Notas iniciais
Desculpem ter ficado esse tempo todo sem postar, leiam as notas finais e aproveitem a leitura! Acompanhe também: Unbroken: http://fanfiction.com.br/historia/535317/Unbroken/ Error 404 - O Reinado Norken: http://fanfiction.com.br/historia/588140/Error_404_-_O_Reinado_Norken/

Desde que Abby morreu, Matt se mantém afastado. Não que eu e Charlie sejamos diferentes. Nós conversamos somente o necessário. A casa não deu muito certo, pois além da casa ser totalmente exposta pela parte de trás, nos trazia muitas lembranças de Abby. Querendo ou não, ela era uma parte de nós. Agora nós apenas dirigimos até a gasolina acabar e procurávamos outro carro para seguir caminho. Charlie, como sempre, dirige com os olhos colados na estrada, mesmo não havendo movimento algum. Seus ombros estão tensos e seu maxilar se mantém trincado.

“O que há de tão sério?” pergunto.

Ele apenas inclina a cabeça e segura minha mão, entrelaçando nossos dedos. Com isso apenas sei que ele está cansado e preocupado por não termos achado nenhum lugar para passar a noite. Quanto mais perto estamos da fortaleza fodida do exército, mais difícil fica para acharmos comida e abrigo. Parece ser de propósito. Viro-me para trás e observo Matt dormindo em uma posição nada confortável. O garoto parece um morto-vivo. Está muito pálido, com olheiras, e desanimado.

“Você acha que ele aguenta? Quer dizer... Eles eram inseparáveis.”

“Ele vai ter que aguentar, Alice. Ele não tem outra opção. Ninguém tem.” Sua voz soa tão fria que minha primeira reação é afastar minha mão da sua. Charlie pressiona mais meus dedos, e eu puxo minha mão com mais força.

“Alice...”

“Não. Só continua dirigindo...”

Ele suspira frustrado mas afasta a mão, pousando-a sobre seu colo. Recosto minha cabeça no vidro e observo a paisagem apocalíptica do lado de fora do carro.

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Suspiro cansada e me jogo no grande sofá verde folha, no meio da sala de estar. Quando a gasolina do carro acabou, tivemos que seguir andando até encontrar um lugar para ficar, o que não foi muito difícil. Depois de checar a casa toda, arrumar nossos pertences e nos localizar no mapa, tiramos algum tempo para descansar. Matt apenas subiu para o segundo andar da casa e se trancou em um dos quatro quartos, dizendo estar cansado e pedindo que não o incomodássemos. Charlie colocou suas coisas em outro quarto e foi tomar uma chuveirada. Decido deixar a preguiça de lado e subo com minha mochila para um dos quartos vazios. O quarto é enorme, com uma cama enorme e outros móveis enormes. Se fizer as contas, só esse quarto vale minha antiga casa inteira. Os lençóis estão impecáveis e parecem ser macios. A cor creme é marcante. Encosto a porta e jogo minha mochila na cama. Abro todas as portas procurando pelo banheiro e o acho na segunda. É bastante espaçoso, com um chuveiro e uma enorme banheira branca. Nessa parte da cidade a luz continua funcionando, por isso não preciso me preocupar com a água quente, que é o que necessito. Ligo a torneira para encher a banheira e retiro a roupa lentamente, fazendo cada movimento com calma, sem pressa alguma. Meus braços ainda tem manchas avermelhadas, causadas pelo sangue dos malditos. Quando em contato com a pele, o sangue deles se torna algo tóxico e queima. Termino de tirar a última peça de roupa e entro na banheira. Meu corpo relaxa imediatamente. Todos os pontos de tensão se desfazem e solto um suspiro de alívio. Era disso que eu precisava. Relaxar. Tudo isso aconteceu muito rápido, e com muita intensidade. Quando mal conhecemos Abby, ela já se foi, e isso dói. Nos resta pouquíssimas esperanças, e estamos nos agarrando firmemente nelas.

“Hey, Alice, eu queria saber se...” Charlie para abruptamente na entrada do quarto. Acabei esquecendo a porta do banheiro aberta e não tranquei a do quarto. Ou seja, eu meio que pedi por isso...

“Er... Desculpe, eu... Eu vou, hum... Vou esperar aqui no... No quarto. Vou esperar. No quarto. Aqui.” Ele pede licença e fecha a porta do banheiro. Levanto-me rapidamente e corro para dentro de um dos roupões pendurados perto da porta. Criando coragem, abro a porta e saio do banheiro, deparando-me com Charlie sentado no meio da cama de casal enorme, com o rosto levemente avermelhado.

Coço a garganta. “Se não se importa, eu gostaria de me trocar.” aponto para minha mochila no canto do quarto. Ele nega com a cabeça e se levanta da cama. Como que por instinto, me afasto alguns passos. Ele se aproxima com passadas largas e decididas, suas mãos se prendem em minha cintura e as minhas automaticamente vão para sua nuca. Ofego em surpresa, mas não me afasto. A sensação de seu corpo tão próximo do meu é extasiante. Sua pele tão perto da minha, seu calor me rodeando... Esse homem me faz perder o pouco de juízo que ainda me resta. Charlie acarícia meu rosto com um das mãos, e seu rosto se afunda na curva do meu pescoço.

“Você cheira tão bem...”

“Isso se chama sabonete!”

Me afasto dele rapidamente e mantenho uma distância segura de seu enorme corpo quente e saboroso. Não posso me deixar levar assim tão fácil.

“Alice... Por favor, me deixe tentar!” ele dá um passo para frente e eu dois para trás.

“Eu não posso... Não agora. As coisas estão tão confusas... Só preciso de um tempo, ok? Quando estiver pronta, eu mesma vou te procurar.”

Seu rosto expressa sua total insatisfação, e com enorme determinação, ele se aproxima a passos lentos, fazendo-me recuar e bater contra a parede. Suas mãos firmes agarram meu quadril e me levantam. Abraço seu quadril com minhas pernas e apoio meus braços em seus ombros largos e fortes. Tudo nele é forte e intimidante. E isso me excita, por mais estranho que isso possa parecer. Dessa vez eu mesma tomo a iniciativa e corro minha mão por seus cabelos úmidos por causa do banho recém-tomado. Ele suspira e passa um de seus braços pela minha cintura, fazendo sua outra mão escorregar até meu traseiro. Puxo sua mão de volta para meu quadril em repreensão.

“Se acalme garotão!”

Beijo seu pescoço e dou leves mordidas em seu queixo, orelha e pescoço. Sinto seu cheiro, toco sua pele, e beijo seus lábios. Minha língua explora cada canto de sua boca, como se cada segundo fosse uma aventura nova e excitante. Suas mãos não param quietas, subindo até minha cintura, meus ombros e minha nuca, para depois fazer o caminho de volta, me deixando ainda mais excitada. Gemo em seu ouvido quando sinto uma de suas mãos apertas fortemente meu traseiro, trazendo-me para mais perto de seu corpo. Ele me beija com calor, paixão. De um jeito que nenhum outro homem me beijou antes.

“Cama.” sussurro.

Charlie vai até a cama comigo em seu colo, ainda explorando sua boca. Ele me solta e sinto os lençóis macios acariciarem as partes de minha pele que estão expostas. Charlie se coloca por cima de mim, com uma mão em meu cabelo e a outra ainda cravada em minha bunda. Nós nos beijamos até o ar se fazer necessário. Quando nos separamos, observo seu rosto. Seus olhos, sua boca... Ele é perfeito. É o homem dos sonhos de qualquer mulher, e está aqui. Parece sonho, e talvez seja mesmo. Gostaria muito que fosse. Tudo isso, um grande sonho. E é com esses pensamentos vagando em minha mente que pego no sono.

Notas finais
Como alguns devem ter notado, a fic estava em hiatus, ou seja, pausada sem tempo previsto para retorno. Mas, como essa é uma das minhas fics favoritas, decidi retomá-la e dar um tempo nas outras. Por causa das aulas, tem sido muito difícil arrumar tempo para escrever e postar os capítulos de todas as fics, por isso agradeceria muito se vocês deixassem reviews, assim poderei saber quais devem ter prioridade na hora de atualizar. Agradeço muito, e espero que tenham gostado! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.