Notas iniciais
Voltei rapidinho né!? Capítulo pequeno porém muito importe, se não o mais importante. É o capítulo que dá ponta pé inicial para o desenrolar da fic. Espero que gostem da tão aguardada conversa e da proposta que eles tem um para o outro. Boa leitura. ps:. fiquei mega feliz com todos os comentários do capítulo anterior. Obrigada mesmo.

Aqui é incrível – disse deslumbrada com a vista do topo da Torre. Tinha Paris aos meus pés, literalmente.

— É sim – concordou Christian tomando sua taça de vinho tinto – E então? O que quer propor?

— Não vale – falei fingindo indignação – Você disse que queria propor algo primeiro, então você fala primeiro!

— Ok, Srta. Steele – ele riu passando o braço na costa do sofá que estávamos. Esse restaurante é bem mais aconchegante que o outro. Com uma lareira enorme e incrível e esta noite estava com um clima mais romântico e cheio de casais, só não sei se Christian já sabia disso antes – Sabe porque estou nessa viagem? – fiz que não com a cabeça – Minha empresa sofreu um grande golpe. Meu diretor financeiro era um homem de minha confiança e eu nem percebi a quantidade de dinheiro desviada e nem a mercadoria. Eu gosto de ajudar, tenho grandes projetos sociais e filantrópicos espalhados pelo mundo – arqueei a sobrancelha surpresa, nunca imaginei que Christian Grey fosse esse tipo de cara – você está surpresa – ele sorriu bebendo mais do vinho – eu não faço por reconhecimento. Apenas porque eu posso e quero ajudar. Eu sei o que é passar fome – ele baixou o olhar – e quanto uma ajuda é bem vinda.

— Mas o que aconteceu? – perguntei me virando meio de lado para poder analisar melhor suas expressão para ver ser assim desvendava o grande mistério que é Christian Grey.

— Eu envio todo mês uma quantia mensal para as instituição e também itens básicos como alimentos, água, roupas, cobertores... Desde o início eu contratava a empresa do seu pai para as entregas, mas meu diretor me convenceu que não seria mais necessário porque ele tinha encontrado um melhor jeito para as entregas de maneira que diminuiria os custos e Ross concordou também – Christian parecia desconfortável com essa história. Eu ouvi na mídia e meu pai também comentou sobre esse golpe. Entrelacei minha mão a sua tentando passar confiança para que ele terminasse de me contar – No evento de lançamento do meu mais novo produto, encontrei com seus pais e como sempre fomos muito bons parceiros de negócios comentei com ele sobre o valor que eu tinha conseguido para os transportes da mercadoria e se poderíamos conversar sobre isso e ele me disse que o meu diretor tinha o dispensado a mais tempo que eu tinha conhecimento. Na hora voltei para a empresa e comecei a fazer ligações, a fábrica que fornecia os alimentos me contou que não comprávamos a meses, assim como as roupas, algumas instituições estavam em crise devido a minha falta de ajuda...

— Christian, não foi sua falta de ajuda – o cortei rapidamente.

— Não, mas para ele sim. É meu nome que está estampado na empresa e então eu quem parou de ajudar. Enfim, o dinheiro continuou saindo e eu me odiei, Ana, me odiei por não ter conseguido perceber o que estava acontecendo bem debaixo do meu nariz – ele apertou minha mão forte.

— O que aconteceu com eles agora?

— Estão em seu devido lugar e todos os recursos recuperados – ele se virou pra mim – Ana, pra mim foi muito difícil porque uma coisa importante que deve saber sobre mim é que eu gosto de exercer controle, sobre tudo ao meu redor e ter perdido o da minha própria empresa quase destruiu meu emocional. Mais do que já é destruído.

— Se deu tudo certo, por que se afastou da empresa? – ele serviu a ambos mais um pouco de vinho e eu gostei de ele estar sendo tão aberto comigo.

— Porque uma vez que errou nunca te deixam esquecer disso. É a vida e natureza do ser humano. As ações da empresa caíram, nenhum acionista me levava a sério, era como se minha opinião nem importasse, e antes que eu fizesse alguma coisa séria, meu pai sugeriu que eu me afastasse da empresa e ele se tornou o presidente. Por incrível que parece deu muito certo. É bom agir como um cara da minha idade as vezes – ele riu consigo mesmo.

— Mas Christian, você não está totalmente desligado da empresa. Em Londres você visitou empresas, aqui você faz vídeos conferência e vive com o celular na mão respondendo aos e-mails. É aí que eu quero chegar a minha proposta – sorri orgulhosa.

— E qual seria sua proposta? – disse ele divertido e eu fiquei emburrada.

— É sério, Christian – ele assentiu – E não adianta ficar escondendo esse seu sorrisinho só porque conseguiu que eu dissesse minha proposta primeiro – respirei fundo – Sabe porque estou nessa viagem? – ele fez que não com a cabeça – Bom, eu sempre quis viajar pelo mundo assim que saísse da escola porque eu queria ser escritora e pra mim uma boa escritora é aquela que viveu aventuras e no meu mundinho do interior nunca iria ter as aventuras que um dia eu sonhei em ter então comecei a escrever um Guia do que eu faria quando saísse pelo mundo e meus pais sempre apoiaram essa ideia.

— E o que deu errado? – Christian começou a acariciar a costa da minha mão com o polegar o que me distraiu um pouco e me fez sorrir.

— Eu me apaixonei – ri – a coisa mais clichê que poderia acontecer. Conheci um cara quando estava no segundo ano da escola, ele já estava na faculdade, começamos a namorar, eu me mudei para Seattle para morar com ele e fazer faculdade, montamos uma editora juntos, compramos um apartamento juntos, estávamos prestes a nos casar e então... Tudo desmoronou – ainda não sentia preparada para dizer a ele o que realmente aconteceu, não pela falta de confiança que tenho nele mas em mim mesma, as vezes ainda choro quando conto isso a alguém e não quero estragar nosso clima tão gostoso – Eu engravidei e acabei perdendo meu bebê – ele ficou surpreso e eu sorri fraco – e meu noivo que deveria estar ao meu lado foi embora. Eu fiquei um tempo esperando ele voltar mas ele não voltou e eu percebi o que eu perdi durante todo esse tempo. Eu perdi a mim mesma!

— Sinto muito, Ana — sussurrou ele acariciando minha bochecha agora e eu sorri fechando os olhos apreciando seu carinho.

— Estou aqui nessa viagem porque uma garota cheia de sonhos começou um livro e eu quero reencontrar essa pessoa e aproveitar o máximo da vida porque ela é curta e a qualquer momento ela pode acabar – coloquei meu cabelo atrás da orelha e sorri – a vida é bela ao redor do mundo.

— Red Hot – disse Christian e eu ri. Ele não parece do tipo que sabe o que dizer quando uma pessoa está mal, mas agradeci por ele tentar me fazer sorrir porque as vezes o que eu mais quero não é alguém dizendo que “tudo vai ficar bem”, apenas alguém que me faça sorrir – Obrigado por confiar em mim e contar isso. Imagino o tão difícil deve ser.

— Você também confiou em mim – ele levou minha mão aos lábios e deu um beijo – Você teve um começo difícil não é?

— É, sim, mas não quero falar sobre isso agora. Só, na minha adolescência eu fui muito rebelde até que aprendi a lidar com minha raiva e isso veio do controle que eu exercia sobre as coisas e situações – ele respirou fundo antes de continuar – e como você me enrolou – disse em tom de brincadeira – eu vou dizer a minha proposta primeiro. Sabe porque eu nunca fui visto com uma mulher?

— Vai me dizer agora que é gay? – perguntei indignada.

— Não, Ana – ele revirou os olhos – me escuta, porra! – Ok, acho que o deixei meio bravo, mas acho sexy quando ele fica bravo, mesmo que não seja um bom momento para isso – Eu sigo um estilo diferente de relacionamento. É sobre controle e... Dominação.

— Você é um dominador? – perguntei num sussurro triste.

— Sim. É um estilo de vida que levo a muito tempo e gosto disso – o olhei curiosa sem saber onde essa conversa iria chegar porque se ele fosse propor o que eu estava pensando que ele iria propor pegaria minhas coisas e iria embora no mesmo instante – geralmente só tenho essa conversa mediante a um contrato de sigilo – ele riu mas eu não estava achando a mínima graça.

— Então você não apresenta as submissas? – perguntei e ele assentiu – a sua família e nem a ninguém?

— Não porque não se trata de um relacionamento e sim de um contrato. E eu sou bem específico quanto a não querer um relacionamento sério. Não sou do tipo coração e flores – assenti. Preferia que ele tivesse dito isso antes de me beijar ou até mesmo me levar para jantar. Se ele não era do tipo coração e flores, eu não sou do tipo dor e obediência.

— E quanto a sua proposta, Grey? – disse seca.

— Ana, desde que te conheci eu vi que você era a perfeita submissa pra mim. Mas então trocamos mensagens e nos conhecemos melhor e eu vi que você não era e mesmo assim não saia da minha cabeça um segundo se quer. Ainda não sai.

— Christian, você está me deixando confusa – confessei rindo nervosa.

— O que eu quero dizer é que eu estou aqui nessa viagem para ser o que eu nunca fui. Um cara normal de vinte e sete anos. Eu quero tentar coisas novas, costumes novos, comidas novas... quero visitar pessoalmente as diversas instituições que criei, ver as pessoas que ajudei, quero ir a lugares novos e eu quero tentar isso com você. Eu quero viajar com você pelo mundo, ter experiências novas — ele me olhava num misto de curiosidade e medo? Christian Grey estava com medo do novo... – Essa é o primeiro encontro que tive, Ana, em toda minha vida. Eu comecei com o BDSM muito cedo, antes mesmo do que você deve estar imaginando, eu não sei o que é levar uma garota ao cinema, patinar no gelo, não sei nada disso e quero tentar.

— Você quer tentar essas coisas comigo? – perguntei surpresa e aliviada por ele não me querer como uma submissa.

— Quero, se você quiser. Sei que saiu de um relacionamento agora e eu não estou propondo namoro, apenas... Que você aceite que eu viaje com você e se rolar algo entre nós...

— Já rolou algo entre nós – respondi sorrindo – Christian, eu quero algo entre nós e quero que me acompanhe na viagem se você quiser. E eu não sei nada sobre seu mundo também, o que acha de você me ensinar um pouco sobre o seu e eu te ensino um pouco sobre o meu? Não vou ser sua submissa, mas algumas.. – pigarreei – brincadeiras, eu consigo fazer. E não quero corações e flores, só que seja uma boa companhia nesta viagem e eu vou te ensinar um bom baunilha – sorri convencida.

— Você conhece essa a expressão sexo baunilha? – perguntou ele sorrindo.

— Já li livros eróticos, Sr. Grey – ri mordendo o lábio inferior em seguida – e aceito se você prometer esquecer um pouco da empresa. Claro que precisa resolver assuntos importantes, mas só se te chamarem. Então.. temos um acordo?

— Temos um acordo – e ele selou o acordo da melhor maneira possível: me deu um incrível beijo de língua..

Notas finais
A partir de agora teremos muitos momentos Christian e Ana finalmente juntos, agora sim eles vão começar a viajar pelo mundo, conhecer um ao outro, quem sabe se apaixonar ahahah próximo capítulo teremos o road trip até Monte Carlo. E depois de Monte Carlo? Onde vocês querem ver esse casal? Não deixem de comentar, favoritar e quem sabe uma recomendação ahaha ;)