encerra a ligação e Rose chora com o seio sem sair mais leite. Abro os olhos e vejo Oliver verificando um papel.
— Como foi? – questiono voltando a fechar os olhos, queria dizer tanto que Rose começou a me chamar de mamãe mais o sono já me vence até minha fala sair rouca.
— Nada demais, só umas burocracias, tudo resolvido – escuto seu sorriso animado o que me faz sorrir torto.
— Ótimo – murmuro.
— Vou tomar um banho – informa suave e entra no banheiro. Me movo na cama e deito Rose do outro lado colocando no outro seio, ela resmunga e volta a mamar no seio cheio. Aliso suas costas e começo a cantar uma música de ninar baixinho e só para ela, com um tempo adormece mais não solta o seio, vejo Oliver se aproximar e tirar ela de mim com cuidado, o que faz ela acordar com um showzinho chorando e sacudindo os bracinhos irritada.
— Não. Oliver deixe ela aqui – resmungo em protesto abrindo os olhos. Ele revira os olhos e põe ela de volta no lugar. Deixo minha pequena confortável que volta a dormi tranquilamente.
— Você estar deixando ela mimada demais – diz entrando abaixo do coberto e passando o braço por mim, me inclino mais um pouco em um encaixe perfeito, ficamos de conchinha. Ele afasta meus cabelos e beija meu pescoço roçando a barba e ficando ali, sinto sua respiração quente tocar minha pele exposta do pescoço me aquecendo.
— Eu mimo os dois – sorrio passando a mão por seu ombro chegando a sua nuca e fazendo carinho sentindo seus cabelos curtos entre meus dedos, sinto seu sorriso em meu pescoço começando a adormecer. Com mais alguns minutos Oliver dorme primeiro, seu corpo relaxar e sua respiração se aprofundar agarrado a mim, Rose fica no seio sem soltar por nada, assim como o Pai, me aconchego mais ao dois e deixo o sono me vencer, isso tudo é o que eu mais amo no mundo e desejo. São meu porto seguro nunca vou duvidar disso.
Um mês depois.
Bebo um gole de café fitando uns contratos a minha frente parece tudo certo. Concordo mentalmente.
— Nolan – chamo. Com alguns segundo ele entra na sala.
— Sim srta. Smoak? – pergunta formal.
— Traga-me os relatórios de finanças dos três últimos meses – ordeno com aceno.
— Sim me dê só alguns minutos! – sorrir.
— Claro – assinto voltando minha atenção para a tela do computador. Ele sai da sala em passos largos. Sinto uma ansiedade enorme o que me deixa tonta, faz uma semana que não vejo Oliver, meu coração e meu corpo gritam desesperadamente por ele. Tinha que ir para a Rússia sem mim!? Choramingo mentalmente. Não o culpo. Rose ficou doente e não podia viajar como tratava-se de negócio importante com a filial da QC, então ele foi, que saudades meu Deus.
— Felicity – saio dos devaneios com minha babá expert da QC. Dylan, estalando os dedos na minha frente.
— Sim – doou um pulo da cadeira fitando-o confusa – o que houve?
— Você está bem? – pergunta curioso.
— Sim! Por que não estaria? – franzo o a cenho.
— Você me parece estranha, um pouco pálida – me analisa inteiramente pegando a minha mão – e gelada.
— Não deve ser nada – suspiro cansada – acho que foi uma queda de pressão – passo a mão na nuca e me levanto. – Onde está Rose? – pergunto alarmada notando que ele não está com ela.
— Calma – sorrir com aceno – está com Sr. Diggle, ele já está vindo.
— Oh. Sim – balanço a cabeça com desconforto, tudo parece girar, fazendo Dylan parecer dois dele, volto a me sentar novamente com o gosto amargo na boca.
— Meu Deus mulher! Você não está bem – afirma alarmado me abanando com um papel qualquer – vou chamar um médico.
— Não precisa – resmungo segurando suas mãos – deve ter sido a torta de frango, depois que comi, notei que estava meio estragada. – faço uma careta.
— Será que tinha frutos do mar? – pergunta alarmado.
— Não – sorrio – senão eu já tinha sufocado aqui.
Me levanto com o mal-estar passando – estou bem, vou descer para beber um pouco de água e respirar um ar puro, okay?
— Sim. Sim – assente me seguindo.
— Nolan, vou sair um pouco – murmuro passando por ele que se aproximava com os papeis que solicitei – deixem na minha mesa.
— Claro Senhorita – sorrir. Entro no elevador com Dylan me olhando curioso.
— O que foi dessa vez? – pergunto impaciente.
— Já parou para pensar, na possibilidade de estar grávida? – pergunta animado.
— Não Dylan – engulo em seco – não posso ter filhos, fiz vários tratamentos que não deram resultados a meses atrás. Aperto os lábios e sinto uma vontade enorme de chorar.
— Smoak por Deus não chore – pediu alarmado. Tarde demais as lagrimas já escorre me fazendo soluçar pelo o cubículo. O elevador se abre e damos de cara com Diggle que segura Rose nos braços com vestido azul de bolinhas brancas combinando com a sapatilha azul e meias brancas cabelos com dois coques um de cada lado.
— Felicity o que houve? – pergunta assim que saio do elevador.
— Ela está estranha senhor, passou mal e ainda começou a chorar descontroladamente – diz Dylan ao meu lado.
— Vou ligar para Cait – Diggle informa nervoso pegando o celular.
— Não precisa – enxugo as lágrimas e suspiro – estou bem é só... Só... Só...
— Só? – perguntam juntos.
— Só, saudades – sorrio melhorando o humor – do Oliver. Eles reviram os olhos e bufam com uma careta – não posso sentir saudades dele?
— Claro que sim – sorrir Diggle – mais que tal ir para casa descansar um pouco? – argumenta.
— Concordo plenamente – diz Dylan. Rose da os braços para mim e sorri.
— Meu amor, que saudades de você – choramingo pegando-a para meu colo. – Tudo bem eu vou – inalo seu cheiro doce – Dylan pode pegar minhas coisas e da Rose?
— Claro – acena voltando para o elevador – já volto.
— Você está bem? – pergunta Diggle – quer que eu ligue para o Oliver?
— Não precisa, estou bem – afirmo mesmo com o gosto amargo voltando a minha boca, desvio minha atenção para que ele não perceba. Meu deus o que há de errado comigo? – pode chamar um táxi para mim Diggle?
— Sim – sorrir desconfiado – vou ligar espere. Acena e vai para a recepção usar o telefone, me encaminho mais para frente observando as pessoas passarem por mim indo e vindo falando sem parar com saltos estalando o piso que volta a me deixar zonza, uns sorrir e outros ainda fazem caras feias pesando que eu dei algum golpe em Oliver. Com um tempo Dylan volta com nossas coisas me despeço de ambos e vou até o táxi que me aguarda, entro e digo meu endereço. Rose começa a cochilar nos meus braços. Solto um sorriso e vejo o carro encosta próximo a uma confeitaria o que me chama atenção; uma torta de maçã caramelada depois do vidro, juro que estou com os olhos de um cachorrinho babando naqueles frangos sendo assados.
— Pode encostar mais um pouco? – questiono com água na boca sem olhar para o motorista.
— Sim senhora – disse encostando mais o carro.
— Eu volto rápido – murmuro para ele que assente e aguarda. Saio do carro e entro na confeitaria, resolvo comprar fatias da torta de maçã mais volto a me derreter pela a de limão, então compro as duas. Saio de volta para o carro fazendo malabarismo com Rose e as tortas. Com alguns minutos chego em casa com uma fome de leão as fatias se foram rápido demais, deixo Rose dormindo no seu quarto e vou para o meu tomar um banho rápido, visto uma roupa confortável e me jogo na cama com sono se alastrando por mim.
[...]
Pov Oliver
— Это приятно иметь дело с вами – sorrio em Russo apertando a mão do Sr. Stuart.
— Oh por favor, eu falo inglês – acena apertando minha mão de volta – o prazer foi meu em tratar de negócios com você, nós nos veremos em breve Sr. Queen.
— Sim – assinto e saio da sua empresa entro no meu carro e afrouxo a gravata, saio em direção ao hotel que estou hospedado no momento, ao chegar tiro meu terno e minha camisa com a grava ficando só de calça, jogo os sapatos para os lados e me jogo na cama, finalmente vou voltar para casa, meu Deus como estou com saudades da minha filha e principalmente da minha Felicity, falando nela melhor ligar, deve ainda estar na QC. Disco o número que começa a chamar mais acaba caindo na caixa postal, ligo mais umas cinco vezes e nada, ligo para casa e nada, então resolvo ligar para Nolan. Depois do segundo toque ele atende.
— Secretário do Sr. Queen em que posso ajudar? – questiona com desdém.
— Senhor Queen. Nolan! A Felicity está na QC?
— Senhor... Senhor ... – gagueja. Reviro os olhos com uma careta.
— Sim. Nolan sou eu e você ainda não respondeu minha pergunta! – bufo massageando as têmporas.
— Ela estava aqui, mais foi para casa pois se sentiu mal hoje – sussurra nervoso.
— O que aconteceu? – praguejo.
— Não sei senhor, só percebi ela muito pálida e trêmula – suspira.
— Vou tentar ligar para ela novamente – digo preocupado – obrigado Nolan – encerro a ligação e disco seu número novamente, só faz chamar o que me deixa alarmado, e se ela comeu frutos do mar e desmaiou em casa sem ninguém para ajudá-la. Pulo da cama em alerta e tudo em mim estremece encerro a caixa postal e ligo para Scott no segundo toque ele atende.
— Scott – diz sério.
— Sr. Queen! Scott você está no prédio? – questiono.
— Sim senhor – responde formal.
— Felicity chegou em casa?
— Sim senhor, ela entrou com a Rose – responde calmamente. Noto mensagens chegando e vejo que são dela.
— Tudo bem – suspiro passando pelo o cabelo aliviado – obrigado Scott.
— Por nada Sr. Queen – sorrir. Encerro a ligação e assim que volto a me sentar o celular toca, vejo sua foto abraçada com a Rose sorrindo para a câmera.
— Amor – digo preocupado.
— Hey, amor – sorrir e escuto o choro da Rose do outro da linha ela diz algumas coisas para ela e volta atenção para mim – desculpa não ter atendido antes, estava dando banho na Rose.
— Fiquei sabendo que você passou mal hoje – digo sério.
— Nossa e a notícias correm assim pela a Rússia – sorrir sarcástica.
— Tenho minhas fontes – estalo a língua e doou uma risada – mais o que houve com você? Está bem?
— Sim – suspira – foi só um mal-estar deve ter sido a torta de frango.
— Basta eu sair por uns dias..
— Na verdade, são semanas já, venha logo para casa, minha cozinha não é nada sem você e muito menos minha cama – posso notar seu tom malicioso.
— Então deseja meu corpo srta. Smoak?
— Muito – solta uma gargalhada – mais no momento é mais saudades.
— Estou voltando na segunda – minto com desdém – quero ver o nível de saudades sua – murmuro malicioso.
— Sério? – solta um gritinho animada – venha no primeiro voo por favor, quanto antes melhor.
— Ficar longe de você é uma tortura – sorrio – imagina? Semanas é demais para mim.
— Minha cama está tão vazia sem você – cantarola animada. Ela solta uma risada com a Rose dando gritinhos para chamar sua atenção, a chamando de mamãe. A primeira vez que escutei Rose a chama-la assim eu senti meu coração se aquecer tão plenamente, era algo lindo e intenso – Rose mamãe está indo – resmunga – amor tenho que ir, nossa pequena hoje está me arrancando os cabelos.
— Dê um beijo nela por mim – assinto.
— Claro que sim – sorrir – papai está mandando um beijo para você Rose o que tem a dizer a respeito? – Ela grita mais uma vez e resmunga coisas sem sentidos. – Acho que isso foi um; volta logo papai – disse em meios as gargalhadas.
— Acho que sim – solto uma risada – eu te amo Felicity.
— Eu também te amo muito Oliver – disse emocionada posso notar sua voz embargada.
— Estou voltando – sussurro reconfortante.
— Sim – suspira, aposto que está chorando – boa noite meu amor.
— Boa noite – murmuro suave – não chore.
— Não estou chorando – diz irritada.
— Uau que mudança de humor – gargalho sarcástico.
— Deve ser os hormônios – resmunga. Ficamos em silêncio só quebrados pela a bagunça da Rose no outro lado da linha – desliga você.
— Não, desliga você – insisto.
— Não, você – bufa.
— Nós dois okay? – questiono escondendo um sorriso – no três.
— Tudo bem – sorri.
— Um.
— Dois.
— Três – espero e ela encerra a ligação, jamais eu desligaria por mim eu ficaria ali no telefone até chegar em casa e tê-la nos meus braços.
Me jogo na cama e fito o teto, me inclino um pouco e abro a gaveta puxando uma caixinha aveludada em tom vermelho, abro a mesma e fito o anel, aquele que aceito por ela me fará o homem mais feliz do mundo, deixo a caixinha aberta sobre o peito absorvendo o brilho intenso do diamante, brilhante igualmente a uma estrela no céu. Com um longo tempo consigo dormi amanhã parto para casa no primeiro voo. Surpresa Felicity. Nada de segunda, já passei tempo demais longe de você.
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