Alice In Wonderland

1 Capítulo Unico - Entre Espelhos


Eu estava num quarto cercados de espelhos. Estava espantada, pois não sabia como havia chegado ali, mas só sei que estava ali. A cada segundo eu ia perdendo a memória, não sabia quem eram meus pais, onde eu morava, o que sou eu, apenas sabia que me chamava Alicia. Isabella não, é muito idiota, não seria Alice?? Isso ai, meu nome é Alice. Comecei a tocar nos espelhos, (ué, como eu sabia que isso é um espelho?). Cada um ao meu redor eram frios e duros, todos eles me refletiam, um rosto belo, em um vestido azul, lindos cabelos pretos e olhos, grandes olhos cor de mel. Toquei em um espelho com grande força. Atravessei-o. Não sei como fiz isso, apenas sei que me senti atravessa-lo e me ver em um outro lugar. Era um campo verde e florido, cheio de arvores belas. Fiquei andando por ali, observando cada vez mais aquela linda paisagem. Quando vi a minha frente um homem, era grande e loiro, muito maior que a minha pequena estatura. Tive a vontade de ir e abraça-lo. Segui meu impulso, mas no momento em que estava a centímetros de distancia daquele Deus (sim, pra mim ele era um Deus) ele desapareceu e me vi caindo em um buraco sem fim. Fiquei desesperada, não me lembrava de nada de minha vida, mas sei que queria pelo menos ver aquele Deus novamente. Cai com um baque no fundo do buraco...

- Alice, Alice, acorda querida. Se você dormir mais hoje a noite não vai aguentar dormir e amanhã vai acordar com olheiras enormes embaixo dos olhos. – Era minha mãe Esme me chamando. Então tudo aquilo foi apenas um sonho?? Parecia-me tão real.

- Tudo bem mamãe, estou me acordando. – disse enquanto via minha mãe debruçada em cima de mim. Ao ver que já havia acordado, ela foi abrir as cortinas. Aquele sol matinal inundou meu quarto, deixando todo aquele tom de azul mais natural do que já era.

- Não vai dormir novamente não é querida?? – perguntou-me.

- Claro que não mamãe. – ao se certificar de que eu não iria fechar meus olhos novamente, ela me deixou sozinha para trocar-me.

Levantei-me e abri meu guarda-roupa, bati meus olhos em um vestidinho azul. Era o mesmo do meu sonho. Talvez seja apenas algum presente novo de minha mãe. Senti algo dentro de mim que dizia que eu devia vesti-lo. Olhei-me no espelho e me senti como se estivesse saído daquele sonho, só faltava o meu Deus. Desci para o café da manhã. Ross, minha gatinha se esfregou em minhas pernas enquanto desci as escadas. – Querida, logo vou dar uma saidinha com você. – disse a ela. Na mesa do café estava meu pai, Carlisle, e minha mãe.

- Bom dia mãe. Bom dia pai. – disse. Enquanto sentava na mesa.

- Bom dia querida. – respondeu minha mãe.

- Bom dia filha. – respondeu meu pai.

Peguei a xícara de leite que estava na minha frente e bebi-a. Meu pai estava lendo o jornal. Minha mãe tomava seu café normalmente. As cadeiras ao meu redor estavam vazias.

- Mamãe, meus irmãos ainda não acordaram? – perguntei.

- Não querida. Já vou chamá-los. – disse minha mãe. Ela terminou seu café, pediu licença e subiu as escadas chamar meus irmãos, Edward e Emmett.

Terminei meu café e fui para o sofá. Ross deslizava entre minhas pernas me fazendo cócegas. Era gostoso e muito divertido.

- Sabe Ross, essa noite eu tive um sonho bastante estranho. Estava numa sala de espelhos e de repente atravesso um deles aparecendo em um campo florido e cheio de arvores. Vejo um homem, homem não, um Deus. Vejo um Deus e vou ao seu encontro. Mas ao invés de lhe abraçar caio em um buraco. Mas nesse momento mamãe me acorda. Queria tanto terminar esse sonho, ver onde iria parar. Acho que se eu continuasse nunca iria acabá-lo... – Olhei para meu colo e Ross não estava ali. – Ross??

Vi seu rabinho sumir pela portinhola de cartas que havia na porta. Abri a porta indo atrás dela. Mas o que vi me surpreendeu. Eu não estava sonhando. Muito menos era louca. Eu via o homem de meu sonho. Ele também me olhou como se não acreditasse no que via. Ele era igualzinho a como estava em meu sonho. Ele veio em minha direção e fez uma reverencia. Respondi seu ato.

- Qual o seu nome bela senhorita? – ele me perguntou.

- Alice, senhor. – respondi com a mesma classe.

- Belo nome, combina com você, pequena, leve, delicada e bela. Oh, me desculpe a falta de educação, sou Dom Jasper, mas pode me chamar apenas de Jasper. – Fiquei vermelho quando ele me chamou de bela.

- Também tens um nome bonito senh... Jasper. – já ia chama-lo de senhor, mas ele me pediu para que o chamasse pelo seu próprio nome.

Neste momento senti Ross fazer cócegas em minhas pernas. Olhei pra baixo e a vi olhando pra mim de um jeito diferente, parecia que havia malicia em seus olhinhos de contas dourados.

- Oh, ai está você Ross. Pensei que ia me escapar. – disse me esquecendo totalmente da presença de Jasper. A peguei no colo e olhei Jasper novamente, lembrando de sua presença. – Oh, me desculpe, mas vou ter que entrar. Meus pais não sabem que estou aqui fora. – disse a ele, ferindo a mim mesma.

- Tudo bem. Boa tarde senhorita Alice. – ele me disse e eu virei pra porta. Abri-a e antes de fechá-la virei-me e acenei pra Jasper que ainda estava parado no mesmo lugar de antes.

Percebi que naquele momento meu futuro estava traçado. Jasper viria aqui amanhã, falaria com meus pais e pediria minha mão em casamento. Daí um mês eu entraria vestida de noiva na igreja, totalmente de branco. E a partir dali seria feliz.

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