Notas iniciais
Obrigada pelos comentários do capítulo anterior. O cap não ficou tão bom quanto eu queria porque eu estou muito animada para o proximo cap que eu já comecei a escrever. Boa leitura. O vestido da Ana para o evento: http://jacmodafeminina.com.br/wp-content/uploads/2013/09/vestidos-de-festa-decotado.jpg

Não é que eu nunca tinha me masturbado antes, é que nunca tinha sido tão intenso quanto foi me masturbar para Christian. Na verdade, tudo com ele é mais intenso e mais gostoso, principalmente quando ele me para e começa a fazer um delicioso sexo oral. Eu poderia morrer de vergonha por causa dos diversos olhares dirigidos a mim por ele, mas vergonha é a última coisa que eu sinto. Eu me sinto bem e desejada como nunca senti em minha vida. Ele disse para eu não fantasia algo que ele não é porque posso me decepcionar. Mas a cada dia que se passa eu me sinto melhor na companhia dele e sei que comigo ele é autentico, sincero e normal e não o magnata frio, calculista e sem coração que ele quer que todos pensem que ele é. Se ele quer ser assim só comigo, eu não vou reclamar, é bom saber que apenas eu conheço e tenho esse lado de Christian Grey.

Virei na cama com cuidado para não acordá-lo já que ele se enroscou todo em mim no meio da noite mas eu tinha que levantar e logo antes de passar vergonha. Uma coisa que uma mulher sente é quando está grávida e quando está prestes a descer. E infelizmente estava descendo pra mim. Bem que falam que uma coisa boa dura pouco, no caso meu e dele foram duas: Elena e meu período. Só porque estava louca por um oral de Christian.

Procurei na minha mala o pacotinho de absorvente interno e uma roupinha mais folgada e entrei no banho. Por mim, não sairíamos da cama o dia todo. Ou melhor, passearíamos por Monte Carlo e iríamos para nosso próximo destino. Sem ninguém saber, sem evento de inauguração algum e, o melhor, sem Elena.

Ter visto Christian com Elena causou em mim uma sensação diferente de ter o visto durante todos esses dias com as garotas que babavam por ele. Nem quando ele mencionou Leila foi desse jeito. Todas podem babar por ele ou ter tido uma história com ele, mas nenhuma delas foi tão forte como o laço que ele criou com Elena, ainda mais quando percebi que ela ainda gosta dele. Gostar não... Ela o ama. E a ideia de o perder faz surgir aquele frio na barriga desconfortável.

— Por que você tomou banho sem mim? – dei um pulinho de susto ao ser despertada dos meus devaneios. Sorri com a imagem a minha frente. Christian estava com cabelo todo bagunçado no estilo pós-foda, carinha de sono e a voz penetrante também de sono mas que eu achei super sexy. Além de que estava totalmente nu.

— Porque eu precisava de um pouquinho de privacidade – fechei o chuveiro e puxei a toalha começando a me secar.

— Por causa de ontem – perguntou preocupado – você não gostou da cena?

— Não, Chris, não é por causa da cena – sai do box enrolada em uma toalha mas ele ergueu olhando para minha bunda e depois meus pulsos – eu estou bem, de verdade. Não precisa se preocupar. Eu adorei a cena e com certeza quero repetir.

— Que bom – disse parecendo mais tranquilo — agora vem, eu quero cuidar de você – ele pegou meu óleo de banho e segurou em minha mão para me puxar mas eu me soltei.

— Preciso de cinco minutos – pedi com um biquinho – é rápido.

— Ok – ele relaxou os ombros – te espero na cama – deu uma piscadela que, se eu não tivesse menstruada, me jogava em seus braços.

É sempre desconfortável o meu primeiro dia, com cólicas, moleza, sem fome e dores de cabeça. Eu tomava pílulas para amenizar os sintomas mas por enquanto não posso toma-las então tenho que aguentar um pouco. Amarrei o cabelo em um rabo de cavalo, coloquei o absorvente interno, uma calcinha confortável e nada excitante e um vestidinho curto e confortável verde.

Voltei para cama me deitando ao seu lado sob seu olhar confuso. Seu primeiro ato, como previ, foi soltar meu cabelo. Sorri. Depois ele ergueu meu vestido até deixar os seios a mostra e me puxou para ele. Eu gosto desse contato dos nossos corpos e acho que ele também. Quando ele foi tirar minha calcinha eu o impedi.

— Não, Chris – sussurrei calmamente e ele me olhou confuso.

— Quero cuidar de você – alegou – passar um óleo não vai deixar pinicar.

— Eu passei no banho e coloquei creme hidratante. Não é que eu não quero que cuide de mim, eu quero, mas – respirei fundo e mordi o lábio inferior esperando que meu rosto não transpareça minha vergonha – desceu pra mim – sussurrei.

— Ah é isso? – perguntou divertido – não me importo nem um pouco com isso.

— Percebi – resmunguei.

— Você também não deveria – me repreendeu – ontem você se masturbou na minha frente da maneira mais deliciosa que já vi, me fez gozar na mão igual um moleque e ainda diz que tem vergonha de mim?! – desviei meu olhar pensando que talvez ele tenha razão – baby, não existe vergonha entre nós.

— É, eu estou tentando me acostumar com algumas coisas ainda – confessei coçando os olhos.

— Isso te aborrece? – Christian brincou com a barra da minha calcinha, me virei de lado com um olhar pidão.

— Claro que não – sorri docemente – é que as coisas com você são totalmente diferentes do que já experimentei antes. Nunca fui tratada assim com tanto cuidado e proteção, mas eu gosto.

— Eu também, Anastásia. As coisas com você são diferentes do que estou acostumado, mas é bom – ele sorriu – muito bom.

— Christian – sussurrei seu nome só porque era bom falar seu nome, flui tão gostoso dos meus lábios e ele parecia gostar também porque sorriu ainda mais. Beijei sua bochecha e ri ao sentir sua barba pontar – uau, cresce rápido – comentei.

— É, e eu odeio – ele passou a mão no queixo – estou com fome, vou tomar banho e aí a gente desce tomar café.

— Espera – segurei em seu braço e o olhar dele caiu direto na minha mão o que me fez afastar rapidamente – desculpa, é só que, gostaria de conversar um pouco mais.

— Sobre o que? – ele deitou de lado de frente pra mim mas não nos tocávamos mais.

— Você – ele arqueou a sobrancelha.

— Acho que você já soube muito sobre mim ontem. Por que não falamos sobre você?

— Por que não há muito o que saber sobre mim, você já sabe, eu era noiva, sofri um aborto e ele me largou – respondi – simples assim.

— Por que sinto que você não está me contando algo? – abaixei o olhar para seu peito vendo as pequenas cicatrizes brancas espalhadas ali, algumas cobertas pelos seus pelos.

— Eu perdi meu bebê quando estava no sexto mês de gestação – disse sem encará-lo, eu confio nele e ele merece que eu o conte, depois de tudo que me contou ontem – foi no acidente de carro que me deu todas essas cicatrizes.

— Sinto muito – disse sincero se aproximando. Beijou uma cicatriz do meu ombro e eu me permiti me aconchegar nele já que ele mesmo tinha dado a deixa

— Estou bem, Chris, estou bem agora. Estive mal por muito tempo, mas estou bem, aqui, com você – o que eu disse surpreendeu até a mim mesma. Ele brincou com a pulseira que estava no meu pulso mas eu não estava preparada para contar tudo a ele, não ainda.

— Eu também – ele colocou meu cabelo para trás – estou bem como nunca estive antes – fechei os olhos aconchegando meu rosto na curva do seu pescoço e senti o cheirinho dele misturado com o meu. Sorri.

— Posso perguntar uma coisa sobre submissa? – ele assentiu – quantas você teve? Tipo, como funciona?

— Eu tenho um contrato preparado com algumas exigências e detalhes, além do termo de sigilo, tanto da parte dela como da minha. O contrato diz o que eu espero dela e o que posso oferecer a ela. Depois nós dois conversamos para estabelecer os limites dela e então assinamos.

— Parece muito – diz uma careta buscando a palavra certa – formal.

— E é Ana, não é uma relação, não existe isso – ele apontou para nós dois que estávamos agarrados na cama – é um contrato, um negócio.

— E nele você deixa especificado que não gosta de ser tocado? É um limite? — ele assentiu mas eu queria mais e esperei que ele falasse.

— Existem os limites leves, que podem ser ultrapassados as vezes, e os rígidos onde não pode ser ultrapassado em hipótese alguma com penalidade de quebra de contrato. O toque é um limite rígido pra mim. Bom – ele riu balançando a cabeça – era, até eu te conhecer e querer seu toque doce e suave.

— O meu carinho – sorri apoiando no cotovelo para olhá-lo mas estava com as bochechas levemente rosadas – O quê? Deixei Christian Grey com vergonha?! – disse em tom de diversão e ele colocou o travesseiro no rosto.

— Para, Ana – disse rindo e eu tirei o travesseiro ficando por cima dele – eu quero te levar para meu Quarto de Jogos um dia quando voltarmos.

— Vou ter que assinar o contrato? – perguntei rindo.

— Olha, acho que se assinasse seria quebrado, você já quebrou no mínimo todas as regras.

— Pois eu estou muito feliz por ter quebrado – me abaixei começando um beijo delicioso.

*****

POV. Christian

Quando sai do banheiro já vestido a encontrei dormindo de bruço na cama com o vestido para cima mostrando a sua bunda que estava levemente vermelha. É uma visão excitante demais. Confesso que fiquei com receio de ela usar a palavra de segurança ontem, mas fiquei muito feliz por ela ter ido até o fim e acabou sendo melhor que imaginei que seria. Anastásia consegue me surpreender cada vez mais.

A única forma de acabar com minha insegurança é com sexo. Ver Ana com outro homem ontem me quebrou por dentro, não só com meu lado dominador, mas comigo por inteiro. Antes, quando via alguma submissa minha com outro homem, eu achava desrespeito com o dominador, com meu lado dominador, mas com Ana foi um sentimento diferente que não sei dizer o que é. Apenas que ela é minha e de mais ninguém, não suporto a ideia de perde-la e nem vê-la com outro homem, seja ele o príncipe de Mônaco ou o fulano da esquina.

O sexo que tivemos ontem serviu para me mostrar, com sua entrega, o quanto ela é minha e confia em mim. Eu precisava disso e, agora, sei que tenho que mostrar a ela que também sou dela e sei como fazer isso.

— Baby – a chamei calmamente – vamos descer tomar café.

— Não quero agora, baby – sussurrou ela se aconchegando mais ao meu travesseiro – por quê você não fica aqui? Deita comigo, estou com um pouco de cólica...

— Eu vou pegar algo pra você comer e um remédio ok?! – ela assentiu e fez biquinho – o que é isso? – perguntei rindo.

— É um biquinho pra você dar um selinho pra sair – soltei uma gargalhada – é assim que as coisas são no meu tipo de relacionamento.

— Ok – dei um selinho demorado nela porque não consigo simplesmente dar só um selinho – volto logo.

Peguei a carteira e o celular, que tinham cinco mensagens e três ligações de Elena. Porra, esse instinto protetor dela está me sufocando. Será que sou assim com Ana?! Desci para o restaurante e fui direto para a host pedindo comida para dois e entregar em nosso quarto. Respondi alguns e-mails do meu pai, tinha esquecido mas as dezenas de mensagens de Elliot me lembraram que era o primeiro jogo de beisebol do Mariners em três dias e eu não perderia esse jogo por nada nesse mundo. Aproveitando que Ana está menstruada e manhosa, poderemos ficar acordados até tarde vendo o jogo. O que é algo novo pra mim, só assistir televisão com uma garota..

— Christian, onde esteve? – disse aquela voz tão conhecida por mim em seu tom autoritário. Ok, esse seu tom está começando a me irritar.

— Elena – ela me deu um beijo formal na bochecha, apenas para cumprimentar. Tirou o óculos escuro e eu percebi suas roupas – Eu estive no quarto – disse em tom comum.

— Você conseguiu outro quarto? Eu estava esperando que ficasse comigo – virei para a host que sorria para mim ao me entregar o cartão de crédito e avisar que a comida estaria no quarto em breve. Sorri educadamente.

— Não, eu estou com Ana – encarei Elena que não me olhou muito animada. Bufei cansado – Olha, Elena, eu não sei o que está acontecendo com você ultimamente. Eu te disse que ela era especial pra mim. Eu nunca tive algo assim e estou me sentindo bem. Como amiga, você deveria ficar por feliz por mim. Não era você que queria que eu namorasse? Trouxesse Leila pra cá comigo?

— Como amiga – disse entre dentes – eu deveria te aconselhar. É muito estranho que a amiguinha da sua cunhada, que diga-se de passagem eu não gosto, estava começando a viajar bem na época que você.

— Espero que não esteja insinuando nada – foi minha vez de repreende-la — Ela tem seus motivos, Elena, assim como eu tive os meus. Nos encontramos por acaso e quisemos isso. Eu quis, eu me convidei para ir com ela – confessei – ela teve um passado difícil também e está aqui para recomeçar.

— Todos tivemos passados difíceis, mas nem todos correm atrás de milionários querendo recomeçar – Eu já tinha visto Elena falar com desprezo de uma pessoa mas nunca assim. Eu nunca briguei com ela, sempre a quis por perto, mas agora... Estou achando que o melhor a fazer é me manter afastado.

— Anastásia Steele é filha de Raymond Steele, creio que você tem negócios com ele certo?! Ele faz suas entregas? Não foi ele quem organizou a exportação das coisas pro salão? Pois bem, ela é dona da J&A Publish, uma das maiores editoras rentáveis de Seattle. Você acha que ela está comigo por causa de dinheiro? Ela deve ter mais dinheiro que você.

— Ok, Christian... – ela colocou as mãos na cintura brava. Anastásia fica tão sexy com as mãos na cintura brava – Depois você não vem chorar no meu ombro quando você sair perdendo nessa história.

— Eu não sou mais seu menino que corria pra você quando precisava, Elena, eu sei me cuidar. Eu nunca me senti tão bem assim e pela primeira vez na vida eu estou feliz – disse sincero.

— Eu não quero te perder, Christian – sussurrou próxima a mim – sua amizade é muito importante.

—Assim como é pra mim, só que sua proteção não é necessária. E eu não gosto do tom como se refere a Anastásia – caminhei até o elevador e ela veio ao me lado – eu gosto dela – Elena arregalou os olhos com minha revelação. Eu também estava surpreso porque nunca me imaginei com ninguém, na verdade, eu nunca imaginei que viveria muito e que teria um futuro, mas se eu imaginasse, com certeza gostaria que Ana estivesse nele.

— Gostar? Como submissa? – chamei o elevador.

— Não, não a quero como submissa, não é só carnal. Eu gosto dela de verdade. Ela é meiga e ao mesmo tenso intensa, é quente, é gostosa pra caralho além do lindo sorriso e olhos incríveis e...

— Ok, eu entendi – riu irônica – você está fazendo algo que jurou nunca fazer.

— É, eu sei, mas está valendo a pena – sorri mas Elena me olhou descrente, como se não fosse eu mesmo que estava ali.

— Quando você se cansar de brincar de casinha, namorado e namorada – disse em tom amargo — Eu estarei aqui pra você.

— Não vou me cansar – sorri com malícia. Definitivamente ficar entediado com Anastásia é impossível — E sabe, Elena, já que somos amigos e eu deveria te aconselhar também, certo!? – ela assentiu — você deveria colocar um maiô. As pessoas aqui são mais conservadoras em relação aos mais velhos.

— Christian – gritou praticamente vermelha de raiva enquanto a porta do elevador fechou, mas tenho certeza que ela me viu rindo.

Eu sabia direitinho os pontos fracos de Elena, é muito superficial e se importa demais com aparência e idade. Mas ela mereceu essa. Ana e eu não estamos brincando de casinha. Eu sei que ela gosta de mim, assim como eu gosto dela. Só que ambos temos bloqueios que nos impedem de dizer isso para o outro. Eu sinto um forte instinto de proteção, de cuidado e carinho para com Ana e sei que ela também tem em relação a mim. Sem falar no ciúmes, eu achava que Ana não sentia algo tão forte por mim por não sentir ciúmes de mim com as outras garotas e nem quando falei de Elena, mas quando ela me viu com ela, acho que algo despertou nela assim como foi comigo quando eu a vi com o tal príncipe. Mas foi bom, nos uniu ainda mais e criou a intimidade que eu queria.

Eu pensei, ainda penso, que não sou merecedor de mulher alguma. Principalmente uma tão boa como Ana, mas sou egoísta demais para deixa-la ir e a única coisa que posso e quero fazer agora é ser merecedor dela.

*****

POV. Ana

Não há muito que se fazer em Monte Carlo, talvez porque eu definitivamente não me encaixava ao estilo requintado e chique do local. Não sou do tipo que vai a ópera, teatro e essas coisas. Foi o que fizemos nas ultimas noites. E nas tardes comíamos em restaurantes locais e visitamos museus e praças. As vezes Christian ajudava Elena com o evento que seria hoje a noite, mas não passa disso. Ela, por incrível que pareça, parou de implicar comigo e ele está cada dia mais próximo de mim.

— A água estava uma delícia – disse ele usando apenas uma sunga preta, todo molhado de mar – você deveria vir nadar comigo.

— Não sei nadar – confessei rindo.

— Por isso o comigo – disse divertido curvando em cima de mim e me beijou lentamente. Acariciei seu rosto com as pontas do dedos e sorri mordendo lábio inferior. Aquela sensação gostosa se apoderou de mim e não consegui parar de olhá-lo com aquele sorriso bobo.

— Ainda não parou de descer pra mim – ele se deitou ao meu lado na cadeira de praia – Baby, hoje é o jogo dos Mariners.

— É, segundo meus cálculos começa as duas da manhã – ele tomou um gole da minha água de coco mas fez uma careta. Ri.

— Nós vamos conseguir assistir? – ele assentiu.

— Vamos sair do evento uma da manhã e chegaremos ao hotel a tempo – virei de bruço tirando óculos escuro e me aconcheguei na cadeira – Pensei em irmos embora amanhã – comentou passando a mão pelo meu quadril até o lacinho no biquíni branco com bolinhas azuis e babadinho.

— Concordo, você pode escolher o destino agora – ele me olhou com a sobrancelha erguida.

— Vamos pra Itália então – disse como se já tivesse planejado tudo.

— Christian – Elena sentou-se na cadeira de praia ao lado da nossa – Anastásia- disse com um sorriso que eu estranhei. Ela estava com um maiô preto que amarrava no pescoço e decote coração. Usava aqueles chapéus magníficos de gente rica e falsa. Monte Carlo combinava perfeitamente para ela.

— Ansiosa para hoje a noite? – perguntei querendo ser simpática e Christian sorriu com minha tentativa.

— Estou sim, é meu sonho se tornando realidade. Christian sabe o quanto lutei por isso – me sentei na cadeira quando o garçom trouxe o vinho que Christian tinha pedido para nós dois. Analisei melhor Elena, ela tentava se portar como alguém bem mais jovem do que é. Alias, quantos anos ela deve ter?! Uns cinquenta e cinco? – Soube que o pessoal já está chegando.

— Que bom – disse Christian nos servindo – Ana, se quiser algum tipo de serviço antes do evento eles podem te atender no quarto.

— Podem? – questionou Elena.

— Seria ótimo, na verdade – sorri em agradecimento depois de beber o vinho – Obrigada.

— Elena, me mantenha informado sobre quando o pessoal chegar e mande uma equipe para Anastásia — Elena nada respondeu. Colocou seus óculos escuros deitando para tomar sol.

— Desamarra pra mim? – sussurrei para Christian me virando de bruços – sabe, o cara com quem tô saindo não gosta de marquinha nos seios.

— Pois eu entendo completamente esse cara – disse tirando a parte de cima do meu biquíni me fazendo rir.

— Então, terei uma equipe a minha disposição para fazer o que eu quiser?

— Sim, pode fazer o cabelo, mas não corte, unhas e massagem – ele me olhou com malícia – também depilação, mas não precisa.

— Ah, eu acho que preciso sim – apoiei a cabeça em meus braços – já começou a crescer nas minhas pernas e lá também.

— Lá onde? – sussurrou no meu ouvido – não entendi.

— Lá onde você conhece bem -ele arqueou a sobrancelha, não acredito que ele vai me fazer falar em público – na minha bocetinha.

— Pois eu gosto do jeito que tá – comentou dando de ombros.

Ele beijou minha bochecha e meus lábios em seguida novamente naquele beijo calmo e torturante. Senti sua mão na minha bunda, eu estava subindo pelas paredes já de falta de sexo... mas Elena nos interrompeu.

— Então – nos separamos apenas para olhá-la que estava com as mãos na cintura – vou nadar um pouco – nós dois assentimos, ela ainda não foi, talvez estivesse esperando alguma coisa do Christian. Bufou e seguiu para o mar sendo observada por muitos homens.

— Alguns caras curtem mulheres mais velhas – comentou Christian como se lesse meus pensamentos..

— É, muitos são amantes de antiguidade – comentei tentando esconder o riso mas não consegui. Ele pareceu chocado com o que eu disse mas riu em seguida – Você gosta de antiguidade, Christian. Sabe, essas coisas pré-históricas que a gente vê em museu...

— Sim, mas acho que mais pela experiência. Aprendi muita coisa com artefatos antigos – ri recebendo um tapinha na bunda pela interrupção – e o que aprendi, posso aplicar em coisas novas. Sabe, alguns artefatos novos que me encantaram muito mais que os antigos.

— É? – me virei com cuidado para que ninguém visse meus seios e ele ficou por cima de mim. Passei os braços no seu pescoço recebendo vários selinhos.

— Artefatos novos são gostosos pra caralho – ri alto entre o beijo assim como ele.

*****

Kate: Go Mariners!

É uma foto dela com seu namorado, Sr. Grey e meu pai com ingressos do jogo da liga de beisebol nas mãos. Ri mordendo o dedão e senti meus olhos marejarem. Como sinto falta deles. Kate parece feliz, e olha que ela nunca foi fã de qualquer coisa relacionada a beisebol — a não ser que o jogador fosse um gato — mas parece que meu pai e o namorado a convenceram a ir ao jogo. Já era quase onze horas da noite aqui então era quase duas da tarde lá e o jogo começava em três horas. Em momentos como este eu gostaria de estar com eles. E outra mensagem apareceu.

Kate: E quem eu trouxe comigo para admirar os jogadores gostosos com aquelas calças legging...

E uma foto de lado de minha mãe comendo cachorro quente enquanto Sra. Grey mandava um joinha e isso me fez gargalhar. Ela está linda com uma camiseta do time e boné da mesma cor. Ela iria matar Kate por causa da foto.

Ana: Go Mariners! Ah que saudades de vocês :c Com certeza a primeira coisa que farei quando chegar em Seattle é comer esse delicioso cachorro quente!

Em uma coisa que eu sou totalmente viciada é em comida de estádio. Cachorro quente, batata frita, refrigerante, frozen.. Tudo parece ser bem mais gostoso. E foi aí que me deu uma vontade imensa de assistir ao jogo, não que eu seja uma torcedora fanática como meu pai mas eu amo ter esse momento com ele em que nos sentávamos no sofá, ou em algum bar e até mesmo em um estádio para assistir ao jogo. Pois é, isso que dá ser filha de um cara fã de esporte. Até futebol europeu conheço.

Eu estava linda, realmente estava, mas ao mesmo tempo me sentia deslocada. A tarde tinha sido perfeita ao lado de Christian e depois a sessão de beleza. Mas aqui, nada disso parece real. A pista de dança estava agitada, haviam fotógrafos por toda parte, Christian estava tão lindo naquele terno tão caro e ao lado de Elena cumprimentando a todos. Ela também estava magnifica num vestido vermelho.

Christian tinha comprado um belo vestido azul escuro com decote coração, justo até a cintura e depois rodado. Era de seda e possuía uma fenda na perna. Minha maquiagem estava pesada demais, a sandália alta demais e meu cabelo solto estava me dando calor e todas aquelas pessoais fúteis falando sobre negócios era irritante até em francês.

— Oi, minha linda – disse Christian me abraçando por trás sem se importar com o pessoal me olhando – vinho?

— Claro – sorri pegando a taça que ele trouxe – você quer dançar?

— Quero – ele me deu um selinho – mas preciso tirar algumas fotos, pura formalidade. Depois podemos dançar e fazer o que você quiser.

— Kate me mandou fotos do estádio – ele sorriu animado quando peguei o celular para mostrar – Olha, minha mãe comendo cachorro quente – ele me abraçou mais forte e riu.

— Meu deus, é seu pai sorrindo na foto? – disse fingindo surpresa – ele nunca sorri.

— Ele sorri para quem sorri pra ele, Sr. Magnata Frio e Calculista – ele riu alto e eu o acompanhei.

— Se você quiser, vamos embora agora. Eu não estou muito a fim de ficar falando sobre negócios quando tem uma mulher tão gostosa do meu lado esperando por mim.

— Christian, vamos? – surgiu Elena tocando no ombro de Christian mas ele se afastou o que me fez sorrir.

— Desculpe, Elena, mas Ana e eu vamos embora – ele diz desfrouxando a gravata.

— Mas – ela pareceu confusa em olhar de um para o outro – é muito cedo. Nem cortamos a fita de inauguração.

— Estou de férias, Elena – ele me puxou pela mão – Não quero saber de negócios.

Eu nem acreditei quando Christian, tão leve e jovial, me puxando para fora do salão. Tive que parar para tirar as sandálias ou nunca conseguiria correr.

— Vamos, estou louco para te ver com meu camisão dos Mariners – entramos no carro – Você vai ficar tão sexy...

Notas finais
E aí? o que acharam? Próximo capítulo será o mais importante da fic quando a Ana vai contar finalmente sua história e seu segredo ao Christian e nó ahahah Pretendo postar amanhã, quem sabe ainda hoje ;) bjs