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14 Capitulo 13- About new experiences and being a dad
Notas iniciais
Aquele mês parecia ter se arrastado para passar, talvez fosse pelo fato de ele passar seu tempo divido entre ir à escola e ficar no hospital, normalmente velando o sono tranquilo do pequeno bebe que tivera que ser posta em uma incubadora, afinal, apesar de ser completamente saudável, ela ainda era prematura.
Ela vinha crescendo rápido, contrariando um pouco o prognóstico dado pelos médicos, que acreditavam que a pequena teria alguns pequenos problemas em seu desenvolvimento graças à falta da mãe e do aleitamento materno, Deanton, em uma de suas visitas ao veterinário, que vinha cuidando de Bowie nesse período, havia lhe dito que parte da rápida recuperação da pequena se devia também a fato de ela ser filha de lobisomens. Enquanto a outra era graças a ele, e pelo que podia ver Derek também, que vinham fazendo de tudo para que ela se recuperasse logo, ele até havia aprendido a segurá-la da maneira correta e como alimenta-la, sempre com a ajuda de Melissa é claro, com o leite doado por outras mulheres que havia tido bebes no hospital.
Ainda era difícil encarar o mais velho de frente, sentir o olhar profundo o culpando todas as vezes que seus olhos se encontravam, por isso fazia o máximo para evita-lo, o que era praticamente impossível, visto que o homem praticamente passara a morar na ala neonatal do hospital de Beacon Hills, só saindo de lá quando Melissa o expulsava para casa, para que ele tomasse um banho, comesse algo e até descansasse um pouco ou Cora, que ele só passara a saber da existência no hospital, Scott havia lhe contando de forma breve sobre a irmã mais nova de Derek que todos acreditavam estar morta quando na verdade ela estava presa com o Pack de Alphas, aparecia e o levava embora. Stiles aproveitava esses momentos para cuidar mais de Charlie, quase como um segundo pai.
E por falar em pai, seu pai era outra que passava bastante tempo ali, sempre que conseguia uma folga em seu serviço, ou ia para o hospital ou para casa de Sally, sim era estranho pensar assim quase um mês depois da partida dela, mas ali sempre seria a casa dela. Mas voltando a John, ele colocara na cabeça que arrumaria o quarto de bebe que Sally havia começado, a verdade é que o homem nunca soubera que a intenção dela era fugir antes mesmo da pequena nascer, e que as poucas coisas que a mulher havia comprado e atulhando em um dos quartos vazios era na verdade na intenção de enganar Deucalion e os outros.
Mas Stiles precisava admitir, pelo o pouco que vira, o homem estava deixando o espaço magnífico, ele até comprara um bonito berço em tons escuros, que se destacava em meio aos tons claros das paredes.
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A verdade era que Derek passara a admirar, e muito, John Stilinsk, em meio a toda confusão e sofrimento, com a morte de Sally e nascimento de Charlie, o homem se responsabilizara por toda a papelada para liberação do corpo e enterro da mulher, que ele havia feito questão de ser no Jazigo que pertencia a sua família, além de passar a arrumar a casa onde Sally vivia para que ele se mudasse para lá quando a pequena recebesse alta. Na verdade a única coisa que o homem não havia feito fora a parte do registro da criança, afinal ele era o pai, ele tinha de fazer isso.
A principio não tinha ideia de que nome dar a filha, inúmeras possibilidades haviam passado por sua cabeça, pensaram que homenagear a irmã mais velha, ou até mesmo a mãe, mais foi ai que Stiles apareceu, trazendo nas mãos um velho diário, na pagina marcada, uma lista de nomes escritos em uma caligrafia bonita, entre eles, um se destacava circulado por outro tom de tinta, mas foram as palavras do mais novo que lhe fizeram ter certeza:
–Ela havia escolhido Charlotte*, é o nome de uma personagem do escritor favorito dela.
Ele não fazia ideia de que autor se tratava muito menos a personagem, mais o nome parecia bonito pronunciado por seus lábios, conseguia imaginar a pequena correndo pela reserva enquanto ela a chamava, Charlie seria um bonito apelido também.
Tanto Stiles quanto o xerife pareciam acostumados com o nome, e principalmente com o apelido, por um segundo se permitiu sentir inveja deles, por terem passado tanto tempo ao lado dela durante a gravidez, por provavelmente terem compartilhado o momentos com o primeiro movimento, ou desejos loucos no meio da madrugada.
Ele culpava Stiles por isso, mas sabia que no fundo parte da culpa era sua também, afinal fora ele que não se permitira correr atrás da jovem mulher, fora ela que imaginara que a deixar em paz a salvaria do inimigo.
Inimigo esse que estava em parte morto, graças a ajuda dos Argents, ele viera a descobrir isso a pouco mais de uma semana.
Segundo Scott, ele mesmo ligara para Chris e Allison quando Isaac o procurara para avisar a ligação de Stiles e a saída repentina de Derek. Os dois caçadores havia chegado pouco depois da policia,e fora Chris que distrairá Kali permitindo que John acertasse o tiro. Fora o Argent mais velho também que conversara com os gêmeos os convidando a permanecer na cidade e recomeçar a vida ali, e fora ele que expulsara Deucalion para qualquer canto distante do planeta.
Era quase irônico pensar que no fim das contas foram todos aqueles em que ele nunca confiou que tentaram salvar Sally mais bravamente, e ele, que mesmo muito rápido, a amara de verdade não havia conseguido fazer nada para impedir Kali, somente ficara lá, chocado de mais com o fato de ela estar grávida e ele não ter percebido, na verdade ele havia deixado uma porção de coisas passarem sem serem percebidas.
Uma delas fora a origem da jovem mulher, ele devia ter notado os sinais, ele tinha que ter percebido o aroma característico de sua espécie, mas ele se deixara envolver de forma tão profunda e tão rápida. Esse era seu mal, ele se tornava cego quando se apaixonava por alguém, e era por isso que tentava com todas as forças não sentir isso, afinal ele já tinha traumas de mais para uma vida toda.
Foi tirado de sua analise profunda graças à mão pousada em seu ombro, ele estivera ali, sentado ao lado da incubadora, apenas segurando a delicada mãozinha por horas e nem ao menos percebera.
–Desculpe te assustar. — a voz aveludada de Melissa chegou a seus ouvidos, a mulher era outra que vinha fazendo de tudo para ajuda-lo.
–Tudo bem, eu só... Só estava pensando. — respondeu sem nem ao menos encara-la, continuava a observar a sua pequena prender um de seus dedos em meio as mãozinhas macias.
–Você deve estar feliz, não é mesmo? Poder finalmente leva-la para casa, não ter que passar mais noites aqui no hospital.
–É... Sim, isso é bom. — Vinha se esforçando ao máximo para ser gentil, ou ao menos não tão monossilábico com ela.
–Eu soube que John está quase acabando o quartinho dela, Stiles disse que ele e o pai acabaram de montar os últimos moveis hoje.
–Eu não... Não sabia... -
–Você ainda não está falando com ele não é mesmo?- o tom dela mudava aos poucos de calmo e gentil para repressivo.
Abriu a boca tentando figurar algo em sua defesa, mas não conseguia pensar em nada, sim ainda era difícil encarar o mais novo, saber que ele passará os últimos meses ao lado dela, fazendo tudo aquilo que ele devia fazer, ainda doía pensar que não só por culpa do Stiles, mas por ele mesmo, que se afastará achando fazer o que era certo, agora ela estava morta.
–Sei que provavelmente não tenho direito nenhum de falar nada, afinal não sou ninguém não é mesmo? Mas preciso falar, desde a morte de Claudia, a mãe de Stiles, eu não o via sofrer tanto, ele não merecia sofrer assim, nenhum de vocês merece isso na verdade. — ela respirou fundo antes de continuar.- Mas essa criança, Stiles parece outro quando está perto dela, eu nunca imaginei ver aquele garoto, que já aprontou tanto junto com meu filho, se dedicar a aprender tarefas banais como alimentar ou segurar um bebe, mas ele tem se esforçado....
–Eu sei... — sabia que ela não havia acabado de falar, mas precisava se pronunciar.
–Sim querido, eu sei que você sabe, eu vejo você escondido pelos cantos quando Stiles está aqui com ela, da mesma forma como ele faz quando é você que está aqui. — podia jurar que por segundos sentira sua face corar minimamente ao perceber que fora pego no flagra, mas não ele não corava.
–Pense bem Derek, eu acho que manter o Stiles por perto é a melhor coisa que você pode fazer para essa criança... -as palavras escapando em tom de conselho, antes de ela abaixar ainda mais o tom de voz e completar. — e para ele também.
O silencio reinou no cômodo por alguns minutos, quando o choro bem baixinho pareceu tomar o quarto aos poucos.
–Ela deve estar com fome. — foi ele que cortou o silencio.
–Nós a alimentamos pouco antes de você chegar, ela provavelmente só esta cansada de ficar deitado ai sempre... Você quer pegá-la um pouco?
Ele não tinha o costume de pegá-la, só fazia quando extremamente necessário, quando era ele quem dava a chuquinha a pequena, tinha medo de segurá-la por muito tempo, ela sempre parecia prestes a quebrar perante a toda sua força.
–Acho melhor...
–De fato querido, tive uma ideia melhor... Estive conversando com um dos médicos, e estivemos pensando na possibilidade de testar algo, tudo bem?-Melissa sempre parecia pronta para contraria-lo.
–Tudo bem. — as palavras escaparam por seus lábios em forma de rendição.
–Tire a camisa então. — a mulher deu a ordem se aproximando da incubadora a abrindo e pegando a pequena e se virando em sua direção. — O que?... Tire logo.
–Mas... — Okay, definitivamente ele estava envergonhando agora.
–Tire de uma vez, prometo que será uma boa experiência.
A mulher passou por ele colocando a pequena em uma dos trocadores em cima da bancada a seu lado, passando a tirar o leve body branquinho e as meinhas, a deixando somente de fralda. Atendendo seu pedido Derek retirou a camiseta a jogando as costas da poltrona onde estava sentado a minutos atrás.
Melissa se virou levando a pequena em direção a Derek, com um movimento indicou que o rapaz se sentasse, e com cuidado depositou o bebe em seu colo, a colocando praticamente deitada no peito do pai, a pequena pareceu gostar do contado relaxando visivelmente em seus braços, a cabecinha apoiada em seu ombro, ele podia sentir o peito subir e descer de encontro a sua pele, a respiração antes ritmada parecia se acalmar. Estava tão encantado com tudo aquilo que nem pareceu notar o sorriso feliz, meio bobo, brotando em seus lábios.
– Os médicos chamam isso de Pai Canguru, o contato pele a pele ajuda o bebe a respirar melhor e a mantém aquecida. –Melissa explicou já parada a porta, pronta para deixa-lo sozinho com a filha. — Você pode fazer isso quando leva-la para casa.
Derek sentiu seu sorriso aumentar ainda mais, em breve ele poderia leva-la para casa, bem, não exatamente sua casa, a casa onde passaria a morar com ela, o lugar onde ele pretendia tornar seu lar.
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