Alice

2 Um velho amigo


Notas iniciais
Desculpem a demora para postar,é que eu estava sem internet,mas agora estou aqui com um novo capítulo.

Acordei com as batidas de Lisbela na porta, tarde da noite. Ela me parecia um pouco nervosa e disse que era urgente.

Fui me arrastando até lá, ainda com os olhos cerrados de sono.

–Sim?-perguntei.

–Filha desculpe, não sabia que já estava dormindo, mas, nós temos um grande problema! — Disse-me dirigindo-se até o sofá. Dramática como sempre.

–Quê?Você arrumou outro golpista para sustentar?-Respondi irônica, mas depois me arrependi ao ver seu tom de preocupação.

–Não Alice. Você já foi longe demais com essa história. Sem brincadeiras, por favor. – Me desculpei e ela continuou. –Como sabe e já teve a indelicadeza de me lembrar, nossa herança foi roubada. Estamos falidas, a empresa está falida, e o nosso destino daqui pra frente será então, as ruas, a fome, doenças como a peste, e a morte.

–Não exagere!Deve haver uma solução, afinal. –Ela me olhou radiante como quem quer alguma coisa e com um sorriso, respondeu:

–Sim, há. Mas, só depende de você para nos salvar. — Eu tinha uma idéia do que estava por vir, quando ela falava daquele jeito boa coisa não era. –Foi erro meu achar que um homem mais novo e bonito se interessaria de verdade por uma senhora, rica, solitária e amargurada como eu, mas por você não Alice, com você é diferente.

–O que quer dizer com isso?- Não é possível ser o que eu pensava.

–Harry Constance, filho do duque Walton Constance. Menino de 16 anos, rico e à procura de algo sério, o casamento. Já está marcado e apenas oficializaremos a cerimônia amanhã, no chá das 03h00, no jardim da mansão dos Constance, esteja bem bonita.

Prendi a respiração por alguns segundos, tentando assimilar a notícia. O que eu poderia fazer contra?Nem opções eu tinha, mas a idéia de me casar com um completo estranho por dinheiro me chocava, afinal eu fui criada para obedecer a ordens por mais rebelde que eu parecesse ser.

Lisbela apenas se levantou me deu um beijo e para terminar, balbuciou algumas palavras:

–Desculpe filha, mas é pro bem do seu futuro e de você, um dia será grata a mim e aprenderá sair desse seu mundinho particular e viver a vida real, talvez até volte a me chamar de mãe, eu espero. –Poderia ter reclamado, mas queria evitar o assunto do casamento, só que deixei a rebeldia falar mais alto de novo, então apenas, falei:

–Talvez, quando me orgulhar de ser sua filha. — Ela fechou os olhos por instantes e saiu do meu quarto.

Deitei-me novamente e fiquei ali pensando na vida, na minha amargurada vida cheia de desventuras. Quando era pequena, sonhei com meu casamento, sonhei em amar alguém e casar por amor, na verdade sonhei muitas coisas. Coisas estas, que não se realizariam.

“Alice!” eu escutei bem? “Alice!” alguém estava me chamando, seria Lisbela novamente?

“Lisbela?” perguntei. “Não é sua mãe, boba, sou eu” era só o que me faltava, achei que o stress me deixara maluca. “Não se lembra de mim?”

“E tem como se lembrar de algo que não existe?” provoquei. “Tem, se você acreditar. Mas talvez não se lembre mesmo, era muito pequena” a voz insistiu, me fazendo ficar ainda mais confusa. “Ora! Diga-me, o que quer?” insisti. “Ajudar-te! Você tem problemas garota! Grandes problemas!” virei os olhos em deboche. “Agora conte uma novidade”

“hihihihihih” Uma risada abafada e boa de ouvir “hihihihihihih” dessa vez mais forte. “Talvez esteja cansada, amanhã nos encontramos novamente”

Virei para a janela, e antes de pegar no sono, vi que a lua estava assustadoramente linda, mais parecia um...sorriso.

Notas finais
Desculpe se ficou pequeno,isso é só o começo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.