All For a Rose
16 Capítulo 15
Notas iniciais
I ain't no angel
I never was
But I'd never hurt you
It's not my fault
Do you see those eggshells?
They're broken up
A million pieces
Strung out across the ground
I want to tell you I'm sorry
But that's not for me to say
You can have my heart, my soul, my body
If you can promise not go away
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POV TOMMY
Eu me apaixonei no momento em que ela me aceitou sem me conhecer. E quando eu estava entregue ela se foi. Deixo-me sem olhar para trás sem dizer adeus mesmo depois de tudo que vivemos.
– Quero que devolva o que arrancou de mim a três anos. — digo frio e seco.
– Não é tão simples assim. Já faz três anos, não tem como devolver algo que também é meu! — devolve séria.
– Sério? — questiono seco.
Levanto rápido e aperto o botão para que o elevador volte a se mover até a garagem. Ela me encara confusa.
– Vai me matar, Merlyn? — pergunta sarcástica.
– Bem que eu gostaria, mas antes vamos ao seu apartamento! — digo convicto.
– Não. Você não vai para meu apartamento! — grita se erguendo tentando me bater com soquinhos no meu peito. A seguro pelos os pulsos e puxo ela até mim, fito seus lábios convidativos. Nem seu cheiro mudou, ela consegue arrancar ainda de mim nem que seja um suspiro. As portas se abrem e eu a solto, e aceno para que ela vá enfrente. Ela bufa e passa por mim a passos largos.
– Eu vou para casa e você não vai me seguir! – esbraveja. — Ou eu chamo a polícia e digo que você é um psicopata maluco que quer me assediar!
Solto uma gargalhada e a puxo para o meu carro sobre seus protestos.
– Anda, não vai fugir de mim. Chega, você já teve seus três anos! — digo sem paciência.
– Não vou transar com você Tommy Merlyn! — disse seca.
– Eu não estou levando você para a cama hoje. Você sabe o que eu quero de você agora: A verdade Caitlin! — digo sério.
– Tudo bem, vamos. — bufa e entra no carro.
Saímos em silêncio. Depois de muita discussão, ela diz o endereço certo. Faço todas as perguntas óbvias, que é claro, ela não respondeu nenhuma. Ainda estou furioso mais aos poucos consigo conter minhas emoções. Ao vê-la depois desses anos, despertou em mim nossa velha chama que um dia eu pude chamar de amor.
TRÊS ANOS ATRÁS...
Acordo com uma respiração quente na curvatura do meu pescoço. Abro os olhos lentamente e vejo que estou na sala, deitado no sofá, com a Caitilin aninhada nos meus braços, dormindo tranquilamente.
Ao chegarmos da Verdant ela parecia um pouco constrangida com a situação. Ela tinha acabado o seu noivado de anos, porque descobriu que seu então ex-noivo a traiu. Eu queria toca-la, passar carinho, proteger ela, mas não com sexo, não seria tão baixo a esse ponto. Então começamos a conversar e ela desabafar o que sentia. Depois de vários longos choros e xingamentos, fui preparar um café, quando voltei ela estava dormindo feito anjo, me aproveitei para ver um pouco do seu rosto. Eu podia vê-la dormir por horas que não me cansaria. Ela abriu os olhos e focou em mim, sorriu e me puxou pela camisa me fazendo cair ao seu lado e deitando sobre meu peito. Nos enrroscamos um ao outro, com minutos o sono nos levou.
DIAS ATUAIS...
Chegamos ao seu prédio e ela sai do carro me olhando sobre os ombros. Engulo em seco e fito o prédio, meu corpo gela e meu coração acelera rápido. Balanço a cabeça e vou atrás dela. Seu andar é o segundo e como o elevador quebrou subimos pelas as escadas. Ela tira os saltos e resmunga coisas sem sentidos.
Ao chegar na porta paramos e encaramos um ao outro. Seus olhos começam a marejar e sua pele ficar pálida.
– Tommy, por favor...
– Vamos, Caitlin, abra a porta. — completo sério.
Ela assente e abre a porta com receio. Entro e vejo um lugar simples, mas aconchegante, com sofás em couro marrom, flores em alguns pontos, paredes em tons claros com quadros e fotos pequenas de faculdade, da Felicity, Thea e minhas, o que me surpreende.
– Um... Dois... Três... — sussurra contando para mim. Abro a boca mais antes que eu responda escuto uns gritinhos baixos vindo do corredor. O que me assusta ao ver um menino de cabelos negros, olhos azuis e pela branca, em um pijama azul. Pelo menos dois anos e pouco, ele é minha cópia em miniatura. Por Deus!
– Mamãe! — disse sorrindo esticando os braços para ela.
– Meu amor! — murmura Caitlin sorrindo e o erguendo no colo enchendo ele de beijos. Pisco algumas vezes incrédulo e prendo a respiração.
– Srta. Snow, chegou cedo. — disse uma mulher morena de cabelos longos e vestida de branco.
– Sim, Meg, pode ir. Eu tenho algo para resolver aqui. — responde com sorriso. A mulher assente pega suas coisas e se despede indo embora.
Encaro Caitlin com as emoções me sufocando. Como ela pode ter tirado ele de mim? Só pude desconfiar depois dos malditos três anos, quando meu lento detetive encontrou pistas dela, que afirmava ter um garotinho.
– Sam, o papai chegou de viagem. — sussurra Caitlin com a voz embargada.
Ele me olha e sorri com as covinhas nas suas bochechas aparecendo. Sinto minhas pernas fraquejar, o que leva a desmoronar no sofá, vejo minhas mãos suar e meu corpo inteiro travar. Começo uma briga interna, não sei o que eu estou sentido realmente no momento. Só que ela me escondeu, roubou e tirou um pedaço de mim. Além do coração, meu próprio filho!
As lágrimas começam a escorrer pelo o meu rosto. Minha respiração falha, as batidas do meu coração disparam.
– Sinto muito, Tommy. — disse chegando a minha frente em lágrimas. Sam me olha e mantém seu sorriso. Pisco algumas vezes.
– Por que, Caitlin? Por que tirou ele de mim? Meu próprio filho! — pergunto com a dor no peito.
– Vou contar tudo a você. Mas primeiro preciso preparar a mamadeira dele e coloca-lo para dormir antes da nossa conversa. — disse desviando o olhar para ele e indo para a cozinha.
Parece um TIC TAC na minha cabeça. Não sei como agir ou o que dizer. Tenho um filho! Por Deus, um filho! Um turbilhão de coisas se misturam dentro de mim.
Depois de minutos ela termina a mamadeira dele, Sam pega a mamadeira e sai em direção a mim, estende ela para mim e põe um dedo na boca sorrindo. Olho confuso para ele.
– Pegue a mamadeira, deixe que ele faz o resto. — disse Caitlin com leve sorriso. Pego a mamadeira, ele sobe no sofá e deita nos meus braços se aninhando no meu colo e olhando para mim com sorriso fofo. — Agora dê a mamadeira a ele.
Inclino-me com receio e dou a mamadeira a ele que pega e começa a se alimentar. Nos meus braços ele parece tão pequeno, seu cheiro ainda é de bebê. Suas feições parecem tão tranquilas. Vejo nos seus olhos sentimentos.
– Por que ele não tem medo de mim? Sou um estranho, mais parece gostar de mim. — questiono surpreso por suas atitudes.
– Eu sempre mostrei suas fotos e alguns de seus vídeos a ele. — suspira e cruza os braços. — Eu dizia que você estava viajando e que um dia você voltaria para ele. Que você é o pai que ele tem e sempre deve amar mesmo longe.
Olho para Sam que me fita sonolento e acabando a mamadeira. Ele termina e me olha curioso brincando com os botões da minha camisa. Caitlin entrega uma chupeta entrelaçada a uma fralda. Ele pega e deita no meu ombro. Solto um suspiro longo e abraço o pequeno corpo do meu filho, beijo seu rosto e deixo as lágrimas escorrer. Permito-me sentir preenchido, sentir algo, talvez como um Pai agora.
– Sam... — murmuro — Meu filho.
– Samuel Thomas. — disse sentando ao meu lado. — Ele tem seu nome também.
Aperto os lábios e beijo os cabelos dele. Meu corpo que antes travou, agora aquece e vai suavizando aos poucos, sinto-me mais terno e menos frustrado. Fecho os olhos. Mais ainda não acabou, ela tem uma longa história para me contar. Minutos se alastram, ele dorme tranquilo, ela o pega, doou um ultimo beijo e vejo ela levar ele para o quarto. Levanto e começo a andar de um lado para o outro. Lembranças que eu achava esquecer e nunca mais iriam vê-las voltam a todo vapor.
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– Tommy me larga — disse em meios as gargalhadas.
– Não você é minha! — digo entre beijos no seu pescoço, prendendo seu corpo com o meu, segurando suas mãos sobre o topo da cabeça.
– Faz dois dias que estamos no seu apartamento. — tenta se soltar mais falha. — Sou uma médica centralizada no que faço e você tem uma empresa para administrar!
– Eu sei. — pisco com um sorriso. — Mais tem algo aqui que prefiro administrar... — sussurro malicioso.
Ela revira os olhos e sorri se inclina e toca meus lábios com os seus. Solto suas mãos que começam a vagar por meu corpo lentamente, fazendo o meu reagir. Peço passagem com a língua e ela aceita fechando os olhos e segurando meu rosto com as mãos, nossas línguas se entregam a sensação avida de ter uma a outra. Nos afastamos quando o ar é necessário. Encaro seus olhos que me causam um efeito dominante. Em apenas dois dias ela se entregou a mim e nos ficamos aqui com o mundo esquecido lá fora.
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Abro os olhos e encaro uma foto nossa onde ela sorri para mim e eu faço mesmo para ela. Depois de minutos ela volta com receio e para de frente para mim. Engole em seco e pisca algumas vezes, sei que está buscando a forma de me contar o que fez.
– Comece, tenho todo o tempo do mundo. — digo seco abrindo os braços.
POV CAITLIN
– Eu tinha acabado de sair de um noivado e encontrei você. – suspiro. — Nos entregamos um ao outro sem nem nos conhecermos de verdade, eu era de Central City, não conheci o magnata Tommy Merlyn de Star city. Eu dormi com o Tommy, o meu Tommy, o que cara que eu me apaixonei a primeira vista. O que me fez sentir o verdadeiro amor! Mais como sempre, em dia bonito pode aparecer uma tempestade, eu... — paro abruptamente e mordo o lábio.
– Vamos Caitlin! — esbraveja. Respiro fundo tento controlar meu nervosismo.
– O Ronnie, meu ex-noivo, ele não me traiu como eu disse, mas noite em que ficamos juntos, a verdade é que ele era um homem possessivo, perdeu os pais em um acidente de carro e tornou-se frio e calculista. Mesmo assim, eu me mantive ao seu lado até descobrir o que ele fazia. Ele foi para o mundo da máfia e tornou-se um assassino de aluguel. — enxugo minhas lágrimas que insistem em escorrer. — Eu larguei tudo Tommy, eu fugi de Central City para cá, tentei me esconder dele e recomeçar outra vida, mas as pessoas não estavam seguras ao meu redor. Mesmo assim, eu me permiti viver algo com você. — sorrio. Isso é verdade, eu amei o Tommy no primeiro momento em que o vi. Ele me preencheu tão rapidamente, anulou meu medo e me fez sentir viva por semanas. — Eu sabia que mais cedo ou mais tarde ele me encontraria. Então ele me encontrou.
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Olho Tommy sair para o elevador com um largo sorriso. Desde a primeira vez que nos amamos, somos quase inseparáveis. Solto um beijo no ar, que ele pega e devolve da mesma maneira. Ao fechar a porta, vejo a carteira dele no sofá. A pego e saio correndo para o elevador. Chego na porta do prédio, ele está quase saindo com o carro pela a rua a frente.
– Tommy! — grito para que ele me veja. Ele gira e me ver sorri e para o carro. Saio correndo e me debruço sobre a porta do carro. — Você esqueceu! — digo balançando a carteira para ele.
– Obrigado, mas devia ter deixado lá. — disse malicioso. — Eu voltaria para buscar, quem sabe ficar.
– Tommy! — alerto. — Temos que trabalhar.
– Infelizmente. – bufa. — Mas volto a noite para saímos para jantar, ok?
– Certo, estarei esperando. — digo.
Ele se inclina e me beija demorado. Pego seu rosto e o encho de beijos.
– Se continuar assim, eu volto. – murmura.
– Tudo bem. — me afasto. — A noite então.
– Sem dúvidas! — pisca e coloca os óculos de sol. Aceno quando ele sai pela rua acenando para mim. Volto para o apartamento entre pulinhos e suspiros de desejo. O quanto mais eu o amo e preciso dizer isso para ele. Hoje eu poderei dizer “te amo” e eu estou grávida! Como será a reação dele? Meu deus um bebê Merlyn? Um fruto do nosso amor. Abro a porta e quase caio para trás em choque. Meu corpo gela e me arrepio inteiramente.
– Ronnie. — digo incrédula – Como...
– Como eu entrei aqui ou como eu te encontrei? — questiona gélido. Ele veste roupas negras e como sorriso diabolicamente montando no rosto.
– Como me achou?
– Você até me ofende, sabia? — disse seco revirando os olhos. — Sou um assassino, posso encontrar meu alvo. Fácil. Fácil! — rosna. Engulo em seco e meu corpo trava um músculo não mexe.
– Por favor, Ronnie, eu...
– Você vai ficar quietinha... — completa vindo até mim em passos largos, puxando rapidamente uma faca pequena e colocando no meu pescoço. Sinto o metal gelado sobre minha pele. O pânico me domina fecho os olhos com força. — Você me abandonou com medo disso não é? Mais eu não a faria mal nenhum.
– Não podia dividir a cama com um assassino. — murmuro com ele pressionando a faca fazendo a minha pele arder com um pequeno corte. Se afasta abruptamente e aponta a faca.
– Não vou mata-la, porque você está grávida, não desci tao baixo ainda. — disse frio com sorriso amargo. — Mais você irá embora daqui. Se eu não posso tê-la, ele também não terá!
– Não. Eu vou ficar! — digo trêmula.
– Não, não vai. E se não for, eu vou arrancar o coração dele e te mandar de presente. — disse passando para porta. — Vá embora Cait, não olhe para trás. Não diga adeus. — bate a porta com força. Encosto-me na porta e deslizo por ela até o chão. Entre minhas lágrimas, aliso minha barriga e me vejo sem saída. Tenho que partir sem dizer adeus ao homem que amo!
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Termino a história em lágrimas. Como nos três anos que passei fora, todos os dias eu me sentia vazia e incompleta. Olhava para o Sam e via os olhos que anos deixei para trás, os olhos de quem eu tanto amava e tanto amo.
– Por que não me contou? – perguntou irado. — Eu tinha protegido você, eu sou rico e tinha como...
– Não Tommy! Ele era um assassino e ele iria matar você! Foi isso que eu temia, para um assassino sombrio não existe prisão que o segurasse. Eu não podia deixar isso acontecer com você. Então fui embora sem olhar para trás, foi à coisa mais difícil que fiz em toda minha vida. Mas foi somente para proteger você. — suspiro com as batidas do meu coração aceleradas. — Fui para NY. Todo esse tempo eu estive sozinha com o Sam. Mas não apaguei sua imagem para ele e nem para mim. Eu mostrava suas fotos e dizia que você estava viajando e que logo... Logo iriamos ver você.
– Meu Deus, Caitlin! — sussurra incrédulo. Olho para o homem que eu tanto amo agora aqui na minha frente, esperei tanto por isso. Poder ver novamente, dizer a verdade. Por mais que ele me odeie agora, eu nunca vou deixar sentir nada por ele.
– Ele me perseguia às vezes, mas nunca chegava perto, sempre distante. Era só para ter certeza que eu estava mesmo longe de você. – suspiro. — Então um dia, quando eu estava de plantão no hospital chegou um cara todo ferido, eu gelei em vê-lo na maca sangrando. Meu lado médico tentou ajuda-lo, mas ele segurou meus pulsos e disse que não tinha nada a ser feito e que eu estava livre. Eu o vi morrer, diante dos meus olhos. Pode soar frio para você, mas eu senti a liberdade, meu sangue descongelou e durante anos eu podia dar a mim o direito de voltar e dizer isso. Eu fugi porque eu te amo, foi tudo por você! Faça o que quiser comigo, não importa, eu faria tudo de novo por você. — finalizo com a onda de alívio me invadir. Minhas lágrimas já não são mais de medo ou solidão, são de liberdade e amor. Ele se aproxima e segura meu rosto com as mãos. Seu olhar é terno e profundo, meu corpo aquece e estremece ao seu toque.
– Enfim, você me devolveu. — sorri.
– O que?
– O amor que sempre foi correspondido entre nós e agora tudo está claro. Todo esse tempo, eu pensei que você tinha ido embora porque não me amou, porque não passei de uma aventura. Eu não disse nada a ninguém, porque não queria perguntas. Perguntas que teria que responder para mim mesmo. Mas saiba que se eu soubesse disso antes de você partir, eu a protegeria, eu amaria, eu tinha dado minha vida por você! — disse convicto olhando dentro dos meus olhos. — Eu te amo mais por isso Caitlin Snow. — se inclina e me beija voraz. Tanto tempo, sinto vontade de tocar ele, de ama-lo novamente. Abro sua camisa, ele passa suas mãos por meu corpo até parar no zíper do meu vestido e abri-lo, fazendo-o cair no chão. Chuto para longe, e envolvo seu pescoço com os braços, ele me ergue no colo e se dirige para o corredor.
– O segundo quarto. — sussurro ofegante no seu ouvido. Ele abre a porta e entra se aproximando e me colocando na cama. Debruça-se sobre mim e prende meu corpo com o seu, o que me faz arfar em desejo. Abro os olhos para encontrar o seu. Ele me olha em expectativa, onde vejo aquele velho sorriso, o que faz retribuir com a mesma doçura. Volta a me beijar deixando nossos corpos responderem um ao outro, como se nunca tivéssemos nos separado antes.
[...]
POV FELICITY
Estou chocada! Não. Não só chocada, e também estou um pouco frustrada, confusa e incrédula. Não acredito que a Cait faria isso. Desaparecer do mapa para fugir do Tommy e ainda de barriga. Por que isso? Certo, ele é playboy, milionário, pegador e destruir de corações assim como o Oliver foi um dia, mas todo mundo muda.
– Obrigado pela a parte do destruidor de corações. — suspira ofegante Oliver em meio a suas abdominais. Coro com a visão dos seus músculos esculpido e suados e como meus pensamentos altos.
– Mais é verdade, vocês dois eram mulherengos! — sussurro acompanhado seus movimentos sem piscar. Ele para e deita sobre o tapete ofegando e sorrindo. Estava só com uma calça de moletom, que caia perfeitamente nos quadris, o que me faz perder o fôlego.
– Nem ele sabe por que ela fugiu. De início, achei que ele estava fixado em uma mulher e não dei importância a isso. Mas a três anos ele estava diferente, sempre sumido, dizia que estava trabalhando. Eu sabia que era algo a mais, por que ele tinha um ar de mistério e dizia que logo nos daria uma surpresa, a mim e a Thea, de repente ele mudou. Ficou distante, com uma tristeza no olhar, viajou para a Inglaterra e ficou quase cinco meses lá. Quando voltou, era ele mesmo, mas diferente de certa forma. Como se algo lhe faltasse, sempre que eu o questionava ele mudava de assunto. E como você sabe, nosso histórico é longo, eu me esqueci durante esses anos. — murmura voltando para as suas flexões. — Mas ele não, só que a pouco o detetive dele descobriu que aparentemente os dois tem um filho. Não é confirmado pelo o mesmo, mas pelo o ver das ações dela, acho que sem dúvidas o Tommy tem um filho com a Caitlin!
– Meu Deus, Oliver! — exclamo em choque. — Caitlin está ferrada, Tommy vai matar ela!
– Não, só se for de prazer. – suspira Oliver já se aproximando da cama com o olhar malicioso e pairando entre minhas pernas. — Tommy não mata nem uma mosca, que dirá pessoas. — sorri e se inclina para me beijar. — Vamos ver como termina o que começou ou o que terminou. Nem sei!
– Preciso conversar com ela, Oliver. — suspiro nervosa. — Ela deve ter tido outros motivos, ninguém some sem motivos trágicos.
– Sim, sim, você tem todo o tempo do mundo, mas que tal dar um pouco de atenção para esse Queen, que quer muito um carinho... — sussurra no meu ouvido roçando a barba no meu pescoço fazendo meu corpo inteiro se arrepiar e correr uma eletricidade por minha pele. — Eu quero muito um carinho um pouco selvagem, Srta. Smoak. Estou um pouco tenso com isso tudo, amor. Quem sabe o Let não me acalma? — questiona malicioso abrindo os botões da minha blusa. Reviro os olhos e solto um sorriso, me inclino um pouco e beijo seus lábios, peço passagem com a língua, que ele aceita. Perco-me no seu contato, sentindo seu corpo quente e suado tocar o meu, passo minhas mãos por suas costas chegando ao seu volumoso bumbum que além de bem definido, é muito excitante de se tocar. Ele morde meu lábio e vai descendo beijos molhados até meu busto. Arfo. Ele vai subindo com suas mãos por dentro da minha blusa, chegando ao sutiã e o abrindo. Afasta-se um pouco para tira-lo, mas antes que continue, escutamos um choro alto e agudo pela a babá eletrônica, que também se estende pelo o corredor. Tento não sorrir com a cara incrédula do Oliver.
– Sério? Vez do Papai. O Let é meu enquanto você deveria estar dormindo, Charlotte! — esbraveja se erguendo. Começo a gargalhar abafando com travesseiro, volto o olhar para ele e me abano com o lençol. Oliver revira os olhos e se encaminha para buscar a Rose. Sento-me na cama e amarro o cabelo em um coque, tiro o sutiã e espero me encostando na cabeceira da cama. Ele volta com a Rose que ainda chora com um bico lindo. Imito seu bico sorrindo e pego meu bebê que mexe os bracinhos agitada. Ela veste um macacão vermelho, com detalhes de flores, que cobre todo seu corpo deixando suas mãozinhas de fora balançando sua pulseira. Beijo suas bochechas roliças e deito ela nos meus braços.
– Calma, meu amor. — digo afastando a blusa e mostrando o seio para ela, que pega e começa a sugar urgente. – Rose, assim machuca a mamãe. — solto um sorriso bobo e aliso seu rosto, ela suspira e aos poucos vai relaxando com sucções mais lentas. Ergo olhar para Oliver que nos fita animado. — Sério Oliver?
– Eu estou pensando seriamente na possibilidade urgente de Rose adquirir a mamadeira! — disse sarcástico.
– Não. — digo balançando a mãozinha da Rose em negativa para ele. — Vou mamar até os dois anos, diga para o papai! — solto uma gargalhada com a careta que ele faz. Rose solta o seio e meche os lábios com barulhinho sorrindo. — Isso meu amor, diga para o papai que o Let é só seu. — ela sorri e volta mamar despreocupadamente. Beijo sua testa e inalo seu cheiro. Ele se aproxima e põe o braço entorno do meu ombro onde beijo seus lábios e encosto-me a ele.
– Eu as amo mais do que tudo. — sussurra no meu ouvido.
– Nós também amamos você mais do que tudo, Oliver. — digo sorrindo encostando nossos lábios. Sinto seu sorriso e aproveito em ter os dois amores da minha vida nos meus braços.
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