Notas iniciais
Voltei super rápido né ;) Porque recebi uma linda recomendação da Daiane, eu amei a recomendação, muito obrigada, fiquei muito feliz e o cap é dedicado a você. Obrigada a todos que comentaram o cap anterior, também de animaram, me deram novas ideias para que esse capítulo saia. Ficou enorme e treras vem por aí ;) Boa leitura...

Acordei com o irritante vibrar de um celular mas meu olhos e corpo estavam muito pesados para me mexer. Christian se apressou em pegar o celular, senti seu olhar em mim e ele se levantou com delicadeza para não me acordar.

— Desculpe o horário, Taylor – disse em tom baixo – Deve ser ainda de madrugada aí. Taylor, tinham duas ligações perdidas de Leila no meu celular de algumas horas atrás – pisquei algumas vezes mais para me acostumar com a claridade mas sem me mexer. Quem é Leila? – ela não lidou bem com a quebra do contrato então veja como ela está e me mantenha informado – ouvi os murmúrios do outro homem mas sem identificar o que ele dizia – Voltou? Certo, mas fique de olho nela pelo menos durante essa semana Boa noite.

Christian voltou para cama, ficou mais uns minutos deitado antes de se levantar e ir para o banheiro. Virei de frente encarando o teto pensando na conversa de alguns minutos atrás. Christian se preocupa mais com as submissas do que ele próprio admite, ele pode tentar dizer que tudo é contrato, mas se fosse realmente ele não se preocuparia mesmo depois da quebra do mesmo porque legalmente não seria mais de sua responsabilidade. A não ser que essa tal de Leila tenha significado mais do que uma simples relação entre Dominador e submissa.

— Hey – disse saindo do banheiro com uma toalha presa ao quadril e outra menor ao redor da nuca.

— Hey – respondi me sentando na cama, cobri minha nudez com um lençol e o olhei por uns instantes como se isso pudesse me trazer respostas. Essa conversa sobre Leila tinha mexido comigo mais que eu gostaria.

— Você está bem? – ele enxugou o cabelo e jogou as duas toalhas no chão se movimentando nu pelo quarto.

— Estou – ele também me observava atentamente – Você está bem?

— Estou – ele se sentou a minha frente — Precisamos voltar ao porto, a guarda costeira fez contato – Christian acariciou meu rosto e eu fechei os olhos absorvendo seu carinho – O que aconteceu, Anastásia?

— Nada – sorri me ajoelhando na cama na sua frente, ele se ajeitou mais ereto e segurou minha cintura – Você está tão cheiroso – passei o braço ao redor do seu quadril colando meu corpo ao dele – está ok se eu te abraçar assim? – sussurrei olhando para cima em seus olhos e vi que ele parecia tranquilo. Beijei seu queixo, a mandíbula até o pescoço onde rocei meu nariz ali – gosto do seu cheiro.

— E eu gosto do seu – disse repetindo meu gesto.

— Eu vou tomar banho – sussurrei – não estou cheirando tão bem assim.

— Está cheirando a prazer, Anastásia – ri da sua afirmação.

Saí da cama caminhando até o banheiro rebolando um pouco mais que o normal em uma muda provocação. Olhei mordendo o lábio inferior antes de fechar a porta do banheiro recebendo um balançar de cabeça descrente em resposta. Ri.

*****

Chegamos ao porto de Saint Tropez quando eu terminava de fazer uma trança de raiz no meu cabelo, tudo estava super movimentado, o estacionamento só se via carros esportes luxuosos e os Iates atracados e lotados de gente. Coloquei o biquíni que minha mãe comprou pra mim, o que deixava meus seios maravilhosos e subi para a cabine central onde meu capitão estava.

— Temos que ir embora hoje? – perguntei com um beicinho – eu gostei muito daqui.

— Podemos ficar mais se você quiser, é só ligar para o hotel em Monte Carlo e adiar mais um dia nossa chegada – ele mexia nos controles todo concentrado e nem reparou que eu estava apenas de biquíni passando protetor solar no meu corpo. Christian estava maravilhoso, todo despojado com uma bermuda azul, camiseta de gola v em um azul mais escuro e um sapato confortável.

— Eles devem nos odiar, já adiamos três vezes – ele riu – Vamos a praia, Chris?

— Vamos e eu quero te levar para uma doceria dos anos 50. Lá é o local da tão famosa Tarte Troppeziane, não podemos ir embora sem experimentar – ele disse com certa animação infantil – você vai assim? – perguntou com uma sobrancelha arqueada.

— Vou colocar um vestido ou um shorts – lhe entreguei o protetor para que ele passasse nas minhas costas – Se eu te disser que eu quero ir a uma praia de nudismo, você iria?

— Não e nem você – respondeu curto e grosso. Bufei decepcionada – Se você quiser uma experiência nudista, podemos reservar alguns dias em uma ilha que meus pais costumam ir em seu aniversário de casamento. Só você e eu.

— Ok, acho que já conta como uma experiência. E topless? Esse você não tem como negar – virei com as mãos na cintura.

— Ok, pode ser, mas só porque eu não gosto de marquinha de biquíni no seio. E devo dizer, Srta. Steele, você ficou gostosa demais nesse biquíni.

Desci novamente para pegar as coisas que levaríamos para a praia. Coloquei um vestidinho bem folgado e curto, com um decote redondo que valorizavam os seios, atrás era estilo nadador e deixava a mostra minhas costelas. Era em diversos tons de azul e juro que não foi de propósito que usei a mesma cor que Christian.

— Antes de irmos para Monte Carlo, preciso passar no mercado com urgência – disse mexendo na minha bolsa. Tinha colocado meu passaporte, minha carteira, meu celular, mais protetor, óculos escuros.

— Eu também preciso – Christian me entregou sua carteira e o celular para que eu guardasse.

— E uma lavanderia antes que eu fique sem roupas limpas.

— Faremos isso no caminho para Monte Carlo.

Entramos no carro e dirigimos até o clube que eu escolhi, Club 55, diferente do que estamos acostumados, aqui os clubes a beira da praia são que comandam. Já na hora do almoço, o restaurante está bombando, li que dos três maiores clubes a beira da praia que aqui existe, este é o que tem o melhor restaurante e também é o mais tranquilo. Achei que este faria mais o estilo de Christian, sério, já que os outros têm DJs e são frequentados por pessoas mais jovens. Aprendi que com Christian, as coisas são como passos de bebês: primeiro engatinhar, depois andar e então correr.

Christian tinha feito a reserva no dia anterior sem que eu soubesse e também nos outros dois clubes porque ele não sabia quando eu gostaria de ir e ficou surpreso quando eu disse queria ir aos três.

— Vamos almoçar aqui, depois quero experimentar aquele doce que você está me devendo, podemos ir ao centro, pesquisei na internet e está tendo agora mesmo uma feirinha e depois podemos passar a tarde no Les Palmiers – ele sorriu da minha tentativa frustrada de falar francês – e aí jantar no Nikki Beach, soube que vai ter um lual esta noite.

— Devo dizer que estou impressionado com sua programação, Srta. Steele – ele fez o pedido para nós dois e o garçom já deixou uma garrafa de vinho rose que era a especialidade da região — E vamos para Monte Carlo hoje mesmo?

— Sim – digo ansiosa – Eu posso ir dirigindo se você quiser.

— Eu gosto de dirigir – tirei minhas rasteirinhas sem me importar com aquelas francesas metidas me olhando mas almoçar com pé na areia não é algo que se tem todos os dias. Christian puxou a cadeira pra eu sentar e sentou-se a minha frente.

— Ou – disse cantarolando – Podemos ir para Monte Carlo amanhã cedinho e ficarmos bêbados hoje – depois do que eu disse um tanto animada conseguir arrancar uma risada gostosa de Christian – Soube que no Les Palmiers servem uma garrafa de vinho rose em tamanho monstro.

— Não acho que ficaríamos bêbados por causa de vinho rose – disse divertido – mas seria interessante te ver bêbada.

— Mas acho que no lual, eles devem servir mais que vinho rose – o provoquei – e eu sou muito boa companhia bêbada.

— Se você prometer acordar mais cedo para tomar café da manhã eu topo – revirei os olhos e ele arqueou a sobrancelha — revirar os olhos não é muito educado, sabia!?

— Dormimos era quase quatro da manhã – rebati indignada.

— Você quem tirou a roupa e me provocou – argumentou e eu não tinha um contra argumento porque era a verdade.

O garçom nos trouxe dois pratos que eu achei muito estranhos. O primeiro era uma enorme alcachofra com um potinho separado com molho e o segundo era tudo cru, carne e ovo, fiz até uma careta. Uma coisa que eu não sou fã é de coisa crua, culinária oriental não é algo que eu sou fã.

— Não faça essa cara. É um Steak Tartare, é o mais clássico e tradicional prato frânces. É uma vergonha sair da França sem ter pelo menos experimentado – Christian puxou minha cadeira para seu lado com facilidade – E eu ouvi que as alcachofras daqui são as melhores, só perdem para as da Mia segundo ela própria.

— E o que tem realmente nesse prato? – apontei para o o Steak Tartare, ele ainda não me convenceu a comê-lo porque não me importo em sentir vergonha contando que nada cru entre na minha boca – Por um acaso é gema de ovo?

— É e carne de vaca muito bem fatiada por sinal e é feita com vários condimentos. Ana, é uma delícia – ele até que estava bem apresentável, como naqueles programas de culinária que vemos na teve, estava um perfeito redondo no centro do prato e no topo da carne estava a gema de ovo bem durinha – Experimenta – ele pegou com o garfo um pedaço e o ovo estourou em enjoando e ele levou a minha boca mas eu me recusei a comer e ele acabou comendo – Como posso te convencer a experimentar, pelo menos?

— Fritar a carne até o ponto de bem passado e cozinhar essa gema – respondi naturalmente.

— Se você experimentar, eu vou para a tal balada com você esta noite – começou a negociar mas eu o olhei com a sobrancelha arqueada.

— Já não tínhamos combinado que iriamos? — cruzei os braços.

— Eu não sou muito fã dessas coisas e eu iria te enrolar até você desistir de ir na verdade – ele deu de ombros comendo aquilo com gosto.

— Pois eu perceberia! – peguei o outro garfo para comer a alcachofra e tem um gosto característico e único, com o molho ficava divino.

— Você estaria distraída demais para perceber – ele passou a mão na minha coxa ajeitando o vestido para baixo antes de pousar a mão ali.

— Então você iria jogar sujo? – peguei meu garfo e resolvi me aventurar naquele prato que Christian tanto gostava. Ele deu de ombros com um sorriso de canto – Eu também sei jogar sujo, Sr. Grey.

— Você não consegue nem falar sujo – sussurrou no meu ouvido – quanto mais jogar...

Ele estava me provocando, eu sabia, me provocando para me fazer o que ele queria. Ele estava conseguindo porque eu não consigo não responder a uma provocação.

— Se você for comigo ao lual – dei ênfase ao tipo da festa porque não era necessariamente uma balada como ele tinha dito – eu chupo seu pau – digo rapidamente e coloquei mais rápido ainda aquela comida crua na boca.

— Como é?? – disse ele surpreso e ansioso com aquele brilho malicioso no olhar.

— Faço sexo oral em você – foi a vez dele de revirar os olhos pra mim. Até que me surpreendi com o Steak Tartare, o sabor dos condimentos é o destaque do prato e o ovo não massa de um tipo de molho, foi estranho de mastigar, mas estava uma delicia, porém preferi continuar com a alcachofra.

— Se fechar esse acordo – advertiu ele – não terá volta.

— Ah, Sr. Grey – chama-lo parece que o atiçou ainda mais que nossa conversa – Pode ter certeza que não quero voltar atrás – peguei minha taça de vinho e o bebi o olhando provocadora.

— Então temos um acordo – ele se aproximou de mim.

— Temos um acordo – afirmei me aproximando dele também e lhe dei um beijo para selar nossos acordo.

— Você me surpreende cada vez mais, Anastásia – disse balançando a cabeça – geralmente as mulheres não são tão ativas com sexo oral.

— Não sei o que dizer quanto a isso – ri meio envergonhada.

— Você é incrível, Ana – ele colocou meu cabelo para trás, se aproximou lentamente e deu um beijo na minha bochecha – não tem o que se envergonhar.

— Minha descoberta sexual foi muito cheia de pudores e preconceitos. Eu sempre tive vontade de fazer o que a Kate me contava – ri comigo mesma – quando eu chegava em casa para tentar algo novo, nunca dava certo, e olha só – ri – um dos motivos do término do meu noivado foi porque eu era fria e ruim na cama.

— Pode ter certeza seu noivo era um bosta – ele colocou a mão por dentro do meu vestido fazendo carinho na minha coxa me causando arrepios – você é a mulher mais quente que já tive – confessou ele – e eu estou louco para transarmos novamente.

— Christian – beijei seus lábios e foi minha vez de puxar seu lábio inferior entre meus dentes arrancando dele um gemido – Fala sujo – sussurrei olhando ao redor, mas estávamos cercados de franceses mesmo.

— Estou louco para te comer de novo – ri e mordi meu lábio inferior.

— Vamos? — pedi me levantando – Estou com vontade daquele doce que você falou.

*****

Não tinha palavras para descrever o tão feliz eu fiquei quando chegamos ao centro de St. Tropez, parece aqueles cenários de livros românticos de época e queria olhar tudo. As ruas eram de tijolos, as casas antigas e as barraquinhas de feiras eram espalhadas por toda extensão da rua. Artistas locais faziam seus trabalhos lá na hora, como música, pinturas e até esculturas. Christian se encantou por um quadro um tanto erótico mas até eu vi a paixão que aquele quadro havia sido pintado. Como se aquela mulher fosse o grande amor daquele pintor.

A doceria era antiga, mantinha a fachada original desde 1955 quando foi fundada, por sorte os donos do local estavam ali. Um casal de idosos super fofos, o senhor me deu até uma rosa para por no cabelo, pena que não entendi o que ele disse e nem consegui responde-lo, apenas sorri, mas isso o fez ainda mais alegre. A senhora, sua esposa, contou a Christian que seus filhos não a deixam mais cuidar do local, principalmente por ter muito turistas, mas ela jura que ainda está em condições de tocar o local e fazer os doces ela mesma já que ela o criou quando era jovem.

Realmente o doce era incrível. A massa era fofinha, tinha açúcar refinado em cima e o creme dava um toque totalmente especial. Parecia uma rosquinha recheada mas mil vezes melhor. Estava fresquinha e quentinha, tinha acabado de sair uma fornada, eu comi dois pedaços e ainda levamos para viagem. Pedi para Christian pedir se podia tirar uma foto com eles que aceitaram. Seria mais uma foto que guardaria com muito carinho comigo.

— Obrigada por me trazer aqui – disse animada – acho que ganhei um admirador – brinquei olhando para a foto em que o Sr. estava ao meu lado.

— Garanto que você tem muitos admiradores, Anastásia. Então, praia? – eu assenti animada.

*****

O clube Les Palmiers é um sonho! Toda a decoração é branca o tornando glamoroso e eles nos arrumaram uma cadeira de sol bem de frente para o mar. É até engraçado falar cadeira de praia, já que aquilo parecia mais uma cama de casal completamente confortável com um tipo de dossel como guarda sol e duas almofadas que usei de travesseiros. Eu poderia passar a noite ali sossegado. É mais confortável que muitas camas de hotéis que já dormi.

A maioria das mulheres ao meu redor estava de topless como se fosse algo natural naquela região, e até de frente mostrando os seios sem pudor algum. Eu estava morrendo de vontade de tirar a parte de cima do meu biquíni mas estava esperando Christian voltar. Alguns casais estavam mais íntimos e eu estava sentada no centro da cadeira de praia olhando, babando, o Christian nadar no mar. Ele nada quase que profissionalmente e não era só eu que estava babando por ele não. Fui para a área dos meninos que cuidavam dos jets ski, sempre tive vontade de andar em um e mataria essa vontade agora mesmo.

— Oi, alguém fala inglês? – perguntei olhando para cada um.

— Eu falo – disse um loiro, bronzeado, com olhos de um tom de mel incrível – Sou Jacques. No que posso ajudar? – ele me olhou de cima a baixo e eu desviei o olhar.

— Eu queria um jet ski – disse simplesmente o fazendo rir.

— E você sabe pilotar?

— Não, mas eu não vou sozinha – peguei o passaporte de Christian e entreguei a ele junto com meu cartão de crédito.

— Muito bem, Sra. Grey, aqui está a sua reserva para daqui a trinta minutos – ele me entregou um cartão magnético e os documentos de volta – A área de saída e chegada fica a leste da praia à alguns metros das cadeiras. Apresente o documento e a reserva, lá pode retirar o colete salva vidas caso precise e receberão as instruções.

Agradeci e guardei as coisas de volta na bolsa. Comecei a prestar atenção nas meninas e, aparentemente, apenas eu estava com o biquíni completo e eu quero ter total experiência de um lugar. Está certo! Vou fazer topless Christian Grey querendo ou não.

— Hey – disse deixando a bolsa ao lado da cadeira de praia onde ele já estava deitado e úmido. Sexy!

— Hey – ele me mostrou a gigante garrafa de vinho rose e eu me surpreendi com o tamanho daquilo – onde você foi? – perguntou se sentando para me servir e eu me sentei ao seu lado.

— Fui alugar um jet ski. Você me leva? Daqui a meia hora – perguntei fazendo um biquinho e bati os cílios rapidamente na minha melhor cara de dó.

— Claro que sim, baby – sorri de orelha a orelha. Estava gostando de ser mimada assim – nadar foi revigorante – comentou voltando a se deitar.

— Você gosta de nadar? – me deitei ao seu lado.

— Nadar e correr me fazem bem. Me acalmam e posso colocar os pensamentos e ideias em ordem. Faz tempo que não corro, então nadar foi uma ótima opção – nunca o vi tão relaxado com um semblante tão leve como naquele momento. Me virei de bruços ficando bem próxima ele, beijei seu ombro e fechei os olhos sentindo o sono vir – você é uma grande dorminhoca – comentou me fazendo rir e abrir os olhos.

— Mas não está bom esse momento? – sussurrei querendo toca-lo, me aconchegar em seu peito e ficar por um bom tempo.

— Está sim – ele tombou a cabeça na minha direção e me beijou. Foi um beijo calmo, lento, diferente de outros que trocamos mas na mesma intensidade. Ele passou o braço no meu quadril e eu fiquei todo arrepiada rindo entre o beijo.

— Você ta gelado – ele beijou a pontinha do meu nariz passando sua perna entre as minhas – você ta me molhando, Grey – ri mas ele não se afastou – Christian, desamarra meu biquíni.

— Ana... – ele abriu o olhos e me encarou – não.

— Por favor, Christian, todas as mulheres estão sem a parte de cima do biquíni. Meus seios nem são tão bonitos quanto de muitas outas mulheres por aqui.

— Nunca diga isso – disse sério e todo dominador – seu corpo é lindo – ele subiu sua mão do meu quadril até meu sutiã – não tem que ter vergonha dele. Eu sinto muito tesão, te acho muito gostosa e eu estou duro.

— Ok – sussurrei tentando reprimir meu sorriso de vitória ao senti-lo desamarrar as alcinhas e com cuidado ele me ajudou a passar pelo pescoço para que ninguém visse.

— Não se vire – ordenou voltando a se deitar de barriga para cima.

— Não vou – sussurrei me aconchegando na cadeira de praia e coloquei o cabelo para o lado – você não gosta de dormir com alguém por medo que ela te toque?

— Toque é um limite rígido pra mim, principalmente no peito e na maior parte da costa – disse com certa hesitação na voz.

— Eu não vou te tocar onde não queira – apoiei em meus cotovelos bem próximos aos meus seios para escondê-los – mas quero que saiba que a única coisa que eu quero te dar é prazer, só prazer.

— Vamos? – disse levantando – Vou te levar andar de jet ski.

Ok, já foi informação suficiente por agora.

*****

Andar de Jet Ski foi uma experiência única e de liberdade, até mesmo quando Christian me deixou pilotar e ele foi na minha garupa agarrado a mim. Senti seu membro na minha bunda por diversas o que me deu ideias para mais tarde. Quero que ele me pegue de jeito.

Ele foi para o quarto dele do iate e eu fiquei no meu porque eu queria o surpreender para o lual. Tomei um banho, passei creme hidratante por todo meu corpo e, definitivamente, precisava de um aparelho de barbear ou fazer uma depilação. Coloquei uma calcinha pequena branca rendada quase transparente e bem delicada, um sutiã branco tomara que caia também rendado e fui enrolar as pontas do meu cabelo e fazer uma maquiagem bem leve.

Minha roupa era comum mas perfeita pra ocasião. Uma saia branca longa com uma abertura do lado direiro desde o final da coxa, onde podia ver o final da minha tatuagem, até o pé. Coloquei um cropped de tricô bem detalhado que deixava a mostra meu sutiã e parte da barriga. Calcei uma sandália de dedo que amarra no calcanhar e estava pronta.

A flor que ganhei do senhor mais cedo deixei dentro do meu livro para guarde recordação.

Subi de volta para a cabine do capitão a procura de Christian e o encontrei falando ao celular na polpa do iate. Estava maravilhoso. A camisa era de linho, branca, com as mangas arregaçadas até o cotovelo e os primeiros botões abertos revelando os poucos pêlos que ele tinha ali. A bermuda também era branca e leve assim como o sapato. Era a personificação de Adonis na minha frente.

— Anastásia, você está... – sorri quando ele ficou sem palavras para me elogiar e eu apenas dei um beijo em seus lábios e percebi o quanto ele estava tenso.

— Está tudo ok? – perguntei preocupada.

—Está sim – ele colocou o celular no bolso – Apenas um jantar de negócios que terei que ir em Monte Carlo. Eu sei que prometi me afastar da empresa, mas é sobre uma filial de minha outra empresa que está prestes a abrir lá e eu tenho que estar presente. Gostaria que fosse comigo.

— Claro. Você vai abrir uma empresa lá? – ele entrelaçou sua mão na minha me guiando para o carro.

— Sim, mas não a minha empresa GEH. Lembra quando eu disse que tinha negócios com Elena? Pois bem, é um sonho dela abrir uma filial da nossa rede de salões de beleza em uma cidade como Monte Carlo.

— Você é sócio de uma rede de salões de beleza? – perguntei surpresa. É algo que nunca pensei que Christian Grey faria.

— É um negócio lucrativo. É um ótimo salão, ainda estaremos lá no dia da inauguração e meu cabelereiro de confiança virá, você pode ter um dia de beleza enquanto eu cuido da parte burocrática.

— Ok, um dia de depilação será ótimo – brinquei e ele riu.

— Eu não me importo com essas coisas, só para você saber – ele abriu a porta do carro pra mim e entrou logo em seguida no banco do motorista.

— A maioria dos funcionários virão? – perguntei tentando não demonstrar meu interesse por essa pergunta.

— Sim. Pelo jeito Elena está preparando um grande evento. Acontecerá em quatro dias – Christian estava dirigindo para o Nikki Beach Club mas eu estava pensando o quanto não queria conhecer a tal Elena por enquanto, mesmo que ela seja sua amiga. Apenas sua amiga.

— Então ela virá... – comentei com desdém.

— Sim, chega amanhã.

Notas finais
E aí pessoal o que vocês acharam? Leila querendo falar com Christian huuum... A Elena vindo para Monte Carlo muito antes do que deveria já que seu evento é apenas quatro dia depois. O que será do nosso casal quando Elena chegar e ainda pra ficar quatro dias a mais do que deveria? E, ah, só para deixar bem claro, a Ana nem imagina que ela é muito mais velha que o Christian. Como vocês acham que vai ser a reação dela? HAHAHA Próximo cap terá hot o/ comentem, favoritem, mandem sugestões o/ beijinhos.