Notas iniciais
EAAAAAAAAAAEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEWWWWWWWWWWWWWWW!!! Não vou ficar falando abobrinha, mas só vou me desculpar, pois era pra ter postado esse final de semana... Mas, eu viajei, e cheguei hoje de madrugada, to morta! Vocês sabem como e ficar dentro de um ônibus de São Paulo até Minas? Ou de um lugar longe que ja foram? Pois é, me sinto capotada! Enfim... Esse capítulo é dedicado a Ana Flávia, minha queridinha amora - é amora msm - que fez aniversario semana passada e eu não pude parabenizar, então dedicamos esse capítulo todinho para ela. Parabéns!! Haha' ♥ Mas não só simplesmente dela, Paulinha também está nesta, e nossa querida Karly que fez uma recomendação MARAVILHOSA de fazer chorar, nos agradecemos de coração, e estamos muito felizes que esteja gostando! Enfim, sem mais delongas e abobrinhas, aqui está o capítulo MARA que vão fazer vocês nos amarem, ou não, ou SIM! Hahaha' Aproveitem. Música: Gabrielle Aplin - The Power of Love (Deixarei o ponto em negrito em um paragrafo e dai coloquem a música pra da aquele PERFECT!) Boa leitura.

The power of love

A force from above

Cleaning my soul

Flame on burn desire

Love with tongues of fire

Purge the soul

Make love your goal

I'll protect you from the hooded claw

Keep the vampires from your door

When the chips are down I'll be around

With my undying, death-defying

Love for you

Envy will hurt itself

Let yourself be beautiful

Sparkling love, flowers

And pearls and pretty girls

Love is like an energy

Rushin' rushin' inside of me

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POV FELICITY

Respiro fundo e sinto ar frio de Star gelar minhas costas completamente, o que fez o meu corpo todo estremecer e se arrepiar, até eu sentir uma mão quente e grande alisar levemente em círculos a parte nua das minhas costas como maneira de conforto. Olho para o prédio a minha frente que parece ser simples, com janelas enormes, mais ou menos uns trintas andares, com um jardim grande e florido, mesmo com a pouca luz da noite se pode notar.

– Felicity, você está bem? Parece muito pálida. — questiona Oliver me fitando confuso. Balanço a cabeça positivamente e pisco algumas vezes.

– Estou, é só a minha cara pre... Prestes a conhecer o novo padrasto. — gaguejo nervosa.

– Porque está nervosa? — questiona se pondo a minha frente.

De certa forma nunca me dei bem com os exs de minha mãe. Eram até homens bons, mas nós não nos costumávamos nos dar bem. Desde que meu pai nos abandonou eu não via outra pessoa no seu lugar. Mais hoje é diferente algo me dizia que esse jantar não ia dar certo, desde o telefonema da minha mãe marcando, eu estou com uma sensação estranha. Engulo em seco e tento agir naturalmente.

– Só um pouco, Oliver. Vamos! — murmuro envolvendo seu braço no meu. Ele sorri e nos dirigimos para a entrada. O porteiro é um cara alto, de olhos totalmente negros, pele branca com sorriso angelical. Oliver nos anuncia e ele nos informa que minha mãe já tinha liberado a entrada. Seguimos para o elevador. Ele se encosta-se à parede de aço e me puxa para seus braços onde deito minha cabeça sob seu ombro e deixo seu corpo aquecer o meu. Passa as mãos em movimentos suaves pela a extensão das minhas costas e beija meus cabelos. Aperto ele com força e fecho os olhos inalando seu cheiro profundamente.

– Estou sentindo você muito tensa. — murmura no meu ouvido.

– Acho que são os hormônios Oliver. — minto mais para mim do que para ele, com sorriso torto.

– Tem certeza? — questiona se afastando um pouco e erguendo meu queixo para que eu possa encontrar seu olhar. — Conheço cada pedacinho do seu corpo. — sorrir malicioso. — E sei muito bem quando você está preocupada.

– Tenho. Esta tudo bem! — assinto dando um selinho demorado. Ele ainda me olha desconfiado mais assente. — Marquei você com batom. — exclamo limpando o tom avermelhado que se alastrou pelos seus lábios. Saímos do elevador e chegamos ao apartamento desejado. Oliver toca a campainha e sorri para mim. Com alguns minutos minha mãe aparece com vestido Rosa escuro marcando todo o seu corpo acima dos joelhos e com decote extremamente exagerado, os cabelos em coque igual ao meu. Maquiagem marcando os olhos com tom rosada nos lábios acompanhados de brincos de argolas e salto quinze.

– Meu bebê e meu genro lindo! — disse alegremente vindo nos abraçar calorosamente. Quase sufoca de tanto que ela nos aperta como uma ursa. Afasta-se e se admira conosco.

– Olá, Donna! — disse Oliver com sorriso galanteador.

– Olá, Mãe. — murmuro com sorriso torto.

– Entre e fiquem a vontade a casa é de vocês! — disse com um aceno. Entramos e noto o lugar pequeno mais aconchegante. A sala é ampla com quadros de flores em paredes azuis escuras e creme. Sofás cor de marfim fofos em torno de uma mesinha de centro amadeirado com revistas e um jarro com orquídeas que sempre foram suas favoritas. Encaminhamo-nos para os sofás e sentamos. Varro o lugar com olhar, buscando o então namorado.

– Cadê o seu namorado? Que você ainda não me disse nem o nome! — questiono sarcástica. Oliver me lança um olhar reprovador. Reviro os olhos e bufo.

– Ele esta no telefone, no quarto. Algo do trabalho. Mais já vou chama-lo! — disse se dirigindo para o quarto, mas para abruptamente. – A sim, teremos outra convidada se ela chegar você a atende, Felicity.

Encaro confusa ela se dirigir para o corredor. Outra convidada? Como assim? Por que ela não me contou isso antes. Saio dos devaneios com a campainha tocando.

– Acho que a convidada chegou, amor. — murmura Oliver no meu ouvido, aperto o queixo dele que pisca para mim. Em passos largos me encaminho para porta. Escuto as risadas da minha mãe voltando com seu "amor". Reviro os olhos. Abro a porta e me deparo com a visão de uma megera, vestida com vestido preto longo sem alças, cabelos soltos acima dos ombros e olhar de cascavel para mim. Que por sinal fez meu corpo gelar e ferver ao mesmo tempo.

– Laurel! — rosno.

– Você. Não acredito! — disse seca com uma careta. — Que mundo mais pequeno.

Abro a boca para falar mais sou interrompida por Oliver que segura nos meus ombros e sai quase me arrastando para a sala. Olho para trás e ela adentra com a cara azeda que sempre esboça e fecha a porta. Ao voltar o olhar para minha mãe, lá está ela sorridente ao lado de nada mais nada menos que o capitão Lance, que encara Oliver desconfortável e frio. Agora as peças se encaixam. Sabia que a sensação estranha que estava sentindo não era boa. Sinto o corpo de Oliver ficar rígido atrás de mim e sua respiração acelerar. Ele está frustrado ou irritado, não sei responder. A cascavel chega ao lado deles e beija a minha mãe no rosto e o Sr.Lance também com um beijo e um abraço.

– Nossa que prazer em ter a nossa família unida agora. — sorri — Pena que a Sara não está conosco! — da de ombros e se vira para mim. Sinto que hoje vou ser presa por um crime ambiental, ou seja, matando uma ave de rapina. Quantos anos posso passar na prisão por isso? Foco Felicity.

– Claro. Então Laurel, essa é Felicity minha filha. — disse minha mãe acenando para mim. Ela me olha de cima abaixo e estende a mão, sei que é só para provocar. Olho para a mão dela como um objeto sujo ou com algo contagioso. — Felicity. Uns bons modos que lhe ensinei! — insinua minha mãe nervosa ao ver minha reação com Laurel.

– Desculpe. — digo seca. — Felicity Smoak! — aperto a mão dela com único pensamento lavar com muito sabão a semana toda. É um aperto duro e longo mostrando que dela não tenho um pingo de medo.

– Laurel Lance. — disse fria.

– Vejo que trouxe um acompanhante. — disse Lance me fitando indescritível e voltando o olhar para Oliver. — Prazer Felicity. — mais uma vez dou as mãos. Parece mais um momento político quando você sai apertando as mãos alheias.

– Sim esse é, Oliver...

– Queen. Nós nos conhecemos! — completa sério.

– Sério? — questiona minha mãe animada.
Giro e olho para Oliver que encara ambos tenso e desconfortável.

– Podemos ir embora. – sussurro. — Invento um mal estar e vo...

– Não, estou bem. — sussurra sorrindo e passando o polegar no meu rosto. Aperto seu braço com força. – Felicity, estou bem.
Assinto e volto minha atenção para ambos.

– Como se conhecem? — pergunta minha mãe para Lance.

– Oliver gostava de dar trabalho na sua juventude, eu o levava para casa depois que ele fazia alguma bagunça pela cidade. — murmura.

– Nossa. Bom trabalho garotão! — disse minha mãe animada se aproximando. — Na sua idade eu nunca fui presa, mas era bom sair dos trilhos sempre que podia.

– Mãe! — repreendo irritada. — Não vai começar com isso.

– Diferente de Felicity. — revira os olhos e volta para o mesmo lugar. — Só roubava os aparelhos eletrônicos do pai com sete anos de idade para fazer invenções mirabolantes, nada mais. — coro e vejo Oliver soltar uma risada.

– Eu era um anjinho na juventude. — disse Laurel se sentando no braço da cadeira cruzando as pernas. — Não é verdade, Oliver?

Dou um passo, mas Oliver me segura pelos os ombros. A verdade é a minha mão na sua cara! Esbravejo mentalmente. Minha mãe me olha confusa.

– Você nunca foi um anjinho Laurel. — rosna baixo.

– Vocês nunca foram! — Lance acena para os dois com desdém. — A verdade é que eles... — aponta para Oliver e Laurel. — Já tiveram um namoro de adolescente, Donna. Nós nos conhecemos mais do que o bastante. Então, por favor, nada de indiretas aqui. Você é um CEO Sr. Queen e você uma advogada Laurel. Homem e mulher que já seguiram com suas vidas. Então me poupem de presenciar águas passadas! — disse sério para os dois puxando minha mãe. – Vamos terminar o jantar, querida.

Olha que ele me deixou sem palavras e com a boca aberta. Quando penso que ele vai apoiar a cascavel, ele se posiciona no seu próprio lado. Palmas para o Sr. Lance, por essa eu não esperava. Laurel fecha a cara e vai ate uma bancada encher o copo. Oliver se posiciona a minha frente segurando meu rosto com as mãos.

– Vamos fazer isso pela a Donna. Nada de estragar o jantar dela! — sussurra.

– Não sei se consigo. — fecho os olhos com força e suspiro voltando abri-los. – Amor, ela vai tirar toda nossa paciência!

– Eu sei disso, mas não entre no jogo dela. — sorri encostando nossos lábios e me beijando com ternura. Abraço ele e olho por cima dos seus ombros. Lance conversa com minha mãe acenando para nós. É como se ele estivesse contando toda a história ela me olha ao longe e parece aflita, como eu, ela sabe que isso não vai acabar bem.

– Que fofo. — rosna Laurel atrás de Oliver que desfaz o abraço e gira rapidamente para ela.

– Escuta aqui Laurel, melhor você ficar quietinha e não estragar o jantar se não...

– Se não o que? Vai me bater? Humilhar-me?

– Ele não pode fazer nada. — digo fria chegando a centímetros dela. — Mais eu posso arrancar cada fio do seu cabelo, terminar o que comecei na festa e não pude acabar!

– Não tenho medo de você. — disse seca.

– Pois deveria! — rosno.

– Chega! — esbraveja minha mãe se posicionando entre nós. — Aqui não vai virar ringue de quem é a melhor em uma briga por um ex-Adônis! — reviro os olhos e volto até o Oliver que já sentou no sofá e afrouxou a gravata, agora massageando as têmporas. — Laurel você é uma mulher adulta se comporte como tal e Felicity você é uma mulher adulta e mãe, se coloque no lugar também. Esse jantar era para ser harmonioso, conhecer uns aos outros, não testemunhas de ambos os atos. Eu e o Lance não precisamos disso! — disse irritada pela a primeira vez em anos. Minha mãe me deu medo, nunca a tinha visto tão brava.

– Isso mesmo. — acena Lance. — Vamos ao jantar ou não vocês que escolhem! Eu tive um dia muito cheio e estou morrendo de fome. — a megera se encaminha para mesa em passos largos e me ergo e puxo Oliver comigo. Lance senta no lado central da mesa, sento ao seu lado esquerdo com Oliver e minha mãe ao lado direito com a Laurel. Fito a comida que tem um aroma delicioso, mas sei que não vai descer nada dessa comida. Ainda não acredito que seremos da mesma família. Estou morrendo aos poucos, como vai ser o natal? Os feriados? Os momentos em família com essa cacatua sempre neles? Por um momento me sinto curiosa, minha mãe disse que eu iria levar um acompanhante e ela por que não trouxe o Tommy? Ele esta namorando com ela, então porque não veio?

– Donna, acredita que Oliver me abandonou para se casar com a golpista da Helena? – a voz de taquara rachada começa interrompendo meus pensamentos.

– Como assim? — pergunta minha mãe perplexa. Acho que meu rosto não esta só vermelho de raiva, estou quase enfiando essa faca nela.

– Isso não é verdade. Oliver não tinha mais nada com você quando casou com a Helena! — digo irritada.

– Como você sabe? Hmn? Você não estava aqui, não passou pelo o que eu passei, não é verdade, Ollie?

– Não me chama assim! – grita já furioso Oliver socando a mesa e se erguendo rápido. Estremece todo o meu corpo nunca o vi tão furioso como agora. Ele olha para Laurel com olhar mais assassino que possa lançar. — Para você sou Sr. Queen. Não fale da Helena, não suje a memória dela com seu veneno Laurel! — aponta a intimidando.

Vejo-a engolir seco e gelar arregalando os olhos perplexa. Ele sai da mesa e se dirige em passos largos para a saída, olho de relance para minha mãe que está boquiaberta. Mas o sigo em passos largos. Ele abre a porta e sai em disparada para o elevador.

– Amor... — chamo indo até ele. Que anda de um lado para o outro no corredor, massageando as têmporas. – Oliver!

– Sinto muito mais não da mais. Pensei que eu conseguira, mas ela está tirando o resto de paciência e consciência que ainda tenho! — esbraveja.

– Não pense que vai ficar barato Oliver! — grita Laurel distante atrás de mim. — Tudo que eu disse é verdade do que tem medo?

– Laurel! — esbraveja Lance tentando puxar ela de volta que se desvincula e vem até nós. Perco todo o meu controle e dou um tapa bem estalado no rosto.

– Você é a pior mulher que já conheci em toda a minha vida! — grito segurando ela pelo cabelo e prendendo na parede. — Eu tenho nojo de você!

– Felicity! — disse Oliver me puxando para o canto perto do elevador.

– Me solta, Oliver! — digo tentando me soltar. — Ela vai ter o que merece! — seus olhos escurecem e ela vem até Oliver com fúria o puxando para ambos se encararem frente a frente.

– Você é um babaca! Eu amei você a minha vida toda, enquanto você me usou e jogou fora como lixo. — disse com lágrimas escorrendo. — Casou com qualquer uma só para posar de homem apaixonado e que mudou seus hábitos. E agora está tentando outro conto de fadas com essa mulher mesquinha, que é funcionária sua, mas um caso da sua lista Sr. Queen! — aponta para mim. — Você não é capaz de amar Oliver, você nunca amou, sempre foi você mesmo, vai fazer com ela o que fez com a Helena? Sua escrava, sua prisioneira, babá da sua filha! — cospe as ultimas palavras.

– Helena não era minha prisioneira assim como você pensa e os outros pensam. Ela era uma pessoa difícil de lidar gostava de ficar no seu escritório arquitetando projetos de uma casa, de uma vida que eu nunca retribui com a mesma forma que ela desejava. Ela não tinha família, só tinha a mim! Teve um começo de vida difícil, quando casou comigo ela tinha acabado de ser reabilitar de um trauma que generalizou uma depressão. Além de marido, eu era amigo dela, quantas vezes eu tentei tirar ela de casa para uma vida social onde ela dizia que não se encaixava. Quando engravidou da Rose ela se fechou, tinha medo de sair e de se sentir desprotegida de novo e fazer mal para nossa filha que ainda estava na barriga. Eu não a pressionei e me mantive firme ao lado dela o tempo todo. Levei a culpa de mantê-la trancada por ela mesma querer isso, não queria que o mundo soubesse do seu passado. Ela não gostava de tirar fotos de ser uma Queen, mulher de um magnata de Star, ela só queria ser ela mesma longe disso tudo! Depois que a Rose nasceu ela deu um motivo para si mesma e continuou vivendo. Deixou-me porque sabia que não éramos marido e mulher, e sim duas pessoas diferentes, ambos só amigos. Deixei-a seguir em frente e encontrar seu verdadeiro caminho. — grita tudo com suas lágrimas escorrendo lentamente. — Eu não amei você Laurel, porque de todas as pessoas que eu encontrei, você foi a pior delas, você pisava nas pessoas no final das contas, você que não sabe o que é o amor! Achei que sentia isso pela a Helena, mas descobri que não. Felicity agora é a mãe da minha filha, a mulher da minha vida acostume-se e supere. Viver de rancor de maldade não vai levar você a nada, a não ser ao fundo do poço, ao fim da linha. Esqueça-me assim como me esqueci de você a muitos anos atrás.

Ela se afasta em dois passos para trás e pisca algumas vezes em choque. Ele se aproxima e me entrega as chaves do carro e sai em disparada pelas escadas.

– Oliver! — chamo mais ele já sumiu pelas as escadas abaixo.

Ele se expôs o que fez ele partir o seu próprio coração com lembranças, com feridas antigas. Nunca ele me contou nada disso. Até quando vale isso tudo? Volto o olhar para Laurel que se encosta na parede e escorrega até o chão encaixando seu rosto entres ambos os joelhos e chorando em silêncio. Olho para minha mãe que está em choque e perplexa com a cena parada na porta pálida. Lance se aproxima dela lentamente.

– Você só escutou tudo aquilo que sempre vimos, só você que nunca quis enxergar isso. — disse sério erguendo ela. Suspiro e aceno para minha mãe e saio para o elevador. Dizer palavras não vai funcionar em nada, não vai voltar o tempo, não vai apagar lembranças, não mudará pessoas.
No final das contas ela se deu mal mais uma vez.

Pra onde ele foi meu Deus?

POV OLIVER

As sombras do passado que insiste em nos perseguir constantemente, estando por fora de si forte e firme como aço e por dentro como uma rosa que a qualquer momento pode perder suas pétalas. Hoje é só mais uma noite chuvosa de Star. Felicity não tem culpa de nada, de ter se envolvido com cara com passado cheio de problemas e escolhas trágicas. Tudo que eu disse a Laurel estava engasgado na minha garganta ha anos, eu precisava sair e esvaziar minha frustração, minha raiva e refletir tudo que aconteceu na minha vida até agora. Deixo o prédio e noto poucas pessoas na rua. Tudo meu e da Helena era um segredo, só meu e dela, era algo que nunca contaria para ninguém, levaria para o túmulo. Mais ao ver Laurel jogar seu veneno na minha cara e dizer coisas que não eram verdadeiras, não pensei duas vezes, não tive saída. Então eu deixei transparecer, contei a verdade, nem todas às vezes é fácil mais sim necessário. Estou apaixonado pela a Felicity, o que me traz paz, o que me trouxe o sentimento antes desconhecido para mim e agora verdadeiro. O amor. Começo a correr em direção ao lado de um parque vazio, abaixo o olhar tornando assim difícil visão para as pessoas que estão no meu percurso. Sinto a neblina tocar partes da minha pele exposta como as mãos e o meu rosto tiro a gravata colocando no meu bolso e abrindo botões da minha camisa. Com minha respiração começando acelerar e as batidas do meu coração oscilar rapidamente me levo a uma lembrança profunda.

Entro no meu apartamento com um pouco de receio. Sempre que chego escuto barulho ou a Helena cantarolando coisas para a Rose. Deixo minhas coisas na mesa do centro e me dirigo para o nosso quarto. Ao entrar esbarro em grandes malas cor preta e outras caixas grandes. Helena está a terminar de arrumar Rose com uma roupinha de recém–nascida em lilás com branco. Aproximo-me confuso e ela ergue o olhar para mim e sorri gentil com seus cabelos negros soltos em liso até altura dos seios, vestido roxo escuro com sapatilhas pretas.

Pra quê as malas? — questiono sério.

Estou indo embora, Ollie. — murmura pegando a Rose.

Como assim indo embora?

Aqui não é meu lugar! Não posso e nem quero ficar. — disse séria me olhando no fundo dos olhos.

Como assim não é seu lugar? Sou seu marido e pai da sua filha! — falei incrédulo.

Ela beija a Rose e a coloca na cama novamente com delicadeza. Suspira e volta a me encarar com olhar sereno. Se aproxima e pega a minha mão me puxando e nos fazendo sentar na beirada da cama. Sorri e aperta minha mão com força.

Não vamos nos prender a algo que não funciona. Amamo-nos como amigos, você mostrou que é um grande homem e um ótimo pai. — sorri e deixa uma lagrima escorrer. – Mais não é amor, Oliver, é companheirismo por tudo que passamos.

– Você está errada Helena! — insisto apertando os lábios.

Eu estava em pedaços quando você me encontrou. Não era mais Oliver Queen play boy, milionário, que gostava de partir os corações por uma noite. Você era Oliver, homem sério e sedutor que tinha seu lado sombrio, mas que no fundo havia luz para você, eu contei minha história e você a sua... — deixa as lágrimas escorrerem e levanta a mão para enchugar uma minha. — Tentamos Oliver. E foi muito bom! Mais esta na hora de seguir em frente, a mulher que você ama está em algum lugar esperando o dia em que vocês vão se encontrar e sentir o então amor verdadeiro.

Não sou capaz de amar ninguém. — digo convicto.

Não é capacidade, é entregar! Ele vai fluir de você aos poucos, a cada dia. — sorri.

Todo esse tempo eu senti paixão, primeiro a Laurel — suspiro e levanto. — Depois você, que achei que fosse amor... Não sei o que é o amor, Helena, não quero sentir fique e me mostre!

Paixão é como fogo, que se alastra até apagar. — completa vindo até mim e segurando meu rosto com as mãos. -Amor é algo que você vai descobrir sozinho, que vai arder em seu coração sem se ver, que vai tirar você de orbita, que vai arrancar de você sentimentos intensos. Será como se a sua vida dependesse dela e que mais nada no mundo importará!

Eu nunca...

... Nunca diga nunca! E quando ela aparecer, se permita sentir, não fuja, não olhe para trás. Esqueça as dores, derrube as barreiras e viva. — encosta os lábios e me beija suave como despedida. – Adeus, Ollie. A Rose sempre terá você, isso não mudará. Mais a mulher da sua vida é outra.

Deixo as lagrimas banharem meu rosto e a abraço forte. De todas as nossas perdas e traumas, nós nos completamos de maneira carnal e amigável. Juntamos nossos cacos do que tínhamos chamado coração e tentamos seguir enfrente. Ela tem razão está na hora de dizer adeus. É hora de encontrar e trilhar nosso próprio caminho. Mais será que ela tem razão? Sou capaz de amar de verdade, sou capaz de encontrar o amor que irá me mostrar a luz no meu vale das sombras?

.Chego a um ponto mais longe sem notar o quanto eu corri e quanto a chuva já molhou todo meu corpo deixando minha roupas encharcadas. Deixo minhas pernas vacilarem e caio de joelhos em meio ao campo verde com água transbordando por cima da grama, a chuva toca meu rosto e limpa as lágrimas que deixei cair durante meu percurso.

– Eu me apaixonei Helena! — sussurro o mais alto que posso. — Eu a amo! Eu encontrei o amor! — deixo as lágrimas escorrerem e começo a suspirar e respirar o mais profundo que posso. — Eu sinto meu coração arder e não me vejo mais no mundo sem ela! Você tinha razão. – minha voz fraqueja com as ultimas três palavras.

Abro os olhos lentamente e fito o nada. Minhas próprias palavras me fazem levantar e voltar para casa. De volta para a mulher que quero construir uma vida, com quem quero viver e amar para sempre.

Depois de muito tempo chego em casa, abro a porta e vejo Felicity com sua camisola cetim preta, acima dos joelhos com seu olhar preocupado e alarmado.

– Amor, você sumiu! — suspira nervosa. — Está todo molhado. Thea e Roy foram procu...

A interrompo com um beijo urgente envolvendo sua pequena cintura com meus braços. Ela estremece mais envolve minha nuca com seus braços e aceita meu beijo. Seu gosto é doce com essência de menta e flocos, ela estava comendo sorvete. Uma das suas manias quando está triste ou preocupada. Ergo minha mão até altura do seu rosto acariciando com polegar sua pele macia. Afastamo-nos quando o ar é necessário. Ela abre os olhos lentamente com lábios entre abertos, olho no fundo dos seus olhos azuis e me sinto realmente preparado para dizer tudo que sinto. Tudo que tive medo de sentir a anos, o que eu acreditava não existir e que não fosse real, que não fosse único. Mais tudo que eu quero está na minha frente, me encarando com olhar intenso em busca de algo.

– Eu te amo, Felicity Smoak! — pronuncio com a voz profunda em tom grave e rouco com todo o amor que sinto por ela. — Eu te amo como nunca amei ninguém. — finalizo com a respiração falha e o coração acelerado.

– Eu também te amo, Oliver! — disse suave deixando uma lágrima solitária escorrer. — Eu te amo desde o momento em que te encontrei.

Ela se inclina e me beija com carinho como uma primeira vez, como um primeiro beijo. Passando suas mãos pelo o meu terno puxando para o chão, rasgando minha blusa fazendo todos os botões voarem. Pego ela no colo e me encaminho para nosso quarto. Seu corpo é quente misturado ao seu perfume floral suave, a coloco levemente no colchão, me inclino para deixar beijos no seu pescoço, de maneira lenta e torturante vou tirando sua camisola com sua peça íntima as jogando em um canto. Afasto-me e tiro minhas últimas peças, volto o olhar para ela que ofega. Inclino-me mais uma vez e me coloco entre suas pernas, beijando cada parte do seu corpo macio a fazendo gemer e chamar meu nome. Mais preciso senti-la de maneira lenta e única. Vou subindo meus beijos ate encontrar seus lábios, toco seu rosto com as pontas dos dedos contornando cada pedacinho do seu rosto. Ela abre os olhos, posso ver neles todos os seus sentimentos, nunca me senti tão entregue a uma mulher como estou para ela. Puxa-me para um beijo suave fazendo nossas línguas se encontrar e se acariciar. Sinto meu corpo se aquecer como fogo se alastrando e passando para ela o que sinto todo o meu amor. Afastamo-nos em buscar de ar. Mordo puxando seu lábio, ela arqueia seus quadris para mim, onde torna minha deixa a preencho completamente sentindo nossos corpos estremecerem. Ela arfa e joga a cabeça para trás arranhando minhas costas, entrelaço nossas mãos acimas da sua cabeça e começo a me movimentar lento e fundo, escutando seus gemidos de prazer sussurrados no meu ouvido, deixo nos corpos compartilharem a sensação de ser um do outro em um mundo só nosso, onde ela é só minha. Eu a amo, disso não tenho mais dúvidas. Amor não é só dizer as três palavras, é provar a cada dia do que somos capazes pelas as pessoas que amamos. Ficamos ali nos amando sobre a luz da lua que adentra pela janela e nos ilumina até chegamos ao ápice juntos em delírios profundos.

Notas finais
AEEE CADÊ OS FOGOS MIGS????? EXTRAVASA!!! LIBERA E JOGA TUDO NO AR, EU SOU FELIZ ANTES DE MAIS NADA!!! U.U UHUUL! Ta agora vou parar de dar uma de "Luziane a LOKA"... Esperamos que tenham gostado, aguardamos os comentários, beijin pra vcs, até sábado! (Ps > não vou prometer nada, estamos muito ocupadas ultimamente.) Até mais.