Alien Panic

59 Crise 59 - Os Piratas do Espaço


Notas iniciais
Não postei ontem de novo, né? Foi mal, acabei ficando com preguiça. Mas hoje de manhã estava mais empolgado e resolvi escrever logo antes de começar meus trabalhos. Boa leitura!

Crise 59 — Os Piratas do Espaço

Então o nome do pirata que havia se disfarçado em nossa escola era Grawer. Pelo menos foi o que aqueles outros dois caras diante de nós falaram. E, por sinal, eles também era piratas espaciais.

— Por favor, não me entendam mal. Eu já estava voltando — disse Grawer para seus dois inquiridores. Nenhum deles parecia estar muito contente com Grawer.

— Deixe de ser mentiroso — falou o mais loiro — Você estava demorando demais! Com certeza estava querendo fugir.

— Mas ninguém foge da Capitã Coração Negro — completou o mais ruivo.

— Bem, é que aconteceram várias coisas — Grawer tentou desviar o olhar, mas as suas desculpas não estavam colando.

— Você saiu com um único trabalho, Grower: comprar o pão para o nosso churrasco. Não é a mesma coisa comer churrasco sem um sanduíche de carne! — reclamou o loiro. Então essa era a missão dele?

— Você se ofereceu para comprar o pão e ficou quatro trions fora. É óbvio que estava tentando fugir — reclamou o ruivo.

— Trions? — perguntei.

— Isso vale mais ou menos doze dias aqui da Terra — explicou Estrela — É uma unidade de tempo utilizada por viajantes espaciais de uma certa região da galáxia Merkon. Talvez eles atuem por lá.

— Mas ainda bem que deixamos um sinalizador na sua nave — disse o mais loiro — Nunca imaginávamos que viesse se esconder em um planeta tão atrasado.

Para variar, nosso planeta foi esculachado novamente.

— Esperem. Será que não podemos resolver isso pacificamente? Eu não devo mais nada para a Capitã Coração Negro. Já posso deixar o bando, não posso? Não aguento mais ser pirata e ficar fugindo. Eu quero ter uma vida tranquila, mesmo que seja em um planeta tão atrasado e primitivo como esse!

Realmente, adoram esculachar a Terra.

— Não deve mais nada para a Capitã? Ouviu isso, Mavrik? — disse o loiro.

— Ouvi, Debrik — disse o ruivo — Ele acha que alguém pode sanar a dívida com a capitã. Uma vez que se é aceito no bando, está nele para sempre. Nós te avisamos.

— Mas eu não quero mais ser um criminoso — reclamou Grawer.

— Não quer mais? Mas você não assaltou um banco? — disse Mavrik — Não pense que não acompanhamos os jornais intergalácticos.

— Err...aquilo foi apenas um último delito para mudar de vida. Troquei o dinheiro de lá por ouro e vim para esse planeta onde esse metal é valioso. Daí consegui um emprego de faxineiro e decidi viver uma vida tranquila. É só isso — explicou Grawer, como se fosse a coisa mais simples do mundo.

— Você é realmente um ingrato, Grawer — retrucou Debrik, o loiro — Você diz que não deve nada à Capitã Coração Negro, mas além dela ter oferecido abrigo a você por todos esses anos...ela ainda confiou em você para comprar o pão do nosso churrasco e trazer o troco de volta! Você está devendo o troco dela.

— Ops, é verdade — disse Grawer, se dando conta de que ainda estava devendo alguma coisa — Mas, não posso apenas pagar o troco e ficar aqui?

— Pelo nosso código de honra, você merece um castigo — falou Mavrik — Vamos levá-lo de volta conosco.

— Ei, espere, por favor — após dizer isso, Grower se voltou para nós com um olhar de misericórdia — Por favor, não deixem que eles me levem.

— Não tenho nada a ver com isso — falou Estrela — Por mim, podem levá-lo.

— Ei! — Kevin interveio — As coisas não são tão fáceis assim. Se vocês são piratas espaciais, então são criminosos. Como representante da CICE não posso ficar calado.

— CICE? — Mavrik repetiu sem entender. Até o momento eles haviam nos ignorado, mas agora voltaram seus olhares para nós — Como assim?

— Somos um grupo responsáveis por casos alienígenas aqui na Terra — disse ele, pegando uma espécie de caneta do bolso e, apertando o botão, a transformou em um tipo de arma parecido com o Portal Gun quando transformado em pistola, mas com um formato diferente e uma cor mais voltada para o azul — Terei que levá-los comigo e comunicar a polícia intergaláctica.

— Você? Sozinho? — zombou Mavrik — Não me faça rir.

— Ei, esses caras são fortes? — perguntei para Grower.

— Bem, eles fazem parte da linha de frente da Capitã Coração Negro e, bem, são mesmo fortes — disse ele.

— E são...malvados? — perguntei.

— Bem, acho que eles já mataram mais de trinta criaturas, cada um — disse Grower, mais uma vez, como se fosse a coisa mais tranquila do mundo.

— O quê?! Isso é horrível! — gritei.

— É, por isso que quero deixar de ser pirata — falou ele.

— Precisamos tirar os alunos daqui — falei para Estrela — Esses caras são perigosos!

— Que alunos? — disse ela, extremamente calma — O sinal já tocou faz tempo.

— Então já perdemos a primeira aula? — questionei — Eu nem ouvi o sinal com toda essa confusão.

— Eu também não — disse Veterano Caio, que continuava nos acompanhando — Mas isso aqui tá bem mais interessante que a aula.

— Mãos para o alto — disse Kevin para os piratas — Se vierem comigo por bem, não precisarei ser violento.

Mavrik apenas tirou um tipo de bastão que carregava no cinto e transformou-o em uma espécie de chicote feito de plasma ou algum outro tipo de energia luminosa. Ele desarmou Kevin na mesma hora.

— O quê?! — exclamou Kevin, espantado ao ver sua arma ser lançada para longe tão rapidamente.

— Você não parece ter muita experiência em lutar, não é verdade? — disse Mavrik — Não queremos machucar ninguém também. Apenas nos deixem levar esse idiota conosco e vamos embora do seu planeta sem fazer nada.

— Acham que vou permitir? — reclamou Kevin — Estrela! Faça alguma coisa!

— Existem dois tipos de problema no universo: os meus e os que não são meus — disse ela, sem mudar sua expressão calma de sempre — E esse é justamente do segundo tipo. Apenas deixem eles levá-lo e vamos voltar para a aula.

— Isso é ser cúmplice de piratas espaciais — retrucou Kevin — Sua consciência não pesa?

— Não — respondeu Estrela secamente.

— Então, podemos ir? — perguntou Debrik, o loiro.

— Se vocês não vão me ajudar...só me resta fugir — disse Grower, tentando escapar, mas Debrik tirou um bastão parecido com o de seu colega e apertou um botão liberando uma espécie de rede.

— Não tem como escapar — disse Debrik — Essa rede de material ultra-resistente está programada para persegui-lo e capturá-lo.

— Droga — reclamou Grower, agora vindo na nossa direção, mais especificamente na minha direção. Ele correu até mim e me agarrou.

— Ei, o que está fazendo? — falei, quando me dei conta de que já estava sendo jogado no chão por ele e sendo capturado pela rede.

— Se vocês não vão me ajudar por bem, vão me ajudar por mal — falou Grower — Vou levar você comigo.

— Vitor! — agora Estrela parecia preocupada.

— Ei, garota esquisita — falou Grower — Se quiser salvar esse menino, vai ter que me salvar também.

— Maldito — grunhiu Estrela. Os dois piratas pareciam indiferentes.

— Se soltarmos o moleque, perdemos o Grower de novo — disse Delbrik — Demora um monte para essa rede recarregar de novo.

— Que se dane. Vamos levar o garoto junto — falou Mavrik.

— Ei, esse garoto é o meu assistente — falou Estrela, agora com seu Portal Gun armado em punhos — Não vou permitir que o levem!

— Agora a menina ficou brava — disse Delbrik.

— Tudo bem, vou desarmá-la também — falou Mavrik, tentando chicotear Estrela como fez com Kevin, mas a garota foi mais ágil. Ela conseguiu saltar por cima do chicote e atingiu Mavrik com uma voadora no peito.

— Ora, ora, até que você é forte — comentou Delbrik.

— Solte o Vitor agora — disse Estrela, firmemente.

— Vai ser um saco lutar com você, então... — Delbrik apertou outro botão em seu bastão e liberou uma luz forte. Isso foi suficiente para Estrela não conseguir enxergar (e nem eu também). Não sei muito bem o que ocorreu, mas parece que foi o bastante para Delbrik pegar seu colega caído e me arrastar juntamente com Grower.

— O que está havendo? — falei, não gostando nada de estar ali grudado com Grower. O cheiro dele não era nada agradável, devo dizer. Lembra cigarro misturado com algum tipo de bebida, ou algo assim.

— Desculpe, garoto — disse ele — Mas precisava de uma garantia.

— Então, vou ter que ir com vocês? — retruquei, não demorando muito para ser jogado na nave que havia sido estacionada perto dali.

— Esse planeta é mesmo atrasado — disse Delbrik — Conseguimos entrar na atmosfera com uma camuflagem vagabunda e sequer nos detectaram.

— Sair daqui vai ser tão fácil quanto entrar — falou Mavrik — Ai, a voadora daquela menina ainda está doendo.

Parece que eles não tinham transporte via portais como a Estrela. Mas o que estou dizendo? Tem coisas mais importantes do que isso! Eu estava sendo sequestrado! E agora? Estrela! Socorro!

Notas finais
Como Vitor vai escapar dessa? Estrela conseguirá salvá-lo? Vejamos como essa confusão continuará. Até mais! :)