Alien Love
13 Neta
Notas iniciais
P.O.V. Amara.
Eu voltei para o meu século e eu tive uma filha. Hope Odinson.
O pai dela é da Terra, mas humano ele não é. Acho que é melhor mantê-la escondida por enquanto. Arrumei um emprego de garçonete para ajudar a pagar a minha faculdade de letras. Vou me especializar em linguística.
P.O.V. Dimitre.
Eu não conseguia parar de pensar nela. Nenhuma humana é forte daquele jeito e o colar no pescoço dela era brilhante, cheio de escritos numa língua que eu desconhecia.
—Dimitre!
—O que?
—Você está bem, querido? Parece... distante.
—Creio que... depois que o Cullen teve uma prole o impossível não exista mais.
—Nossa! Obrigado pela parte que me toca, GPS ambulante.
—Essa é a pirralha?
—O nome dela é Jean.
—Olhos azuis. Quem diria?
—Ela é o bebê mais fofo do mundo.
—Odinson?
—O que?
—Eu tava falando com o Dimitre. Tem certeza que o sobrenome dela era esse?
—Tenho. Ela era forte, forte demais para...
—Um ser humano normal? É porque ela não é. O pai dela é Asgardiano, seu besta.
—Asgardiano? Como aquele cara do martelo?
—Ela é filha do cara do martelo. Thor.
—Amara é alienígena?!
—Ela é meio alienígena.
—Então, ela é uma híbrida como...
—Eu.
—De quem estamos falando?
—Da crush do Dimitre.
—O que?
—Qual é, eu sou empata. Sei que você gostou dela. Certo gatinha? Fala, tudo bem tio Dimitre, ela é mesmo uma fofa.
A híbrida deu um beijo estalado na bochecha da filha e o bebê riu.
—Você a conhece?
—Ta brincando? Vamos á faculdade juntas. Ela tá na minha sala. E... Não. Não! Puta merda!
—Cullen!
—Ah, vai se ferrar. Bom, tecnicamente é possível considerando que a Amara é uma mulher mutável.
—Do que está falando Cullen?
—Eu acho que você tem uma filha, Dimitre. Mas, não tenho certeza.
—O que?
—Ela me apresentou a menina ontem. Hope Odinson. Perguntei quem era o pai, mas ela não respondeu. Quando eu disse que o Alec era o pai da Jean ai é que ela ficou esquisita mesmo.
—Sabe onde ela mora?
—Não. Amara é muito reservada. Ainda mais depois que a mãe dela morreu.
—E quando a mãe dela morreu?
—Alguns meses atrás. Ela já estava grávida no velório.
—Bom, meu amigo se isso for mesmo verdade, meus parabéns. Você tem uma filhinha.
—Por Deus, foi apenas uma vez.
—Dimi, se há uma possibilidade por menor que seja desta criança ser sua, você deveria investigar.
—Uma criança alienígena.
Me levou tempo para encontrá-la, mas eu encontrei. E o que eu encontrei me deixou... furioso.
—Posso ajudar?
Perguntou o homem de camisa de flanela xadrez.
—Estou procurando Amara Odinson.
—Agora não é uma boa hora. Hope ficou doente ontem. Nós passamos a noite toda em claro.
—Hope é sua filha?
—É você não é? O maníaco com quem ela dormiu.
—Já fui chamado de coisa pior.
Então, ela apareceu. Amara.
—Jackson. O que... Você. Tá. Eu não entendo como isso aconteceu, quer dizer... vampiros estão mortos. Vocês não podem ter filhos.
—Então, ela é minha filha.
—A sua família é lendária e você é um notório psicopata. Com quem... eu dormi. Clássico eu. Agora, se não se importa... seria muito legal da sua parte me deixar dormir.
—Eu quero ver a minha filha.
—Por favor, ela finalmente dormiu.
—Lhe juro que não a acordarei.
—Tudo bem. Segunda porta á esquerda.
Eu entrei na residência e no quarto cheio de pelúcias, ouvi a música que tocava no mobílie de estrelinhas. E lá estava, dormindo tranquilamente no bercinho de madeira, com uma chupeta colorida na boca.
Ela era linda. Logo, começou a anoitecer outra vez.
E ela abriu os olhinhos, chorou. Amara veio buscar a criança.
—Tudo bem, Hope, esse é o Dimitre, Dimitre... essa é a Hope. Olha, eu sei que isso tudo deve ser muito... estarrecedor, eu sei que foi pra mim. Mas, um conselho que eu aprendi nas aulas de psicologia parental? Papai feliz, mamãe feliz, bebê feliz.
—Ela é minha filha.
—Estou á par.
—E você e o seu amigo...
—Ele não é meu amigo. É meu namorado. Jackson esteve comigo a cada passo do caminho, desde que eu descobri que estava grávida, quando perdi a minha mãe, quando fiz a minha primeira ultra. Quando as bruxas tentaram matar o bebê. Ele tava lá. Você não.
—Eu não sabia.
—Fui atrás de você, no hotel. Mas a mulher da recepção disse que não tinha nenhum Dimitre Vitale lá. Isso se esse for o seu nome de verdade.
—Não é Vitale. É Volturi.
—Eu sei. O que diabos é você? Você não é humano.
—E nem você aparentemente.
—Minha mãe era humana. Meu pai é Thor, filho de Odin, Príncipe de Asgard. Ele não nasceu neste reino, nesta galáxia.
—Um alienígena. Ele não é azul é?
—Meu pai é Asgardiano, não Jottun. Mas, o meu tio é.
—É o que?
—Jottun. E você? É o que?
—Vampiro.
—Ótimo. Agora temos um triângulo amoroso clássico e clichê de um filme adolescente.
—O que?
—Jackson é um lobisomem. O vampiro, a híbrida alienígena e o lobisomem. Tenho certeza que daria um filme de comédia ruim. Quer segurar?
—Um triângulo amoroso?
—O bebê.
—Ahm, claro.
Tive que ser ajudado. Á quanto tempo eu não necessito de ajuda?
O bebê fez cara de choro. E abriu o berreiro.
—Ah, não chore. Por favor, não chore.
Ela simplesmente não parava.
—Pare, por favor.
—Você percebe que ela não te entende, certo?
—Como faço ela parar?
—Tente balançar.
Tentei, infelizmente isso só agravou a crise de choro.
—Balançar, não chacoalhar.
Demorou, entretanto peguei o jeito de segurar a criança.
—Então, quantos anos você tem? De verdade?
—Eu nasci por volta de mil, antes de Cristo.
—Nossa! Então, tem dois mil anos?
—Três mil.
—Incrível. Seus olhos... eles são... vermelhos.
—Mm. O veneno nos meus olhos dissolveu as lentes.
—Veneno nos olhos? Você é o que? Medusa versão masculina?
—Não. Eu sou um vampiro, tenho veneno ao invés de sangue.
—Você acha que a Hope...
—Eu não sei. Mas, até o momento ela tem o coração batendo. E parece demais com um ser humano.
Amara riu.
—Qual é a graça?
—Você parece feito de porcelana. Foi assim que eu soube que não era humano.
—Meu amigo teve uma filha também. Jean. Jean Cullen Volturi.
—Quer colocar o seu sobrenome nela?
—De fato, quero. Hope Volturi.
—Não. Hope Odinson Volturi. Minha família também é lendária e merece ser representada.
—Muito bem. Pegue suas coisas estamos partindo.
—Nem vem.
—O que?

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