Notas iniciais
Oii lindas. Voltei o mais rápido que consegui e esse cap eh dedicado a minha leitora maravilhosa Carlinha Targino que deixou uma recomendação perfeita para a historia. Muito obrigada linda, fez meu dia. Obrigada também a todos que leram e comentaram o cap anterior. Perdoe-me por qualquer erro porque o pc que estou digitando não tem acentuação e ainda meu celular resolver dar pau essa semana. Enfim, neste cap temos a chegada de Christian em Londres, onde Ana já esta e mais flertes entre eles ehehe c: ooh, também temos um personagem novo. Enfim, boa leitura.

Uma coisa que eu definitivamente nunca pensei que faria é ir à um show do Red Rock Chilli Pepper, porque Jack não era fã desse tipo de rock, mas cá estou eu no maior estádio que já vi, no meu quarto dia em Londres, rodeada de todo tipo de gente, cantando igual uma louca ao som de All Around The World.

Esta música me acompanha desde que meu professor de inglês favorito do colégio nos mostrou em uma descontraída aula. Ele era do tipo de professor que colocava Another Brick In The Wall para nós ouvirmos enquanto fazíamos exercícios e quando ele leu minha redação sobre o que eu gostaria de fazer logo após o ensino médio, ele me contou sobre o significado desta música para sua vida já que em meu texto dizia sobre meu mochilão enquanto a maioria dizia sobre se formar e ir para uma boa faculdade. Esse professor disse que para ser uma boa escritora eu deveria ter aventuras, sair realmente ao redor do mundo e encontrar meu verdadeiro eu porque estando bem comigo mesma eu estaria bem para outra pessoa. Bom, professor, demorou um pouco mas aqui estou eu.

Perdi o tesão em continuar meu livro a um tempo, mas definitivamente é algo para pensar em recomeçar e quem sabe até publicar. Eu sei que é bom, o que me faltou foi coragem de termina-lo.

Christian não queria que eu viesse sozinha hoje a este show porque era muito perigoso, palavras dele. Nos últimos dias, não teve um dia sem quer não nos falássemos, e eu estou falando mais que um "oi, tudo bem? Tudo e você?" Eu não sei o que é, mas temos assunto e se não temos descobrimos um jeito de achar um. Pelo menos eu tento manter o assunto sempre porque ele me faz bem, eu estou mais feliz e com vontade de viver. Juro que não é a adrenalina do momento, talvez o álcool me fez confessar, mas essa viagem e Christian eram tudo que eu mais precisava no momento e só de pensar que neste exato momento ele pode estar desembarcando no aeroporto me arrepia inteira.

– Ana o que achou do show? — Red Hot já tinha saído do palco quando José me alcançou me pegando pela cintura.

– Melhor que imaginei que seria – respondi sincera sorrindo – Estou muito feliz por estar aqui.

– Fiquei sabendo com o pessoal que vai ter um tributo do Pink Floyd semana que vem, esta a fim de ir comigo?

Conheci José no hotel que estou hospedada aqui em Londres e foi ele quem me convenceu a vir a esse show com ele. José está em Londres a trabalho, cobrindo os últimos acontecimentos da final da Liga de Futebol Europeia. Acho que ele está tentando flertar comigo porque até agora não tirou o braço da minha cintura. Estou bêbada mas não o suficiente para ficar com ele quando estou claramente flertando com Christian, não sou esse tipo de garota.

– Vou embora em três dias – sorri tirando discretamente o braço dele da minha cintura.

– Já? Então seu plano é ficar apenas uma semana em cada lugar? — dei de ombros. Na verdade estava mais incomodada com a saída desse estádio. O show pode ser bom e valer a pena enfrentar fila e tudo o mais, mas a saída é a pior coisa do mundo. Estava cansada, sem voz, um pouco bêbada e enjoada e tudo parecia estar me sufocando, inclusive essa proximidade de José.

– Não necessariamente. Depende do lugar. Eu amo Londres e já vi a maioria das coisas por aqui. Acho que uma semana é o suficiente.

Assim que saímos dos portões respirei fundo como se não respirasse ar puro a um tempo. Aglomerados de pessoas ainda conversavam, bebiam e fumavam pela rua, vários táxis apareciam e eu queria mesmo era voltar a pé pela beira do Rio Tamisa e admirar a beleza da London Eye, roda gigante, a noite que ficava toda iluminada, era perfeito demais para pegar um táxi.

Tirei a jaqueta amarrada junto ao espaçador de cinto da minha calca jeans e a vesti porque estava friozinho para ir de regata com abertura lateral ate o hotel. Mesmo sem convite, José caminhava ao meu lado com as mãos nos bolsos da calça e por vezes me olhava sorrindo. Ele tinha um sorriso bonito, não tenho como negar, e o estilo latino lhe trazia um charme a mais só que eu não estava interessada. Nos últimos dias o único que estava na minha cabeça era um certo Grey. Sorri mordendo o lábio inferior ao me lembrar dele. Peguei o celular e arregalei os olhos com a quantidade de mensagens que Christian tinha deixado.

Cheguei... London, baby!

– CG

Sorri com a referência do seriado Friends.

Você já foi para o show? Ou ainda da tempo de eu ir junto?

– CG

Merda! Por que não olhei o celular antes?!!

Certo, você já foi...

–CG

– Ana, vou comprar uma água, você quer algo? — perguntou José parando em um barzinho e eu aceitei a água com um sorriso tímido já que estava entretida demais nas mensagens de Christian.

E o fotografo foi com você?

–CG

Mordi o lábio inferior para não sorrir. Isso é ciúme, Grey?!

Vai com cuidado! Não beba!!

–CG

Qual é da ênfase no "Não beba!"?! Tão mandão...

está voltando pro hotel?

–CG

Faz duas horas que o show começou...

–CG

Onde você está?

–CG

Anastásia, não brinca comigo...

–CG

Depois dessa mensagem vieram duas ligações que eu não atendi. Será que ele nunca foi a um show?! Artistas atrasam para entrar no palco as vezes.

Estou bem, Christian. Não precisava toda essa preocupação, mas obrigada ainda sim.

– AS

José se aproximou mais que deveria praticamente colando seu corpo ao meu com ambos os braços na minha cintura depois de me dar uma garrafinha de agua. Ele me olhou profundo e intensamente e eu sorri abaixando o olhar pela vergonha de ter alguém me olhando com tanta intimidade e nos conhecemos a apenas quatro dias.

– José – ri nervosa – Vamos? Está tarde.

– Ana, você está aqui sozinha e eu também. Um pouquinho altos — ele riu — nada nos impede de ficarmos.

– Claro que impede, José — o empurrei voltando a caminhar — eu não sou esse tipo de mulher!

– Ana, não foi isso que eu quis dizer, por favor — ele me alcançou segurando pelo cotovelo me fazendo virar em sua direção — me deixa te acompanhar até o hotel.

– Tanto faz — revirei os olhos completamente puta da vida com ele.

– Ana, qual é não fica assim comigo. Eu prometo ir mais devagar — o olhei e ele estava cabisbaixo. Eu não queria que ele fosse mais devagar, queria que ele simplesmente parasse de tentar porque não vai rolar.

– Ok, mas não abusa, José. Eu acabei de sair de um relacionamento e não quero engatar outro. Até porque eu estou viajando e você vai voltar pra casa logo.

– Bom — ele pareceu pensar e ponderar o que iria dizer — você tem razão. Não vou fazer nada que você não queira, ok?! Além do que eu viajo muito devido ao meu trabalho, quem sabe não nos trombamos por aí — ele sorriu dando de ombros.

– É — disse mais seca sem querer dar esperança a ele.

Se existe algum que para qual eu quero um alguma coisa é Christian, talvez se eu conhecesse José um pouco antes dele até me interessaria mas não agora. Meu celular começou a vibrar e na tela apareceu o nome Christian, sorri involuntariamente. Era a primeira vez que ele me ligava.

– Você não pode sumir por três horas e mandar apenas uma mensagem que está bem — Céus, nem me lembrava que a voz dele era tão grossa, máscula e intimidante. E ele estava bravo, acho que muito bravo na verdade, mas nem sabendo disso a minha excitação parava. Eu quero ele falando ao pé do meu ouvido falando palavras sujas. Espera... O que?! Efeito Christian Grey!

– Red Hot atrasou para entrar no palco — expliquei calmamente — aliás, como foi a viagem?

– Anastásia — ele respirou fundo do outro lado da linha — O que eu faço com você? — sorri e mordi o lábio inferior — Minha mão está coçando, sabia?! — não sei o que ele quis dizer com isso — Meu vôo foi turbulento e eu fiquei enjoado, mas estou melhor agora.

– Que bom — José me encarou e eu só sorri — O show foi incrível. Primeiro e melhor show que já fui — ele riu e foi aquela risadinha sexy que eu gostaria de ouvir sempre.

– Espero poder ir um dia. Espera um pouco — sussurrei um Ok mas continuei com o celular na orelha tentando entender o que ele estava fazendo.

– Quem é? — perguntou José e eu apoiei na grade do rio bem em frente a London Eye.

– Um amigo — respondi indiferente. Estava bem mais concentrada no barulho que Christian fazia. Será que estava se despindo?!

– Hey — disse ele e eu ouvi algo como se jogar na cama e ele gemeu como se relaxasse.

– Estou na frente da London Eye agora — fechei os olhos quando uma pequena garoa começou mas eu estava muito feliz e relaxada agora.

– Ana, são quase uma da manhã, é perigoso. Vai pro hotel — ele parecia mais bravo ainda e eu gostei disso. Me deixou excitada na verdade.

– Relaxa, Chris. Ninguém vai me pegar. Além do mais — mordi o lábio inferior para provoca-lo — José esta comigo.

– O fotografo? — sussurrou ele entre dentes mas eu estava mesmo adorando provoca-lo.

– Sim — respondi simplesmente.

– E ele vai pro hotel com você? — perguntou com a respiração pesada. Talvez ele seja do tipo ciumento e possessivo. E nesses últimos dias eu estou com a pulga atrás da orelha sobre as intenções dele comigo e parece que estou indo pro caminho certo.

– Uhum — Senti a mão de José nas minhas costas mas eu me afastei e continuei meu caminho para o hotel com ele ao meu lado. Christian ficou em silêncio por um tempo — Ele ta hospedado lá, ele só está me acompanhando para eu não ir sozinha.

– Hum — ele pigarreou — posso ir te buscar agora.

– Não é necessário — Ah, por favor venha, pensei mentalmente — E você está cansado.

– Mas eu posso ficar falando com você por horas, baby — mordi o lábio inferior.

– Eu estou chegando no hotel. Te ligo daqui a pouco — disse mesmo sem querer desligar.

– Ligue mesmo, ou eu vou atrás de você!

– Ok, senhor preocupação — ri e ele não respondeu, provavelmente revirando os olhos — eu queria que viesse — sussurrei sem pensar no meu momento "vinte segundos de coragem".

– O que disse? — perguntou ele num sussurro como se não acreditasse no que eu acabei de dizer.

– Nada — ri tentando disfarçar — Eu te ligo daqui a pouco.

– Vou ficar esperando...

*****

– José, obrigada pelo show, foi incrível — abri a porta do meu quarto e lhe dei um abraço — a gente se vê.

– Mas... — ele ficou com cara taxo enquanto eu fechava a porta. Antes prevenir que remediar certo?!

Ajeitei o ar condicionado e tirei minha naquela úmida largando em um canto qualquer. Já estava juntando roupa suja, precisava ir a uma lavanderia já que aqui no hotel é absurdamente caro. Caminhei pelo quarto até o banheiro tirando minhas roupas e coloquei a banheira para encher. Peguei o celular deixando apoiado na beira da banheira e busquei por sabonetes e sais, tudo para um banho gostoso e relaxante. Prendi o cabelo no alto da cabeça em um coque frouxo quando meu celular começou a vibrar e eu o peguei antes que caísse na banheira.

– Já ia te ligar — disse divertida.

– Já chegou no hotel? — perguntou ele por cima de mim.

– Já, estou até — entrei na banheira e não consegui segurar meu gemido, é muito relaxante ter água que tinha por todos seus músculos tensionados — tomando um banho de banheira. Ainda não me acostumei com o fuso.

– Demorei uma semana para me acostumar com o horário. Mas essa é graça, certo?! Não precisa se preocupar com horário nessa viagem — ouvi ele se ajeitando na cama e sorri — não é como se precisasse acordar cedo amanhã.

– E daqui a três dias estarei em outro fuso, depois mais outro — rimos juntos.

– O pior é a comida. Ainda levanto de madrugada morrendo de fome — ri alto concordando — gosto da sua risada — sussurrou ele

– É? — mordi o lábio inferior.

– Sim, é muito gostosa de se ouvir — comentou ele e eu senti minhas bochechas esquentarem. Eu estava nua, em uma banheira, conversando com um cara extremamente gostoso, em uma tensão sexual no maior nível de todos, que estava a poucos quilômetros de mim. O que está me impedindo de correr para ele?! Será que parte de mim ainda não superou Jack?

– E eu gosto da sua — confessei em meio a pensamentos.

– Mas você não deveria se por em perigo Anastásia — disse ele. Ok, sr. Estraga Clima.

– E voltamos ao Anastásia... — comentei com desdém revirando os olhos.

– Não revire os olhos pra mim, eu sei que o fez — ri — e eu gosto de como seu nome soa — ele ficou em silencio — Anastásia — sussurrou ele rouco e sexy de um jeito que me fez ficar mais que excitada, minha feminilidade pulsou de tesão — E acho sexy como você pronuncia meu nome mesmo quando você nem quer soar sexy.

– Christian — sussurrei sem raciocinar o que ele tinha acabado de dizer — E você sabe quando eu quero soar sexy?

– Talvez — me provocou com aquela risadinha molha calcinha — mas eu também amo quando é espontânea. Tipo, você está nua agora em uma banheira e Anastásia, eu sou um homem de respeito, mas ainda sim homem e você nem fez isso proposito, estou certo?! — Porra, ele está certo. Fiquei muda por uns instantes — Ana?

– Estou aqui — respondi — Não sei o que dizer... Não foi de propósito.

– Eu sei que não, baby. E toda essa sua ingenuidade e inexperiência me deixou totalmente interessado em você.

Interessado em mim?! Ok, Ana, conseguiu a confirmação que queria, Christian Grey está interessado.

– Só te digo uma coisa, Anastásia, nosso Road Trip será muito mas muito interessante...

Notas finais
E ai gente?! O que vocês acham que vai rolar? hehehe Eu pensei na historia ouvindo a musica All Around The World do Red Hot Chilli Pepper, eh uma ótima musica, serio. E pra quem não sabe, Another Brick In The Wall eh uma musica do Pink Floyd que trata os rígidos sistemas educacionais, todos deveriam ouvir ahaha. Bom, eh isso. Ate o próximo. Nao deixem de comentar, favoritar... ahaha beijinhos