Alicerce De Cristal
7 Indo embora
POV BEN
Abro os olhos e vejo que aquilo não tinha sido um sonho ,pra meu desgosto.Olho em volta e ainda estava naquele quartinho de hospital,vejo que tinha um relógio na parede,eram 7 horas .Me levanto ,percebo que estava meio cansado ,então deito de novo na cama desconfortável e então o enfermeiro entra.
- Fico feliz que esteja melhor — disse ele num tom distante
- Já posso ir embora ? — pergunto ,querendo sair logo desse lugar
- Sim ,sim assim que seus pais vierem assinar — disse o enfermeiro acabando com minha alegria,mas ........
- Meus pais estão viajando.......sou emancipado,posso assinar por eles — digo,o enfermeiro fica surpreso e dou um pequeno sorriso convencido — onde estão minhas coisas? O documento está na minha carteira.
O enfermeiro vai até a uma mesinha do lado da cama,que nem tinha visto,abre uma gaveta e pega minha carteira,ele olha pra mim por uns segundos,me sento de novo e estico a mão e pego a carteira da mão dele ,abro-a e pego o documento e mostro pro enfermeiro.
- Posso ir embora? — digo ,me levantando.Ele faz cara feia mas consente.
Ele me explica todas as formalidades do hospital e etc.para poder ser liberado e as faço todas.
Penso no meu sonho ,que por sinal dessa vez eu não morria e nem era caçado.Dessa vez foi a mulher de cabelos vermelhos discutindo com alguém,bem mais alto e forte do que ela por sinal,apesar de que ela não parecia lá essas coisas também,ele usava um sobretudo bege.Eles se encaram, por um bom tempo.
— Por favor....esqueça isso -ele parecia estar cansado- perdoe ele e esqueça,deixe isso pra lá....-olho em volta ,eles estavam num lugar bem apertado ,mas não sei dizer que lugar era aquele.
- Perdoa-lo?!?!?Não,impossível -ela sussurrava baixo mas com fúria na voz -Traiu a Base,ele nos traiu,traiu até a ela que ele dizia sempre amar,que bosta vou pensar disso?!!?!?
- FODA-SE VOCÊ NÃO VAI ,NÃO VOU DEIXAR CACETE -grita perdendo a calma,ele coloca as mãos no ombro dela,empurra ela contra a parede e a prensa ali,ela geme alto ,com visível de dor — Você está toda machucada.....mal consegue andar direito,por favor.......
- Foram minhas ordem,sou a única que é capaz agora. — diz ,então empurra o braço dele de seus ombros e sai dali .
Olho em volta ,estou num corredor mal-iluminado ,percebo que tinha me perdido e não tinha sido só em pensamentos.Sinto um frio na espinha,me viro e dou meia volta vindo do caminho em que vim,ou pelo menos o que eu acho que vim.Ouço um barulho estranho e miro,me deparando com um corredor,sem luz nenhuma e algo que sai do corredor praticamente voando trompa em mim,caio de tudo no chão.Olho pro que me derrubou e vejo um silhueta feminina,e era dessa pessoa que vinha o barulho que por sinal parecia alguém chorando.....
- Luciela? — pergunto arriscando,vejo a silhueta levantar a cabeça.
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