Aliança de Sangue
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Shion estava em seus aposentos. Quando sentiu a presença da filha e do neto. Antes que os mesmo batessem na porta pedindo permissão ele mesmo a abriu dando espaço para eles entrarem. Tudo fora feito em total silêncio.. Agora os três encontravam sentados em um jogo de sofá de couro negro que encontrava dentro do recinto. Milo e Elora no maior e Shion de frente para eles.
— Então? — Questionou incentivado que eles começassem a falar.
— Pai é verdade que Radamanthys...
— Sim. — Afirmou sem esperá-la termina de falar. Não era o líder e um dos vampiros mais forte da ordem Camarilla atoa. Era perspicaz, sabia decifrar as pessoas, e como líder dos Assamitas podia muito bem ler a mente de humanos ou vampiros, nenhum escapava de seu poder.
— Não pode deixar isso acontecer... Diga não! Não vou deixar que esse verme ponha as mãos em meu filho. — Elora disse. Ainda que mantivesse a postura elegante o ser a sua frente sabia que ela estava estressada, quase transtornada.
— Se ele me fizer o pedido não posso impedir, ao menos que... — Sabia jogar com as palavras perfeitamente.
Milo acabou entendendo o que seu avô adotivo diria, afinal, havia sido ensinado muitas vezes por ele, mesmo que não detivesse o poder dos seres noturnos, era esperto.
— A menos que me case com outro... Antes de Radamanthys, o líder dos Ventrue tem preferência, pois tem esse trato que vovô me contou... Por isso precisa me deixar casar em seu lugar, por que assim nem eu me caso com Radamanthys e nem a senhora com quem não ama. — Apesar de tentar manter firmeza em sua voz, era saíra falha, trêmula, o medo e o peso de tudo caiam sobre si.
Shion manteve-se calado, Não dependia mais de si, e sim de sua filha. Milo fora inteligente, mas entendia o medo que ele exalava, e mesmo que quisesse se Radamanthys fizesse o pedido oficialmente não poderia recusar, a menos que Milo se casasse com alguém de peso, e Kamus caía muito bem como salvador da situação.
Milo seguindo o exemplo de Shion manteve-se calado, não queria mais forçar a mãe, ele já tinha feito tudo que podia.
Elora andava de um lado para o outro sem dar uma resposta, mas sua mente não descansava. Voltou-se para os dois, porém dirigiu a palavra apenas ao mais velho.
— Quanto tempo ainda tenho meu pai?
— Apenas essa noite! – Ditou o vampiro com calma. — Amanhã Kamus virá para confirmar tudo e anunciar o noivado.
Elora estremeceu! Aquilo não podia ser verdade! Saiu sem dizer mais nada e lançou-se na noite. Seus pensamentos estavam confusos, decidiu que era hora de parar e pensar, não conseguiria resolver nada se ficasse andando a esmo pela cidade, mas antes precisava se alimentar.
Assumiu então a imagem de moça frágil, e caminhou a passos largos pela cidade, quando percebeu que um belo rapaz se aproximava, a vampira riu-se satisfeita, estava prestes a se alimentar. Ouviu a voz do rapaz e parou de andar olhando para ele, como era bonito tinha longos cabelos negros e orbes azuis, a pele branca e uma bondade que deixou a vampira realmente confusa.
— Não deveria andar só há essa hora senhorita, aqui é um bairro muito perigoso. – Ditou o rapaz com muito respeito.
— Ah, eu estou perdida! – Respondeu Elora suavemente. — Poderia me mostrar como posso chegar à floricultura do senhor Asmitha.
O rapaz sorriu sem ter noção do perigo que corria nas mãos daquela bela donzela. Caminharam de forma tranquila e Elora começou um pequeno diálogo.
— Meu nome é Elora e o seu meu salvador?
— Shiryu! – Respondeu o rapaz. — Eu moro próximo a floricultura do senhor Asmitha, meu pai adora comprar Lisianto. Ele não me disse, mas sei que ele teve um grande amor no passado e que essa flor o faz lembrar o passado.
Elora sobressaltou-se. Claro que qualquer pessoa poderia gostar dessas flores, mas com certeza esse homem conhecia seu clã, os assamitha, visto que essa flor os representava a ordem deles.
Antes que ela se pronunciasse Shiryu parou em frente a uma humilde casa, mas bela e aconchegante.
— Bem senhorita Elora aqui estamos, essa é minha humilde casa. – Ditou o rapaz, entre vou avisar meu pai que levarei a senhorita até a floricultura.
Elora fez movimentos afirmativos com a cabeça.
— Não deseja entrar um pouco? Está fria à noite e é perigoso que fique aqui fora sozinha. – Mas uma vez a gentileza desprovida de interesse do rapaz deixou a vampira confusa. Não sabia o que estava acontecendo, seria sua convivência com Milo e Asmitha que a estariam mudando?
— Claro! – Fora a resposta curta de Elora.
Quando entrou sentiu algo diferente no ar, um cheiro que a muito conhecia, mas de onde? Não lembrava. Um homem mais velho, mas muito bonito, de cabelos e olhos castanhos e pele um tanto morena, chegou à sala falando.
— É você meu filho? – Indagou o homem.
— Sim pai, mas tenho visita. – Shiryu respondeu com respeito. O homem cumprimentou-a polidamente.
— Boa noite! Meu nome é Dohko Suzhou.
— Elora Lhasa! É um prazer Senhor Suzhou. – Ditou Elora, mas percebeu que Dohko mudou completamente sua expressão.
— Lhasa?! Então você é filha de Shion!! – Dohko falou sentindo-se agora perturbado e ordenou com autoridade. — Saia de minha casa agora!
Elora não gostou de receber ordens de um humano e assumindo sua forma vampiresca, preparou-se para atacá-lo. Mas conteve-se ao sentir a presença do senhor dos Assamitas atrás de si e Shion não lhe pareceu nada amistoso.
— Olhe como trata minha filha Senhor Suhzou se não esquecerei...
— Esquece o que? Que eu sabia faz isso muito bem. Agora se me dá licença essa é minha casa, e recebo nela somente quem quero, saíam os dois. — Era claro na voz Dohko como a presença dos dois, principalmente de Shion era perturbadora para si.
Tinha-se um passado? Tudo indicava que sim, um passado que Elora queria descobrir, afinal, não era qualquer um que deixava seu pai naquele estado.
— Vamos Elora. – Shion ditou. Mas era claro em seu semblante uma raiva latente, quase palpável.
— Pai... – Não sabia por que, mas sentia que as coisas não poderiam resumir aquilo
— Agora! – Pelo tom da voz do vampiro a loira sabia que seria morte, até mesmo para si, contestar. Com isso os dois seres noturnos se retiraram do lugar em um silêncio mortal.
Dohko soltou um suspiro. Aquela situação fosse difícil demais para ele. No fundo sabia que aquilo poderia acontece, seu reencontro com aquele ser, porém, o máximo que em todos os anos buscara se preparar, seu coração ainda disparou, e o sentimento que achava morta mostrará que estava unicamente adormecido.
— Pai? – Shiryu um jovem de seus 17 anos indagou, e mesmo que não fosse totalmente claro o mais velho entendeu.
— Nunca mais fale com estranhos assim! E fique longe desses dois. – Foi tudo que o chinês ditou ao que virou sobre os pés e saiu rumo ao seu quarto, precisava se acalmar o encontro mexera demais consigo.
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Os dois em um piscar de olhos atravessaram lado a lado de Londres, e agora achavam no topo de um moderno edifício empresarial. A noite da cidade vista aquela altura era surreal. As pessoas minúsculas, as luzes como um show estonteante, mas naquele momento nada chamava atenção dos seres das trevas presentes ali.
— Pai... — Elora começou a falar sem muita segurança. — Quem é ele? Por que o senhor ficou tão irritado? O que ele significa para o senhor?
Shion permaneceu calado por um tempo, mas resolveu que já era hora de Elora saber sobre o seu passado
— Elora... – Replicou o vampiro. — O Dohko é para mim o que Asmitha é para você. Eu o amei e o perdi. Ainda é difícil vê-lo sem poder tocá-lo... – Shion falava olhando para frente, era notória a dor que sentia em falar de seu passado.
Elora ficou surpresa, pois sempre achou que o grande amor da vida de seu pai havia sido sua mãe, porém não falou nada apenas esperou que ele continuasse.
— Ah, Elora. Quando eu conheci o Dohko ele era pouco mais velho que Milo. Ele tinha acabado de vir da China estudar aqui, ele tinha um brilho tão juvenil, eu trabalhava na faculdade ministrava história da arte, para alunos do primeiro período. Foi tão fácil me aproximar dele, o que eu não esperava era-me sentir tão atraído por ele. Eu me deixei levar por esse sentimento e nós começamos a namorar. Dohko me fez sentir divino, mas um dia para meu desespero, ele me viu caçando. E fugiu de mim por dias, tentei conversar com ele, mas ele não quis ouvir.
Shion deu uma pausa e depois de um longo suspiro continuou.
— Depois de um tempo ele conversou comigo e eu expliquei tudo sobre nós criaturas da noite e ele para minha surpresa me aceitou assim. Continuamos juntos, e quando eu achei que ele seria meu para sempre, aconteceu o que eu menos esperava.
— O que aconteceu para que vocês se separassem e ele tenha tanta raiva do senhor? – Fora a pergunta de Elora para o pai.
— Minha covardia, Elora! Eu o mandei embora achando que assim o protegeria... – Ditou Shion. — Mas não adiantou... Ele voltou para a China com ódio de mim, achando que eu o havia usado e para meu desespero mesmo longe ele foi atacado por dois Baalis e quase morreu, ele lutou para salvar os pais, mas infelizmente não conseguiu e quando eu cheguei já era tarde. Até hoje lembro do seu olhar distante e das palavras duras que me disse.
— O que ele disse?
— Basta saber, que ele me culpou. Parece que os Baalis disseram que fui eu que mandei matá-los e ele acreditou.
— Mas por que...
— Não cometa os mesmo erros que eu. Sei que ama tal humano, não repita minha história. Não terá a vida inteira para se arrepender... E sim a eternidade. — Shion disse sombrio e mesmo estivesse ali sua mente parecia distante.
— Está dizendo para ser egoísta e sacrificar meu filho? — Ditou áspera, mas nem por isso faltou ao respeito.
— Jamais disse isso, e nem permitiria. Quero que seja consciente de suas ações, precisa tomar a decisão que será melhor para os dois. — Ao fim de suas palavras o líder do Assamitas desapareceu no ar, deixando a filha sozinha. Ambos precisavam pensar, e no final os vampiros ainda prezavam, em dados momentos, a solidão.
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— Malditos... Vou arrancar a cabeça daquele infeliz. — Tal loiro de expressão maléfica disse raivoso. A sala aonde encontrava tudo achava destruído.
— Calma Lord Wiverny... Mais um pouco e o terás. — A voz feminina ditou. Pandora era uma mulher de traços elegantes, finos, seus longos cabelos negros junto com a pele porcelana de dava tal aspecto. Era uma dos poucos que ousaria estar na presença dele em um momento de fúria e continuar existindo.
— Ah! Quero que aquela fedelha sofra nas mãos do Senescal. Por que aquele ruivo é mais frio que a própria geleira eterna, e abaixara a crista de Elora. Ao menos para isso ele servirá! Depois que vetaram os movimentos do meu clã, tive ganas de matá-lo. — Radamanthys o líder do clã Baali parecia o tipo de vampiro que arrumava briga com todos, tudo por causa de sua sede de poder imensurável.
Eram anos tentando colocar as mãos em Milo, depois que o havia perdido para a posse de Elora Lhasa, se fosse outra pessoa já teria acabado que aquela vampira, e tomado posse do lorinho, mas sendo ela herdeira do clã Assamita aonde tais eram conhecidos como assassinos, e ainda filha do primeiro ancião, teria que agir com cautela.
— Coletei as informações que queria. Amanhã a noite será anunciado o noivado oficialmente, e o casamento será dois meses. Só mais um pouco alteza e o terá. — Proferiu a vampira sem alterar sua face, a mesma sempre parcial.
O mistério corria, por que um simples humano era tão importante para Radamanthys Wiverny para que ele arriscasse tudo, e fosse até as ultima consequências para isso.
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Elora permaneceu onde estava, olhava a noite e não encontrava as respostas que tanto procurava. Decidiu que naquele momento a única pessoa que a ajudaria seria Asmitha. Saiu dali e em pouco tempo achava-se a porta do rapaz. Chamou por ele, que veio ao seu encontro.
— Boa noite meu amor! – Asmitha saudou-a com carinho, mas sentiu que ela estava apreensiva. — O que houve Elora, o que a está deixando tão preocupada?!
— Ah, meu anjo! Preciso tomar uma decisão muito difícil e isso me perturba. – Ditou a jovem com certo carinho e ao mesmo tempo tristeza na voz.
Asmitha aproximou-se dela e levou-a a sentar perto a si, em seu precioso e pequeno jardim, na parte de trás de sua casa.
— Me diga anjo, o que houve? – Perguntou o florista com verdadeira preocupação.
— Asmitha... — Começou a vampira a falar, sem muita certeza do que diria. — Se houvesse uma flor especial que você houvesse cultivado, que a tivesse visto crescer, que tivesse por ela verdadeira adoração... – Deu uma pausa, viu-o acenar positivamente com a cabeça dando força para que continuasse a falar, embora aquelas palavras lhe doessem demais. — E se de repente alguém te dissesse que existe um verme que está se aproximando de sua adorada flor, e que para protegê-la você tivesse de dá-la a alguém que provavelmente estará mais preparado que você para protegê-la desse mal... — Para Elora, Milo era precioso demais, e imaginá-lo sofrendo nas mãos de qualquer outro que ela sabia não ia amá-lo como ela, era doloroso.
— Elora... – Asmitha se pronunciou. — Minha linda... Seria muito difícil acreditar que alguém pudesse protegê-la melhor que eu, afinal fui quem cuidou, que amei, que tratei... Mas se ainda assim o perigo fosse palpável, ainda que a distância e o medo me doessem, eu a daria a essa pessoa a fim de protegê-la... Antes vê-la em uma redoma de vidro a vê-la destruída e pisada.
O florista abraçou-a e deixou que ela ficasse quieta, já a conhecia e sabia bem quando ela não estava bem, e mais ainda, sabia que a única coisa preciosa para ela a ponto de deixá-la em tal estado era o filho que ela tanto amava.
Não demorou para que os lábios dos dois se encontrassem em um beijo cálido, onde carregava bastante sentimento. Asmitha puxou a loira pelos braços a fazendo sentar em seu colo, as bocas se encaixaram com mais perfeição. A vampira apoiou seus braços nos ombros do humano, e este a segurava com uma das mãos pela cintura, e a outra acariciava a face dela.
Não havia malícia ali, através do ato raças tão diferentes compartilhavam um único amor, sentimento além das barreiras. Elora encontrava no florista algo que nem seu pai a cederia, confiança, segurança... Um porto seguro onde qualquer receio, por menor que fosse era dissipado.
Somente quando o ar necessário para o humano foi preciso os lábios se afastaram. Ambos permaneceram de olhos fechados, e a loira alojou sua cabeça apoiando-a no ombro do amado. Deixava ali todos seus demônios para trás... Todo peso do ser que era. Abraçou-o de maneira possessiva, mas obviamente sem usar sua real força, que sempre tinha que controlar para não machucar Asmitha.
— Eu te amo, Elora... E sempre estarei ao seu lado. — O homem privado da visão ditou fazendo suaves carícias nas costas da vampira que sentiu mais uma vez o sentimento humano lhe tocar.
—... — Ela queria dizer que sentia o mesmo, mas já era um passo muito grande a demonstração que fazia. Vampiros, seres das trevas não haviam sido feitos para amar, ou ter sentimentos como piedade, mas tal sentimento tocara Elora e mesmo que não exteriorizasse em palavras, Asmitha conhecia pelos gestos, e compreendia como ela era.
Elora não demorou muito ali, havia escutado as palavras do loiro, e agora precisava ir pra casa, tomara sua decisão. Precisava descansar e comunicar o que faria.
Ao adentrar a mansão Lhasa a vampira foi direto ao quarto do filho, queria vê-lo. Milo estava dormindo, Elora aproximou-se e toucou em seus belos cachos loiros.
— Ah, meu filho, não pense que isso será fácil, mas vou estar com você sempre que precisar... Você não tem ideia Milo do destino que estou te legando.
Deixou-o dormir, ele precisaria estar bem no dia seguinte.
Rumou direto para seus aposentos e lá permaneceu, até que fosse noite novamente.
Aquele dia passou muito lento para o jovem Milo, ele estava nervoso com o seu futuro. Era fato que se casaria ou com o ruivo ou com o loiro. Só não sabia qual deles seria menos cruel consigo.
Nem mesmo Aioria conseguiu fazê-lo sorrir, passou o dia todo distraído. O único que realmente conseguiu provocar uma reação no loirinho fora Saga seu professor de história.
Milo ficava possesso com aquele homem, e não entendia por que ele o escolhia pra falar de coisas que ele nunca se interessou?
Quando saiu da escola não fora sua mãe que o estava esperando e sim o braço direito de Shion, Mu. Bem aquilo não era bom sinal, significava que sua mãe estava ocupada, e sentiu um frio na espinha, por imaginar que o ruivo estava lá forçando Elora a ficar com ele.
Suspirou pesado e entrou no carro, como de costume Mu deixou Aioria e Shun próximos de casa e seguiu com o garoto em silêncio até a mansão Lhasa.
Em todo trajeto diferente do costume não falara, o que era anormal, pois uma das coisas que o loiro amava era conversar, dos mais diversos assuntos. Milo possuía uma desenvoltura assustadora, sua segunda marca, sendo que a primeira era seu iluminado sorriso.
Quando finalmente o carro parou em frente à mansão ele reparou que um segundo carro chegava no recinto, e ao saltar do seu, não pode deixar de reparar curiosamente. Seu sangue pareceu gelar quando seus olhos azuis caíram sobre a imponente criatura. O esquadrinhara melhor que da outra vez, viu como os cabelos vermelhos eram chamativos e extremamente lisos e impecavelmente penteados.
Observou o porte elegante, como cada movimento dele inspirava autoconfiança, poder e segurança, na certa um ser que nunca se arrependia da decisão que tomava e era responsável em tudo que fazia.
Por frações de segundos os olhos verdes e azuis se encontraram, mas algo muito rápido. Milo nervoso, pois sabia o que ele desejava ali acabou saindo na frente, ignorando os chamados de Mu e entrou dentro de casa.
Foi em sentido a sala e lá encontrou seu avô Shion, e sua mãe Elora, ambos carregavam semblantes sérios diria que até carregados.
— O que decidiram? — Indagou aflito. Havia se contido o dia inteiro, mas agora não podia mais, precisava saber.
— Saberás na hora exata. Suba, tome um banho e desça. – Foi à ordem que Elora ditou deixando claro que não aceitaria recusa, e Milo entendeu bem isso.
Muito a contragosto Milo subiu as escadas em direção ao seu quarto, num último minuto deu uma olhada para trás e viu quando o Lord Depardieu entrou no recinto e teve a ligeira impressão de que aquele ambiente havia esfriado com a presença do ruivo.
Entrando em seu quarto tratou de ser o mais rápido possível, não aguentava mais aquilo, precisava de uma posição, precisava saber o que haviam decidido a respeito de sua vida.
Vestiu uma roupa social, uma calça preta, e uma camisa social vermelha, o que lhe caiu como uma luva, penteou os fios loiros e colocou os sapatos.
Respirou fundo e desceu em direção à sala onde estavam aqueles que selariam seu destino, chegou perto de Mu e pediu que o mesmo o anunciasse... O que Mu fez sem pestanejar.
Todos se voltaram para ele, mas apesar de Kamus Depardieu não esboçar qualquer reação, Milo pode perceber certa confusão no olhar do vampiro. E estava certo, o ruivo não estava entendendo o que aquela criança humana, fazia no meio de uma conversa de seres superiores como eles.
Continua...
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