Notas iniciais
Demorou sair, mas saiu! Somente não estou chorando rios de lágrimas por essa história terminar, pois tenho algo especial... Claro, vocês terão que adivinha! Acredito que no final pegarão a dica. Não me decepcione!
Somos gratas por cada pessoa que acompanhou, em especial aos que não desistiram no caminho... Por cada comentário e indicação... Desde as simples e grandes, pois todas foram muitas especiais e lidas com carinhos.
Curtam o capítulo!

Os dias passaram tranquilos, bem, nem tanto para Milo e Kamus. Os gêmeos estavam deixando o ruivo louco... Comiam demais, choravam muito e dormiam pouco, talvez a gravidez de Milo agitada tivesse levado eles a isso.


Kárdia ia ver os netos sempre que podia e Shun praticamente ia lá todos os dias. Aioria ia ver o amigo e ajudar de quebra via a namorada. Já Elora mudou-se para a mansão Ventrue com Asmitha, para ajudar Milo a cuidar dos bebês.


O Senescal sentia-se seguro com aquilo, de certa forma, alguém que ajudasse o esposo era melhor, além disso, ele estava cada vez mais ocupado com certos assuntos que estavam preocupando Shion e o rei.


Nada fora do comum, apenas: rebeldias, pressões, diferenças entres as raças e motins, mas algo que lhe chama a atenção era o fato de humanos sumirem com mais frequência e isso está chamando a atenção das autoridades humanas.


Não podia continuar, sabia que não eram os lobos, mesmo Fenrir não estava conseguindo entender aquilo e nem os caçadores. No entanto, fazia parte do dia-a-dia.


Seis meses depois os bebês estavam mais fortinhos e bem mais calmos. Era um domingo, Kamus e Milo ficaram em casa curtindo a companhia um do outro e brincando com seus filhos.


— Amor... O Miguel está mais espertinho já! Estão crescendo rápido. — Milo falou enquanto observava o pequeno brincar distraído com um brinquedo. Ele mordia um ursinho de borracha e brincava com ele. Já Gabriel, como Kamus, estava quieto no colo do ruivo. Balançava um chocalho e sorria com o barulho do objeto.


— Sim ange... Estão crescendo rápidos demais, mas é assim mesmo, são amados e bem cuidados por nós. Ah Milo, nunca achei que fosse ser tão feliz monpetite...


O ruivo sentia-se verdadeiramente completo. Nunca se imaginou casado, nunca sentiu-se nem atraído por um outro ser. Mas estava ali agora, e estava feliz. Tinha uma família, sua própria família.


Milo olhou o marido e com um belo sorriso e ajeitou e o beijou.


— Também não achava, sempre achei que nunca seria amado, já que nem mesmo meus pais me quiseram... — Sorriu tristonho, mas olhou para o marido com carinho e amor. — Mas me sinto feliz Kamus, com você, nossos filhos! Nunca pensei que pudesse ter filhos, isso foi mágico.


Kamus sorriu e o abraçou. Levou à mão a nuca do loirinho e trouxe seu rosto para mais perto de si e tomou-lhe os lábios com carinho... Sua língua pediu passagem e Milo a concedeu e logo estavam travando uma luta entre elas.


O loirinho adorava aqueles beijos fortes e que encerravam amor. O marido podia ser frio para o mundo, mas para si era simplesmente perfeito.


No entanto aquele domingo não estava sendo bom apenas para os dois. A paz que aqueles dias traziam. Todos viviam mais tranquilos.


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Na mesma mansão, em outro aposento, Shura e Saga beijavam-se apaixonados. Ambos agora podiam viver sua história, e o moreno fazia questão de estar ao lado do loiro e ensiná-lo em sua nova condição.


— Então quer dizer que o senhor professor que não seguem as regra.


Saga perguntou um tanto sarcástico e Shura ergueu uma sobrancelha. E ambos riram daquilo. Sabiam que o espanhol passara por cima dos próprios “princípios”, mas fora necessário.


– Você me salvou... E podia ter morrido por isso! — O professor ditou amável.— Obrigado meu amor... Você me deu o melhor presente que poderia ter me dado um dia, me salvou e assim não deixei meu irmão sozinho... Eu te amo Shura!


O moreno sentiu as mãos fortes dele em seu rosto másculo e fechou os olhos, era bom ter ele ali consigo, responder suas perguntas, ouvir sua voz, sentir o cheiro daquele sangue...


Saga o puxou para seus braços, estavam deitados e o loiro beijou o moreno com volúpia. Suas línguas se chocavam e se entrelaçavam, seus olhos estavam vermelhos e sedentos, seus corpos queimavam de desejo.


Saga e Shura se despiram com rapidez, e seus corpos se encontraram, seus falos mostravam-se pulsantes e rijos. Ambos gemiam descontrolados.


O grego levantou e se colocou sobre o moreno. Seus olhos agora vermelhos mostravam fome, mas ao mesmo tempo desejo. Desceu seus lábios pela pele do outro e lambia, sugava e mordia cada centímetro.


Shura apenas gemia diante daquela investida, sentiu quando o amado abocanhou seu falo e arqueou o corpo afundando a cabeça no travesseiro.


— Hnnn... Aaahhh...


Gemidos eram os únicos sons que saiam daquela boca. Enquanto o sugava, Saga levou os dedos a entra dele. Tocava ali a fim de provoca-lo.


Shura o fez o soltar e deitar de costas na cama. E sem demora ou preparo ele sentou sobre o falo do loiro. Engoliu por inteiro, a dor e o prazer o inebriavam. Ambos gemeram roucos.


Saga sentiu o espanhol subir e descer em seu membro, e aquilo o enlouquecia, deixou tomar as rédeas daquele momento e entregavam-se as sensações por ele provocadas.


Shura levou a mão ao próprio falo, e começou a masturbar-se, engolia o pênis de saga e seu corpo parecia que ia explodir. Sem muitas palavras o moreno derramou-se sobre o abdômen do loiro, e o apertou dentro de si, sentindo a semente do amado inunda-lo.


Caiu sobre o corpo do outro que tinha um sorriso safado e satisfeito no rosto. Beijaram-se intensamente e ficaram ali, desfrutando da companhia e da paz daqueles dias.


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Shion estava em sua mansão, porém com Dohko a seu lado. Os dois estavam felizes de estarem juntos novamente.


Deitados sobre a grande cama, o casal buscava descansar um pouco depois de terem se amado intensamente. Shion alisava as costas do amado e depositava beijos em seu rosto.


— Ah Dohko... Como é bom te ter aqui comigo! Estava pensando que poderíamos viajar... Bem, não, sem um pouco de trabalho. — Ele falou piscando o olho para o outro. — Preciso ver umas coisas para Kárdia na Grécia.


O moreno olhou para o loiro e um sorriso brotou em seus lábios. Sentia-se feliz em estar com ele, e poder participar de suas vidas, agora não havia mais segredos e nem medos que os pudesse separar.


— Não vejo problemas, e seria bom viajar! Assim conheceria algo novo. Nunca fui à Grécia. E o Shiryu já sabe se virar sem mim.


Shion sorriu e afagou as costas do amado.


— Não iremos demorar... Também quero estar junto de Milo e Elora. Ah Dohko me sinto feliz em ver o Milo daquele e me surpreendo com toda essa história.


Nunca pensou que esses dois fossem se resolver. Achava que viveriam em guerra eternamente. Kamus é muito frio e acredite, pode ser tão cruel. Já o Milo adora provocar, ele é um bom garoto, sempre foi carinhoso, amigo, amável... Mas malcriado e muito provocador.


O líder Assamita mostrava-se pensativo e mais tinha uma expressão suave. Desde que Milo entrara em sua vida, tudo mudara, sua filha tivera mais “vida”, tinha que estar sempre o protegendo de Radamanhtys, mas a alegria e o carinho que o loirinho lhes dispensava os faziam bem.


Dohko olhou para peito dele e alisou ali.


— Para mim os dois são perfeitos, fogo e gelo... — O humano sorriu do que disse. — Eles se completam Shion, são exatamente o que precisam para se viver um grande amor... Ah combinação perfeita.


— Sim, Milo é jovem e trás consigo a beleza da juventude, as incertezas e inseguranças... E ao mesmo tempo a ausência do medo de arriscar, de conquistar... — Completou Shion. — Já o Kamus é um homem maduro, que trouxe consigo a dor da perda, e isso o fez se fechar... Mas ele tem a maturidade, e a experiência pelo que já passou.


— Isso tudo misturado, deu aos dois o que tem hoje, um mostrando-se a força e a segurança do outro. Eles se amam e se completam. — Dohko disse.


Shion concordou com as palavras do amado e afagou o rosto dele. Beijou-o suavemente e assim tornou a amá-lo. Seus lábios percorriam aquele corpo e sentia o sabor único daquele que amava. Sentiam-se felizes agora e completos.


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Kanon estava na cozinha e tinha a seu lado Mu seu esposo. O Hunter estava faminto, havia transado duas vezes já. Mas estava louco para ter o maridinho novamente.


— Por que me olha assim? Está com nojo de algo? Sou humano feroz, e preciso comer!


O jovem vampiro o olhava realmente enojado, contudo não por que precisasse comer, e sim por que aquilo que ele parecia fazer estava parecendo um lixo.


O moreno foi para perto dele e o empurrou, parecia ser frágil, mas não era assim. Mu estava acostumado a fazer certas coisas, claro que havia a cozinheira, mas Milo sempre pedia algo a ele e também tinha o fato de que não queria ninguém perto do loiro.


— Mas o que acha que está fazendo? Saia! Deixe-me fazer isso!


O jovem Assamita tomou a frente e começou a refazer o sanduíche. Era observado por Kanon que havia gostado daquilo. Ser cuidado era bom e já estava mal acostumado até.


O tibetano preparava o alimento sem notar o olhar faminto e sedutor do marido. Kanon o comia com os olhos, “Que bundinha linda...”, dizia em pensamento. Mordia os lábios sensualmente e sentia o falo responder aquilo.


Mu vestia um robe preto de sega, que marcava suas curvas e o bumbum redondinho e empinado. Enquanto fazia o sanduíche seu corpo mexia e a leveza daquele ser fazia parecer uma dança erótica.


— Hnnn...


O loiro gemeu e levantou indo até onde estava o marido, abraçou-o por trás e mordiscou a pele alva do pescoço do menor.


Mu sentiu o falo do marido apertando suas nádegas. E empinou-se mais, o loiro babou com aquilo e levou as mãos para dentro do hobe e o ergueu, alcançou o falo dele e passou a acariciá-lo.


O Hunter não trajava mais que um short de seda, aquele dia os empregados foram dispensados, e ele estava em casa curtindo o marido.


O falo esticava o tecido e o pré-gozo o deixava melado. Mu gemia rouco e se perdia diante daqueles toques. Kanon o fez virar para si e o ergueu colocando-o sobre o balcão.


Chupou os mamilos e depois tomou os lábios, abaixou-se e fez algo que nem um acreditava direito. Ele lambeu a glande e sem prévia explicação engoliu o falo dele.


Os dedos do moreno seguraram firmes os fios loiros e cumpridos do marido. Gostava de ver aquilo, ele o engolir seu membro. Jogava a cabeça para trás e sentia ondas elétricas percorrerem seu corpo.


— Hnnn... Kanon... Aaahhh...


O vampiro gemia, mas sentiu-se frustrado quando ele parou. O Hunter o tirou do balcão e o fez ficar com a barriga encostada no móvel e abaixou lambendo a entrada o moreno. Alternava entre a língua e os dedos preparando-o.


O grego posicionou-se a entrada dele. Começou a empurrar-se para dentro dele, estocou-o forte e o fazia estremecer de desejo. Ambos sentiam-se envolvidos naquele calor, naquele prazer.


Kanon levantou Mu e o levou para perto da parede, e escorando o peito dele ali, levantou a perna esquerda dele e o estocava fundo. O moreno gemia apenas e com suas garras arranhou o pescoço do hunter.


Nenhum deles lembrava-se de dor, apenas satisfaziam o desejo que os tomava naquele instante. Estavam felizes e seus corpos respondiam a isso. Em meio a gemidos roucos, ambos chegaram ai clímax.


Mu gozou melando a própria mão e Kanon inundou o amado com o fruto de seu desejo. Mas algo novo saiu da boca do loiro.


— Eu te amo!


O vampiro travou diante daquela declaração e virou o rosto querendo ter certeza que era seu marido ali. E tudo que viu foi um sorriso suave e um brilho nos olhos que faziam entender que era real.


— Também te amo!


Kanon tomou os lábios dele nos seus e o pegou nos braços, esqueceu a comida e o levou para o quarto. O queria e teria, quantas vezes pudesse aquele dia.


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Na mansão clássica e bela, dois corpos ocupavam a cama, e em meios aos lençóis de seda vermelhos, os fios loiros e ondulados espalhavam-se. O dono daqueles fios tão sedosos estava com a cabeça afundada nos travesseiros e gemia rouco.


—Hnnn... Matteu... Aaahhh...


Matteu estava em meios às pernas dele e estacava o loiro com vontade, ia fundo e tinha um ar selvagem e um jeito bruto, deixava marcas no quadril dele. Arranhava a pele branca do sueco.


—Ahhnn Amore Mio... Aaahhh... Bello… Geme! Aaaahh…


O líder Brujah mostrava-se cheio de desejos, mas logo alcançaria seu limite. Aquela já era a terceira vez que transavam.


—Aaahhh... Mais rápido! Mais forte!


Afrodite ordenava, e o outro obedeceu prontamente e o estocava forte, e com um gemido rouco e alto, ambos alcançaram seu clímax. Matteu derramou-se dentro do loiro e Afrodite melou seu lençol com sua semente.


— Hnnn... — Afrodite gemeu manhoso e teve os lábios tomados pelo moreno. Quando apartou o beijo o xerife o trouxe para seus braços. Estavam cansados e ali em meio aqueles lençóis e dentro do quarto escuro, os dois sentiam o peso do sono, àquela hora na maioria das vezes dormiam, e era isso que iam fazer.


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— Aonde vai? — Ikki indagou ao seu irmão colocando-se na frente dele.


Enquanto Asmitha havia ido morar na mansão dos Ventrue com sua esposa, Shun achava-se morando ainda na casa em cima da floricultura juntamente com seu irmão. Ikki havia insistido para eles morarem juntos, justificando que queria passar mais tempo com seu irmão.


— Eu vou... É... Ver meu filho e netos. — Shun disse desviando a face corada.


— Eles não sãos sua família! — O vampiro resmungou com uma dura expressão. Ikki vinha marcando sobre seu irmão. Ele negava aceitar que seu precioso irmão se relacionasse com o rei ou o príncipe. Poderia ser egoísta, mas era da sua natureza.


— Não é verdade! Milo é meu filho, e Mi e Gabe são meus netos. Não pode me impedir. — Shun gritou. As lágrimas vieram aos seus olhos. O pequeno estava disposto a lutar com unhas e dentes por isso.


— Confesse! Está inventando desculpas para ver aquele vampiro... — Ikki bradou furioso.


— Eu amo Kardia, e você não vai nós impedir de ficarmos juntos.


Shun poderia ser inseguro ao que se referia ao rei dos vampiros, pois era conflitante o sentimento guardado da alma de Dégel e a alma dele como Shun, mas de alguma forma as duas partes queriam o rei.


— Isso é mera ilusão... Não sente nada por ele! — Ikki disse dando um passo para o irmão.


— Eu odeio você... — Shun gritou.


Ele puxou o vaso que estava perto dele e jogou no irmão, aproveitou a brecha e saiu correndo rumo à rua. Ele correu o mais rápido que podia. Seus pulmões queimaram e sua respiração achava-se ofegante. Os olhos ardiam diante das lágrimas que caia. Se tudo já não era confuso para si, não precisava de seu irmão dizendo o que era certo ou errado.


Em parte ele era um humano frágil, um adolescente em fase de crescimento, mas por outro, tinha a alma de um vampiro antigo, que viveu uma vida e amava sua família.


Por muitas vezes ele se sentia confuso, mas acima disso, negava abrir mão das duas partes, e isso o deixava inseguro.


Ele correu sem medir tempo, quando deu-se conta, parou diante da mansão do clã Ventreu e arfava ruidosamente. Segurou as barras do grande portão, e somente afastou quando esse abriu e permitiu que ele entrasse.


Sem cessar as lágrimas seguiu para dentro da casa e logo ao entrar encontrou seu tio Asmitha e Elora.


— Shun? — Asmitha o chamou. Mesmo sendo cego, ele tinha uma sensibilidade muito grande.


— Tio! — Ele falou choroso. Correu jogando-se nos braços do humano loiro e deixou contorce em soluços.


— Ei, o que foi querido? — Asmitha indagou gentil.


Elora tocou nas costas do marido e indicou para os três irem para a sala. Ao sentarem, Asmitha ajudou o menor a se acalmar, para então conversarem.


— O que aconteceu, Shun? — Elora perguntou. Ela sempre estimou o adolescente.


— Isso dói... Eu tão confuso... Me sinto inseguro, quero dizer, as lembranças antigas misturam-se com as atuais... Amo Milo, os gêmeos e Cárdea... Mas tenho medo... E Ikki ficar me pressionando... — Disse confuso.


— Shun, deve seguir seu coração! Antes de tudo encontrar o equilibro entre seus sentimentos. — Asmitha disse amável.


— Seu irmão te ama, mas não pode deixar ele o controlar! Siga seu coração. — Elora disse acariciando a face de Shun. — O que ele disse?


— Que devo ficar com Kárdia, e cuidar de Milo e meus netos! Que esse é meu lugar. — Shun disse limpando as insistentes lágrimas.


— Ok! Eu farei isso! — Disse movendo a cabeça.


— Quero que venha morar comigo. Ficar comigo e Elora, e perto de Milo e dos bebês. Não sinto seguro em deixá-lo lá! — Asmitha disse. Ele já havia conversado sobre isso com sua esposa.


— Mas é a floricultura? — Indagou incerto.


— Já havia pensado em vender a casa e a loja! Ela foi minha vida por anos, mas agora tenho que priorizar outras coisas. — Asmitha disse apertando as mãos de Elora. A vampira sorriu gentil.


— Entendo... Eu quero morar com você. Sinto por Ikki, mas... Talvez seja melhor assim. — Shun disse. Claro que não queria se afastar de seu irmão.


— Boa tarde! — Uma quarta voz se fez presente. O rei dos vampiros entrou com sua aura imponente e forte. Sua beleza máscula ressaltava sobre todas as coisas, e mesmo sendo tão poderoso, não havia arrogância em si.


Todos olharam para o rei. Antes de pronunciarem algo, Shun levantou e correndo jogou-se nos braços de Kárdia.


— Ei, anjo! O que foi? Por que está chorando Shun? — Indagou áspero. Se alguém ousou machuca seu pequeno anjo, teria que ver com ele.


— Eu te amo, nunca me deixe. — Shun disse ficando nas pontas dos pés, e fechou os olhos fazendo bico com os lábios.


Comovido, Kárdia a acariciou a doce face e inclinou para frente tomando os lábios de Shun com os seus. Ali era seu amado Dégel, mas acima do seu imenso amor por ele, igualmente amava o Shun. Os dois eram somente uma pessoa para si.


Uma corrente elétrica percorreu seu corpo quando provou o doce sabor dos lábios de Shun. Seu forte braço o rodeou e trouxe para mais perto de si o pequeno corpo.


Quando os pulmões de Shun queimaram pela necessidade de respirar, o rei quebrou o beijo, e salpicou selinhos no terno rosto.


— Eu também te amo, meu anjo! — Kárdia disse amável.


Em silêncio, Elora e Asmitha, saíram da sala dando privacidade aos dois, e claro, a loira queria conversa em particular com o marido.


— Aconteceu algo? Quem o fez chorar? — Kardia estava pronto para aniquilar quem ousou magoar o pequeno.


— Nada... Eu discuti com meu irmão, mas está tudo bem. Mitha me chamou para morar aqui, vai ser melhor!


— Preferiria que morasse comigo. — Kárdia disse acariciando as costas ou cabelos de Shun.


— No tempo certo! — Falou tímido. Claro que queria aprofundar sua relação com o rei, mas tinha vergonha, e as coisas precisavam se encaminhar primeiro.


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— Eles ficarão bem? — Asmitha perguntou a sua amada quando saíram da sala deixando os outros dois sozinhos.


— Vocês sufocam Shun demais! Kárdia é o melhor para ele... O rei o respeitará e cuidará bem dele!


— Ok! Sei que exagero às vezes, apenas me preocupo. — Asmitha disse.


— Preciso falar algo contigo. — A vampira loira disse levando o marido ao quarto.


— O que? Tudo bem? — Asmitha ficou preocupado que fosse algo séria.


Nervosa. Elora tomou as mãos do esposo e levou ao seu ventre. — Aqui, está sendo gerando o fruto do nosso amor. Nosso filho! — Ela disse emocionada.


Em primeiro momento Asmitha ficou paralisado, processando toda a informação recebida. Seus olhos sem luz brilharam de emoção, e as lágrimas vieram.


— Um filho?


— Sim, nosso bebê! — Ela falou.


— Oh céu! Eu te amo Elora... Nossa família... Presente precioso. — Disse abraçando a vampira e girou com ela. A felicidade que vibrava dentro de si era única.


— Eu também te amo... E obrigada por me fazer feliz. — Elora falou deixando se embalada nos braços do marido. Eles trocaram um beijo apaixonado e sôfrego. A felicidade que brilhavam em seus corações jamais poderia ser medida.


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Aquele pitoresco castelo de pedras, com corredores fantasmagóricos, teias de aranhas e escuros achavam perdido em meio a uma floresta. Os uivos do vento eram de causar arrepios, mas isso não era nada diante do verdadeiro terror que aquele local simbolizava.


Entrando na profundeza do local até o salão principal o silêncio cortava a alma humana. No centro do lugar havia um corpo masculino nu e inerte. O humano achava morto, sua pele pálida devido ter tido todo seu sangue sugado, mas o que chamava a atenção não era esse detalhe, mas a figura que jazia sentada no trono negro.


O corpo esbelto era decorado por um vestido preto que moldava perfeitamente as curvas. Os decotes marcavam sensualidade e glamour. A pele que estendia era pálida, e as unhas que tamborinava contra a cadeira forjada a ouro eram negras.


O colo era adornado por um colar exuberante e os fios negros caiam belamente. O olhar dar mulher era frio e calculado, e mesmo que parecesse entediada, ela pensava... A inteligente mente calculava seus próximos passos.


— Se acham que venceram a guerra... A verdadeira batalha começará! — Ela disse em sua voz melodiosa. — Se preparem...


Fim!



Você chegou ao fim do livro. Parabéns!