Notas iniciais
Oi meus leitores maravilhosos. muito obrigada por cada comentário que vocês deixaram, eu li e amei cada um. Só não respondi por falta de tempo, ou respondia ou escrevia kkk preferi escrever um capitulo completo para vocês: Hot, momentos fofos e tretas kkkk

Desde que Welch tinha me dito o óbvio, eu não preguei os olhos. Como não percebi antes que o noivo da mulher que amo é na verdade aquele merda. Eu estava tão envolvido com Ana, apaixonado por ela que não me veio a cabeça o óbvio, não liguei os fatos que estavam bem diante de mim. Jack sempre foi manipulador, desde de criança, sempre. E eu sempre o odiei e a recíproca é verdadeira. Ele era meu irmão por parte de mãe, filho do cafetão com a prostituta do crack, dizendo assim ele parece mais fodido que eu, mas quem recebia todo carinho, atenção, guloseimas e refeições era ele. Enquanto eu era o cinzeiro humano que para conseguir um pouco de carinho e atenção da prostituta precisava ser escondido, assim como um prato de comida ou leite. Eu cresci com inveja daquele merda. Ele nada fazia para me ajudar, nem uma bolacha ele me dava. Fazia questão de comer o pacote todo na minha frente como birra.

Quando fomos parar no mesmo lar adotivo, não conseguíamos ficar um segundo juntos sem brigarmos. Ele me culpava por seu papai ter sido preso e a mamãe ter sido morta e eu só queria sentir algo, porque nunca tive qualquer sentimento depois que fomos para o lar adotivo a não der alivio e gratidão, mas a frustração continuava lá e eu descontava tudo em Jack assim como ele em mim. As coisas pioraram quando o Grey me adotaram, ele queria ser adotado no meu lugar. O pai dele sempre disse que dinheiro era o mais importante e o que os Grey tinham era dinheiro. Apesar das influências, Grace e Carrick não conseguiram me mudar de escola até que, devido a muitas brigas que eu me metia com Jack e Carrick ter conseguido um emprego, nós fomos embora para Seattle e eu nunca mais ouvi falar em Jack até estar interessado em comprar J&A e descobrir quem era o dono.

Agora faz todo sentido esse desespero em falar com Anastásia. Ele nunca superou o fato de eu ter ido para uma família rica e ele ter ficado com sabe-se lá quem. Ele deve achar que eu estou com ela para fazer birra a ele, como sempre achou, e antes que ele coloque merda na cabeça de Ana e a manipule eu tenho que mostrar que é ela quem eu quero e amo, e contar a ela a verdade antes que ele conte do seu jeito. Eu nunca imaginaria que a mulher por quem estou apaixonado era ex noiva do merda do meu meio irmão. Eu jamais magoaria ela porque a amo e nem passou pela minha cabeça magoar alguém por causa de um trauma que tive vinte anos atrás. Eu cresci e amadureci. A única coisa que quero do meu passado agora é distância. Meu presente e futuro são com Anastásia quer Jack queira ou não.

Olhei no relógio do celular e marcavam dez horas. Ana dormia de bruços meio em cima de mim apoiando a cabeça no meu peito, sorrio porque ela dorme fazendo um biquinho de beijo que eu acho uma das coisas mais adoráveis nela e sempre tenho vontade de morder e beijar esse biquinho. Passei a ponta dos dedos descendo por sua costa e subi novamente. Ela se mexeu brevemente abrindo os olhos mas se virou de bruços de costa para mim gemendo baixinho com sono.

– Você é muito dorminhoca — comentei rindo. A abracei por trás, coloquei o cabelo dela para o lado expondo a pele do seu pescoço. Beijei ali na tentativa de desperta-la mas pareceu que ela gostou e se aconchegou mais para dormir — Vou pedir café da manhã na cama então.

– Não — ela sussurrou com manha — Vamos tomar café com eles.

– Princesa, eles estão com jet leg. Vão acordar só de tarde — virei ela pra mim e o lençol escorregou pelo seu corpo revelando os seios.

– Então eu quero tomar café no restaurante — ela me olhou intrigada — e essas olheiras? Você tem que aprender a dormir comigo, bebê. Fomos dormir muito tarde e você não precisa acordar cedo.

– Ok, baby. Eu sei. Eu só... — desviei o olhar do sei intenso azul.

– Tem algo te preocupando — afirmou ela — o que é? Você pode me contar, Chris.

Olhei para ela novamente com um bilhão de coisas passando pela minha cabeça. Infinitas possibilidades. Se eu contar, se eu não contar... Como explicar... Ela pode ficar confusa, ela pode pedir um tempo ou até mesmo terminar tudo que tempos. Tudo isso me assusta e muito.

– Acho que sua mãe vai querer conversar com você — resolvi contar a outra parte que estava me preocupando também.

– Chris — ela sorriu — eu já sou bem grandinha para falar de sexo com a mãe. E minha mãe não é uma mãe comum, se ela quiser conversar comigo é pra perguntar se você é bom de cama, se eu gozo e essas coisas — fiz uma careta só de imaginar ter que falar disso com meu pai — já meu pai, bom ele é bem tradicional, protetor e controlador.

– Penso que sim. Só, Ana, não esquece que eu te amo e muito. Você é meu primeiro e único amor.

– Por que esta dizendo essas coisas, Christian? — disse ela visivelmente magoada — o que aconteceu? Pode me contar agora!

– Ana — meu lado Dominador a repreendeu. Não suporto que me dêem ordens ou falem desse jeito comigo.

– Christian — ela devolveu no mesmo tom se afastando e eu segurei em seu braço — Você que começou com essas coisas e não quer me contar.

– Ana — eu a puxei para meu colo mas ela puxou seu braço de volta com força — eu tava com uns pensamentos só. Não que algo realmente vá acontecer.

– Você precisa parar de se menosprezar tanto. Se eu tô com você é porque te amo. Não me importo com seu passado, a única coisa que me importa é você agora.

– Jura? — perguntei inseguro.

– Sim — eu a puxei novamente para perto de mim — Você precisa parar de me assustar com esses papos.

– Desculpa, desculpa — segurei seu rosto dando um beijo cheio de carinho e amor que sentia por ela.

– Você me ama? — ela perguntou com o fim do beijo.

– Claro que te amo — disse desesperado — você me encantou desde o início, com seu jeitinho meigo, seus incríveis olhos azuis, seu corpo... Tudo. Você me conquistou e a cada dia estou mais apaixonado por você.

– Então deixa de insegurança — ela sussurrou montando em cima de mim — eu sou sua — ela colocou minhas mãos em seu corpo e se aproximou ainda mais de mim — Sempre serei sua. Eu sei que posso ser muito melosa as vezes, chata talvez, mas eu nunca tive uma relação assim, com você tão protetor e cuidando de mim. Mas eu amo isso, eu quero isso e quero com você, só com você. Quando você se sentir pronto, você jura me contar? Christian, só não me magoe ou me deixe.

– Nunca! — prometi mesmo sem saber se cumpriria ou não.

*****

POV. ANA

As vezes não sei o que Christian quer dizer quando solta essas frases misteriosas, mas sempre tem algo em relação ao seu passado e eu não merecê-lo. As vezes fico pensando o que mais deve ter no passado dele que possa influenciar no seu futuro, no nosso futuro. Confio plenamente nele mas sei que se ele me magoar eu não aguentaria. O amo de um jeito que nunca sonhei em amar Jack.

Christian me levou ao restaurante do navio onde comi o melhor omelete de todos, tive que me gabar e dizer a ele que faço um melhor. Ele disse que queria provar e, claro, eu prometi que faria a ele. As vezes me pergunto o que será de nós quando voltarmos a nossa vida, nossa rotina. Estou tão acostumada a ficar com ele vinte e quatro horas por dia que nem sei como vai ser quando ambos estivermos trabalhando, em casas diferentes e objetivos diferentes.

– Vem, vamos pro quarto — entrelacei sua mão a minha o conduzindo para fora do restaurando em direção ao vasto corredor cheio de portas dos quartos.

– Você não quer ficar na piscina? Amanhã chegaremos na Grécia e teremos muitas coisas para fazer.

– Você está com olheiras e eu também estou com sono — abri a porta do quarto e o levei até a cama o fazendo sentar.

– Mas Ana...

– Mas nada, Christian — empurrei seu peito contra o colchão o fazendo deitar — vou te ajudar a relaxar — sussurrei.

Primeiro tirei seus sapatos, Christian tinha ótimos pés, até os pés desse homem são sexy. Depois subi para a camisa que abri lentamente cada botão depositando um beijo onde a pele ficava a mostra. Ele ficou arrepiado mas eu sei que não foi por medo, foi por puro prazer.

Joguei a camisa em um canto qualquer do quarto, abri sua calça tomando cuidado para não encostar em sua ereção porque eu queria provoca-lo tanto quanto ele me provoca e puxei sua bermuda para baixo.

– Vira de bruços — pedi e ele atendeu prontamente.

Tirei meu vestido por cima da cabeça e a parte de cima do biquíni ficando apenas de calcinha. Peguei o creme hidratante e esfreguei nas mãos sentando em cima de sua bunda e comecei uma massagem em suas costas. Subi desde o meio até seus ombros sentindo todos os músculos tensos começarem a relaxar, fiz maior pressão com os dedos no seus ombros fazendo Christian gemer. Massageei sua nuca também com mais pressão e desci novamente pela coluna subindo até os ombros.

– Estava tão tenso, Sr. Grey — comentei massageando seus músculos. Senti meu ventre remexer e conforme eu me movia parecia me excitar ainda mais.

– Anos de tensão acumulada — respondeu ele quase num sussurro. Beijei sua bochecha antes de continuar meu trabalho em seu ombro.

– Nunca teve uma massagem antes?

– Não suportava ser tocado, baby. Na verdade, eu ainda não suporto ser tocado por outra pessoa que não seja você — meu sorriso se iluminou, abaixei colando nossos corpos e o beijei na bochecha — Acho que nunca me senti tão relaxado assim.

– Eu sei de uma coisa que vai te relaxar ainda mais — sussurrei cheia de provocação — Vira.

Ele o fez sem nem retrucar, puxei sua cueca para baixo liberando sua meia ereção. Massagem seguido de um sexo oral é a combinação perfeita para relaxar e aliviar toda a tensão.

– Ana — sussurrou ele com um sorriso de canto.

– Que? — me fiz de desentendida segurando seu membro pela base e passei a língua na cabecinha.

O coloquei em minha boca até onde conseguia chupando lentamente até a cabecinha. Christian gemeu longamente, se esforçou para se manter de olhos abertos mas não conseguiu. Sorri. Passei a lingua desde a base até o topo voltando a envolve-lo na boca em seguida dessa vez dando mais atenção a essa prática. Christian segurou meu cabelo em um rabo de cavalo e o soltou para o lado. Ele gosta quando eu uso cabelo jogado para o lado, diz que fica muito sexy.

Apesar de tudo, eu gosto quando Christian deixa seu lado dominador machista tomar conta de si. Principalmente quando faço um oral nele. Ele fica todo despojado na cama com um braço atrás da cabeça e com olhar escuro de tesão.

A respiração dele ficou mais acelerada, as veias do seu membro saltaram e a cabecinha inchou. Christian gemeu meu nome quando o masturbei rapidamente chupando apenas a glande e então gozou na minha boca.

– Ana... — sussurrou ele ainda tendo pequenos espasmos pelo seu corpo. Subi beijos por sua barriga, peito até o lábios.

– Eu amo chupar seu pau — sussurrei no ouvido dele dando uma mordidinha ali.

– Eu quero, exijo, massagem e que você chupe meu pau pelo menos uma vez ao dia — ri baixinho.

– Será um prazer atender sua ordem, Sr. Grey — mordi o lábio inferior pensando se diria ou não o que me veio a cabeça. Resolvi dizer — E se eu não fizer você vai me punir, Sr.? — ele me olhou com luxúria e eu apenas mordi o lábio novamente fingindo inocência.

– Vou. Terá me desobedecido — disse ele autoritário.

– Com palmadinhas? — continuei provocando-o. Quero ver até onde ele aguenta — Palmadinhas aqui? — coloquei a mão dele na minha bunda — Como? — ele bateu uma vez nem muito forte e nem muito fraco, suficiente para que eu gemesse em um misto de dor e prazer, mais prazer porque senti na hora ficar molhadinha.

– Você me deixou duro de novo, Srta. Steele. O que irá fazer com isso?

Ajoelhei no meio da cama de costas para ele, curvei apoiando meu cotovelo e ante braços no colchão de modo que eu ficasse de quatro com a bunda empinada para ele. Eu não sei da onde vem esses momentos de loucura que eu viro uma completa safada, deve ser o efeito Christian Grey.

Não demorou nem um minuto e ele já estava de joelhos atrás de mim e então me penetrou fundo e forte apertando com força meu quadril. Ambos gememos. Ele enrolou meu cabelo na mão estocando em mim, o puxão não incomodava, se misturava com o prazer e me deixava ainda mais louca de tesão. Com a mão livre ele acariciava meu clitóris em movimentos circulares e parava quando eu chegava a beira de um orgasmo. Essa espera deixa tudo mais intenso e quando gozei tremi inteira rebolando contra seu pau, ele me puxou para ficar de joelhos aproximando minha costa de seu peito ainda se movendo rapidamente. Ele apertou meus seios com ambas as mãos quando gozou dentro de mim e torceu os mamilos entre os dedos. Gritei de prazer. Ele desceu uma mão pela minha barriga até o clitóris onde acariciou lentamente me deixando deitar na cama.

– Isso foi intenso — sussurrei afastando sua mão da minha bucetinha — Deixa eu me recuperar — sorri.

– Você é gostosa demais, sabia — sussurrou no meu ouvido fazendo carinho nos seus pés com os meus — muito gostosa.

– Eu sei — sussurrei convencida o fazendo sorri. Desci a mão desde seu peito até o pé da barriga e fiz o caminho de volta — Você que é gostoso demais — mordi o lábio inferior — o que eu mais queria era poder passar a mão nessa barriga.

– Pode ter certeza que não mais do que eu queria passar a mão por todo seu corpo — ele deu um tapinha na minha bunda e a apertou.

– Não é bom poder fazer absolutamente nada? — comentei virando de frente na cama e enfarei o teto. O barulho do navio cortando o mar me acalmava e então eu lembrei — acho que você tem tara por transar em alto mar.

– Talvez — ele riu — vamos aproveitar enquanto a sua amiga não acorda.

– Hey — fingi brava — ela é minha amiga e sua cunhada.

– Não deixa de ser meio intrometida — balancei a cabeça sussurrando "você não tem jeito" enquanto ele me puxava para si beijando meus lábios.

Batidas na porta foram ouvidas, mas Christian nem pareceu se importar.

– Ana — era a voz de Kate — pode sair do quarto agora que você me prometeu que seria minha esses dias.

Christian parou o beijo me olhando. Dei vários selinhos nele como forma de desculpa e me levantei da cama para tomar um banho. Kate pode ser intrometida as vezes, mas é minha melhor amiga que eu amo demais.

*****

– Filha, precisamos conversar — disse minha mãe vindo na minha direção na piscina — Christian quis conversar com seu pai.

– O que? — tirei meu óculos de sol a encarando — por que? Ele não precisa pedir permissão ao papai para namorar comigo.

– Filha, vem, eu te explico — ela ofereceu sua mão, a peguei, coloquei a saída de piscina para tampar o biquíni e a segui para o bar — Dois Martines por favor — disse ela pro barman que piscou para ela. Que abusado — Está podendo beber álcool filha?

– Como assim, mãe? — arregalei os olhos.

– Não tem um nenenzinho aí não?! — ela disse sorrindo.

– Não, mamãe, não estou grávida — ri — Christian e eu estamos juntos a pouco tempo. Ele não pensa em ter filhos.

– Mas fazer, ele adora fazer — ri alto tampando o rosto com as mãos com vergonha — o que? — ela deu de ombros bebendo seu drink — Vocês usam camisinhas sempre?

– Não, Dr. Greene disse que eu não poderia engravidar tão cedo, então não usamos.

– Filha — ela começou me levando para uma mesinha de canto — Eu sei sobre Christian.

– Sobre Christian? — a olhei intrigada sobre todo aquele mistério que ela estava fazendo.

– Você é submissa dele? — ela perguntou séria.

– Mãe, como a senhora sabe que ele é um Dominador? — sussurrei para que as pessoas não ouvissem.

– Filha, uma coisa que você têm que me prometer é ser sincera comigo quanto a isso. Me responde que eu te conto também.

– Eu não sou, não totalmente, a gente faz algumas cenas as vezes mas é mais como uma tara e não necessariamente uma relação Dom/sub.

– Então você nunca foi submissa fora da cena? — estava ficando assustada com essa seriedade dela. Entendo a preocupação mas como ela sabia de todas essas coisas?!!

– Não. Mãe, o que quer dizer?

– Espero que isso não mude nada entre nós, filha — ela segurou em minha mão — seu pai ficou preocupado com essa história de Dom/sub. Mas eu sei que aquele garoto te ama.

– E como vocês sabiam? — perguntei ansiosa.

– Existem clubes BDSM aos arredores de Seattle. Quando Christian não tinha submissa, ele frequentava lá. E, antes que você pergunte, eu sei disso porque seu pai e eu frequentávamos o mesmo clube.

– Meu pai? Ray? Dominador — perguntei surpresa. Meu pai pra mim sempre foi o melhor do mundo, o mais bondoso e generoso. Nunca passou pela minha cabeça que ele seria um Dominador.

– Ele é Dominador — minha mãe sorriu — e eu sou a sua submissa mas não sempre. As vezes em tempos específicos, como um fim de semana, e as vezes apenas em algumas cenas. Nos amamos, filha, ele ser Dominador não muda nada no relacionamento de vocês.

– Claro que não, mãe. Eu amo meu pai. Só não pensei que ele seria um Dominador. Acho que na minha cabeça eu tinha um estereótipo de Dominador. Mas quanto mais o tempo passa, mais eu vejo que estou errada.

– Começou com uma brincadeira — ela riu — eu quis que ele me algemasse uma vez, depois passamos para vendas, e chicotes...

– Ok, mãe, sem detalhes. Mas agora papai tá conversando com Christian — mordi o lábio inferior.

– Ele já ganhou um ponto positivo com seu pai por ter pedido para conversar com ele. Deve estar uma guerra de Dominadores lá no salão de jogos — ela riu terminando sua bebida — Soa até sexy.

– Ai mãe!!! Meu papaizinho — Christian e ele entraram rindo pelo bar.

Respirei fundo assimilando as informações que mamãe tinha dado e percebi que nada tinha mudado. Ray ainda era meu papaizinho que me acolheu, me protegeu, me ensinou a dirigir e ajudou a me tornar a mulher que eu sou hoje. Ele ser Dominador não muda nada a pessoa de caráter que ele é.

Corri para seus braços o abraçando muito forte e sussurrei que o amava em seu ouvido assim como agradeci por ele ter aceitado meu relacionamento com Christian.

– Vocês bem que podiam voltar para casa — disse minha mãe quando meu pai foi buscar dois copos de whisky — Eu sinto sua falta, Ana.

– Eu sei, mãe — Christian passou o braço no meu ombro assim que sentamos. Toquei em sua coxa fazendo carinho — Mas temos muito o que ver ainda.

– Pro natal e ano novo pelo menos? — disse Grace vindo por trás de nós — Eu queria minha família inteira no final de ano. Principalmente agora que meu filho está com uma linda namorada — Grace beijou o cabelo de Christian que sorriu encostando a cabeça contra ela que o abraçou.

– Hoje ainda é três de dezembro. Temos uns dias ainda para decidir se vamos ou não. — Christian disse — Mas acho que não vamos. Queremos ir para Noruega, dizem que essa época do ano a Aurea Boreal pode ser vista e queremos ver.

– E temos toda Ásia e Oriente para ir, fora as Américas — completei — Quando voltarmos será para voltar de vez. E eu quero o Christian só pra mim mais um pouquinho — brinquei olhando para ele e todos sorriram.

– Mas uma coisa eu te falo — Kate disse aparecendo ao lado de Mia e Ethan apenas com biquíni que deixava sua barriga redondinha a mostra. Sorri, ela estava linda — Se vocês não estiverem lá para o nascimento do bebê, eu juro que venho no meu resguardo atrás de você, onde você estiver. E quem vai estar lá quando eu tiver com dores? Elliot vai desmaiar que eu sei...

Todos começaram a rir principalmente da cara de indignação que o Elliot fez. Minha família pode ser meio maluca e sem noção as vezes, mas não trocariam nenhum deles por nada desse mundo...

*****

POV. Narrador

Jack andava de um lado para o outro em seu escritório com uma revista de fofoca na mão. A capa da revista era de Anastásia sorrindo, apenas de biquíni em um cruzeiro na Grécia com Christian Grey.

Sempre Christian Grey — pensou Jack. Já estava cansado dele estar sempre intrometido em suas coisas. Primeiro ele quis comprar a empresa e agora está comendo Anastásia...

– Merda — jogou a revista no chão nervoso. Ele não tinha o direito de pegar suas coisas.

– Jack — chamou sua recepcionista sorrindo — Elena Lincoln está aqui. Ela disse que é importante.

– Não conheço, mande marcar hora — respondeu ríspido voltando a sentar no seu lugar — O Raymond viajou e deixou todo serviço para eu fazer.

– Na verdade é seu serviço, Raymond deixou todo serviço dele pronto — ele a olhou e ela trocou de pé desconfortável — Ela disse que é sobre Anastásia.

– Mande entrar então — ele recostou na cadeira quando viu a mulher mais velha entrando.

– Você não parece nem um pouco com Christian — disse Elena analisando Jack de cima a baixo.

– O que quer dizer? — perguntou com desprezo. Detestava que as pessoas o comparavam com Christian.

– Que vocês são irmãos e não se parecem... — ela deu de ombros olhando para todo escritório.

– Como sabe...? — ele se levantou intrigado.

– Eu sei tudo sobre Christian, nós tivemos um... Relacionamento... E ele acabou me contando sobre o passado de vocês.

– Do jeito dele né — disse Jack irônico — Aquele merdinha adora se fazer de coitado para as pessoas.

– Enfim — disse Elena pouco se importando com as reclamações de Jack — eu tenho uma proposta que pode te interessar e muito...

A porta do escritório de Jack abriu novamente e por ela passou Leila Willians...

Notas finais
E ai? O que acharam? O que esses três vão aprontar hein?!! E o Jack tratando a Ana como uma coisa????? Ridículo esse cara u.u Enfim... Vocês comentaram e eu tive muita inspiração e escrevi na minha hora de almoço e quando chego da faculdade tipo 00h noite kkkk continuem comentando que eu volto rapidinho de novo. Beijinhos :3