All For a Rose
4 Capítulo 03
Notas iniciais
You and I go hard at each other like we're going to war
You and I go rough, we keep throwing things and slammin' the doors
You and I get so damn dysfunctional, we stopped keepin' store
You and I get sick, yeah, I know that we can't do this no more
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POV OLIVER.
Tudo caiu como uma tempestade. Helena se foi, Rose sem uma mãe... O que eu poderia fazer? O agora me assusta. No momento só tenho certeza de uma coisa, que cuidarei da Rose. Minha vida será por ela! Tommy que sempre foi o melhor amigo desde a infância, me encontrou desolado, sentado em frente a porta de seu apartamento. Quando contei toda a história, ele ficou ao meu lado como sempre, e me arrastou para o meu apartamento. Ao chegar em casa me deparei com uma garota loira, com seus vintes e poucos anos, seus olhos são em um tom azul sereno, seu rosto de menina, suas curvas são perfeitas. Ela é baixinha, o que a torna encantadora. Não pude deixar de sorrir por dentro, quando disse que atacou Tommy. Oras, ela estava defendo minha filha! Se tivesse matado Tommy, eu a defenderia como legítima defesa. Nunca tinha visto uma mulher ser tão firme diante de mim, quando ela afastou a Rose do meu toque ela sabia o que estava fazendo, me protegendo de mim mesmo. Seu olhar é doce e sincero, mas por trás conseguia ver tristeza. Ela tem seus segredos, ha algo que nela que me traz paz, confiança e até esperança de que as coisas melhorem. Quando liguei para Thea ela só falou maravilhas da Felicity, e que ela daria a vida por Rose se fosse preciso. Para Thea se sentir assim em relação a ela, é porque ela é uma mulher notável.
Levanto da cama com milhões de pensamentos passando como um disco arranhado repetindo a mesma coisa na minha cabeça. Amanhã devo organizar o enterro sozinho. Helena também não tinha parentes vivos. Resolvo checar Rose, ao entrar no quarto noto uma Felicity toda desajeitada na poltrona. Porque diabos ela não foi para o quarto de hóspedes? Olho para a Rose que dorme feito um anjo, dou um beijo em sua testa. Volto minha atenção para Felicity, não posso deixar ela dormir em uma poltrona, então resolvo leva-la para o quarto. Passo um braço por suas pernas torneadas e o outro pela a sua cintura e a ergo nos meus braços. Ela é leve, seu perfume é doce uma mistura de baunilha com flores, ela se encaixa em meu peito e solto um suspiro. Sei que ela esta acordada, mas não quer abrir olhos com medo de que eu diga algo. Chego no quarto e a coloco na cama, assim que sente o colchão frio solta um suspiro frustrado. A cubro com um cobertor, com alguns segundos vejo que não está mais acordada. Sua expressão é calma mais cansada, pelo o que eu ouvi ela contar ao Tommy, também perdeu alguém que amava, uma filha. Acho que é por isso que ela sente que tem que amar e proteger a Rose, porque Rose, consegue anular sua dor.
– Engraçado como a vida prega peças.. — digo baixinho.
Saio do quarto e volto para o meu. Com um pouco de vira cá, vira lá na cama eu chego ao sono perturbador.
Acordo com um chorinho baixo. Droga esqueci de ligar a babá eletrônica! Olho no relógio são 3:30 da manhã, Felicity não deve ter escutado, porque seu quarto é o mais distante e deixei a porta fechada, já o meu é de frente ao da Rose.
– Shh.. Shh.. Oi meu amor, já acordada?! — falei baixinho próximo de uma bebê chorona. — O que foi? Deixa o papai ver você.. Nossa Rose você está um pouco sujinha.
Trocar fraldas até que não é tarefa difícil, Helena me ensinou quando Rose nasceu. Desde então sou expert no assunto. Limpo ela, coloco outra fralda e a seguro no colo balançando levemente.
– Papai te ama Rose! Sei que você vai sentir falta da mamãe, mas onde ela estiver, ela sempre irá olhar e zelar por você minha pequena. — falei olhando aqueles olhinhos iguais aos meus.
Depois de cantarolar e fazer uma maratona de passeio pela casa com Rose, ela ainda não dorme. Já são 4:20 e nada.
– Rose, você tem que dormir! Papai também precisa, amanhã será um dia longo. — sussurro. — Que tal fechar os olhinhos e dormir?
Como resposta ela começa a fungar em mim. Sei o que ela quer, peito. Mas ir acordar Felicity?
– Ela passou horas com você Rose, é claro que ela está exausta! Uma mamadeira resolveria isso, se você tomasse é claro. — digo revirando os olhos ao lembrar que a Helena dizia que amamentar era o mais saudável para uma criança, e que amamentaria a Rose até o leite acabar.
Ela me olha com um bico lindo e os olhinhos já marejados para chorar.
– Ok.. Ok... Você venceu, vamos até a Felicity. — me levanto e vou indo em direção ao quarto onde ela está.
Abro a porta e a vejo esparramada, toda desenrolada. Alguns fios de cabelo estão pelo o rosto, seus lábios estão entre abertos, sua expressão é serena e tranquila, me aproximo e a chamo.
– Felicity.. — digo baixo.
Mais ela só resmunga e se vira para o outro lado.
– Felicity! — digo mais alto.
– O quê? Aonde? – disse assustada dando pulo já sentando na cama.
Analisa o local focando em mim, arregalando os olhos.
– Desculpe pelo o susto. — falei me adiantando.
– Oh não, não me assustou, que dizer assustou. Não que eu estava sonhando com você, o que eu iria adorar, digo não ia, é claro! – diz se enrolando. — Eu vou parar em 3..2..1. O que aconteceu?
Franzo o cenho. Felicity sonhando comigo? Essa eu queria ver. Nós nos conhecemos a pouco e ela já tinha sonhos comigo?
– A Rose está com fome, não queria ter que acordar você, mas essa pequena sabe como comprar uma pessoa com um simples bico. — sorrio torto.
– Sei como é. Ela também me compra assim, não é Rose? — disse ficando de joelhos e vindo até nós .- Venha meu amor.
A entrego minha pequena e me encanto com a cena. Já tinha visto a Helena fazer isso outras vezes, mas com Felicity é diferente. Ela me desperta um sentimento estranho, não sei explicar, só sinto que é intenso.
– Então melhor eu ir! Rose já tem o que tanto deseja. — digo sinalizando para a saída.
– Tudo bem Oliver, ela fica comigo. A cama é grande, acho que cabe nos duas. — diz sorrindo. E que sorriso. Assinto e saio do quarto.
Como essa mulher consegue ser encantadora com um simples sorriso?! Já havia conhecido varias mulheres, mas ela é diferente. Rose nos seus braços se derrete como se ela fosse sua mãe. Ando de um lado para o outro pensando em como vai ser as coisas de agora em diante. Tenho um enterro para organizar e dar adeus a mulher que um dia amei. Não é fácil, e a Rose precisa de alguém que ajude nos seus primeiros meses. Helena sempre terá seu espaço na vida dela, mas com dois meses ela não sabe que a mãe se foi, e nunca mais vai voltar. Então me vem a idéia. Sei que é estranho, mas agora Felicity é considerada a mãe "postiça" da Rose, já que com um dia ela já está apegada a Felicity. Não á ninguém melhor do que a Felicity no momento. Pego meu celular e disco o numero da minha adorável irmã.
– Thea, é o Oliver preciso de um favor! — sou direto.
– O que houve? – responde sonolenta.
POV FELICITY
Depois que o Adônis saiu do quarto, pude finalmente soltar o ar. Como ele entra sem camisa, assim como a coisa mais natural do mundo? Senhor, esse homem ainda irá me fazer enfartar! Rose está inquieta no meu colo fungando e resmungando.
– O que foi meu amor, está com fome? — pergunto para a apressadinha.- Tudo bem venha cá!
Me deito de lado, colando Rose ao meu lado e oferecendo seu adorado seio. Ela começa sua sucção entre suspiros e outros. Aliso seu corpinho, beijo suas mãozinhas e seu pouco cabelinho. Com pouco tempo de amamentação e carinho ela dorme, cubro nos duas e deixo ela no meu seio tento voltar a dormi ou cochilar.
Acordo com a luz do sol invadindo o quarto, olho para o relógio e são 7:30 da manhã, Rose está dormindo, que por sinal é um milagre. Ela dorme por mais um tempo, coloco vários travesseiros ao seu redor e me levanto. Vou ate o banheiro faço minha higiene matinal, olho uma ultima vez Rose que ainda dorme e saio do quarto. Antes de que eu poça chegar a cozinha, sinto o cheiro de algo sendo preparado, pelo o cheiro deve ser bom.
Ao chegar a cozinha, noto um Oliver com uma calça jeans azul que cai perfeitamente nos seus quadris e uma camisa cinza, que define bem seus músculos. Mesmo de costas ele parece um Adônis. Solto um suspiro de desejo. Meu deus o que ha de errado comigo?
Limpo a garganta e ele se vira.
– Bom dia Felicity! — disse serio. O que a de errado com ele? Porque nunca está sorrindo? Sempre é preservado, fechado. Mesmo com o que aconteceu não é para tanto.
– Bom dia Oliver. — digo olhando envolta.
– Rose ainda está dormindo?
– Sim, sim. a deixei no meio de vários travesseiros.
– Que bom, quer seu café agora? sei que não é grande coisa, mas deve servir. — disse indo até a mesa. Então o sigo.
– O cheiro está ótimo. — falei enquanto ele serve sua especialidade.
Oliver preparou panquecas, ovos com bacon, suco de laranja e torradas com geleia. nunca tinha visto tanta comida assim ou que ninguém tivesse servido para mim.
– Obrigada. — agradeço baixinho.
Ele me encara e ergue uma sobrancelha.
– Não por isso, Srtª.Smoak! — responde em tom sério, mas com olhar sedutor.
Ficamos ali nos servindo em total silêncio, como sincronia a campainha e a Rose soam juntas.
– Bom, eu vejo a Rose e você atende a campainha. — digo me levantando da cadeira.
– Claro, vá. — disse.
Chego ao quarto encontro uma pequena sacudindo os bracinhos e com um bico lindo.
– Cadê a bebê mais linda do mundo?! — digo pegando suas mãozinhas.
Ela me olha e sorri, um sorriso de carinho ou de amor. Rose entrou na minha vida de uma maneira inexplicável, não sei se vivo sem ela. Nós nos completamos, mesmo que seja cedo demais, ou o Oliver não queira, ela é minha filha de coração agora! Helena sempre será sua mãe, isso nunca deve ser mudado. Onde ela estiver está olhando pela a Rose, sempre irá querer o bem dela.
– O que você quer? Mamar? Brincar? Ou papai?- questiono. — Olha que se você não quiser ele eu quero! — mordo o lábio só de lembrar quando ele me ergueu no colo. Preferia que ele tivesse feito em outras circunstâncias, circunstâncias platônicas. Acordo dos meus devaneios e pego Rose no colo.
Com alguns minutos, dou um banho na minha pequena, visto nela um vestidinho cor de creme, decorados de ursinhos marrom e coloco uma tiara combinando com seu vestidinho. Uma meia calça branca com detalhes de laço e seus sapatinhos. Já pronta, saio do quarto e vou para a sala ver quem é a visita.
– Ela não vai aceitar Oliver! Você não a conhece, só fiz isso porque você insistiu muito. — disse Thea irritada.
– Thea! — a chamei. Os dois se viram ao mesmo tempo e me encaram. Thea tem o olhar de espanto, já Oliver seu olhar habitual ou seja sério.
– Fel, como você está? Desculpa, por não chegar a tempo ontem! Mas você sabe, o engarrafamento me tomou horas. — disse vindo me abraçar — E a princesa da tia cadê?!
Depois que Thea se aproximou, notei malas na sala, são grandes como se alguém fosse viajar para muito longe! Será que o corpo da Helena será enterrado em outro país?
– Thea, você vai viajar? — pergunto chamando sua atenção.
– Hã..? Oh não Felicity. — disse nervosa.
– Então, você vai Oliver? — pergunto me dirigindo ao Sr.Sério.
– Não! Não vou, na verdade elas são suas! – diz firme.
– O quê? Como assim são minhas?! — perguntei nervosa. Será que eu estava sendo despachada para outros país e nem fui informada? — O que está acontecendo aqui Thea?
– Felicity, acalma-se. Você só.. só.. – hesita. — Só vai morar aqui.
– O quê? – gritei. — Como assim? Morar aqui? Eu tenho minha casa, é claro que não vou morar aqui!
– Vai sim, já esta decidido. — argumenta Oliver que continuou com seu tom firme.
– Oliver! — Thea o repreende.
– Claro que não vou. Você não manda em mim! Eu tenho minha casa e minha vida, não vou morar com um desconhecido. — falei séria e borbulhando de raiva.
– Você vai sim. Não se preocupe com minha presença, só vamos nos ver a noite. Você ficará com a Rose em tempo integral, sempre que você precisar sair será livre para ir aonde quiser, vou na empresa acertar sua licença que se estenderá por mais meses.. –tarde demais, ele estava decidido. — Agora você é a mãe postiça de Rose, o apartamento é enorme! Você tem dois quartos para decidir em qual dormir, a Rose tem o dela que afinal tem de tudo, o que você precisar a Thea lhe ajudará.
Claro, como se eu aceita-se alguém ditando regras para mim. Por Deus, esse homem quer me enlouquecer.
– Olha Oliver, eu não vou fic..- ele me interrompe.
– Não vou lhe obrigar a ficar, mas me responda: Como vou ficar no seu apartamento, hum..? Desculpe, mas ele é muito pequeno para nos três! — disse.
Franzi o cenho. Merda, como posso deixar Thea com minha chave extra e ela me faz isso, e ainda pega todas minha coisas como seu eu tivesse um sim escrito na testa. Olho para Thea, mas ela desviar o olhar. Claro que ela falou dos metros quadrados da minha casa.
– Como assim nos três? Você não vai e nem iria morar comigo Oliver. — digo com a raiva irradiando nosso espaço.
– Opa.. vamos nos acalmar aqui... — Thea entra entre nós. Não tinha notado o quão perto já estava dele.
– Claro que sim, minha filha vai ficar comigo. Como ela te adotou como mãe, eu sou o Pai então vou junto no pacote! Você vai ficar aqui está decidido. — se virou — Thea ajude Felicity com as suas coisas, tenho um enterro para organizar.- disse saindo pela porta.
– Idiota! — gritei indo até a porta.
– Fel, por favor se acalme. — diz Thea me puxando até o sofá.
– Thea, eu não posso ficar aqui. Nós só nos conhecemos a horas e não a meses! E a Rose não me adotou como mãe. — digo nervosa.
– A Rose te adotou sim! Ela não sabe o que aconteceu com a mãe, no momento ela só quer você! Olha vamos fazer um a acordo? — pergunta sugestiva.
– Que tipo de acordo? – pergunto de volta.
– Você fica até nós nos organizarmos com o enterro, com a Rose e a empresa, tudo bem? Só um mês é tudo que eu te peço, por favor?! — choraminga.
Suspiro. Vejo que estou sem saída, e levar Oliver Queen para meu minúsculo apartamento não seria uma boa ideia.
– Tudo bem. – bufo me rendendo. — Mas só um mês! Depois volto para o meu apartamento e para minha vida normal de garota do T. I.
– Fechado! — disse dando pulinhos.- Vamos, vamos organizar isso tudo.
Thea ficou com a Rose até que eu terminasse de arrumar minhas coisas. Contra a minha vontade, insistiu em comprar coisas novas, que eu não aceitei é claro. Horas depois ela foi embora, pois Oliver ligou e queria que ela o ajudasse com o enterro. O que eu vou fazer nessa casa com esse Adônis a solta me fazendo enlouquecer com suas atitudes?
Dias depois...
Os dias foram se passando. Eu queria ter ido até o enterro, mas fui em impedida pelo o Sr.Rabugento, que ordenou que eu ficasse com a Rose em casa, pois o ambiente não lhe faria bem. Como ele disse, nós nos víamos muito pouco, só a noite. Sempre era um boa noite, como você está e só. Na maioria das vezes, quando ele chegava eu já estava dormindo e quando eu acordava ele já tinha saído. Não era fácil tomar de conta de uma bebê de quase três meses que necessita de total atenção sua, nos primeiros dias fiquei só em casa com a Rose. Thea e Tommy eram minhas companhias sempre vinham e passavam horas comigo. Thea até insistiu que eu saísse e me distrai-se que ela ficaria com a Rose, mas eu sempre arrumava uma desculpa e mudava de assunto.
– Felicity! — chama Thea me tirando dos meus devaneios.
– Sim? — suspiro.
– Eu estou louca ou você já dobrou as roupas da Rose umas dez vezes?! — questiona confusa. Olho para pilha de roupinhas e franzo o cenho.
– Só estou no mundo da lua hoje.. — falei desviando o olhar.
– O mundo da lua? Ou do Oliver? — pergunta.
– Thea não tem nada haver essa “suposição” do Oliver! – digo fazendo aspas com os dedos. — É só muita coisa para assimilar. A morte da Helena, a perda da minha filha, cuidar de uma bebê que necessita de muitos cuidados e mudar para uma casa com o desconhecido que não me dá um pingo de atenção. — falei demais.
– Eu sabia! — exclamou apontando o dedo em riste para mim. — Olha Fel, eu sinto muito ter te colocado nessa. Mas veja pelo o lado bom, a Rose te ama e você ama ela! A respeito do Oliver, eu não sei o que fazer com ele. Simplesmente se fechou, não fala nada do que está sentindo.. – bufa frustrada.
– Eu sei, não culpo por isso. — falei guardando as roupas.
– Agora, você. Precisamos sair, faz dias que você não sai desse prédio! Só vai até o jardim dar banho de sol na Rose. — diz me analisando. — Vamos fazer compras?
– Eu não! — ela ergue uma sobrancelha. — Não Thea, já tem tudo que preciso.
– Não, não. Você não tem tudo! Acha que não percebi que seu closet tem pouquíssimas peças?! — disse vindo até mim. – Vamos, vou arrumar a Rose enquanto você se troca. Não aceito não como resposta. Você já se isolou demais nesse apartamento, cansei é uma ordem Smoak.
– Certo... Vamos, mas vou avisando só duas peças e só. Não quero mais nada! — avisei.
– Sim, aceito. — disse erguendo as mãos.
Reviro os olhos. Não da para discutir com a Thea quando ela sabe ser persistente. Vou ate o quarto, tomo um banho rápido e visto um vestido amarelo rodado com decote meia lua, de botões com detalhes florais. Coloco uma sapatilha preta, resolvo deixar os cabelos soltos.
– Vamos! — chamo Thea. Ela pega a Rose do trocador, estava vestida com um vestidinho vermelho com meia calça branca e sapatinhos branco e uma tiara vermelha.
Arrumo sua bolsa e pego a minha.
Chegando ao shopping, Thea só me puxava para as lojas mais caras. O que me fazia bufar. Como eu iria pagar tudo aquilo? Ela me fez experimentar todos os vestidos que via pela frente. Todos os sapatos, me obrigou a ficar vestida com uma camiseta cinza de botões, com uma jaqueta preta e calça também preta justa e uma bota cano alto, enquanto eu tagarelava ela dava de ombros e a única coisa que dizia é que: Eu estava parecendo uma “mãe nerd e sexy”. Quando por fim achei que iria comprar duas peças, Thea carregava a loja toda. Eu quis pagar, mas ela foi mais esperta e já tinha pagado tudo antes que chegasse no balcão.
– Thea, você sabe que se eu vender meu apartamento e meu carro, não pagar isso tudo, não é?! — digo saindo da loja irritada.
– Calma, não vai vender nada e nem pagar nada! O que eu comprei para você não fez nem cócegas na minha conta, esqueceu que sou herdeira da QC? E tenho uma boate! — disse se encaminhando para as lojas de bebê. – Vamos, vez da Rose!
Bufo e mudo Rose de posição, ela está com os olhos bem abertos e bocejando.
– É meu amor, sua Tia é louca! — falei baixinho.
– Eu ouvi isso, vou entender como um elogio! – diz rebolando.
Depois das compras da Rose, Thea parou em uma das lanchonete e fez pedidos.
– Eu vou deixar as coisas no carro, já volto. Não vou ficar para lá e para cá com esse tanto de sacolas!
– Não, vamos para casa Thea. — falei determinada.
– Fel, dá para deixar de reclamar e aproveitar o seu dia por favor. Fique ai, já volto! — disse saindo com as sacolas.
– Claro, como se eu tivesse escolha. — resmungo para mim mesma.
Olho envolta e vejo casais se abraçando, amigos sorrindo. Sinto uma pontada no coração, aquelas cenas despertam em mim inveja, só tenho a Thea, Tommy que foi para Central City tratar de negócios e não sabe quando volta... O Oliver, bom.. Esse não espero mais nada, ele finge que nem existo. Depois de minutos perdidas em pensamentos Rose resmunga e funga em mim.
– Não Rose, aqui não. — Não consigo amamentar na frente dessas pessoas envolta de nós.
Ela começa seu showzinho, sacudindo as pernas e fazendo o seu bico. Reviro os olhos e olho envolta. Pego sua manta coloco cobrindo meu busto e enrolando a Rose, tiro o seio e a ofereço. Ela se pega e começa sua sucção.
– O que eu não faço por você, hein? — pergunto mais para mim mesma do que para ela.
– Fazemos muitas coisas pelos os filhos, como amamentar em praça pública. — disse Thea gargalhando.
– Engraçadinha. — falei com um sorriso falso.
Fizemos nosso pequeno lanche e Thea me arrastou para um salão de beleza.
– Unhas, pés e mãos, por favor! E o cabelo dela. — disse Thea para o funcionário do salão.
– Thea, já chega! Não vou fazer isso. — falei girando para fora.
– Vai sim! — me puxa para a cadeira – Vamos, podem começar.
Depois de toda irritação, eu relaxei fiz as unhas e os cabelos, resolvi só encurtar um pouco, deixando o liso e adquirindo cascata até os ombros. Me senti renovada, mas essa eu paguei. Thea não precisa ser tão generosa.
Voltamos para casa, pois já estava anoitecendo. Como previsto, Oliver não estava em casa. Thea coloca as coisas no meu quarto e se despede dizendo que terá uma noite cheia na boate. Deixo Rose na cama dormindo e vou organizar as coisas. Alguns minutos depois escuto vozes. Franzo o cenho e vou até onde vem as vozes.
Paro abruptamente quando vejo Oliver embriagado agarrado em uma morena não muito bonita mais bastante sexy. Meu queixo caiu no chão com a cena dos dois quase trepando na sala. Ele não quer falar comigo e finge que não existo! Mas vem para casa com uma vagabunda? Vou acabar com sua festa e vai ser agora.
– Mais que diabos está acontecendo aqui? — pergunto irritada levando minha voz aos oitavos.
A Morena se vira para mim e olha confusa. Oliver também se vira e ao me notar abre um sorriso.
– Felicity.. — disse com a voz emaranhada abrindo os braços e vindo até mim. Como defesa desvio e ele cai no sofá.
– Depois nos conversaremos Oliver. — falei irritada. Ele da de ombros e se debruça no sofá.
Vou até a morena e ela força um sorriso.
– É... Então, pensei que ele estaria sozinho aqui. — disse com uma voz melosa. O que me deixou mais irritada.
– Não, não está! Para sua informação ele tem uma filha, então dê meia volta e vá ciscar em outro terreiro! — falei a puxando até a porta.
– Escuta aqui, você não pod... — a interrompo.
– Não! Escuta aqui você, ou você sai por bem ou por mal a escolha é toda sua! Não deu tempo do Oliver mencionar, mas eu sei oito tipos de lutas e se você não sai daqui agora usarei pelo menos dois tipos com você! — minto, mais pela sua expressão causei medo.
Ela arregala os olhos e sai do apartamento quase correndo. Ponto para mim, pena que ela não sabe que meus oito tipos de lutas são nos jogos online. Dou uma risada com minha ousadia. Giro para ver ele, mas me choco com aquela montanha de músculos chamado Oliver.
Antes que eu diga algo ele gira meu corpo e joga no sofá debruçando sobre mim, tento me desvincular daquela montanha de músculos, mas ele é mais forte. Prendo a respiração, ele está com um olhar de predador voraz extremamente sexy.
– Oliver, me larga! — falei o empurrando. Mas nada acontece, ele não sai do lugar.
Com um das mãos ele contorna o lado direito do meu corpo até chegar na minha mão e entrelaça-la, colocando acima da minha cabeça. Faz o mesmo percurso com a esquerda e prende minha outra mão, solto a respiração que se torna acelerada. Não consigo falar mais nada, nem me mexer só olhar aqueles olhos. Ele se aproxima mais, fecho os olhos e espero. Com alguns segundos ele encosta os lábios no meu pescoço, já não sinto as batidas do meu coração e toda minha irritação foi esvaziada por um simples toque dele. Estou com anseio de mais. Meu corpo se aquece, ele então beija meu pescoço e se levanta, não espera se levanta?!
– Boa noite Felicity. — disse esbarrando na poltrona e indo para o quarto.
A bafo um grito de frustração no estofado do sofá.
– Maldito sedutor Queen! Você me paga. — esbravejo.
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