All Around The World
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Sabe aquela parte que uma garota se programa toda para o primeiro encontro?! Pois é, estou tendo esse momento agora sozinha, infelizmente, porque Mia estava com Ethan, e não poderia ligar para Kate porque estava em horário de trabalho e eu tinha menos de uma hora para Christian vir me buscar. Ok, agora não tem jeito, vou ter que ligar para dona Carla.
— Mãe, finalmente — disse impaciente porque precisei ligar duas vezes até ela atender, coloquei meu celular no viva voz para terminar de tirar o excesso de esmalte das unhas do pés. Eu estava praticamente pronta, uma maquiagem leve, porém marcante nos olhos dando destaque ao azul, meu cabelo estava todo enrolado e eu estava com bobes na cabeça para mantê-los porque meu cabelo é muito fino e liso e com babyliss duraria uma horinha apenas antes de ficar liso novamente.
— Desculpe, querida — ela bocejou — como você está?
— Mãe, eu te acordei?! — minha mãe riu e eu ouvi meu pai ao fundo falando sobre tomar banho — está tudo bem? São tipo mais de dez da manhã aí.
— Seu pai e eu temos direito a um momento de casal também.
— Ai, mãe — fechei os olhos em uma careta tentando não processar o que minha mãe tinha acabado de falar e ela riu do outro lado da linha.
— Como está a viagem? — perguntou ela com voz de quem estava se espreguiçando — que hora são aí?
— Passa das sete da noite — mordi o lábio inferior ponderando como contar a ela — Mãe, liguei para pedir sua ajuda...
— Ajuda? — perguntou ela confusa — desde quando você precisa da minha ajuda?
— Desde que tenho um encontro essa noite — Minha mãe passa muito tempo com Mia e Kate porque soltou um gritinho animado.
— Com quem? Um francês bonitão? Alto? Gostoso? Ele cheira bem? Claro que sim, todos cheiram — ela riu animada demais — Ray, nossa menina tem um encontro essa noite!
— Mãe, não é algo que se possa contar para o papai — ri da animação dela — e não, ele não é francês. Na verdade, você deve conhece-lo. Christian Grey, sabe, irmão de Elliot.
— Sério? Não, me conta isso direito!
— Mãe, posso contar depois? Ele vem me buscar em uma hora e eu não faço ideia do que vestir — terminei com minhas unhas e estava satisfeita com meu trabalho.
— Claro, filha, e eu pergunto para Kate depois. Me mande fotos das roupas que você separou — rapidamente fiz o que ela disse, mas na verdade eu tinha separado quatro vestidos: Três longos e um médio — Ok, estou olhando para eles. E sua única opção seriam vestidos? Onde vocês vão jantar?
— Esse é o problema, mãe — mordi o lábio inferior — é na torre Eiffel.
— Anastásia, me escuta e me escuta bem, se um cara lindo e gostoso te leva para um restaurante na torre Eiffel é bom que você se case com ele! — ri alto — Falo sério! Você está com a depilação em dia?
— Mãe! — a repreendi ao mesmo tempo que meu pai brigou com ela por falar algo assim — não vou transar no primeiro encontro.
— Anastásia, o cara está te levando para jantar na torre Eiffel, impossível ser mais especial que isso — tecnicamente ela tinha razão.
— Bom, vamos ver que rumo esse encontro vai tomar — disse mais para mim mesma que para ela. Na verdade, eu estava com receio e curiosa para saber o que Christian quer propor.
— Ok, vamos pensar, o primeiro é muito reluzente, Ana — ergui o primeiro para olha-lo e era lindo.
— Escolhi porque é cinza — sorri pensando nos incríveis olhos de Christian. São de uma cor única — mas concordo que tem muito brilho – o primeiro vestido que escolhi era cinza, tomara que caia, longo com uma calda maior atrás e uma fenda grande na frente, o único problema era que o vestido todo era muito brilhante. (É o vestido que a Dakota usou no Golden Globe).
— E acho que deveria continuar com o modelo que mostra sua perna porque suas pernas são lindas — sorri — então o preto nós descartamos. Ana, você não pode ir a um encontro vestida de Mortiça — olhei para o vestido longo preto de manga longa e com decote generoso — Eu acho que o cinza é perfeito. É aberto nas costas?
— Não, a mesma renda que tem no decote tem atrás. E tem uma fenda para mostrar uma das pernas. Não acha muito formal? — olhei para o vestido médio azul escuro que também era lindo.
— Não, linda, vá com esse vestido que você não vai se arrepender. Ana, coloque uma lingerie bonita — ela riu e eu também. O último vestido era longo, porém com um ar mais leve, tinha alças em renda que iam até o final das costas em certa transparência. Sim, é um vestido muito bonito.
— Obrigada, mãe – tirei o robe e andei nua pelo quarto em busca das lingeries novas que comprei ontem na Victoria Secrets – Eu não vou poder usar sutiã.
— Coloque aqueles de silicone, sim?! – sugeriu ela – apesar de ser feio mas invista em uma calcinha bonita.
— Que cor você acha? – olhei para o espelho e suspirei. Depois da gravidez adquiri algumas curvas e cicatrizes, uma em especial pequena e clarinha, quase imperceptível, mas estava ali para me lembrar do que aconteceu – Mãe, você acha que ele vai reparar nas cicatrizes?
— Algo me diz que Christian Grey não se importa com essas coisas, filha – disse ela em tom reconfortante que me fez sorrir.
— Você tem toda razão – escolhi uma calcinha azul escura e de renda porque destacava em minha pele clara.
Por sorte o vestido era com o zíper invisível lateral, ou teria que chamar alguém para vir colocar, ajeitei as alças e subi com certa dificuldade porque têm uma coisa chata de subir é o zíper invisível, nunca vi algo enroscar tanto. Segurei a saia caminhando até o sapatos e acabei escolhendo uma sandália de salto prata porque o vestido ficaria enorme se eu não estivesse usando salto. Escolhi um batom em tom de boca apenas para dar uma corzinha a mais e comecei a soltar o cabelo.
— E então? Ficou bom? – perguntou minha mãe e só aí percebi que eu não tinha desligado.
— Ficou sim, mãezinha — passei o dedos entre os fios para desembaraçar e soltar os cachos – pela primeira vez em meses estou me sentindo bonita.
— Que bom, meu amor – olhei no relógio e já eram quase oito hora da noite e ele já deveria estar a caminho. Céus, preciso arrumar isso aqui, está uma zona. Se ele quiser subir na hora que for me deixar aqui vou morrer de vergonha.
— Mãe, eu tenho que ir – ajeitei o cabelo para o lado e peguei o celular de cima da cama e vi que Christian estava me ligando – acho que ele chegou.
— Aproveite, se divirta e seja feliz meu amor. Você merece e lembre-se Ana, você é jovem, tem a vida toda pela frente, não se prenda ao passado, à uma coisa que não volta mais. Siga em frente!
— Obrigada, mamãe – meus olhos marejaram e ela fungou.
— Agora vá agarrar esse homem – ri afastando as lágrimas e ela riu também.
— Manda um beijo para o papai!
Desliguei o celular e peguei minha bolsa de mão com meu passaporte e cartão de crédito, mas duvido que Christian vá me deixar pagar alguma coisa. Atendi sua ligação e disse que já estava descendo.
Bom, Anastásia, vá ser feliz!— pensei enquanto chamava o elevador.
*****
Pov. Narrador
Christian esperava Anastásia ao lado do carro respondendo aos emails de seu pai sobre a filiação da empresa com a empresa londrina. Ele ficou orgulhoso de si mesmo por ter conseguido fechar o contrato mesmo depois de todo problema do desvio, apesar de estar aproveitando a viagem, sentia falta da empresa e estar no controle de tudo, mas estava nessa viagem para espairecer um pouco e talvez a falta de controle o fizesse bem.
Enquanto respondia a um email o nome de Elena apareceu na tela e ele sem querer atendeu, olhou rapidamente para a porta do hotel e ainda nenhum sinal de Anastásia, poderia falar com sua amiga rapidamente.
— Elena — atendeu com certa impaciência porque depois seria muito pior caso ele não atendesse. Se tinha algo que ele queria que ela entendesse é que passou-se o tempo em que ele era seu menino e não precisava mais de sua proteção e muito menos fazer o que ela manda na hora que ela manda.
— Christian, faz tempo que não nos falamos – disse ela com certa repreensão.
— É, desde Londres, mas não posso falar agora, podemos falar mais tarde? – ele deu uma olhada rápida ao saguão e ainda nada de Anastásia.
— Vai sair? – perguntou curiosa demais para o gosto dele.
— É, vou sair, afinal estou em Paris – ele encostou no carro olhando a bela e iluminada rua.
— Paris? Vai sair com sua irmã?
— Não – ela disse não nada como se estivesse esperando uma resposta a mais dele – vou sair com uma mulher.
— Uma mulher? Do nosso estilo? – Christian suspirou sem saber como explicar a Elena que ele não queria Anastásia como sua submissa, que Anastásia é uma mulher única e que o encantou de uma forma que nenhuma outra o encantou ou encantará e que estava prestes a fazer uma proposta diferente do que já propôs a qualquer mulher que se envolveu.
— Não, na verdade – disse sincero. Apesar do gênio forte, Elena era sua amiga e a única que o apoiou durante muitos anos, que o ajudou a se tornar o homem muito bem sucedido que é hoje e a uma das poucas pessoas que confiava – Ela é irmã da minha cunhada, amiga da família, nos encontramos aqui e eu quis chamá-la para sair.
— Você quis chamá-la para sair? – disse Elena pausadamente como se estivesse descrente, aquele não estava parecendo o Christian Grey que ela conhecia.
— É, vamos jantar – olhou de relance novamente para o saguão do hotel e lá estava ela. Christian sempre fora rodeado de mulheres bonitas e bem vestidas já que participava de dezenas de eventos sócias mas nunca tinha visto uma tão bonita como Anastásia estava agora – E eu tenho que ir – desligou sem dar qualquer chance de Elena retrucar com o olhar vidrado na bela mulher que caminhava na sua direção com um sorriso no rosto, ele não resistiu e retribuiu o sorriso. Anastásia estava num misto de beleza e sensualidade, conforme caminhada uma das suas pernas ficava a mostra até a coxa graças a fenda do vestido, seu cabelo estava ondulado e a maquiagem destacava os olhos os deixando ainda mais azuis. Estava magnifica.
— Boa noite – ela disse parando a sua frente com um sorriso – Exagerei? – perguntou olhando para o vestido.
— Não, você está linda – ele pegou sua mão direita e sem quebrar o contato visual beijou ali – Vamos? – ela assentiu enquanto ele abria a porta do carro para ela entrar.
— Obrigada – agradeceu recebendo um sorriso galanteador dele – Você sabe dirigir por aqui? – perguntou assim que ele entrou no banco do motorista.
— Sim, eu sei – respondeu achando graça da ingênua pergunta dela – Mia não mora muito longe daqui e eu fica fácil se localizar pelos pontos turísticos. Qualquer coisa o carro tem gps – ela sorriu e olhou para onde estavam indo para absorver cada parte do passeio.
A reserva que Christian tinha feito no restaurante era para nove da noite e na champanheria para as dez e meia então ainda tinham tempo antes de chegar. Olhou de relance para Ana que estava entretida olhando para a paisagem iluminada da rua mais famosa do mundo, Champs Elysées.
— Você já visitou aqui esses dias?
— Já, uma de tarde e uma de noite. Acho que você estava em uma conferência com seu pai, Mia me levou para jantar, logo quando cheguei – Christian cerrou os dentes entendendo o que sua família queria dizer quando o atormentavam em dizer que a empresa dava o controle que ele queria mas o privava da sua liberdade – e acho que nós gastamos em roupas mais que deveríamos.
— Se comprou esse vestido com ela, então valeu muito a pena – ela sorriu.
— Obrigada, e pelo jeito você pensou em tudo, Sr. Grey. Champs Elysées, Arco do Triunfo – Ana olhou para o Arco todo iluminado ao seu lado como uma gigante peça de ouro, Paris a noite é como uma cidade dos sonhos – E a Torre Eiffel – ao fundo da rua ela podia ver a bela Torre em toda sua majestade reinando por sua cidade – Sabe mesmo impressionar no primeiro encontro.
— Estamos aqui para agradar, Srta. Steele.
O restante do caminho foi em silêncio, mas um silêncio confortável porque ambos estavam perdidos em pensamentos. O que Anastásia tinha dito sobre isso ser um encontro tinha mexido com Christian, ele não era do tipo que tinha encontros, ele era do tipo que se encontrava com a mulher para fechar contrato e só. Já Anastásia, conforme se aproximavam da Torre, pensava no que Christian queria propor a ela e isso estava causando certo frio na barriga de ansiedade.
— Christian, eu também tenho algo para propor a você – disse convicta o olhando.
— Sério? — ele a encarou com uma sobrancelha arqueada – e o que seria?
Christian entrou para o Vallet do restaurante e se apressou sem sair do carro para abrir a porta para ela antes que o manobrista o faça. Ofereceu a mão a Ana que pegou saindo do carro, Christian olhou descaradamente para a coxa amostra da morena e então concluiu que ela realmente tinha belas pernas.
— Quando você fizer a sua proposta eu farei a minha – o desafio e ele achou graça.
— Ok, Srta. Steele, é o troco por eu tê-la deixado curiosa? – ele passou o braço dela ao seu e caminharam até o elevador onde o host organizava as reservas e entrada do restaurante.
— Não, Sr. Grey, que calunia – Christian não parou na fila e ela, meio relutante, o seguiu – não temos que esperar por nossa vez?
— Não, baby – ele sorriu de canto e foi diretamente para o host falando um francês perfeito que fez Ana arfar. Christian Grey falando francês é mais sexy que imaginou que seria.
— Vantagens de ser Christian Grey? – perguntou Ana acompanhando Christian até o elevador quando o host liberou a entrada dos dois.
— Exatamente – ele sorriu – nossa programação é a seguinte: Vamos jantar em um restaurante que fica no segundo andar, depois se nos sobrar tempo podemos descer até o primeiro para passear pelo piso de vidro e então subimos para o terceiro andar...
— No topo? – ela o interrompeu olhando para cima.
— Sim, têm uma champanheria magnifica lá em cima.
Ana não o questionou porque estava maravilhada com tudo que ele tinha planejado. Poderiam ter chego muito mais rápido até a Torre por trás do hotel dela mas ele preferiu leva-la pelo caminho mais longe porém mais bonito. Quer dizer, ele poderia leva-la para jantar em um restaurante comum mas ele a levou na Torre Eiffel. Será que tudo com Christian é sempre tão grandioso?
— uau – sussurrou impressionada conforme caminhada pelo local. Era impressionante como um restaurante luxuoso desse porte estava em uma torre a cento e vinte e cinco metros de altura. O host os levou para uma mesa de dois lugares no canto meio afastada, provavelmente Christian pediu certa privacidade, mas o que estava chamando mesmo a atenção de Ana era a vista para o rio Senna.
— Confia em mim para pedir? – perguntou Christian quando ambos estavam devidamente acomodados um de frente para o outro na mesa de toalha branca e poltrona marrom de couro. Ana disse que confiava o que o fez abrir um enorme sorriso. E lá foi ele novamente com seu francês que fazia Ana sentir um formigamento no ventre. Formigamento que quer dizer tesão.
— Você fala francês muito bem – comentou a morena quando o garçom saiu – aprendeu quando era pequeno?
— É, minha professora de piano falava francês e ela me ensinou – Ana assentiu. Claro que ele toca piano, pensou.
— O que pediu? – outro garçom trouxe duas cestas e colocou no centro da mesa. Uma tinha caramelos e a outra falaféis. Desde que comeu falaféis na Alemanha, Ana se apaixonou.
— Você vai gostar, é o menu de degustação do chefe, mas o vinho eu mesmo que escolhi.
— Onde aprendeu tanto sobre vinhos? – Christian sorriu. Anastásia é uma pequena curiosa.
— Mia sempre gostou de culinária e ela queria saber mais sobre as combinações. Uma amiga da minha mãe estava oferecendo curso de um dia e ela queria muito ir mas era menor de idade então me ofereci para ir com ela e acabou se tornando minha paixão – explicou Christian, isso nem Elena sabia.
— Você é um ótimo irmão para Mia – Christian sorriu tímido como sempre acontecia quando alguém o elogiava. Seu psicólogo tinha dito que era para ele aceitar os elogios, principalmente quando vem de alguém como Ana, alguém que não o faz simplesmente porque ele é rico e famoso, mas por ser sincero.
— Obrigado – respondeu simples, mas tratou de mudar de assunto – E você, Anastásia, tem irmãos? – disse ele com receio da pergunta. Nunca tinha feito isso antes, encontro, então não sabe bem o que perguntar.
— Não, em casa somos meu pai, minha mãe e eu. É meio solitário as vezes mas somos bem próximos de Kate e Ethan e os dois já valem por irmãos e primos – ela sorriu provavelmente se lembrando de algo engraçado. O garçom trouxe o primeiro prato e outro logo em seguida serviu o vinho. Christian agradeceu em francês e Ana sorriu, pensou em repetir mas nunca sairia tão perfeito como Christian, e o garçom sorriu de volta.
— Primeiro temos: lagosta dourada com legumes marinados – explicou Christian enquanto Ana analisava seu prato que estava impecável.
— Acertou porque eu amo lagosta!
O restante do jantar passou com uma conversa animada e amigável entre os dois. Ana contava sobre seus livros e Christian ouvia atentamente e parecia interessado no que ela dizia assim como Ana gostava de ouvir sobre o andamento do projeto da empresa de Christian por causa da tamanha paixão que ele tinha sobre tudo.
A sobremesa foi a melhor parque porque era chocolate e sorvete, combinações preferidas de Ana que até morreu de vergonha quando Christian limpou o canto da sua boca que estava sujo de tanto gosto que ela comia, ele apenas riu.
Enquanto subiam para o terceiro e topo da torre, Christian pensava como pôde privar-se de ter um encontro com as mulheres ou se este só estava sendo tão bom porque era com Anastásia. Elena sempre lhe ensinou em um relacionamento comum é tedioso, muitos casais se separam porque não conseguem sair da rotina, o amor nunca é suficiente para manter uma relação, precisa sempre de mais. Mas o que é mais? Para Elena o mais é o quarto de jogos, assim como para ele foi por todo esse tempo, mas e para Anastásia, o que seria o mais? Flores e corações? Jantares? Cinema? O que falta para um relacionamento dar realmente certo?
— Christian, olha – Ana entrelaçou sua mão a dele o puxando para mais perto dela. Era o momento que os sinos da Catedral de Notre Dame soavam – é lindo não é?
— Acho que são as últimas badaladas do dia – Christian passou o braço na cintura de Ana ficando bem próximo dela olhando para a Catedral iluminada enquanto o elevador subia – Está com frio? – sussurrou próximo ao ouvido dela que se arrepiou.
— Não, na verdade – sussurrou se virando e ficou de frente para ele.
*****
POV. Ana
— Eu queria conversar primeiro antes de fazermos isso — sussurrou ele rouco mas senti o receio em sua voz.
— Não precisa – sussurrei de volta. Conversar?! Ele quer conversar quando estamos prestes a nos beijar!?
— Foda-se a conversa – sussurrou ele antes de me prensar no vidro do elevador e me beijar.
Quando seus lábios encostaram nos meus foi um misto de sensações. O frio na barriga por medo de fazer feio, minhas mãos formigando de ansiedade e a felicidade por estar finalmente seguindo em frente. Christian era muito alto e mesmo de salto tive que ficar de pontinha de pé para beija-lo, passei meus braços em seu pescoço e o senti ficar tenso, mas foi relaxando aos pouco conforme seus lábios envolveram os meus com volúpia assim que nossas línguas se enroscavam uma na outra. Christian mantinha suas mãos em meu quadril com certa possessão, mas eu meio que gostava disso.
Paramos apenas porque o elevador chegou ao último andar e o host da champanheria nos olhava com ar divertido, por mim continuava beijando aquele homem pelo resto da noite. Ele me deu dois selinhos, o primeiro mais demorado que o segundo e eu não consegui suprimi o gemido de satisfação quando finalmente nos separamos. Abri meus olhos encontrando o mar cinza com certo brilho e um sorriso maroto em seus lábios o que me fez ficar muito feliz por conseguir um sorriso daquele homem que mostrava ser tão sério. Mordi o lábio inferior nervosa porque nunca sabia o que dizer depois de ficar pela primeira com algum garoto na escola e ainda continuou sem saber.
— Não faça isso — sussurrou ele segurando meu queixo entre o indicador e o polegar e me forçou a liberar meu lábio inferior — não sabe o que essa sua mania causa em mim.
— O que quer dizer? — perguntei inocente mas já imaginava o que ele queria dizer. A calça de social não era grossa e o que eu estava sentindo próximo ao meu ventre definitivamente não era seu celular a não ser que criaram um IPhone PlusPlus e eu não estava sabendo.
— Quer dizer que eu tenho uma vontade louca de morder esses lábios toda vez que faz isso — ele se aproximou lentamente o tomou meus lábios entre seus dentes e o puxa de leve antes de soltar.
O host pigarreou desconfortável. Constrangedor.
— Satisfeito? — perguntei mas minha voz não passou de um sussurro. Christian sorriu de canto, aquele do tipo molha calcinha e aproximou do meu rosto novamente o que me fez pensar que me beijaria, mas não...
— Nem um pouco — um selinho rápido – Vamos quero tomar um bom vinho enquanto de conversarmos…
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