Notas iniciais
Boa noite, pessoas. Desculpa a demora mas não pensei que minha vida ficaria tão corrida como está agora. Durmo 5h por dia ç.ç Trabalho das 7h as 17h alémd e faculdade até as 23h ç.ç tá péssimo gente, mas necessário, preciso do dinheiro. Fiz o capítulo nas minhas horas de almoço e não revisei. Peço desculpas desde já. Boa leitura.

— Por um acaso aqueles são...? — disse Christian num sussurro surpreso. Eu assenti e então desci correndo até onde minha mãe estava segurando a saia do vestido longo para que eu não tropeçasse.

Abracei todos com muito carinho, Christian foi mais reservado em seus cumprimentos e percebi que ele estava um pouco tenso, mas depois falaria com ele. Kate e Elliot estavam todo sorrisos e percebi o anel no dedo anelar direito de Kate junto com a aliança de prata.

— Kate — praticamente gritei e ela deu um pulinho de alegria.

— Temos muito que conversar, Ana — disse Kate rindo me abraçando novamente.

— Como vocês conseguiram passagens para o cruzeiro? — Christian perguntou me puxando pela cintura para seu lado — Aliás, como sabiam que era esse cruzeiro que iríamos?

— Digamos que nós chantageamos Taylor — respondeu Mia rindo — mas não fique bravo com ele, eu consigo ser bem persuasiva quando quero — Ethan assentiu como se soubesse bem o que ela queria dizer.

— E, filha, que visual é esse? — perguntou meu pai de uma maneira que não identifiquei se ele gostou ou não do meu visual. Olhei para baixo, estamos no inverno mas me acostumei com o clima daqui. Eu gosto muito de usar vestidos longos, quer dizer, desde a viagem descobri que gosto, mas ele deve ta falando do meu cabelo com dreds e uma mechinha com penas, bem característico da aldeia que visitamos.

— Você não gostou? — perguntei alisando a saia — as crianças fizeram quando estavamos na aldeia. Eu gostei.

— Parece comigo nos anos setenta — disse minha mãe e eu ri — eu amei.

— Eu gostei, filha. Só achei diferente de como você saiu a quatro meses. Christian, está cuidando da minha bebê? Olha, garoto, eu já desfigurei um...

— Pai — revirei os olhos.

— Claro, Sr. Steele. Pode ter certeza que eu estou cuidando dela muito bem e nunca a magoaria. Nunca mesmo — Christian disse sério o que me fez rir. A muito tempo não o via tão sério assim.

— Meu filho é um ótimo rapaz, Ray — disse Grace orgulhosa — ele vai fazer Ana muito feliz — Carrick concordou abraçando a esposa com um sorriso.

— Mas então, o que levou vocês a virem pra cá? — perguntei curiosa.

— Pensei que fosse ficar em Aspen, Lelliot — disse Christian. Elliot abraçava Kate por trás. Esses dois estão escondendo alguma coisa...

— Ficamos apenas por um final de semana, ficaríamos mais mas mamãe e Dona Carla não ficam sem os bebês delas no final de ano então se vocês não foram lá nós viemos para cá — disse dando de ombros.

— E esse anel, Katherine? — perguntei com as mãos na cintura.

— Vamos, Ana, temos muito que conversar — disse com aquele sorriso sapeca de estar aprontando.

— Ele te pediu em casamento? — perguntei levando as mãos a boca surpresa mas muito feliz pelos meus amigos que depois de anos finalmente perceberam que se amam.

— Pedi, Aninha — Elliot abraçou minha cintura me levando para a entrada do navio — e sabe — ele olhou para Kate que sorriu assentindo — mandei uma cartinha pra cegonha também e teve resposta.

— Kate você...?

— Sim — ela praticamente gritou de alegria e ergueu a blusinha mostrando a barriguinha redondinha — de três meses.

— Eu disse que você iria matar minha saudades com Elliot — digo rindo e a abracei. Christian me olhou e ficou analisando minhas reações o que me deixou nervosa. Claro que eu estava muito feliz por ela e por Elliot.

Subimos no navio e pude perceber o tão feliz Grace estava pelo seu primeiro netinho, logo seria o exame de ultrassom para saber o sexo do bebê e todos estavam vibrando por isso, até meus pais. Elliot estava sendo o cara dos sonhos para qualquer mulher. Abraçava e beijava Kate a todo momento, cuidava dela, perguntava sobre enjoos e até foi com ela para cabine quando os pés dela incharam e ela precisou de repouso. Ele tava sendo um cara incrível mesmo.

— Me conta, Kate. Como descobriu da gravidez? — perguntei animada. Ela tinha colocado um shorts e uma regata justa ao corpo o que deixava sua pequena barriga arredondada moldada.

— Ah — ela deu de ombros sorrindo — eu fiquei doente esses tempos, não disse nada para não te preocupar na viagem.

— Kate — a repreendi — deveria ter me contado.

— Ah, Ana, eu melhorei e foi apenas uma infecção urinária — Kate enchia seu prato de salada o que me fez rir. Do jeito que ela era deveria ter ido em nutricionista e tudo o mais para montar uma dieta para ela — Eu tive que tomar antibióticos que tiraram o efeito da pílula e eu também parei de tomar a pílula durante esse tempo. Mas pergunta se o Elliot usa camisinha?! — disse indignada indo para a mesa onde nossa família já estava lá — Nunca! E eu também nem o forcei a nada. Foi meio que planejado meio que não. Só aconteceu mas estamos muito felizes por isso.

— Eu estou super feliz por vocês — comentei sentando ao lado de Christian que ainda me olhava preocupado.

Eu realmente estou feliz por Kate e Elliot. Mesmo que eu saiba que nunca terei esse momento com Christian, eu terei muitos outros e poder curtir a gravidez da minha melhor amiga é mais que especial para mim.

— Não sabemos ainda o sexo porque estou de pouquinhas semanas e o médico disse que o neném é muito preguiçoso.

— Puxou você, Lelliot — disse Christian em tom de brincadeira. Todos na mesa o encararam e depois riram. Talvez eles não estejam acostumados com o Christian brincalhão que eu tanto amo.

— Mas não vamos falar de mim, vamos falar de vocês — ela sorriu com malícia para nós dois — Como começou, quem começou, quando começou?

— Bom, acho que partiu dos dois — dei de ombros olhando Christian.

— Foi naquele jantar em Paris? — perguntou Mia com olhos brilhando.

— Sim, nos beijamos pela primeira vez no jantar — Christian me deu um beijo no rosto e todos nos olhavam surpresos mas estavam felizes por nós.

— Na Torre Eiffel — disse Christian. Mia e Grace suspiraram porque não sabiam ainda de nada do nosso relacionamento.

— Que tal os meninos irem embora para termos uma conversa de meninas? — sugeriu Kate e todos os homens se levantaram imediatamente menos Christian.

— Qual é, Christian — disse Elliot — é a deixa... — ele gesticulou com a mão — você é novo nisso de namorada então temos que te ensinar muitas coisas.

— E a primeira delas é que quando querem ter conversa de menina s gente tem que sair — concluiu Ethan sério. Christian revirou os olhos e me deu um selinho antes de sair.

As meninas se puseram como em um interrogatório. Todas sentaram lado a lado me deixando sozinha do outro lado da mesa. Mordi o lábio inferior com receio do que viria a seguir.

— Ana — começou Grace e eu engoli seco. Sempre fomos muito amigas, conversávamos e até fizemos comida juntas mas eu nunca fui namorada do seu filho — Fique sabendo que eu estou muito feliz por vocês estarem namorando. Não poderia escolher melhor nora para ele.

— Obrigada, Grace — sorri segurando sua mão por cima da mesa — quero muito fazer o Christian feliz.

— Tenho certeza que já está fazendo — foi Mia quem respondeu — Ele tá todo carinhoso, amoroso. Nunca o vi assim.

— E eu estou vendo um brilho nos seus olhos filha — disse minha mãe emocionada — que só vi uma única vez e não estou falando daquele energúmeno não.

— Não, tia Carla — disse Kate batendo na mesa — Nada de falar desse idiota, vamos falar de algo mais interessante — Kate sorriu maliciosa — E aí? A teias de aranha de foram?

— Kate — abaixei a cabeça envergonhada sem conseguir encarar Grace. Minha mãe estava tão empolgada com a pergunta quando Kate assim como Mia. Mas não consegui olhar para Grace.

— É uma pergunta normal, Ana — disse Kate colocando o cabelo para trás.

— É por isso que a cada dia que passa eu tenho certeza que Kate e Elliot nasceram para ficar juntos — disse Grace rindo — Responde Ana. Não tenha vergonha.

— Claro que se foram, Kate — disse minha irônica — Ou você acha que eles estão dividindo um quarto pra economizar?

— Vai saber, tia Carla. A Ana é toda vergonhosa e mimimi — revirei os olhos. Se ela soubesse da vergonha...

— Ok, Kate, nós já ficamos.

— Então é sério o relacionamento de vocês? — perguntou Mia olhando cúmplice para Kate.

— É nós estamos juntos. No inicio eu confesso que era mais diversão, relaxar e esquecer dos problemas. Mas agora... — sorri apaixonada — eu o amo e sei que ele me ama também.

— Ai meu deus — Grace colocou a mão no coração — espero que dê tudo certo. Você conseguiu vencer barreiras com ele que eu nunca consegui.

— Ele significa muito pra mim e se ele confia em mim para toca-lo e tudo o mais, então eu confio igualmente nele.

— Olha, eu espero que vocês estejam em Seattle para o nascimento do meu bebê — disse Kate séria quando os meninos voltavam pro restaurante e Christian parecia muito relaxado.

— Nosso filho não pode nascer sem os padrinhos dele — eu dei um gritinho de alegria e corri para abraçar Kate. Christian abraçou o irmão também feliz.

— Pode deixar que estaremos de volta — disse ele me abraçando por trás — Ou nem que passemos por alguns dias lá. Ainda não sabemos quando voltar. Na verdade, nem conversamos sobre isso. Nós só estamos muito bem aqui.

Eu bocejei e vi no celular que passava das duas da manhã. Todos estavam elétricos por causa do fuso horário mas eu estava caindo de sono e Christian também já estava cansado..

— Você está com os pés inchados, baby — disse Elliot — vamos pra cama e eu te faço uma massagem.

— Ainda é cedo em SeattlE, Elliot e eu to acesa e me sentindo bem. Posso conversar com a Ana por horas.

— Mas eu não consigo — respondi deitando a cabeça no peito de Christian e me aconcheguei nele.

— Vamos, princesa — disse Christian acariciando minha cintura — Ela é uma dorminhosa se dorme muito tarde e ainda por cima não toma café da manhã — sorri tímida.

— Mas nem pensar! — Kate fez um biquinho cruzando os braços toda birrenta.

— Hormônios — explicou Grace.

— Vamos, loirinha, tá todo mundo cansado da viagem. — Elliot beijou o pescoço da namorada que aos poucos foi cedendo — Vou fazer uma gostosa massagem nos seus pés.

— Ta bom, então vamos...

Meu pai tentou fazer com que eu ficasse com ele e mamãe que ele pegaria uma suíte mas eu o fiz entender que não precisava, que eu ficaria na mesma cabine que Christian porque já ficaria se eles não viessem de qualquer maneira.

— Você está bem, princesa? — Christian me puxou para seu colo na cama e eu sorri.

— Claro que sim. Eu estou muito feliz por Kate e Elliot. Você viu como a barriguinha dela está linda — sorri perdida em lembranças.

— Está mesmo. A gravidez tá fazendo muito bem a ela — disse ele alisando minha coxa -e minha mãe está tão feliz.

— Sim, ela está mesmo. O primeiro netinho — respondi sorrindo — as mães viram vovós corujas.

— Ana — disse ele me olhando — Quer conversar?

— Chris, eu estou muito feliz por eles. Eles são meus melhores amigos e o Elliot está tão... — sorri boba — tão fofo, cuidadoso e protetor que eu to apaixonada por ele.

— Apaixonada por ele? — disse ele com uma sobrancelha arqueada.

— Modo de dizer, bobo — Acariciei seu rosto antes de dar um selinho demorado — Naquele dia, no dia da adoção, me abriu os olhos para um outro mundo. Eu encontrei paz no meu coração e aceitei minha condição. Graças a você. Você fez ir embora todo medo que eu sentia. Você me faz feliz todos os dias. Eu te amo, Christian.

— Ana — ele sorriu sem graça, como sempre fazia quando eu dizia que o amava — Você quem acordou meu coração para um sentimento que eu nunca pensei sentir. Eu também te amo. Você me faz feliz de uma maneira que eu nunca pensei que seria.

— Talvez eu tenha fraquezas, acho que deve ser normal ter fraquezas, mas tendo você ao meu lado, eu sei que conseguirei passar por todos os obstáculos.

— Pode ter certeza que eu estarei — entrelaçamos nossas mãos e ele me deu um beijo como se selasse nosso acordo. Ele disse que me ama também, e isso já foi a maior barreira que tivemos e vencemos então, provavelmente, não há nada que não possamos vencer.

Ele segurou minha mão acariciando com o polegar e olhou ao redor. O quarto todo era característico como marinheiro e foi inevitável pensar em Christian todo sexy em um uniforme branco de capitão. Bom, se homens gostam de fantasias, mulheres também.

— Eu quero fazer isso direito — ele se ajoelhou entre minhas pernas e entrelaçou nossas mãos olhando em meus olhos — Anastásia Steele é uma mulher incrível. É a mulher que eu escolhi amar, cuidar e proteger. Nunca pensei que diria isso, ou quisesse isso, mas aqui estou totalmente apaixonado por essa mulher linda, gostosa e, por algum motivo, também me ama. Eu sei que a gente já está junto a um tempo mas eu quero oficializar isso entre nossa família e amigos. Principalmente porque não quero me separar de você quando voltarmos. Quero você pra mim, Srta. Steele.

— Eu te amo, Sr. Grey. Desde o dia do nosso acordo de viajarmos juntos, eu soube que nunca conseguiria me separar de você depois. Eu quero ficar com você, Chris, eu já sou sua. Completamente sua.

Christian ficou por cima de mim beijando meus lábios lentamente porém intensamente. Uma das minhas mãos se perdeu em sei cabelo sedoso e a outra na sua costa. Ele não fica mais tenso com meu toque, mais uma barreira vencida.

Ele começou a subir meu vestido até passa-lo pela minha cabeça e jogá-lo pelo quarto. Eu não usava sutiã e ele pareceu gostar.

— Sr. Grey, o senhor prometeu que assistiriamos a minha série essa noite lembra? — ele nem pareceu se importar com que eu disse beijando meu pescoço com uma das mãos em meus seios.

— Quer terminar de assistir seu arqueiro? — disse ele meio que a contra gosto.

— Quero — respondi rindo — Não acredito que você tem tanto ciúmes daquele ator. Tudo bem que ele é maravilhoso — beijei os lábios dele carinhosamente quando ele fechou a cara — mas eu te amo, você é meu príncipe e eu sou inteiramente sua.

— Acho bom — Christian foi descendo beijos pelo meu corpo até a pelinha embaixo do umbigo onde abaixou minha calcinha — mas vamos assistir sem roupa alguma.

— Você vai tentar me agarrar — sussurrei com aquela carinha inocente e isso pareceu atiça-lo.

— Não vou fazer nada que não queira, baby.

Sai da cama, recebi um tapinha na bunda e entrei no banheiro. Fiz minhas necessidades, escovei os dentes e passei mais um pouquinho de creme hidratante corporal com cheirinho que ele tanto adora e voltei para o quarto onde meu homem já me esperava nu na cama com a cabeça apoiada em um braço e na mão um controle remoto. Estava com uma meia ereção e eu salivei por ele. Que homem. Deitei ao seu lado passando uma perna por entre as dele ficando meio por cima apoiada no seu peito.

Peguei o controle da sua mão e desliguei a tv. Christian me olhou com um sorriso malicioso. Com facilidade, puxou meu corpo para cima me fazendo monta-lo e eu aproveitei para beija-lo deliciosamente.

— Quero te foder — ele sussurrou ao fim do beijo. Desceu uma mão até minha bunda e a outra entre nossos corpos.

— Chris... — o adverti. Ele chegou na minha feminilidade e começou a fazer movimentos circulares com o dedo no meu clitóris.

— Vai, princesa — ele sussurrou no meu ouvido beijando meu pescoço. Suas carícias estavam me distraindo tanto que comecei a rebolar na sua mão procurando mais contato — Boa garota...

— Você prometeu, príncipe — argumentei com um biquinho fofo, geralmente ele nunca resiste ao meu biquinho fofo.

— Não! Nem comece — ele fechou os olhos o que me fez rir — Não vou cair no biquinho fofo se não estiver olhando para ele.

— Ok, você venceu — sentei ereta bem em cima do seu membro e desci as mãos desde seu peito até o pé da barriguinha onde arranhei de leve o deixando arrepiado.

— Eu adoro quando venço.

Notas finais
Não tenho como pedir nada de vocês em questão de comentários, favoritos ou recomendações. Mas me digam o que acharam ok?! Beijos, até a próxima.