Alices Eyes.

1 Capítulo 1 - Las Vegas


Notas iniciais
Tenham paciência, não vou escrever toda hora! E eu preciso de inspiração às vezes u.u. Boa Leitura!

Era mais uma noite fria e nebulosa na cidade pequena onde Alice morava. O carro negro que nem se quer conseguia ver direito naquela noite medonha, a esperava na porta da casa. Aquela casa onde não voltaria, onde tantas recordações estavam grudadas nas paredes do cômodo, e teria que deixá-los, pois tinha que ir. Era necessário.

Ela desceu as escadas lentamente, olhando para baixo, sua mãe estava na soleira da porta, batendo o pé impaciente.

— Vamos logo Alice! Temos que chegar em Vegas em duas horas! – disse sua mãe.

Alice olhou para o rosto fino e pálido da sua mãe. Ela sentia uma dor quente no peito, ela queria chorar, gritar, mas não conseguia. Ela parou um momento e olhou para sua mãe, Lara. Elas eram tão parecidas! Mas tão diferentes.

— Para o que você está olhando Alice? – perguntou sua tia. Ela olhou para a mulher que era bem mais velha que sua mãe, tinha os cabelos loiros e lisos, mas com a sua idade, vários fios brancos estavam lá, mas não faziam muita diferença pelo seu cabelo loiro, mas as rugas da idade eram destacadas em seu rosto.

— Nada, tia Fabia. – disse Alice, com um pequeno sorriso nos lábios.

Então ela entrou no carro, silenciosamente. A tia entrou e o carro começou a se mover. Alice olhou pela janela, e podia ver sua mãe. Aquilo era horrível! Ver gente morta? Sim! Ela não conseguia acreditar, tinha apenas 15 anos, seu jeito de ser é de tormento, todos achavam que era pela morte súbita e trágica de seus pais. Mas o que ninguém percebia era que, sim, ela ficara pior depois da morte de seus pais, mas ela sempre fora assim, fechada, fria. Pois ela via o que os outros não viam. Sentia o que os outros não sentiam. E ouvia coisas, que os outros não podiam ouvir. Era medonho. E insuportável.

Tudo isso começou um pouco antes do acidente, seus pais estavam planejando consultar um psiquiatra, pois o que estava acontecendo com a filha era totalmente anormal, e o jeito que ela falava sobre as coisas medonhas era muito confiante, mas eles não se entregavam para isso, não queriam, queriam que a filha voltasse ao normal.

Normal.

Uma coisa que Alice nunca fora.

Ela nunca disse a ninguém sobre o seu dom, e não contou para os pais. Mas você sabe como os pais são, eles sabem que tem algo errado, e depois de muita pressão, Alice contou a verdade. Bem, os Riffle nunca acreditaram.

Enfim, Alice iria começar uma vida nova, num lugar novo. Las Vegas. A cidade do pecado. Nunca soubera que alguém poderia viver em paz naquela cidade ontem existe muitos turistas e são viciados em cassino. Mas tudo bem, ela iria tentar.

Quando chegaram, ela se deparou em uma rua normal com casa... normais. Sem dizer nada, foi para o quarto onde passava as férias – férias trancafiada no computador – com a tia Fabia.

A casa da tia era o único lugar onde não tinha espíritos, onde eles não a seguiam, era por isso que ela gostava de ficar na casa. Pois quando estava fora, parecia que todos os espíritos perdidos queriam ajuda com ela, era insuportável.

Alice entrou o no quarto que naquele momento estava arrumado, uma cama simples estava no canto do quarto, um painel de recados estava grudado na parede, um computador, não muita coisa.

Ela tinha que admitir que Las Vegas era a cidade que ela mais amava, onde tinha amigos que não perguntavam e nem sabiam o que havia de errado com ela, ela conseguia ignorar os espíritos facilmente. Ela jogou a mala no canto do quarto e se jogou na cama. Ficou longos minutos sem se mexer. Então virou para cima, encarando o teto com seus olhos verdes, seu cabelo castanho claro caia em leque no travesseiro. Ela tinha 15 anos e era uma garota linda, sua pele era pálida e era uma menina que com certeza qualquer menino olharia, mas sua para normalidade parecia estar escrito na sua pele. Depois de uns longos minutos Alice levantou e ficou olhando pela janela, era um dia calmo, o que a surpreendia. Ela se direcionou para o computador, fazia muito tempo que não conversava com os amigos virtuais, e nem com os amigos de Vegas, depois da morte de seus pais.

Depois de uns 15 minutos mexendo, vendo e-mails, respondendo, e postando coisas novas em seu blog, uma plaquinha levantou e viu Eduardo, um garoto que morava em Vegas, mas tinha viajado nas ultimas férias e Alice, então, eles não se viam dez que ela tinha 12 anos. Agora, ele deveria ter 19 anos, mas ela sempre sentia certa atração com ele, e ele dizia que a amava, mas ela não sabia se acreditava em uma mera frase de um garoto de 19 anos. Mas tudo bem, a raiva, a dor e tudo o ela sentia, conseguia fazê-la ficar muito fria, e aquele amor era coberto pela dor.

Ela contou a todos, e todos ficaram surpresos. Mas não sabiam realmente que toda hora poderia ver sua mãe pedindo ajuda, mas não sabia como ajudar. Alice sabia que sua mãe estava penando por ai, querendo ser ajudada, e Alice era a única que podia ajudar, mas não sabia como!

Alice encostou a cabeça na escrivaninha fria, tentando organizar seus pensamentos. Como não conseguira, levantou-se, nem sequer deu atenção em desligar com computador, pegou uma jaqueta e foi descendo as escadas, logo já não estava mais na casa. Ela olhou para os lados, ninguém estava lá, ninguém mesmo. Mas naquele momento, ela queria que sua mãe estivesse lá, para ajudá-la, no que fosse preciso.

Cansada, de andar, parou num lugar que estava cheio de árvores, sentou-se e apoiou a cabeça nos joelhos. Respirou profundamente por alguns minutos, de repente, a temperatura começou a diminuir. Ela levantou a cabeça, mas nada apareceu, não de imediato. Então a temperatura voltou ao normal, e na sua frente estava sua mãe, pálida e com a mesma roupa que estava quando sofreu o acidente, e também estava bem acabada.

Alice não se assustou, afinal, vinha tendo esses tipos de visões faziam muito tempo.

— Mãe! – exclamou – Por favor, diga o que eu tenho que fazer!

A mãe, por sua vez, olhou para filha tristemente, como se lamentasse de algo, que Alice não sabia.

— Oh, Alice, eu queria tanto que você soubesse de tudo! Mas, eu não pude! Eu só quero que você fique feliz...

Alice não conseguia compreender, e quando abriu a boca para falar algo, a mãe se fora, deixando a garota sozinha, olhando para o nada.

Notas finais
Um cap pequeno
O proximo cap. só com reviews!