Aliança de Sangue
22 Capítulo 21
Sentia sua cabeça pesar e seu corpo todo dolorido, como se tivesse levado uma grande surra. Ah sim! Agora recordava, ele tinha levado. O terror, seu pior pesadelo tinha finalmente acontecido. Radamanthys Wiverny, líder dos Baalis finalmente tinha sido bem sucedido em seu intento, após anos tinha colocado suas asquerosas mãos sobre Milo.
Tal ser desprezível tinha contado sua glória sobre o loiro humano, e para marcar sua soberania tinha chicoteado Milo na frente de seus lacaios, até que o menino perdeu a consciência.
Milo remexeu, mas se arrependeu, e choramingou de dor. Normalmente curava mais rápido que outras pessoas, logo a dor que sentia era a prova que a surra que levará fora dura.
Virou de bruços, assim daria certo alivio para suas costas feridas. Puxando o ar com força para seus pulmões, começou a reparar melhor no lugar que se encontrava. Sentiu o chão de pedra e úmido, além do fedido odor que exalava. Olhou a frente e viu as barras de aço. Não precisava ser um gênio para compreender onde estava. Era o calabouço na propriedade de Radamanthys. Se recordava bem, já esteve ali antes, quando aquele monstro decidia torturá-lo, quando ainda era criança.
“Kamus... Vem me salvar” Clamou em pensamento sucumbindo ao desespero.
Aquele louco era seu pior pesadelo. Não entendia por que ele o queria tanto... Era apenas um mero humano que foi cuidado e amado por alguns seres da noite.
Milo ficou olhando para o mesmo ponto por um tempo que não souber contar até que suas pálpebras tornaram-se cansadas, e deixou-se levar.
Foi um sono sem sonhos, apenas mergulhado na escuridão de si. A dor não existia lá nem o medo, contudo alguém resolveu que isso não era um beneficio para si. Sentiu um pontapé em seu estomago, que o forçou a contorce-se de dor, e abriu seus olhos.
Não se achava mais no chão, Seus braços estavam para cima presos por cadeias de ferro, suspensos acima de sua cabeça garantindo que seus pés não tocassem o chão.
— Acorde belo adormecido!
Aquela voz, aquele ser era o que mais desprezava.
Olhou ferozmente para aquele ser de postura tão fria e grosseira. Kamus podia ser frio, mas ele era elegante e em seus olhos se viam fogo abrasador, nos de Radamanthys não tinha nada além de crueldade e vazio. Literalmente sem alma.
— Vai ser ferrar! — Milo gritou cuspindo em sequência na cara do seu algoz.
O líder dos baalis limpou a face atingida, e não deixou-se abalar. Seguiu calmamente até Milo, e quando estava a dois passos de distâncias, levantou um de seus dedos sorrindo sadicamente. Bastou um mover para que os gemidos de agonia e dor de Milo enchessem o recinto.
Não era segredo que cada vampiro tinha uma habilidade em potencial, e no caso do Radamanthys, ele poderia subjugar torturas inimagináveis sem nem ao menos tocar seu adversário.
Milo contorcia, gemendo baixinho. Mordeu os lábios inferiores tentando evitar o choro. Tinha que ser forte, para honrar seu avô, mãe, marido e rei... Não ia dar aquele monstro o gostinho de vê-lo sofrer.
— Apreenderá quem é seu mestre! Eu disse Milo, que iria ser arrepender de ter fugido anos atrás. Como um cãozinho medíocre que és devia ter voltado... — O vampiro disse com a face rente a ouvido de Milo, e no final deu uma longa lambida na face do menor.
— Tire suas mãos asquerosas de mim! — Milo gritou movendo os pés para chutar o outro, mas este só fez rir.
— Depois que eu acabar com você, ele não irá querê-lo. Sabe, o Senescal... Vou rasgá-lo de todas as formas possíveis. — Disse com a voz sombria e moveu mais uma vez seu dedo fazendo Milo gritar pela dor mais alucinante que as anteriores.
A secção torturar continuou até que Milo não pode mais, ele caiu no breu novamente, perdendo totalmente a consciência.
— Mestre! — Uma voz feminina se fez presente em frente à cela.
— Reforce os guardas. Ninguém toca nele, ele é meu! Me avise quando ele acordar. — Radamanthys pediu saindo do recinto, na verdade desaparecendo no ar.
Pandora olhou para o loiro que tinha vários cortes e escoriações na pele bronzeada. Mas no rosto daquela vampira não se via qualquer emoção, ou a favor ou contra as atrocidades que acontecerá ali.
Até que finalmente ela sumiu no ar como seu mestre anteriormente, deixando aquele pobre humano sozinho.
A respiração fraca era o único som provido dele, que juntava ao som dos ratos e goteiras.
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Aquela noite longe dali, na casa de Kárdia estavam reunidos vários membros do conselho, vampiros cuja existência vinha de longa data. Homens e mulheres pouco pacientes, e muito intolerantes. Tinham uma postura seria e que causaria medo a qualquer um.
Kárdia e Shion encontravam-se ali, Kamus havia saído e eles não tinham ideia do por que, mas precisavam se concentrar. O senhor dos vampiros olhou o líder Assamita e sabia que era chegada à hora de começar com aquela reunião.
Shion levantou-se e deu início. Primeiro explicou a respeito de Radamathys e do como ele vinha desobedecendo às leis por eles impostas. Depois disso então entrou no assunto em questão.
— Bem senhores e senhoras, estão aqui por que um humano foi transformado em vampiro... Sem autorização do rei!
Aquelas palavras causaram alguma inquietação nos presentes. Um senhor de voz rouca falou em seguida a Shion:
— Então já sabe qual é a sentença... Não vamos discutir algo que já sabe qual será nosso veredicto!
O Assamita não olhou para Kárdia que parecia impassível, mas um tanto desconfortável e Matteos o líder Bhujar levantou-se nervoso. Afrodite viu e ficou preocupado.
— Ora senhores... — O líder Toreador falou, tomando a frente do amado. — Os senhores têm homens de confiança, pessoas em quem confiariam muito, e se um deles errasse apenas restaria à morte? — O belo Afrodite falou e os olhou sem temer.
— Senhor Axel... — Falou uma mulher. — Poderia ser que não, mas nem sempre é possível “perdoar!” — Ela falou de forma fria e Afrodite se prendeu para não piorar as coisas.
Uma discussão começou e o rei permaneceu em silêncio, seu peito estava apertado e não conseguia esquecer-se de Milo. Estava nervoso e o fato de Kamus não está ali lhe deixava mais apreensivo. Foi quando Matteo quase vociferou que ele voltou a si. Levantou e tocou firme o ombro dele.
— Calma... Sente-se! — Ordenou de forma pacifica, mas altiva.
Kárdia olhou para todos ali e então se colocando ao centro falou.
— Peço que todos se acalmem! Sim, os senhores têm razão, o erro que foi cometido é imperdoável... Porém a algo que precisamos ponderar... Radamanthys atacou esse homem por um motivo específico, e ele cometeu o crime de matar sem motivo, que eu proibi!
O rei deu uma pausa e continuou. — Precisamos de sangue, mas não quero uma carnificina... Um outro fato que precisamos pensar é, a criatura em questão, é um servo fiel, um homem de minha inteira confiança... — Viu alguns se remexerem, aquilo tronava as coisas mais difíceis, e ao mesmo tempo para alguns ali se Kárdia o poupasse seria uma forma de tirá-lo do poder, não podia ir contra o conselho.
Kárdia tinha ciência que muitos ali não concordavam com sua forma de reinar, mas não ia dar-se por vencido. — Bem, o humano... Não, o novo vampiro... Vem de uma linhagem um tanto “perigosa”... — Deu uma pausa e com suas palavras deixou muitos ainda mais perturbados. — Ele é da família do Hunter e, portanto se o matarmos começaremos uma guerra!
— Mas como?! — Um dos anciãos levantou irritado. — Radamanthys sabe de nosso acordo, ele não podia! Isso trará desgraça a nossa raça! — O homem parecia possesso.
Kárdia porem manteve-se calmo. — Sim... Eu concordo, porém está em vossas mãos, o início ou não de uma guerra! Podemos ter um caçador ao nosso lado, ou todos a nos caçar!
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Longe dali, Mu chegou à casa de Kanon. O homem estava despedaçado. Encontrava no sofá, jogado como um trapo velho, tinha a sua frente — Em cima de uma mesa de sala — três garrafas de whisky, duas já vazias e uma meia...
— O que faz aqui besta?! — Falou com a voz pastosa. — Saia da minha casa! — Dizia em tom irritado e cheio de ódio. — Vocês quase o mataram! O transformaram em um monstro igual a vocês e ainda querem tirar a vida dele! QUEM PENSAM QUE SÃO?! — Levantou um pouco zonzo e olhou para os orbes verdes de Mu. Tinha o rosto banhado em lágrimas e uma dor profunda no peito.
Mu ouviu tudo, mas nada ditou Ouvia as acusações, mas não as respondia, deixava-o falar e foi se aproximando, uma vez de frente para ele o abraçou e sentiu ele se debater e o empurrar:
— MANDEI IR EMBORA!
— Não! — Mu respondeu suave. — Sei que está com medo e sinto muito pelo que houve, foi minha culpa... Devia ter me deixado morrer! — O Assamita falou abaixando o rosto. — Vim aqui oferecer minha vida! Não é justo que seu irmão pague por algo que era direcionado a mim! — Tinha o rosto banhado em lágrimas de sangue. Afastou procurando por algo e quando encontrou voltou para perto dele.
— Aqui! — Ele ofereceu a Kanon sua própria espada. — Faça o que tem de ser feito!
Kanon sentiu uma dor profunda, algo que o dividia. Lembrava-se que o salvou e para isso matou o Baali, e o líder deles havia atacado Saga achando que era ele... Mas matar aquele que por algum motivo o fazia diferente, não, ele havia se mostrado diferente, honrado e agora mais uma vez estava ali o fazendo.
— Não seja louco! Eu mataria aquele vampiro mesmo que não tivesse lhe salvado. — Ele falou vencido e sentou-se. O vampiro ficou surpreso e sentou-se perto dele.
— Vai dar tudo certo... Verá! Meu rei irá interceder por eles... Não fique assim... Venha, precisa de um banho! — Falou suave e agradável e tentou ajudá-lo a levantar.
Kanon o olhou e chorou em desespero.
— Não podem matá-lo... Se o matarem juro que caçarei uma a um... E não serei só eu! — Falou em meio à dor e ódio que lhe tomavam. Mu apenas assentiu, mas sentiu um arrepio descer por sua coluna.
O moreno o levou para o banheiro e o fez tomar um banho, tirar aquele cheiro tão enjoado que ele exalava. Depois do banho, deitou com ele e sentiu o humano por a cabeça em seu peito e tornar a chorar, ele apenas afagou só fios loiros e em silêncio apenas ficou com ele.
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Kamus por sua vez estava à procura de Milo. Chegou à casa de Asmitha, o homem estava ocupado e um tanto preocupado com o sobrinho, Shun tinha muita febre e ela não cedia.
Aioria não saiu dali e nenhum deles sabia de Milo. Elora chegou pouco antes e estava preocupada. Quando o ruivo tocou a campainha, o próprio Asmitha que atendeu, sentia o desespero em Kamus, e se afastou para que ele entrasse.
O Senescal olhou em voltar.
— Milo?!
Viu Elora sentar-se e olhá-lo com desespero e Aiolia se encolher um pouco. Asmitha então falou:
— Ele não esteve aqui... Hoje Aioria foi atacado, quase atropelado e Aldebaran o salvou... Sua empregada foi buscá-lo... É tudo que sabemos!
Elora levantou irada.
— Onde você estava?! Era sua obrigação protegê-lo! — A vampira tinha os olhos vermelhos e uma expressão bestial na face. Ela foi para cima de Kamus, mas o ruivo jamais a atacaria, mas sabia que um golpe dela poderia ser mortal.
Asmitha então se colocou a frente dele, contudo o Senescal o protegeu.
— Está louco?! Ela pode matá-lo! — Falou segurando Elora, ele não lutava e Asmitha tornou a se aproximar, o vampira se debatia e lágrimas de sangue desceram por seu rosto.
— Elora... Meu amor... Ele não tem culpa... Por favor... Olhe para mim! Sou eu Asmitha! — Tocou o rosto dela que foi parando de se debater e o olhou.
— Meu filho... — Ela jogou-se nos braços dele e ele a envolveu neles. — Vamos achá-lo!
Kamus estava perturbado agora. Milo não estava ali e ele não sairia sem Aioria e Shun! Foi só então que pensou em algo, Saori o traiu... Claro... Como não pensara nisso antes!
— Vou achá-lo!
Ia sair quando Asmitha falou:
— Kamus espere! — O ruivo parou de costas para ele e esperou, ouvindo os passos dele parar o florista falou. — Não vá! Se ele estiver em poder de Radamanthys, não poderá fazer nada sozinho, precisa pensar e ver uma forma mais segura... Sei que o quer seguro, eu também quero... Mas aquele ser é cruel... Ele não vai matá-lo, se não já teria feito... Então não faça algo que possa fazê-lo lhe perder... Milo o ama, e se aquele verme fizer algo contra você, ele não vai aguentar, eu sei... E ele também pode machucar Milo e não poderá impedir... Pense bem... Se quer mesmo salvá-lo, precisa ser coerente...
O ruivo estremeceu diante daquelas palavras! Era obvio que ele que era loucura ir sozinho procurar Radamanthys, mas precisava salvar seu Milo.
— Obrigado... Vou procurar por ajuda... Elora... Vou achá-lo nem que para isso tenha que morrer! — O Senescal falou saindo em sentido seu carro seguiu de volta a mansão de Kárdia onde o conselho se reunia.
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— Isso foi cansativo, mas creio que conseguimos! — Shion disse para o rei. A reunião tinha acabado, e agora eles encontravam no escritório do rei na casa dele.
— Sim! Sabe de Kamus? Ele saiu da reunião. Quero saber como Milo está! — Kárdia disse com o semblante pesado. Algo estava errado, o rei sentia uma forte agonia.
— Não! Mas irei ligar para ele. Volto logo. — Shion disse saindo da sala para realizar a ligação.
Kárdia encostou contra a poltrona. Aquela sensação era a mesma de quando perderá Dégel e seu filho anos atrás. A vida lhe tinha tirado muito, não queria perder mais nada.
Fechou seus olhos deixando que a tensão saísse um pouco. Tão perdido em seus pensamentos, somente pareceu despertar quando ouviu gritos.
— Não pode vir aqui garoto! Volte para sua casa. — Era a voz de Shaka, e ele parecia perdendo sua paciência, e podia ser bem curta.
— Não... Eu preciso falar com ele... O nosso filho... Me deixa passar... Kárdia... Kárdia... — A voz manhosa gritou.
O rei curioso com aquilo levantou de sua poltrona, e abriu a porta do escritório. A cena que viu realmente o deixou intrigado. Ele ergueu uma das sobrancelhas enquanto via Shaka – um dos vampiros mais fortes – tendo trabalha com um adolescente humano.
— O que está acontecendo aqui? — Indagou autoritário, o que chamou atenções para si.
— Majestade essa criança entrou em nosso domínio, e insiste em vê-lo. — Disse Shaka com reverencia. — Não se preocupe, irei imediatamente chamar os seguranças.
— Deixa ele Shaka! Ele é amigo de Milo... E inofensivo. — Disse. Reconheceu aquele garoto. Que de alguma forma o intrigara.
Quando as mãos de Shaka afastaram-se de Shun, este correu até o rei e abraçou sua cintura afundando sua face no peito largo.
— Eu o perdi Kárdia! Precisa encontrá-lo... O nosso menino... — Disse Shun.
O rei estranhou aquilo, mas não afastou o pequeno. Reparou em como sua face encontrava vermelha e suada. Tocou sua testa constatando.
— Shaka, providencia um médico. Ele está ardendo em febre, e ligue para Elora, era deve está preocupada com o enteado. — Disse. Com cuidado passou seus braços pelas costas de Shun e atrás de suas pernas, e sem nenhuma dificuldade pegou em seus braços o levando para seus próprios aposentos.
Ele depositou o menor sobre o leito, mas quando ia se afastar, esse agarrou sua blusa, o impedindo.
— Não me deixa! Não de novo... — Sussurrou agarrando em Kárdia como se sua vida dependesse disso.
— Ei! Estou aqui. — Para Kárdia, Shun apenas delirava por causa da febre, mas não pode deixar de pensar o quanto ele era fofo.
— Precisa salva-lo... Ele o pegou...
— Salvar quem? — Indagou. O humano insistia naquilo, e pela forma tão sofrida, parecia que tinha certo tom real ali ou talvez fosse somente delírio.
— Radamanthys! Aquele monstro... Ele pegou nosso menino de novo! Não pude protegê-lo no passado, mas temos que salva-lo... Por favor, escorpião, salva ele... Salva nosso filho... — Shun pediu com lágrimas nos olhos.
Quando ouviu aquele apelido o rei dos vampiros ficou paralisado. Isso não parecia real. Como aquele humano poderia saber? Aquele era justo o apelido que Dégel o chamava, e somente os dois sabiam dele, pois era sempre intimidade, não tinha como uma criança humana saber sobre ele. E tudo que Shun dizia... Filho... Salvar... Tudo causou um turbilhão dentro de Kárdia.
— Majestade, o médico está aqui para olhar o menino! — Shaka disse entrando no local.
Somente assim Kárdia acordou e olhou para a porta, e depois para a criança em seus braços. Shun tinha desmaiado, mas ainda segurava firme em sua roupa.
— Ah claro!... — Disse perdido e deitou-o na cama, e deu espaço para o médico. O rei estava confuso, e para não dizer assustado. — Shaka! Fiquei aqui, e assim que o médico sair me comunique. Garanta que ele fique bem. — Disse saindo atordoado do quarto.
Assim que o rei entrou no quarto fechou a porta atrás de si. Foi até a janela e olhou para seu reflexo nela.
— Dégel? — Chamou pelo esposo. Ainda o amava tanto, mesmo tendo se passado anos, mesmo ciente que seu grande amor estava morto, tal como seu filho. Trabalhara anos para acalentar seu coração, esconder o mais profundo de si a dor, e agora vinha esse garoto e reabria a ferida.
Não tinha como ele saber! O apelido... O choro... A aura, tudo lembrava Dégel. Mas seu amado estava morto, e esse garoto era apenas uma criança humana.
— Maldição! — Gritou batendo contra o vidro, que inevitavelmente quebrou em vários pedaços, justo no momento que Shion entrou.
— Majestade!
— Conseguiu falar com Kamus? — Indagou respirando fundo.
— Sim! E segundo ele não encontra Milo em lugar algum. Aldebaran foi atacado, tal como um amigo do meu neto. — Disse.
— O que sugere?
— Radamanthys está com ele. Kamus não tem provas, mas tem quase certeza. Esta atrás de sua assistente Saori, parece que ela é a traidora. — Disse com semblante sombrio.
— O traga de volta! Nem que tenha que envia um exercito inteiro, mas traga Milo de volta, e vivo. — Disse com semblante duro. Kárdia não era rei a toa, ou somente por causa da linhagem, ele tinha domínio e autoridade. Por anos tinha convicção que o líder dos Baalis era o culpado pela perda das duas pessoas mais valiosas para si, e agora tinha quase certeza. Se Radamanthys tinha seguestrado Milo, ia sofrer uma morte lenta e agonizante.
— Sim meu rei! — Assim Shion desapareceu. Igualmente ele rugia em fúria, estava pronto para estraçalha alguém.
Radamanthys que estivesse preparado para a fúria que viria sobre ele. Tinha procurado, e encontrou.
— Sim Shaka? — Indagou sem ao menos o outro te pronunciado, pois tinha sentido a presença dele.
— O médico o avaliou. Disse algo sobre aura forte, e acreditar que o menino não seja um humano qualquer. A febre baixou um pouco, mas ele ainda delira e chama pelo senhor. — Falou respeitosamente.
— Sim! — Kárdia disse movendo-se. Tinha que ficar calmo. A situação era critica, e perder o controle não ajudaria.
Uma guerra se aproximava. Tempo de caos e dor, pois sempre havia perda nessas situações... Algo que ele não queria aceitar. Estava cansado de perder quem amava.
Continua...
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