Alice In An Infernal World
3 Capítulo 3 - Chapeleiro Maluco
-Certo, deixe-me ver, estou em um outro mundo, cheio de animais e pessoas diferentes, que eu provavelmente vou ter de lutar com eles, para ter o objetivo de... — Disse Alice, fazendo o gato complementar a sua frase.
-Bem, não tem um certo objetivo... Por enquanto. Deves ir até o castelo da rainha, ela precisa te ver, eu sabia que era você, Alice; a princesa desse mundo, procurávamos você a anos sem ter a menor noção de saber que você estava na terra, cheia de pessoas ignorantes e um tanto... Felizes? Bom, você pertence a nós. — Complementou o gato.
-Beleza, tudo é melhor que aquela merda da Terra, com pessoas infantis e ridículas. — Falou Alice com um toque de felicidade.
O gato virou-se e começou a andar, e Alice percebeu que deveria segui-lo para não se perder. O único problema de Alice, é que ela se arrisca muito, e para conseguir sobreviver, ela tem que guardar sua vontade de fazer tudo, se não sua alma estará ameaçada de morte...
Ele chegou em uma casa, simples, como de desenho. Em cima havia uma chaminé que não parava de sair fumaça. Porém a casa tinha um toque diferente. Alice olhou pela janela, e era parecido com um "covil" da morte. Havia um caldeirão, e vários aparelhos eletrônicos, que chamavam muito sua atenção. O gato tocou na porta, e desapareceu. Porém Alice não tinha visto ninguém dentro.
Logo uma garota, muito maquiada, com cabelos loiros e mechas vermelhas como fogo. Quando viu Alice ela sorriu e desapareceu. Apareceu chamas de fogo ao lado de Alice e a garota estava dentro das chamas. Logo ela assoprou e o fogo desapareceu.
-Meu nome é Jean. E você é a querida Alice, se é que é querida, porque te conheço dos jornais da cidade, e já conheço um pouco de sua vida.
-É para eu te matar? — Perguntou Alice, então Jean começa a rir.
-Não seja burra, vou ser sua guia. O gato me avisou e logo preparei um café, quer? — Enquanto Jean falava, ela estendeu sua mão e entre chamas de fogo apareceu uma caneca saindo muita fumaça de dentro.
Alice apenas jogou a caneca cheia de café no chão e gritou:
-EU APENAS QUERO IR ATÉ O CASTELO, VAMOS OU DECIDE FICAR ENROLANDO? EU TENHO UMA FACA E POSSO USAR QUANDO QUISER.
-Não sua idiota, você não pode, eu já estou morta, não adianta você fazer nada, que a faca vai apenas atravessar meu corpo, não seja burra Alice, pensava que a pessoa que eu fosse encontrar aqui não fosse uma pirralha de 13 anos, e sim com a mente um pouco mais precoce. — Falou Jean, logo que desapareceu o sorriso de seu rosto.
-Como sabe que eu tenho 13 anos? E qual sua idade? — Pergunta Alice.
-Todos nesse mundo sabem. E eu tenho 13 anos também, porém eu vim para esse mundo com 6, e morei aqui desde que eu era uma criancinha. Eu reconheço minha habilidade. Se quer saber, eu era como você, burra, assassina, infantil, e eu também "me achava", ou seja, pode parar por aí, eu sei me controlar, mas não tenho paciência com criancinhas como você. — Disse Jean tentando mostrar dar uma lição em Alice. -Se controla, se não você não sai daqui tão cedo, se é que vai sair. E se você não quiser sair, terá que aprender a viver como eu, porém terá que passar por muitos lugares assustadores e tenebrosos, onde poderá não sair viva.
Alice revirou o olho e falou:
-Não tenho medo.
-Ótimo pequena. — Falou Jean, logo depois desapareceu da frente de Alice, e apareceu muito a frente dela.
-Vamos, corre! — Jean gritava chamando Alice.
Alice corria e perguntou:
-Porque não tenho poderes como você?
-Porra, você está aqui a um pouco mais de uma hora e já quer ter poderes?
-Quais os seus?
-Bom, invisibilidade, ler mentes, descobrir traços sobre as pessoas, FAZER a mente de algumas, posso ir até mantando uma pessoa pela mente, consigo também fazer telepatia, voar, e muito mais.
-Então se alguém for me matar, você pode me ajudar?
-Não, essa é sua tarefa.
As duas caminharam por muito tempo, e chegaram em um portão gigante, que não tinha fim. Possuía diversos detalhes aos lados e uma grade gigante. Jean tocará um interfone, que era diferente, tinha detalhes assustadores, que Alice parecia estar em um filme de terror, em que ela não sabe onde está, ou o que vai acontecer.
-Entrem. -Falou uma voz tenebrosa ao interfone.
Jean andava flutuando, entre chamas de fogo em seus pés, que iam até sua barriga. e Alice andava atrás, apenos seguindo-a.
Alice ouviu uma voz atrás dela, e ela olhou, perturbada. Quando virou seu rosto para a frente novamente, enxergou uma gigante mesa, com variadas comidas, como rato, barata, um porco assado enorme, com uma maçã em sua boca. Lá no fim da mesa, era possível enxergar um "homem" sentado. Porém não era possível desvendar se era realmente um homem. Pois havia um gigante chapéu. Apenas era possível enxergar que "seu rosto" estava abaixado, e o chapéu tapava complatamente sua face.
O chapéu era preto arrendondado, com a ponta alongada e uma pequena listra vermelha escura. Sua roupa, parecia ser um longo jaleco preto, e um bolso, com uma caveira estampada nele. Havia também uma listra, porém grande, no "jaleco", muito chamativo. Ele usava uma luva preta, e no dedo indicador, um tipo parecido de anel, porém tinha formado de uma unha longa, de ouro e prata. Ele também usava uma calça formal e botas gigantes com um bico fino, e fazia uma "volta" nas pontas.
Logo depois de Alice o analisar, ele levantou seu rosto, e também analisou Alice. Estava um silêncio arrepiador, e depois de alguns minutos pegou a xícara que estava ao seu lado, e a bebeu. Depois apontou sua mão para a cadeira na outra ponta da mesa, e a própria cadeira foi para trás, e Jean mandou Alice sentar-se.
Minutos depois o tal homem falou:
- Olá Alice. Chapeleiro Maluco as suas ordens.
-Qual seu nome? — Pergunta Alice.
-Chapeleiro Maluco. Pelo que eu soube, você veio aqui descobrir algumas coisas, e conhecer mais um pouco sobre esse mundo atentador. Vamos começar...
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