All About Lovin' You
3 1/10
Notas iniciais
Oi, meus bebês! Tudo bom com vocês?
Demorei? Demais kk Foi mal gente, espero que o capítulo compense a demora.
E respondendo a uma certo pergunta que fizeram no comentário... SIM, a fanfic vai ser Bella+Edward! Não consigo não shippar eles kkk
Espero que gostem do capítulo e até lá embaixo...
P.O.V. Edward
Estava deitado no divã do meu quarto, apenas escutando música clássica enquanto olhava para o teto sem pretensão nenhuma.Geralmente, meus pensamentos eram totalmente devotos à Bella Swan, durante o dia inteiro, independente de onde estava ou o que estava fazendo. Mas, agora era diferente. Antes, de 10 coisas que eu pensava, 10 eram voltadas à Bella. Todavia, naquele momento, o amor de minha eternidade tinha “apenas” 9 de 10. Por incrível que pareça, eu estava pensando na humana que conheci, Elizabeth Oliver, a portadora do “1 de 10”.Liz era filha de Anthony Hopkins, paciente de Carlisle. O pai dela estava em tratamento para o câncer de pâncreas. Além de se tratar, ele estava auxiliando os pesquisadores em um novo fármaco, que tem apresentado bons resultados até aquele momento.Enquanto eu tocava piano, senti a presença de Liz, mas decidi ignorá-la por questões de “Alice Cullen”...Escutei batidas na porta.— Entre. – falei em um tom de voz normal, já sabendo quem era.Rosalie adentrou meu quarto. Ela estava linda como sempre, com suas camisas com decote em V, calças jeans justas e sapatos absurdamente altos. Sentei e ela sentou ao meu lado, apoiando os antebraços nas coxas.— Eu bati na janela. – iniciou Rosalie, com a voz serena – Dei leves batidas no vidro da janela do quarto dela até ela acordar e fiquei vendo sua reação quando acordou e estava bem assustada – Rosalie olhou nos meus olhos – Ela não é feliz como aparenta, Edward.Fiquei calado por um breve momento.Rosalie tinha ido furtivamente à área dos Oliver, tentar acordar Liz de seu pesadelo. Apesar de minha irmã sentir umas certa inveja das humanas, ela se solidarizou com a situação de Liz.— Foi horrível escutar o que se passava na cabeça dela enquanto ela dormia. – comentei – Por isso me ofereci para deixá-la em casa.— Edward, eu passei pelo mesmo que ela passou ou tem passado... – uma lágrima escorreu pelo seu lindo rosto – Eu não seu qual a real dessa garota, mas eu não permitirei que uma mulher sofra com isso se eu puder evitar.— Eu entendo e apoio. – acariciei o cabelo de minha irmã – Mas, eu não quero ter contato nenhum com essa mulher.Rosalie franziu o cenho.— Como assim?— Alice teve uma visão. – levantei-me e fui até a parede de vidro. Do meu quarto, no terceiro andar, pela minha parede de vidro, pude observar a pequena residência da família Oliver – Ela disse que me viu com a Liz.— Como? – era notável a curiosidade de Rosalie. Era como se enormes pontuações de interrogação estivessem ao redor do seu corpo, como em um desenho animado.— De acordo com ela, eu dizia que amava Liz e que eu era feliz com ela. – cruzei meus braços – Isso não faz sentido, eu amo Bella, é ela que tem meu coração.— Bella está com Jacob agora. – aquela simples frase soou como uma punhalada nas minhas costas se eu ainda fosse humano.— Eu sei. – falei com frieza – Agora, Bella poderá ter a vida que eu nunca conseguiria dar a ela. Essa Liz merece o mesmo e eu nunca irei conseguir amar outra mulher.Parei de observar a casa de Liz e voltei minha atenção para Rosalie. Meu Deus, ela já estava imaginando bobagens.— Conte comigo para ajudar você, mas eu nem quero chegar perto de Elizabeth Oliver.P.O.V. LizSenti-me vazia e com ânsia de vômito.Ele soltou meus cabelos e com as mãos livres levantou sua cueca e posteriormente sua calça. Ele deu as costas para mim e eu me levantei, já que eu estava de joelhos. Olhei o com repulsa enquanto estava de costas para mim.— Você precisa melhorar só um pouco no oral para ficar perfeito. – queixou-se ainda de costas para mim. Não o respondi – Fale algo, Liz... Gosto da sua voz.Ele se virou e nos encaramos, eu com minhas fáceis vazias e sem vida e ele com seu olhar sarcástico que eu odiava.Derek era pouco mais alto que eu, tinha cabelo castanho escuro e cacheado. Sua pele era clara como a minha. Seu rosto era oval e eu nunca o vi com barba ou bigode. Ele sempre estava com roupas e relógios caros, gostava de exibir que tinha dinheiro.— Já falei que você ainda é bem gostosa? – comentou se aproximando de mim. Pôs suas mãos em meu rosto – Continua gostosa como naquele dia... Nossa primeira vez... Quando você se deixou disponível para mim.Fechei ambos os punhos. O que antes estava vazio em mim foi preenchido pelo ódio que eu sentia ao ouvir aquela merda dele. Eu queria socá-lo até ferir minha pele, machucá-lo pelo menos metade do que ele já me machucou.Ele beijou rapidamente a minha teste e se distanciou.— Melhor você se arrumar logo. – ele abriu a porta branca – Estou faminto e meus pais vão já acordar. Inclusive, o cachorro vomitou na sala, você vai ter que limpar tudo, fora a pilha de roupa que tem que lavar e sabe que minha mãe gosta de suas camisolas francesas lavadas a mão...Nem liguei para o que ele continuou dizendo e finalmente ele saiu do meu “pequeno quarto de empregada”, todo cinza, com uma pequena cama, uma cômoda e um banheiro.Joguei-me na cama abraçando o travesseiro. As lágrimas que eu prometia todos os dias a mim mesma que não existiriam mais começaram a brotar nos meus olhos. Apertei meu rosto contra o travesseiro, encharcando o. Mordi aquele objeto fofo com força como se quisesse descontar toda a minha dor nele, apesar de ser inútil.
Levantei-me abruptamente e entrei no meu “pequeno banheiro de empregada”, todo revestido de cerâmica com poucos metros quadrados. Debrucei-me sobre o vaso sanitário e inseri meu indicador em minha garganta com urgência. Detestava a ideia de por o café da manhã para fora antes de um dia longo de trabalho, mas isso é cem vezes melhor do que estar com o esperma do Derek dentro de mim.Após vomitar, lavei minha boca e meu rosto na pia.De volta ao quarto tirei minhas roupas e vesti meu uniforme, que consistia num vestido tubinho verde musgo acima do joelho com um avental branco. Rapidamente, fiz um coque baixo em meu cabelo e respirei fundo.Saindo do meu quarto, andei de forma apressada até a cozinha, toda no porcelanato com móveis e eletrodomésticos na cor preta. Em poucos minutos, preparei chá com torradas para meus patrões e para Derek e leite com cereais para a pequena Mary. Separei as refeições de cada um em bandejas e coloquei as num carrinho de mão de 2 andares. Escutei o som de uma campainha e olhei para perto da pia, onde tinha um pequeno auto falante, sinal que a patroa já estava me chamando (a campainha não era em relação a pessoas de fora, era algum dos patrões querendo meu serviço).Empurrei o carrinho até o elevador (sim, eles têm elevador dentro de casa) e adentrei junto com o carrinho. Apertei o botão do segundo andar e fiquei aguardando chegar. Quando as portas se abriram caminhei pelo corredor à esquerda. Fiquei de frente para uma porta branca com maçaneta dourada. Após bater na porta 2 vezes escuto um “entre” e assim entro.— Bom dia – falei fingindo entusiasmo.Naquele enorme quarto branco com detalhes dourados, uma casal estava deitado em uma cama grande o bastante para 6 pessoas. Ambos estavam em roupas de dormir de seda, sendo a dela uma camisola lilás e a dele um pijama completo azul. A mulher estava com algum produto esquisito no rosto que a fazia parecer uma azeitona. Eles assistiam ao noticiário.— Deixe a comida e saia. – falou a Sra. Everglot de forma ríspida.E assim fiz, saí do quarto deles rapidamente. Segui no corredor empurrando o carrinho e bati na porta de outro quarto, que no caso era de Derek. Após escutar que eu poderia entrar, me arrependo amargamente de ter levantado da cama naquele dia.Derek estava totalmente despido e me olhando da cabeça aos pés com um sorriso torto estampado naquela cara de pau. Apenas fingi que não vi nada e deixei a bandeja em sua cama com seu café da manhã. Senti ele se aproximando de mim, a respiração dele em minha nuca.— Eu tenho que deixar a comida da sua irmã. – falei me afastando. Ele segurou meu pulso esquerdo, mas mesmo assim não olhei em seus olhos.— Deixe a pentelha de lado... Fique comigo mais um pouco...Puxei meu braço rapidamente, me soltando dele.— Eu tenho que ir ajudá-la. – pronunciei de maneira firme.Saí do quarto rapidamente. Minha respiração ficou descompensada por um breve momento, mas consegui normalizá-la. Depois de um tempo, consegui me animar um pouco, afinal era hora de ir ao quarto da melhor pessoa daquela casa (Única que prestava, no caso). Não precisava bater em sua porta, eu apenas entrava. Quando adentro naquele cômodo...— Boo! – gritou Mary pulando perto de mim. Apenas ri para ela.— Quase, M. – falei tocando na pontinha de seu nariz – Quem sabe da próxima vez...— Ah, L, eu nunca consigo te dar um susto. – sua expressão de insatisfação era bem engraçada, os braços cruzados enquanto ela fazia um muxoxo com a boca.Mary era irmã mais nova de Derek. Ao contrário de sua família arrogante e fútil, Mary Everglot era meiga e gentil. Talvez ela fosse minha única amiga naquela época, mesmo tendo apenas sete anos. Ela era magrinha já que a Sra. Everglot limitava a sua alimentação por não querer uma filha gorda, tinha pele clara, bochechas coradas e um lindo cabelo castanho claro que ficava na altura dos ombros.Além de ser responsável por todos os serviços domésticos naquela mansão, também era de minha responsabilidade cuidar de Mary. Achava aquela a única parte boa do trabalho. Eu penteava seus cabelos, lhe ajudava com suas roupas, brincava com ela e às vezes até ajudava no dever de casa.[...]Esfreguei minhas mãos. Estava bem frio na calçada e ainda demoraria para que eu chegasse em casa. Meu corpo estava a maior parte coberto e eu já ia começar a caminhar para a parada de ônibus, quando escuto aquela voz horrível.— Quer carona de novo, Liz? – perguntou Derek atrás de mim. Não me virei para ele.— Não é necessário, obrigada. – eu sempre me obrigava a falar com ele de forma ríspida e firme.— Faço questão... Quem sabe não rola outro oral dentro do carro...Derek pegou no meu ombro e o aquele simples toque era suficiente gerar pânico em cada célula do meu corpo. Novamente, minha respiração começa a se alterar e eu começo a piscar de modo frenético.Nem percebi quando um jeep estaciona bem na nossa frente. Daquele carro, saíram alguns dos meus novos vizinhos, os Cullens, mais precisamente a loira, a baixinha e o namorado da baixinha que tinha cara de desconfiado.— Oi, Liz! – disse a loira sorrindo abertamente. Estranhei aquilo já que ela não fora tão simpática na noite anterior.— Oi! – pronunciou a baixinha com empolgação.— Olá... – foi a única coisa que falei por causa da respiração.— A gente estava passando por aqui e te viu de longe. – começou a loira – Não quer carona?— Sim! – falei alto e sem pensar muito, todas as células do meu corpo estavam agradecendo àquela linda mulher que faço questão de decorar o nome quando souber. Com certeza, será o nome da minha futura filha, se um dia eu tiver uma.Não falei com Derek, apenas segui em frente, entrando no banco traseiro do carro, juntamente com a minha nova pessoa preferida do mundo. Sentando no banco de trás, observei que quem iria dirigir o carro seria aquele belo rapaz que tocou piano na noite anterior. Ele estava calado e sério.— Boa noite. – falei de forma amistosa, mas acabei ficando sem resposta alguma, o que me deixou um pouco envergonhada.Os demais integrantes da família entraram no carro, ficando as duas irmãs sentadas comigo no banco de trás. A mais alta começou a puxar diversos tipos de assunto, como tempo e moda. Talvez aquele tenha sido um dos momentos que mais me senti segura naquele dia.[...]Terminei o jantar e ouvi os lentos passos do meu pai se aproximando.— Então, querida, como foi seu dia hoje? – questionou ele amigavelmente.Fiquei brevemente atônita. Eu tive que aguentar pessoas horríveis, fui violada, humilhada e inferiorizada. Arrependi-me de ter nascido e de ter levantado da cama. Sinto-me um lixo por dentro, estou exausta e tudo isso tem acontecido todo santo dia por muito tempo.Respirei fundo, abri um sorriso e olhei para o meu pai. Cada palavra que falei doeu como engolir cacos de vidro:— Foi um ótimo dia, pai.
Notas finais
O Derek já está cancelado? Sou contra a cultura do cancelamento, mas abro essa total brecha pra ele kkkk
Ai, gente... Eu amo a Liz, vocês não tem noção. E o que acham do próximo capítulo termos POV Bella?? Comentem o que vocês acham, please!
Até a próxima, beijos!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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