Alice A Maravilha
4 4. Mal entendido
Notas iniciais
POV: Barnabas
Eu não sabia o que poderia ser aquela marca, mas quando a vi pensei em Angelique, quem mais poderia ter em suas costas “Angel” se não a própria? Em um minuto, coisas surgiam em minha mente que fazia me recordar todo mal que fez a mim, a minha família destruída, tudo que construí com meus pais não existia mais, tudo destruído por ela. Aproximei-me da moça e encostei meus dedos na marca, ela se assustou e vi que ficou assombrada, ela pegou a bola levantou-se e ela olhou para mim, eu podia sentir o cheiro do seu medo.
- Por que fez isso? Ela falou se afastando de mim.
- Desculpe assusta-la, porem não pude deixar de reparar essa “marca” que você tem.
- Marca? Esta falando da minha tatuagem?
- Não sei se nessa época chama isso de tatuagem, mas conheço por marca.
Neste momento tentei me aproximar dela, porem ela andava para trás. Eu estava curioso, e preocupado, eu precisava saber se era Angelique.
- Bom obrigado por me deixar pegar minha bola, agora se me der licença tenho que ir.
- Espere.
- Sim. Respondeu ela já quase no portão.
-Gostaria de saber o seu nome.
- Alice.
- Alice, desculpe-me por assombra-la, não foi minha intenção.
- Tudo bem.
POV: Alice
Quando ele me tocou, eu me apavorei, ele tinha unhas enormes e pontudas, eu só pensava em sair dali o mais rápido possível, era tudo assustador, ele, a casa, até o clima parecia pesado, me senti mal lá dentro. Então sai correndo entrei em casa me sentei em uma cadeira e respirei fundo sentindo alivio por não estar mais lá. Vivian chegou perto de mim rindo, como se tivesse assistido a um filme do Mr. Bean.
-Posso saber por que esta rindo?
- Estou rindo da situação.
-Não foi engraçado. Estou quase tendo um infarto e você rindo. Ela não parava de rir, eu estava começando a ficar zangada.
- Esta bem, mais por que todo esse medo?
-Quem é aquele homem?
- O nome dele é Barnabas Collins. Ele é tipo o Homem mais importante da cidade.
- Nossa ele é um dos Collins?
- Ele é filho de Joshua Collins e Naomi Collins os fundadores da cidade.
- Como assim fundadores? Essa cidade tem mais de 200 anos.
- E ai esta o verdadeiro motivo de eu não ir a casa dele.
- Verdadeiro motivo? Você disse que ele não gostava de você.
- Pois é.
- Vivian pelo amor de Deus, quem é ele?
- A pergunta não deveria ser quem, mais o que. Ela dizia rindo.
-E o que exatamente ele é?
- Vampiro.
Quando ela disse isso, fiquei sem chão, eu não sabia se ficava furiosa por ela ter mentido para mim, ou se ficava horripilada com a história. Vivian me contou toda a vida de Barnabas era inacreditável.
- Vivian eu não consigo acreditar que você me fez ir à casa de um vampiro. Ele poderia ter me devorado.
- Não seja dramática, Barnabas não esta tomando sangue humano, só de animais. E mesmo assim se eu contasse a você antes, jamais iria buscar minha bola, e eu ia ficar sem ela, você sabe que é meu bem precioso.
-Eu não posso acreditar. E o pior de tudo é que ele relou em minhas costas.
-Como assim?
-Sei La, minha tatuagem chamou a atenção dele, ele me olhava com cara de espanto.
-E desde quando você tem tatuagem? Cara de espanto? Deixa- me ver.
- Eu fiz no Brasil, olha só.
POV: Vivian
Quando ela me mostrou a tatuagem, e vi “Angel” mudei imediatamente minha feição, fiquei preocupada.
- Alice eu não quero amedronta-la mais Barnabas não vai te deixar em paz tão cedo.
-Por quê?
- Angel era a indústria da Angelique. Com certeza Barnabas tem em mente que assim como Victoria voltou Angelique também voltaria, e você apareceu com essa tatuagem agora ele vai te vigiar.
-Então quer dizer que.
-Você precisa ter cuidado.
- Mais eu não senti nada por ele quando eu o vi, só medo. Se eu fosse Angelique eu sentiria não é?
-Sim provavelmente. Mas se você quiser pode ir lá falar para ele que você não sentiu nada. (risos)
-Você esta louca?
- Alice se bem que ele é um gatinho.
-Você por acaso tem um parafuso a menos?
-Não, eu sou totalmente normal.
POV: Barnabas
Com a saída de Alice da minha casa, não parava de pensar na possibilidade dela ser Angelique, jamais me preocupei tanto em meus quase 300 anos como estou preocupado agora. Ela não se parece com Angelique, porem todo cuidado é pouco, preciso observa-la sendo cauteloso para que não perceba, mas não me sai da cabeça o pensamento de extermina-la antes que seja tarde.
Sentei-me em minha poltrona e fiquei por horas pensando, não poderia mata-la sem antes saber se era novamente a maldita, seria tirar a vida de um inocente. Então decidi tentar descobrir de uma forma diferente.
Ao mais tardar da noite fui atrás de Alice, percebi que a janela estava meio aberta e consegui abrir devagar, eu a observava enquanto dormia não me parecia ser má, me aproximei dela e por estar totalmente descoberta, pude passar a ponta dos meus dedos eu seu corpo, sua pele era tão macia. Então vi que ela estava acordando e rapidamente voltei a minha casa.
POV: Alice
Naquela noite fui dormir com tanto medo que mal conseguia olhar para a janela, então adormeci imaginando se Barnabas iria me matar, eu estava atordoada. Senti algo me tocar mais quando acordei e vi que a coberta estava caindo.
Jamais tive uma noite tão longa quanto essa então decidi escrever um pouco, quando amanheceu me levantei e Vivian já tinha feito o café.
-Nossa você acordou cedo.
-É Alice, quando estou sozinha não consigo ficar até tarde. (risos)
-E o Ben?
- Não pode vir, ele foi fazer uns negócios com o Jack.
-Ah ta.
Vivian viu o carteiro chegar e foi pegar a correspondência, lá fora ela via rapidamente, e de repente ela parou e começou a rir olhando para mim e mostrando um lindo convite.
-Alice você não vai acreditar.
Peguei o convite e comecei a ler:
Eu Barnabas Collins
Convido-lhes vossas senhorias Alice e Vivian para prestigiar uma grandiosa festa em comemoração a nova mansão Collins, que será neste sábado as 20h00min horas.
Desde já agradeço a atenção.
-Eu não vou.
- Alice, por favor, vamos, vai ser ótima.
Eu não sabia o que fazer naquele momento parecia uma festa realmente importante mais por que ele me convidaria a esta festa? Será que devo ir?
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