Alices Eyes.
13 Capítulo 13 - Loira(Mãe) no banheiro
Notas iniciais
- Tia! – disse Alice com veemência.
Como num passe de mágica, Fabia virou a Fabia de sempre, com aquela cara séria. Realmente a tia estava querendo que Alice ficasse com o Eduardo? Mas ela não pensava nos seus sentimentos com Miguel? Destruir tudo... Toda a resistência que ela teve para Eduardo, todo o amor que ela sentira? Mas ela estava confusa, não sabia se fazia aquilo. Afinal, podia ser uma única vez...
Com se lesse a mente da menina, a tia disse:
— Vá. Faça. Eu sei que você quer, no fundo, pode ser uma última chance, e Miguel não precisa saber.
Ela piscou para a garota, e ela bufou. Não acreditava que ouvia aquilo da tia, naquele momento ela queria que fosse uma visão, pois podia fingir que nada aconteceu, apenas uma visão, mas ela não acordava, e sentia que era real.
O barulho da água caindo, vindo do quarto da Alice, começou, a tia, fora para o segundo andar, pedindo para a sobrinha seguir, ela seguiu até o quarto da tia. Pegou a toalha das mãos dela e pediu para ela segui até a mala enorme do seu pai.
— Eu vou escolher? – Alice perguntou.
— Claro, você sabe qual roupa ficará melhor nele. Seu pai vai se importar, afinal, ele adorava aquele garoto...
— OK. – disse Alice, agachando perto da tia.
Na verdade, ela não estava com a mínima paciência de fica escolhendo roupas, olhando e descartar e depois ver qual fica melhor nele. Por ela, iria pegar a primeira roupa e pronto, mas a primeira roupa era uma camiseta brega, com listras horizontais laranja e verticais vermelham, e a blusa era amarela. Então, ela foi para a próxima, por fim, viu que seu pai tinha uma jaqueta preta de couro – e ela amava jaquetas de couro, dava uma sensação de mau, para ela – e uma camisa que ela amava, era cinza e tinha umas listras petas nas horizontais, bem finas. E uma calça jeans, normal.
— Ele vai dormir aqui, Alice. – lembrou a tia.
— Ah, e você esperou eu escolher? Essa roupa ele vai usar amanha, agora pijama, pode ser uma blusa larga e um moletom.
— Não ta frio. – disse tia, maliciosa.
— Não importa. – disse Alice e levantou, e se dirigiu para fora do quarto. Entrou no dela e aquele som de água caindo encheu o quarto.
Ela chegou perto da porta do banheiro, mas não abriu, ela hesitava, nervosa. E se ela ver algo.. Ah, meu Deus! Pelo menos tem o Box no meu banheiro, mas mesmo assim... Ela tocava na maçaneta e hesitava, sua imaginação ia além, ia do sexo até ver um fantasma. Então ela respirou fundo, e abriu a porta, com a cabeça abaixada e já falando.
— Eduardo? Aqui está a toalha, e a roupa de amanha, eu vou pegar o pijama, ok? – ela disse rápido, e pelo alivio dela o Box estava fechado, então ela levantou a cabeça e colocou a toalha em cima da tampa do vaso sanitário.
— Ok. Já estou saindo. – ele disse, e ela podia sentir o divertimento na voz dele.
Ela saiu do banheiro, suspirando. Não foi não difícil assim, ela pensou, aliviada. Colocou a roupa de amanhã do Eduardo em cima da escrivaninha. Foi para o quarto da tia, que já esperava com a roupa dele.
— E ai? – disse a tia, rindo.
— Cale a boca. – disse Alice, pegando a roupa e a tia riu.
— Eu vou dormir. – disse a tia. – Agora.
— Mas...
— Se vire.
A tia riu, enquanto a menina ia para o quarto dela. Quando entrou e levantou a cabeça, engoliu em seco. Ele estava ainda molhando,- com a toalha enrolada no quadril — seu cabelo e seu corpo musculoso. Todos os músculos definidos... Ela olhou dos pés a cabeça dele, abrindo a boca, mas não conseguiu falar nada. Ela piscou e ele riu, o que piorou a situação, ela não conseguia respirar direito, mas entregou as roupas e ele pegou. Ela passou por ele, sentando na cama, e olhando o chão.
— Eu tenho que tomar banho. – ela comentou.
— E? – ele disse.
Ela olhou para ele, com uma sobrancelha erguida.
— É meu quarto.
— Vai tomar banho logo. – ele disse, balançando a cabeça.
— Ok. – ela disse.
Foi no guarda-roupa e sentiu o olhar dele a seguir, ela pegou um pijama mais comportado, um moletom. Ela entrou no banheiro, e fechou a porta lentamente, olhando-o pela fresta, olhando todos aqueles...
— Alice! – alguém gritou e ela pulou, batendo a porta muito forte.
— Ai! – ela disse, e olhou para trás, e era sua mãe, de novo, furiosa. – Que inferno, mãe, por que sempre com ele você aparece? Que inferno!
— Está tudo bem ai, Alice? – disse Eduardo no quarto.
— Aham. Tudo ótimo, eu.. tropecei, só isso...
— Se machucou? – ele disse, segurando o riso.
— Não! To muito bem. Eu... Eu vou tomar banho. Ok?
— Tudo bem.
Então Alice olhou para a mãe, furiosa também.
— Por que só com ele? – sussurrou Alice, ligando o chuveiro e tirando as roupas.
— Por que sim! Ele é... Muito velho para você, filha.
Ela entrou no chuveiro, fechou o Box, mas sua mãe entrou com ela.
— Mãe! Privacidade, né? – ela falhou.
— O que?! Eu já bi você pelada várias vezes! Sua tia quer que esse carinha... Eduardo, veja você nua, e transe com ele. Pare!
— Mãe você e a mãe dele eram amigas. E eu o a... Am... a... Am... a... Aght, eu gosto dele, muito.
— E o outro menino? Miguel? – ela disse.
— Você sabe? Ok, é claro. Mas é diferente, como disse a tia, pode ser uma única e ultima vez, por favor... Não... Me... Enche! E qual é os eu problema com ele?
— Só não gosto da mãe dele...
— Mas...
— Eu e ela éramos amigas, mas as coisas mudaram. Um pouco antes do acidente... Não importa! Se esse garoto provar que é diferente que a mãe dele, eu deixo vocês dois em paz, se não... Nunca vou para aquela maldita luz!
Então ela desapareceu. Alice demorou um pouco para recuperar, mas então começou a se limpar, e esquecera que tinha alguém no quarto dela, e começou a cantar “Good Enough – Evanescence”. Uns minutos depois ela saiu, colocou o pijama e foi para o quarto, e ele continuava lá.
— Nunca pensou em cantar? – ele disse, e ela sentiu o seu rosto corar. – Você canta bem.
Mas isso não aliviou, ela continuou corando mais e mais.
— Eu já fiz coral, no Texas. – ela disse, colocando a roupa suja no cesto. – E você não vai dormir no quarto de hospedes? E aqui na frente.
— Ah, é. Ok. – ele se levantou e foi na direção dela, chegando muito perto. Ela olhou para o rosto dele. – Boa noite. – então ele inclinou o rosto para o dela, mas por fim, beijou o rosto dela, e ela ficou parada, e fechou os olhos. Poderia ser a ultima e único, ela pensou. Ele se afastou e saiu do quarto, mas ela continuou parada, com as borboletas ainda se debatendo no estomago dela. Ela se mexeu e foi para a cama e desligou o abajur.
Ela não conseguiu dormir, continuou com os olhos pregados, e ela sabia que a noite ainda não tinha acabado, pois aquele pequeno beijo, era apenas o começo.
Notas finais
Beijos :**
Fale com o autor