Alice Between Two Worlds

1 Capitulo 1 – O retorno ao País das Maravilhas


Notas iniciais
Esta é a minha primeira Fanfic, então não esta lá grande coisa *w* espero que gostem

“Por mais que eu tente, não consigo voltar para aquele lugar... Meus pais me obrigam a ir a psicólogos, eles pensam que sou louca... Odeio esta vida... Odeio este mundo...”

Alice fecha um pequeno livro, com uma aparência de livro de histórias empoeirado, era seu pequeno diário, onde toda a noite relatava suas tentativas de retornar aquele lugar, e suas idas obrigatórias a psicólogos. Ela esconde seu diário e deita novamente em sua cama, olha para a janela e naquele imenso céu escuro estava ela, era noite de lua minguante, Alice sorri ao ver a lua – Tem o mesmo sorriso dela -, virou-se para lado e logo adormeceu.

Há onze anos Alice vive se questionando sobre tudo o que aconteceu, todos dizem que foi apenas alucinação, ela ficou dias desaparecida e foi encontrada dentro de um buraco na floresta com febre, desde o dia em que se recuperou Alice vivia falando de seres que vivem em um lugar mágico na floresta, ela dizia que seus amigos estavam lá a sua espera. No inicio seus pais achavam graça, — Que grande imaginação nossa pequena Alice tem — diziam seus pais, mas com o passar dos anos começaram a se preocupar com sua saúde mental de sua filha, seus pais já não aguentava mais ver a filha agir desta maneira, havia dias em que a pegavam procurando por um coelho branco de paletó no jardim de roseiras, um homem com um grande chapéu bebendo chá na sala, e por um gato risonho na parte mais escura da floresta. Seu pai começou a pensar que sua única filha, a única herdeira poderia estar ficando louca, ele então começou uma corrida contra o tempo, passou a procurar por excelentes psicólogos e psiquiatras, — Minha filha não será considerada louca- era o que ele sempre dizia a cada ida a consultórios dos melhores psicólogos da cidade.

Doutor Henry foi a sua luz no fim do túnel, um dos melhores psicólogos do mundo, veio de Londres atender ao pedido da família Blackwood, ao receber esta noticia Alice tem um surto de raiva, algo que ela nunca havia tido antes. Era apenas dizer o nome do tal médico que ela se transtornava, quebrava vasos de flores, copos, espelhos, tudo o que estivesse ao seu alcance, ninguém conseguia controla – lá. Apesar de a terem levado a vários psicólogos da cidade ninguém conseguiu resolver o “problema” de Alice e seus surtos ficavam cada vez piores, varias tentativas de suicídio quase a fizeram parar em um hospício, mas com o tempo ela percebeu que estava ficando louca, de tanto ir a consultórios médicos e a chamarem de louca. Passou a guardar todos os seus sentimentos para si mesma e fingir que estava tudo bem, que estava curada de sua suposta loucura.

“Hoje ele virá novamente... Aquele médico... A presença dele me deixa repugnada, fico com nojo só de pensar que ele esta aqui...”

Deitada na cama ela escrevia no seu pequeno “livro”, escrevia sempre que podia, todos os seus sentimentos estavam expostos naquele diário, ela tinha que protegê-lo com sua vida. Levantou da cama e caminhou em direção a janela, através da cortina avistou o doutor Henry descendo do carro, a maneira dele sorrir era de um jeito sarcástico, isso a deixava com raiva. Afastou-se da janela aos poucos, enquanto caminhava ia deslizando sua mão pelo criado-mudo e acabou encostando-se a algo, olhou para o objeto e o pegou, era um porta-retratos, na fotografia ela estava sentada ao lado de uma grande cerejeira, o dia em que a foto foi tirada foi o mesmo dia em que ela simplesmente desapareceu, o mesmo dia em que encontrou o País da Maravilhas.

- Estou vivendo em um mundo que não é meu... – murmurou.

- Alice? – seu pai abriu uma pequena fresta da porta do quarto.

- Sim papai. – Alice se assustou ao ver seu pai na porta do quarto, rapidamente viu que havia esquecido de esconder o diário que estava jogado na cama, “se ele pegar este diário estarei perdida” pensou Alice.

- Pensei que estava dormindo. O doutor Henry já esta aqui, apronte-se logo e não demore. – a porta se fecha com um rangido sombrio, “graças a Deus ele não viu... tenho que ser mais cuidadosa” Alice escondeu seu diário, arrumou seu vestido e saiu do quarto. “Mais um dia de seções, como eu queria que ela estivesse aqui, ela daria um jeito neste sujeitinho num piscar de olhos”, enquanto ia descendo as escadas ela sente um arrepio, sempre sentira quando vê o doutor Henry, um homem de pele pálida, cabelos e olhos negros, tem seus trinta e poucos anos, mas de aparência jovial, desde o dia em que seu pai o trouxe para dentro de casa Alice tem a impressão de já ter o visto em algum lugar, mas onde? Isso no momento não importava, o que ela mais queria era que tudo terminasse logo e ele fosse embora o mais rápido possível. Ao chegar à sala o doutor faz um sinal para que ela o siga e ambos foram para uma sala fechada perto da biblioteca, era o antigo escritório do pai de Alice que foi transformado em um consultório para o doutor Henry fazer suas seções com Alice.

- Como vai my lady? – disse Henry fechando as portas do “consultório”.

- Bem. – Alice responde num tom de voz frio e sombrio.

- Você não me parece bem, conte-me o que andas pensando nesses últimos dias. – “que sujeitinho mais impertinente, o que irei responder? Pense Alice, você tem que enganá-lo”

- Hum... Pensei em fazer um piquenique este fim de semana com meus pais, quero mostrar a eles que estou melhor... – “excelente Alice”, Henry a olhava fixamente em seus olhos enquanto ela falava, qualquer deslize da parte dela ele perceberia que era tudo uma mentira.

- Interessante... Você quer mostrar a sociedade que Alice Blackwood esta totalmente curada de sua loucura? – ele voltou a olhá-la, esperando pela resposta.

- Sim.

- Excelente. Você esta progredindo cada vez mais, é uma pena que nossa despedida esteja tão próxima. – ele levanta da poltrona e vai ate um criado-mudo próximo, pega uma pequena chave do bolso e a leva ate a fechadura da gaveta.

- Despedida? – Alice pensou alto, acabou se dando conta da bobagem que havia feito e tratou de pensar em algo para escapar desta enrascada.

- Ah sim my lady... Recebi um chamado urgente do meu consultório em Londres, terei que voltar neste fim de semana, não sabes a tristeza em que estou em ter que partir e deixar a minha paciente predileta para trás. – tira um pequeno lenço do bolso e o leva ate o rosto e seca suas lagrimas... Lagrimas de um crocodilo...

- És uma pena doutor Henry. – deu um leve sorriso, com sarcasmo por trás de seus longos cabelos castanhos, sem deixar que o doutor visse a alegria e o alivio de Alice ao receber esta noticia.

- Sabe my lady, pensei em fazer algo especial antes de voltar para Londres. – seu tom de voz havia mudado repentinamente... Alice teve mais um de seus arrepios, mas este era diferente, ela tinha o pressentimento de que algo ruim iria acontecer e ela tinha que sair daquele consultório o mais rápido possível. Henry fecha a gaveta e anda ate a porta e a tranca, Alice levanta rapidamente do sofá, “eu sabia que ele estava planejando algo”, não havia saída, estava perdida.

- Não se assuste my lady.

- O que você quer de nós? Você já não arrancou dinheiro suficiente dos meus pais? Diga logo o que você quer! – agindo por impulso Alice começou a berrar e jogar tudo o que estava ao seu alcance.

- Huhu... Menina tola. Eu não quero dinheiro. – ele dá um sorriso maléfico.

- Então o que você quer? – ela pergunta com a voz tremula, tinha que admitir, estava com medo.

- O que eu quero? – sorri maliciosamente – Eu quero você. – ele começa a andar em sua direção, Alice joga todas as coisas que estavam sobre a mesa, não havia mais nada para jogar contra ele, Henry tinha um olhar demoníaco em seu rosto, ele a pegou pelos punhos e a colocou contra a parede, mesmo que gritasse ninguém poderia ouvi-la, a sala era a prova de sons, isso a deixava com menos esperança do que antes.

- Seu monstro... – dito isto ela cuspiu no rosto do doutor, fazendo ele a segurar somente pelo seu pescoço.

- Você já havia me dito isto uma vez, lembra? – Alice o olhou novamente, estava assustada demais para lembrar, fechou os olhos e lembrou.

- Valete. – respondeu com dificuldade, mal podia respirar.

- Você se lembrou! Muito bem...

- Por quê? Por que veio ate aqui?! – gritou, a raiva tomava conta dela.

- A rainha ordenou que eu viesse para o mundo real e procurasse por você.

- Qual o motivo?

- Sua morte. – ele pegou a adaga que estava no bolso do paletó e levou-a próxima a garganta de Alice – Ah quase me esqueci, a rainha mandou lembranças. – ela fechou os olhos com força desejando que tudo acabasse.

- Alice! – uma voz ecoou pela sala junto com o tilintar da adaga, o som de corpos caindo no chão, Alice olhou em direção a porta e viu um garoto loiro, pálido de paletó preto, com um grande relógio de bolso e orelhas de coelho.

- Marco! – disse ofegante e feliz em vê-lo.

- Rápido Alice não temos tempo, o portal irá se fechar! – sem entender o que estava acontecendo ela se levantou rapidamente do chão, quando começou a correr o Valete agarrou sua perna fazendo com ela que caísse, começou a puxá-la ate ele para que terminasse com o seu dever, ele começou procurar a adaga que havia deixado cair, mas Alice havia sido mais rápida, pegou a adaga que estava jogada no chão e o golpeou no rosto, não mirou nem nada, apenas o acertou fazendo com que ele a soltasse, ele começou a berrar levava as duas mãos ao rosto ensanguentado tentando retirar a adaga. Alice se levantou e começou a correr, Marco havia arrombado a porta do consultório facilitando a fuga, ao sair do consultório ela se depara com a casa em chamas, os corredores foram tomados pela densa fumaça negra.

- Marco! Marco! Eu não consigo ver nada! – gritava desesperada, mesmo conseguindo escapar da morte uma vez ela estava a encarando novamente, caiu de joelhos e começou a chorar, seus pais estavam mortos disso tinha certeza, a casa não pegou fogo por conta própria. – Eu vou morrer... — disse em prantos.

- Você não vai morrer, eu não vou deixar. – Marco a pegou no colo e começou a correr, mesmo sendo veloz ele tropeçava em alguns destroços, eles tinham que sair antes que a casa desabasse. Em meio à fumaça escura ele viu a porta principal, não estava muito longe, mas Marco não estava mais aguentando ficar em pé, suas pernas começaram a ficar tremulas e ele poderia cair a qualquer momento, mas ao olhar para baixo e ver Alice desmaiada em seus braços respirou fundo e correu em direção à saída e só pararia quando estivessem a salvo.

Notas finais
Por favor comentem 'w'
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.