Alice e Luise - Gregos e Egípcios Juntos

1 Capítulo 1 - Novas semideusas


Notas iniciais
Apresentando Alice, a semideusa principal da Fic, mostra como ela descobre ser uma semideusa.

-Quíron, me chamou?

— Sim, Grover. Pude sentir duas semideusas, e não é só isso: são poderosas. Monstros se agitam perto delas.

— E onde elas estão!?

— Na Flórida, Miami. — Respondeu Quíron.

— FLÓRIDA!? Você se lembra o que houve da última vez que eu estive lá? Bem, não quero ter essas lembranças ocorrendo novamente!

— Desculpe Grover, mas não confio em mais ninguém para resgatá-las, e isso precisa ser rápido, muito rápido.

— OK — respondeu Grover -, qual é a idade delas?

— Uma delas tem 11, a outra 12. — Quíron respondeu.

— Pode preparar minha viagem, duas semideusas a caminho!

Alice sempre foi uma menina estranha, não tinha muitos amigos e coisas bizarras sempre aconteciam ao seu redor, como a vez em que estava na praia e uma onda muito grande a levou pra muito além no mar, a guarda costeira alegou que qualquer um podia ter morrido, mas milagrosamente ela sobreviveu. Alice morava em Miami com a mãe em um apartamento perto da praia. O apartamento era um dos mais luxuosos da cidade, mas elas não eram ricas, a mãe dela trabalhava no prédio e por ser muito eficiente e adorável com todos, tinha ganhado o apartamento. A mãe de Alice, Elizabeth, nunca se casou e Alice nunca soube nada a respeito de seu pai.

Toc Toc

Alice foi abrir a porta e viu que era sua melhor amiga Amber. Amber era uma menina russa que morava no apartamento na frente do de Alice, ela não sabia nada sobre a família, seus pais tinham morrido quando ela tinha apenas seis anos, e uma amiga de sua mãe a tinha adotado e mudou-se para os Estados Unidos, assim que se conheceram Alice e Amber não se deram muito bem, mas depois viraram melhores amigas, Elas tinham muito em comum, ambas tinham déficit de atenção, dislexia e hiperatividade. Amber era um ano mais velha que Alice e tinha um sotaque russo que Alice achava engraçadinho, mas nunca atreva se a dizer isso a Amber se não quiser passar alguns dias na enfermaria.

— Olá Alice, pronta para a escola?

— Quase, só vou pegar minha mochila — respondeu Alice correndo para achar a mochila.

— Soube que vamos ter um aluno novo na escola — Comentou Amber.

— Novo? Vai estudar com a gente? Digo, tem a nossa idade? — Perguntou Alice.

— Não, ele é mais velho que eu, deve ter uns 14 anos.

— Ah. Pronto, estou pronta.

— OK, então vamos, minha mãe disse que nos leva hoje, está chovendo um pouco.

— Então por que temos que nos apressar? — Disse Alice, rindo.

— Porque minha mãe tem que trabalhar mais cedo hoje. — Respondeu Amber.

— Então ok, vamos.

— Ah meu Deus, vou me atrasar! Não vou chegar à sala a tempo! — Alice disse a si mesma, mas mal terminou de falar esbarrou em um garoto que andava meio desajeitado — Desculpe, desculpe, não foi minha intenção! Quer ajuda?

— Não foi nada, obrigado. Espere, você é Alice?

— Sou, como sabe?

— Está escrito no caderno — Apontou para o caderno de Alice — Ah desculpe, meu nome é Grover, sou novo aqui.

— Então é você o aluno novo, haha, está gostando da escola? — Perguntou Alice.

— Sim, é ótima. Acho melhor falarmos enquanto andamos já que está atrasada.

— Concordo, você é da onde?

— Sou de New York, você deve ser daqui mesmo, não?

— Sou sim. Essa é minha sala, se quiser se sentar comigo e Amber no almoço, pode sentar, para não ficar sozinho, entende? — Disse Alice sorrindo.

— Muito obrigado, eu adoraria.

No almoço, Amber e Alice já estavam comendo quando o garoto Grover se sentou com elas.

— Ei, quem você acha que é pra ir se sentando aqui? — Perguntou ríspida Amber.

— Calma Amber, eu o convidei, ele é o garoto novo, o nome dele é Grover. Grover, essa é Amber, e ela não está causando uma boa impressão. — Disse Alice.

— Ah, desculpe cara, pode sentar. — Disse Amber

— Sem problemas, obrigado. — Disse Grover se sentando no banco, de frente com as garotas.

Eles se apresentaram melhor e contaram um pouco de si. No final do almoço, Grover tinha certeza de que as semideusas que ele procurava eram as duas.

Amber e Alice, como de costume, foram andando para casa e Grover as seguiu para descobrir onde elas moravam.

No dia seguinte, Alice e Amber estavam indo para a aula quando a professora de Inglês delas, Sra. Lewis, uma velha senhora gorda, parou diante delas.

— Aonde vão, queridas?

— Pra onde mais? Aula, dã. — Respondeu Amber

A Sra. Lewis riu.

— Mas que modos são esses, mocinha? Sou uma professora, devia ter mais respeito! — Disse a Sra. Lewis docemente.

— Desculpe pela Amber, mas não chegamos à escola ainda, falta uma quadra, porque nos parou? — Perguntou Alice.

— Bom, vamos dizer que vocês NÃO vão chegar à aula hoje, ou devo dizer nunca mais?

— Como assim? Você é louca? Tem problemas? Ou fomos transferidas para uma escola melhor? — Perguntou Amber.

— Mas é claro que não foram, acontece cria dos deuses, que vocês estão na minha lista de afazeres hoje, e isso não é uma coisa boa, pelo menos para vocês…

E dizendo isso, Sra. Lewis, começou a tremeluzir e quando levantou a manga, mostrou uma pele escamosa e verde, e as pupilas dos olhos eram vertical como a de répteis e tinha presas no lugar de dentes.

— O QUE É ISSO ALICE? — Gritou Amber, apavorada.

— E eu vou saber? Só tenho um conselho: Vamos nos separar quem saber conseguimos confundi-la? — Sugeriu Alice.

— Boa ideia, vai pra lá — Amber apontou para a direita e correu para a esquerda.

— Não adianta se esconderem, filhotes de deus, eu vou pegar uma por uma.

A mulher-cobra foi atrás de Alice, que não conseguiu se esconder e tinha uma velocidade incrível, Alice não tinha chance.

Alice olhou para trás e viu a Sra. Lewis, ou no que ela se transformou, bem perto e tentou correr mais rápido, mas não conseguiu, viu que era o fim. Fechou os olhos e esperou o pior. Mas nada aconteceu, quando ela abriu os olhos viu Amber montada em cima da mulher-cobra com um pedaço de pau enorme batendo na cabeça dela, mas isso não parecia adiantar muito, só deixava o monstro mais raivoso. A coisa derrubou Amber e jogou seu pedaço de madeira longe, pronta para matá-la, mas antes que Alice pudesse fazer qualquer coisa, Grover apareceu correndo na direção do monstro com uma flauta e começou a tocar.

— O QUE ESTÁ FAZENDO SEU LOUCO? Amber está em perigo e você só toca uma flauta? — Gritou Alice, mas Grover não respondeu. Alice percebeu que raízes começaram a brotar do chão e se enroscar no monstro, a mulher-cobra ficou imobilizada.

— RÁPIDO AMBER, LEVANTE-SE! As raízes não vão aguentar muito, venham comigo! — Grover disse.

Começaram a correr para longe deixando o monstro para trás.

— Precisamos ir para o aeroporto, AGORA! — Disse Grover.

— POR QUÊ? E O QUE ERA AQUILO QUE NOS ATACOU? EXIJO RESPOSTAS AGORA! — Exigiu Amber.

— Vocês duas correm perigo, MUITO perigo, e precisamos ir. Aquilo era Equidna, e ela ia matá-las porque são semideusas.