Notas iniciais
Voltei rapidinho né ;) Mas é que eu recebi uma incrível recomendação da Chrys Monroe que me deixou animada para escrever o capítulo fofo com muitos momentos Ana e Christian. Espero que gostem. Esse cap é dedicado a ela, obrigada linda pela recomendação maravilhosa. Obrigada a todos pelos comentários do capítulo anterior. Fizeram meu dia mais feliz ontem diante de tantos problemas que estou enfrentando. Vocês são incríveis.

Confesso que a viagem de avião foi muito cansativa, mesmo que de primeira classe, por insistência de Christian, ainda estou morrendo de dor na costa e vontade de fazer xixi. Christian estava terminando com a burocracia de alugar o carro e a única coisa que me mantinha acordada era que ele estava falando francês, mordi o lábio inferior, involuntariamente, o ouvindo falar com a atendente.

— Christian — sussurrei próximo ao seu ouvido e ele me olhou — Que carro você vai alugar?

— Pensei em um Audi Q7, o que acha? — deitei minha cabeça em seu ombro sorrindo — Você não entende muito de carro, certo? — balancei a cabeça em negativa — é um SUV, porta malas grande, mas chegando em Monte Carlo trocamos de carro.

— Ok — a atendente olhou para nós dois com certa decepção e eu me segurei para não rir. É, querida, ele está comigo.

— Você não estar retrucando comigo quer dizer que está com muito sono? — perguntou e eu assenti. Ele passou a mão na minha cintura me trazendo para mais perto dele.

— Mais ou menos isso. Eu não sou uma pessoa muito amigável ou coerente com sono — Christian beijou minha bochecha sussurrando que já iríamos embora.

Mia montou um roteiro excelente para nós para nossa decida até Monte Carlo com direito a passeios culturais, praias, restaurantes e até passeios de casais que ainda não tínhamos certeza se iríamos. Aqui em Provence ficaríamos tempo suficiente para aproveitar bem essa cidade maravilhosa porque tempo não era algo que estávamos preocupados. Estamos em pleno verão e eu queria aproveitar.

— Você tem tara por audis? — perguntei quando trouxeram nosso carro e eu fiz uma careta — Parece carro de tiozão.

— Tiozão? — perguntou embasbacado — é o carro mais seguro da categoria. Vamos pegar estrada pesada e serra, Anastásia.

— Chris — ri da sua indignação e fiquei de pontinha de pé roubando um selinho dele — você só tem vinte e sete anos.

— Mas muito responsável — disse bravo e eu ergui os braços em defesa — quando chegarmos em Monte Carlo trocaremos de carro, baby, não se preocupe.

— Desculpa, você tem razão, vamos para o hotel? Quero tomar um banho – Christian terminou de colocar nossas malas no porta malas, abriu a porta pra mim e então caímos na estrada.

— Me acompanha em um jantar? Mia disse que o hotel tem um restaurant maravilhoso no terraço – apesar de eu estar morrendo de sono assenti. Christian parecia animado em jantar no hotel e eu não queria estragar sua animação.

— Ainda terá serviço de jantar quando chegarmos? São, tipo, duas da manhã – peguei o cellular para olhar o horário e vi mensagens de Kate.

— No verão eles servem até as quatro da manhã e a comida do avião não foi muito boa – ele fez uma careta mas tive que concordar com ele. Christian segurou minha mão e a levantou olhando minha pulseira – esse pingente não estava aí da última vez que olhei.

— As vezes me esqueço do tão observador você é – comentei mais pra mim que para ele, ele sorriu de canto e essa era uma de suas manias que acabei descobrindo nos últimos dias – Ontem quando disse que não poderia sair com você é porque fui até a Ponte dos Cadeados e é algo que eu precisava fazer sozinha – sorri comigo mesma olhando para a pequena chave prateada que prendi na minha pulseira.

— Por que guardou a chave? – perguntou me olhando quando paramos no semáforo.

— Porque terei que contar a alguém esse segredo um dia.

A tradição da Ponte dos Cadeados em Paris é fechar um segredo, um amor, um pedido... São muitas histórias bonitas, segredos e mistérios que cercam aquele local. Por tradição, a chave deve ser jogada no rio e assim seu segredo nunca seria revelado, simbolicamente. Mas este segredo é algo que só eu sei, nem minha mãe ou Kate sabem, porém não posso mantê-lo como segredo para sempre e algum dia terei que revela-lo e é por isso não pude jogar a chave no rio.

Depois do nosso jantar na Torre Eiffel, Christian e eu nos aproximamos ainda mais, visitamos juntos lugares que eu ainda não tinha conhecido na França como o museu do Louvre, um dia até fizemos a loucura de voltar para Londres de trem porque eu queria conhecer o tão famoso trem que faz a conexão por debaixo do mar que liga a duas capitais e Mia teria que visitar um restaurante inglês para seu projeto de conclusão de curso para a faculdade. E dentro do trem Christian deixou que eu tirasse uma foto com ele, mesmo que com um sorriso tímido, guardei nossa foto dentro da minha carteira.

Esses últimos dias tinham sido especiais e espero que o restante da viagem seja tão perfeito quanto.

Aix en Provence é a cidade natal do famoso pintor Paul Cézanne, foi fundada em 122 a.C e mantem o estilo pitoresco. Conforme nos aproximávamos do hotel já tinha visto várias fontes, antigos casarões luxuoso e maravilhosos além de diversos monumentos. Tudo estava tranquilo a calmo, com certeza não é uma cidade noturna, leva a pacata e tranquila vida de interior e cheirinho local é de lavanda, devido aos grandes campos.

— Parece que é aqui – disse Christian olhando para o gps do carro. Nós dois encaramos a entrada iluminada mas toda arborizada ao redor – Parece uma chácara.

Christian passou pela entrada e o que vimos foi algo deslumbrante. Estátuas, arvores bem podadas, campos e mais campos de grama bem cuidados. O hotel parecia uma grande casarão luxuoso e todo iluminado parecendo um palácio. Estacionamos na entrada, onde o manobrista pegou o carro e descemos ainda olhando tudo ao redor. Eu mal acreditava que Mia tinha reservado um hotel tão bonito para nós e ter chego a noite foi uma excelente escolha. A entrada até o hotel era um vasto corredor cercado de arvores com duas estatuas monumentais na frente como se guardassem o hotel. A recepção era um vasto salão com iluminação no centro por um belo lustra que parecia ser de cristais, poltronas e sofás aconchegantes e uma lareiras elétrica incrível. Aqui deve ser perfeito no inverno.

Christian se aproximou do atendente, que era maravilhoso, diga-se de passagem, cabelos negros até brilhavam e incríveis olhos verdes com um porte atlético e vestia terno, mas o ambiente estava tão fresquinho e gostoso do ar condicionado que achei muito bem apropriado. Sorri para ele prestando atenção enquanto aqueles homens maravilhosos trocavam palavras em francês.

— Posso falar inglês para a senhora entender o que estamos falando – disse ele num inglês perfeito com sotaque francês.

— Obrigada, é o primeiro que se prontifica a falar inglês desde que cheguei a França – ri e ele me acompanhou. Christian me olhou com a sobrancelha arqueada e eu dei de ombros.

— Dois quartos? – perguntou ele olhando para a tela do computador e Christian assentiu – Sr. Grey esta é a chave do seu quarto de vista para a frente e Sra?

— Srta. Steele – respondi rapidamente.

— A chave do da srta com vista para a piscina, um de frente para o outro – ele me entregou a chave – Se quiserem, o jantar ainda está sendo servido, recebemos muito turistas durante o verão e entendemos perfeitamente o fuso – ele riu e eu o acompanhei. Tão simpático. Christian passou o braço na minha cintura. Tão possessivo – As malas já estão no quarto, segundo andar, sexta porta, tenham uma boa estadia.

— Obrigada – sorri caminhamos até o elevador.

— Nos vemos em breve, Srta. Steele – disse ele com um sorri galanteador e piscou.

Christian ficou tenso apertando forte a mandibular, ele é o tipo de cara ciumento e possessivo que um outro homem não pode nem puxar conversa com sua garota.

— Ele estava flertando com você – sussurrou olhando fundo em meus olhos. Encostei na parede do elevador oposta a que ele estava encostado com as mãos nos bolsos de seu jeans. Ri – Está rindo de mim, Srta. Steele?

— E quantas atendentes flertaram com você? Só hoje tiveram duas – listei com a mão – a mulher do aeroporto e da agência de carros. E comigo foi um cara só.

— E o fotografo? – ele cruzou os braços em desafio e eu coloquei a mão na cintura autoritária.

— Isso foi em Londres – argumentei – ao todo foram dois e você, quantas foram ao todo?

— Não sei, Anastásia – disse ele balançando a cabeça – Onde quer chegar com isso?

— Onde VOCÊ quer chegar com isso? – sai do elevador na sua frente e ele veio logo atrás de mim em passos firmes.

— Eu não compartilho, Anastásia – disse ele firme e segurou meu braço me virando para ele – Se você vai ser minha, vai ser só minha – sussurrou a última parte tão próximo que nossos narizes chegavam a se encostar.

— Eu também não compartilho – ele passou os braços ao redor da minha cintura – Christian, eu entendo que goste de dominação, mas confiança é outra coisa. Confie que eu quero você, quero estar com você e não sou do tipo que sai caçando homem. E eu confio que você também não é desse tipo.

— Não, eu não sou – ele pareceu mais aliviado – Certo, prometo me controlar mais.

— E eu não vou dar bola para esse cara ou qualquer outro – beijei sua bochecha e me soltei dele – além do que se eu não confiasse em você, teria perguntando quem é Elena a muito tempo.

— Como você...? – abri a porta do meu quarto e nossas malas estavam ali. Meu deus, é lindo, maravilhoso na verdade. O quarto era um clássico, estilo romântico e invernal. É uma suíte com sofá antigo claro, mesa de centro, escrivaninha, papel de parede, iluminação de lustres a abajour e a cama de casal estilo dossel daquelas que dá vontade de enrolar e não sair.

Christian me seguiu pelo quarto enquanto eu explorava cada detalhe, até o papéis de parede eram incríveis, o banheiro então era dos sonhos, logo logo iria deitar nessa banheira com uma deliciosa taça de champanhe a luz de velas. A vista da sacada era para a piscina que estava iluminada e a luzes faziam um reflexo com a água.

— Eu vou tomar um banho e nos encontramos lá em baixo para o jantar? – perguntei querendo que ele saísse do meu quarto.

— Claro – disse meio pensativo – Depois precisamos conversar.

— Você sempre quer conversar – ri o acompanhando até a porta – Você quer saber como sei de Elena? Não se preocupe, eu só te ouvi falando com ela algumas vezes e notificações de mensagens quando você esqueceu o celular na minha bolsa quando fomos ao parque. Ela é sua submissa?

— Não, eu não sou do tipo polígamo. Ela é minha amiga e sócia – abri a porta para ele que saiu se virando antes de ir para seu quarto com sua mala em mãos – eu a conheço a muito tempo, ela me ajudou muito quando precisei.

— Ela segue seu estilo? – perguntei o analisando mas ele não conseguiu manter seu olhar preso ao meu por muito tempo.

— Ela foi minha primeira – assenti entendo o porquê de ela ser importante.

— Ok, a gente se vê daqui a pouco então – coloquei meu cabelo atrás da orelha.

— Só isso? Tipo, é isso? – perguntou me olhando e eu não entendi o que ele quis dizer com isso e acabei rindo.

— Bom, se você me disse que é sua amiga eu não vou discutir. Você já era amigo dela quando nos conhecemos, quem sou eu para exigir qualquer coisa?! – peguei em sua mão – confio em você Christian, espero que confie em mim também.

— Eu confio, Ana – ele se aproximou pegando meu rosto entre suas mãos e me deu um beijo demorado que eu retribui na mesma intensidade – Te espero lá baixo em quarenta minutos?

— Claro – sussurrei mordendo o lábio inferior – Christian, aqui – lhe dei a chave reserva do meu quarto – Até lá em baixo.

Fechei a porta mas fiquei a encarando por alguns segundos, talvez uma parte de mim esperava que ele abrisse a porta e entrasse no banho comigo mas outra parte, a coerente, se afastou da porta indo para o banheiro tomar um banho.

*****

— Eu amei essas vieiras – comentei ainda com boca cheia terminando meu jantar, Christian assentiu como se fosse óbvio enquanto bebia seu vinho – É peixe certo?

— Sim, estão muito bem feitas, uma das melhores que comi na vida – o garçom retirou nossos pratos e por incrível que pareça, apesar de serem mais de três da manhã, mais casais estavam no sofisticado salão do restaurante – Você quer sobremesa?

— Por favor, quero um sorvete e petit gateau – ele fez nossos pedidos e voltou a dar atenção para mim com um sorriso lindo que me fez retribuir – Me conte algo sobre você que eu não sei ainda.

— Algo sobre mim que você não sabe? – ele ficou pensativo encarando o teto como se ponderasse o que iria dizer até que sorriu quando encontrou sua resposta – meu prato favorito é macarrão com queijo – o olhou em surpresa e tentei segurar o riso mas foi inevitável – É sério. Sra. Jones, minha governanta, ela faz um que é uma delícia e minha mãe fazia quando eu era menor. Eu me entupia de macarrão com queijo, verdade.

— Faz muito tempo que não como macarrão com queijo, tipo, uns quinze anos — ri da careta que ele fez mas eu estava até sem fôlego de tanto ri. Um magnata, milionário, CEO que tem como prato preferido macarrão com queijo é para morrer de rir mesmo.

— Quando voltarmos para casa, te convidarei para jantar lá em casa pedirei para Sra. Jones cozinhar – ele ergueu sua taça cheia e eu brindei com ele selando o acordo.

— Você sabe mesmo impressionar uma garota – o garçom trouxe nossa sobremesa e eu parei para olhar Christian. Ele estava tão a vontade com calça de moletom caída na cintura de um despojado e sexy, uma camiseta preta básica e tênis. Nunca o vi aparentar tanto assim sua idade e estava gostando isso. Christian Grey, o que eu estou conhecendo, é diferente daquela figura que é tão comentada em Seattle, mas não sei se isso é bom ou ruim. Quero aproveitar o momento, minha viagem, mas e quando retornarmos? O acontecerá?

— Sua vez – disse me despertando dos meus devaneios – Me conte algo sobre você que eu não sei ainda – dizendo isso ele tomou mais do seu vinho e como logo iríamos a praia resolvi contar logo a ele do que pegá-lo de surpresa.

— Eu tenho uma tatuagem – disse simplesmente mas ele engasgou com o vinho — Você está bem?

— Sim, só surpreso – respondeu rapidamente – não imaginei que você teria uma tatuagem. Parece ser tão... certinha.

— Que preconceito, Grey – parti meu bolinho no meio e era um prazer ver a calda de chocolate escorrer pelo prato, é uma de minhas sobremesas favoritas – eu fiz faz pouco tempo.

— Posso ver? – perguntou curioso e ficou me olhando tentando achar.

— Não posso mostrar agora – ele arqueou a sobrancelha – Não é em lugar intimo se é o que estava pensando.

— Não estava na verdade – ele riu roubando um pedaço do meu bolinho já que ele pediu uma tortinha de limão.

— Fica no quadril até o começo da coxa – eu usava um longo vestido de verão florido com uma fenda na perna mas ainda sim não dava para ver – Você gosta de tatuagens?

— Não sou muito fã de dor – o olhei significativa – Dominação e submissão não são sobre dor, sabe disso. Mas eu não sou fã de agulhas se não é extremamente necessário. Mas o que você tem tatuado? – peguei um pedaço da sua torta de limão e o creme era divino.

— Vou te deixar curioso, Sr. Grey, amanhã vamos a praia ou a piscina e você vê.

— Só se você me explicar o significado – o olhei mais séria mas acabei concordando. Explicaria para Christian o significado da minha tatuagem.

Notas finais
E aí o que acharam? O que vocês acham que é a tatuagem da Ana? Será que a Ana vai ficar de boa depois que a Elena começar a interferir? Acho que não hien ahaha Comentem, favoritem, mandem mais sugestões que faz uma autora feliz. Beijinhos.