Alice No País Dos Sonhos.
1 O portal
Notas iniciais
Tudo começou em uma noite de 24 de março, Alice estava no quarto com sua filha e sua filha começou a ficar com medo de dormir, pois sonharia novamente com uma lebre assassina.
-Vamos lá, filha! Você precisa dormir mais cedo se não amanha você não agüenta ir pra aula.
-Mas mãe, e a lebre?
-Você não é criança mais, Elena! Esquece a lebre e durma, por favor!
-Conta uma história pra mim?
-Conto, qual?
-Aquela que o papai contava.
-Mas aquela tem a lebre, esqueceu?
-Então por que quando ele contava eu não sonhava com ela?
-Não sei...
Alice ainda não sabia como tinha superado a perda do marido, primeiro foi sua irmã quando elas ainda eram crianças, ela desapareceu em uma noite de 24 de março e o seu marido também, à 4 anos. Sua irmã se chamava Ariel e seu marido Jefferson, ambos sumiram de um jeito muito estranho. Alice então foi procurar o tal livro que Elena queria e achou aquela velha caixa que sua irmã tanto adorava, achou o livro e voltou pro quarto de sua filha.
Leu e depois ela dormiu, voltou para seu quarto e pegou a caixa, abriu e viu que lá não tinha tanta coisa de valor, parecia um porta jóia pois tinha um espelho na tampa do lado de dentro e lá tinha um anel, um pequeno diário e uma foto dela com sua irmã.
Algo então começou a acontecer quando ela colocou o anel no dedo, o espelho começou a se mover e ela foi sugada para dentro dele, foi um raio de luz, ela caiu no chão e olhou a sua volta. Estava em um jardim de uma casa e na tal casa tinha uma placa escrito “Chapelaria”. Um homem estranho com cara de rato correu até ela e disse:
-Quem é você? O que está fazendo aqui? Da onde você veio, menina feia?
-Eu sou a Alice, onde que eu estou?
-Alice???? ALICE! É VOCÊ!!??
-Sou, mas não a que você deve estar pensando.
-Venha cá, vou te levar a um lugar seguro.
E o tal rato levantou ela com toda força e brutalidade e levou ela arrastada até a chapelaria, entrou e em alguns momentos olhava pra ela e dava uma risadinha, Alice estava apavorada e então começou a lembrar que deixou sua filha sozinha e começou a suar frio.
Eles entraram em uma sala branca com uma mesa de jantar para duas famílias e atrás tinha uma TV enorme e do lado uns pequenos frascos com líquidos brilhantes. A cadeira que estava a frente deles virou e então um moreno com um chapéu pequen, mas ainda sim não dava pra ver o rosto dele, disse:
-Olá, quer uma xícara de chá?- aquela voz era familiar.
-Não. Quem é você?- Alice disse apavorada
-Se acalme, eu sou o Chapeleiro. –ele levantou a cabeça e ela levou um susto, era Jefferson.
- Jeff? Que você está fazendo aqui?
-Quem é Jeff? Eu sou o Chapeleiro, dono dessa espelunca e desse rato que está te segurando, solte ela seu verme.
Ela se calou, não estava entendo aquela brincadeira, achou que estava dormindo ou algo do tipo. Até que o tal Chapeleiro disse:
-Como você chegou aqui, garota?
-Ela é a Alice!- o rato gritou
-Hum, ela é a Alice. Como você chegou aqui?
-Não sei, eu estava no quarto quando abri uma caixa e lá tinha um espelho e então quando dei por mim eu estava aqui.
-Droga...-ele olhou pra baixo.
-O que?-ela se assustou mais ainda
-Vamos ter que te levar pra Rainha Branca, rato é ela, vamos logo!
-Não to entendendo nada!-ela falou, mas foi em vão.
E logo ela estava sendo puxada pelo tal rato com o chapeleiro na frente. Chapeleiro pegou um caminho pela floresta do lado da sua loja e então Alice começou a questionar aflita e parou de andar:
-Será que você pode me dizer pra onde estamos indo e onde eu estou?
-Muito bem, temos tempo ainda, dá pra fazer uma explicação rápida.- chapeleiro disse
-Ótimo.
-Você está no país das maravilhas ou dos sonhos. Aqui acontece o possível e o impossível, você é a Alice da história entende? Alice que salva todos da Rainha de Copas.
-Você tá brincando…
-Não, é sério, presta atenção. Nós precisamos levar você até a Rainha Branca, ela vai te dizer o que fazer.
-Isso é maluquice, preciso ir embora, minha filha está sozinha!
-Sinto muito, mas você só vai poder voltar quando derrotar a Rainha de Copas e passar pelo espelho, mas antes você precisa encontrar o anel e falar com a Rainha Branca.
-Anel? -ela levanta a mão- isso eu já tenho.
-VOCÊ TEM O ANEL DOS SONHOS!-o rato gritou
-É, tava na caixa junto com um diário e sei lá mais o que, eu peguei e parei aqui.
-É isso, por um tempo a Rainha esteve atrás desse anel pra mandar os humanos que estão aqui de volta, mas a Rainha de Copas queria trazer mais humanos para fazê-los de escravos. Só que ele sempre esteve com você, Alice!
-Mas agora eu to aqui no “país das maravilhas” e com o anel, então eu coloquei tudo a perder.
-Não, você pode entregar esse anel pra Rainha Branca, se me seguir e fazer tudo que eu mandar.
-Mas você não fica em nenhum lado, você sempre ta em cima do muro-rato disse
-Acho que finalmente achei um lado, isso é certo e eu devo ajudar a Alice.
-Bom, vão vocês então, eu não vou. É uma coisa muito ariscada.- rato então deu meia volta e foi embora
E o Chapeleiro voltou a seguir o caminho, Alice não agüentou e perguntou:
-Por que você está me ajudando?
-Porque você se parece com a Rainha Branca e é a Alice, isso parece certo. -ele olhou para baixo
-Não, tem mais coisa ai.
-Estou apaixonado pela Rainha Branca. -O QUE?!- Alice ficou pasma, ficou sem chão… Seu marido tinha perdido a cabeça? E quem era essa Rainha, será que era tão desejável assim? –Bom, algo me diz que isso é errado e que eu nunca ficarei com ela, mas fazer o que, né? Esse sentimento que eu tenho por ela é o único, nunca tive sensações como as dos humanos e nem sentimentos, esse é o único. Alice não conseguia falar nada, aquilo era como se estivesse sendo traída e ao mesmo tempo não, ela não entendia e não queria algo tava errado nessa história… E ela descobriria, de algum jeito. -Então, o que fazem com os humanos que estão aqui? -Apagam a memória e colocam eles pra trabalhar, no final do dia levam para os cassinos e tiram todas as emoções deles, só as boas, pra Rainha. E na manha seguinte começa tudo de novo, só que a maioria foge e dá trabalho pra eles acharem, alguns eu ajudo e levo até a Rainha Branca e lá eles são cuidados, hoje se tudo der certo eles vão pra casa.
-Se eu conseguir...
-Você vai.
-Me diga, como a Rainha de Copas conseguiu o poder de tudo isso?
-Há um tempo a Rainha Branca comandava tudo, ela era boa e gentil com todos, mas um dia a dama vermelha que no caso é a Rainha de Copas desafiou a Rainha Branca e ela perdeu, pois a Rainha de Copas contou a todos os segredos dela e assim ela fez seu próprio reino, o reino de cartas. Seus servos são os engravatados e a Lebre de Março, um assassino que pegava todos aqueles que se rebelavam contra a Rainha e ela dava o julgamento, cortavam-lhe as cabeças em praça publica. Hoje em dia a Lebre não assassina mais ninguém, todos o temem e ainda mais a Rainha.
-E a Rainha Branca?
-Ela se refugiou em um castelo bem longe do reino de cartas, lá como eu disse antes, habitam os poucos humanos que conseguiram sobreviver e os criados dela.
-E estamos indo pra lá agora?
-Isso.
Continua...
Fale com o autor