Aliança de Sangue
25 Capítulo 24
Notas iniciais
Bjs
O dia passou-se mais leve desde que Milo voltara, o loirinho sentia-se mais calmo em estar com Kamus e entre os que amavam. Ainda mais agora que sabia ser filho de Kárdia, não pelo título de príncipe, mas por saber que tinha um pai, que não fora abandonado e indesejado.
Milo ainda se sentia fraco, mas agora estava sendo mimado, e isso muito o agradava. Shun estava ali e Milo ainda não entendia bem aquilo dele ser a reencarnação de seu pai, para si ainda era seu amigo Shun, com seu sorriso, seu jeito inocente e tímido, mas quando olhava os verdes do menino, sentia-o diferente, apesar da mesma carinha e inocência, ele parecia ter um ar um tanto mais maduro e um carinho que o fazia sentir-se protegido.
— Shun... — Chamou-o suave e o viu olhar para si. — Vem cá! Cadê o Oria?! Por que ele não veio?! — Milo perguntou medroso. — E o Deba?! — O loirinho parecia apreensivo com a resposta, lembrou-se que no dia fora levado o amigo dissera que estava indo vê-lo.
O moreninho sorriu suave.
— Ah Mi... Ele ta bem! Está em casa, acho até que nem sabe que você voltou. — Falou fazendo uma carinha de interrogação, não lembrava mesmo de ter avisado ao amigo.
Shun olhou para ele e ficou vermelho:
— Acha estranho? Sabe... Eu me sinto o mesmo, mas aqui... — Falou apontando o coração. — Aqui algo mudou... — Mordeu os lábios e olhou tímido para Milo.
O loirinho sorriu e o abraçou, seus orbes estavam voltando aos celestes de antes.
— Tudo bem Shun! Mas acho que agora pode ser você, não é?! Meu pai é bonito, mas é velho! — Disse divertido e o menino ficou ainda mais corado.
— Milo! — Falou e saindo do abraço dele disse carinhoso. — Olha Mi, eu sinto que tem que ser... Eu sei que o amo e não sei explicar como... E ele que se atreva a ter outro! — O menino disse num tom mais possessivo e altivo, mas ainda conservava suas bochechas coradas.
Milo gargalhou e os dois ficaram ali, conversando, sorrindo um pouco. Logo Elora voltou ao quarto e um ciúme muito grande a invadiu, pensou que Shun queria tirar Milo de si, e se aproximou sorrateira, sabia que não devia machucá-lo, mas estava cega pelo ciúme.
Milo sentiu a aproximação da vampira e com certa rapidez se colocou a frente de Shun. Elora parou ao ver o rosto do filho.
— Saia da minha frente! — Ela falou autoritária.
— Mãe... Sou eu! O Milo, seu Milo! — Afagou o rosto dela e com carinho a abraçou. — Não faça nada, pense bem, é só o Shun... E ele esta aqui por mim, por que é meu amigo.
— Ele quer me tirar você... Eu não vou deixar... — Ela dizia entre furiosa e triste e Milo sem a soltar falou calmo para o menino. — Shun... Poderia nos deixar a sós?! Preciso falar com minha mãe.
O menino levantou, porém uma parte de si sentia-se magoada por vê-la agir daquela forma, mas a outra queria exigir seus direitos de pai. Passou por eles e ao sair dali foi até Asmitha e o abraçou.
— Tio! — Sentiu o loiro afagar seus fios escuros e sorrir satisfeito em vê-lo seguro.
No quarto Milo fez a mãe sentar e afagou os fios loiros dela:
— Não fique assim! Ele ainda é o Shun que conhecemos... Eu te amo e a senhora nunca vai deixar de ser minha mãe, me salvou daquele traste e me criou, com carinho, com amor... — Escorou a cabeça no peito da loira. — A senhora e o vô me criaram e me educaram, me deram o melhor e eu os amo... São minha família.
Elora sentia certa emoção, afinal, sabia que estava sendo um tanto egoísta, mas ele era seu filho, seu loirinho. Aperto-o em seus braços e não permitia que ele saísse.
— Tive tanto medo te perder filho! Não tem ideia... E agora continuo com medo... Afinal você é filho do rei e ele deve reclamar você para ele! — A vampira parecia sentir muita dor aquele respeito. — Ainda mais agora que esse rapaz é a reencarnação de Dégel... Não vai mais me querer... Sei que vai querer matar as saudades do tempo que lhes foi roubado...
Milo sorriu e revirou os olhos, mas só então se deu conta daquele fato! Era um príncipe! Mas isso não mudava o fato de que Elora e Shion eram sua família, sentia-se um Assamita!
— Mamãe... Não fica assim, eu não quero me afastar de você! Eu prometo que nunca vou te deixar, ok?! Mas se controle. Se machucar o Shun, o Asmitha não irá te perdoar! E eu vou ficar triste, ele não é um vampiro! — A loira suspirou, mas foi se acalmando.
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O dia avançava em suas horas, já passava do meio-dia e com isso, logo a noite se pronunciaria. Porém longe dali, um ser irado e cheio de ódio quebrava tudo que via a sua frente dentro de um castelo bonito, localizado no pico de uma montanha, no leste da Alemanha.
Apesar de ter fugido Radamanthys não desistira de sua vingança e agora queria a todo custo matar Kamus. Ele era o culpado por sua desgraça. O inglês tinha sede pelo sangue do Senescal.
— VOU MATÁ-LO KAMUS! VAI SE ARREPENDER DE TER SE METIDO NO MEU CAMINHO, VOU FAZER MILO PAGAR POR TER FUGIDO DE MIM E SUA CRIA VAI MORRER EM MINHAS MÃOS, VOU ARRANCÁ-LA DE DENTRO DELE! AAAHHHH...
Pandora assistia tudo e sentia raiva, entendia os planos dele, mas tinha outros meios de se vingar e conseguir o poder, mas o seu líder só queria o loirinho. Vê-lo com tanto ódio a deixava melhor. Se ele a ouvisse já teria feito aliança com outras raças e assim teria um exército contra Kárdia Bartiniki.
Mas ela sabia esperar e logo destruiria um a um e tomaria poder! Já havia se livrado de Saori, sabia que Kamus não era de perdoar. Logo Radamathys se perderia pela própria burrice e só então ela, Pandora, se juntaria a seus aliados e tomaria o trono para si.
No fim a vampira estava apenas dando corda ao inglês para que ele se enforcasse, afinal, ele estava tirando de seu caminho todos aqueles que poderiam atrapalhá-la.
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A tarde passou-se rápida e a noite chegou. Shion, Elora, Amistha e Mu, voltaram a suas casas, Shun, porém não voltou com o tio, Kárdia não deixou! O levou consigo, mas fora extremamente respeitador.
Kamus ajudou Milo a ir para a sala e ali esperaram junto a Kanon, pela chegada de Saga. Milo falou com o Hunter, sentia-se extremamente grato.
— Obrigado! Tirou-me de lá e me trouxe para meu marido. Não sei como agradecer! Deseja comer algo? Deve estar com fome, está aqui desde cedo não?! — Milo mostrava-se preocupado com aquele que o ajudara a sair das mãos de Radamanthys.
— Não obrigado! Apenas quero ver meu irmão! — O homem disse frio, mas havia um tom mais amável diante das palavras e da preocupação de Milo. — Estou apreensivo e sobre agradecer, não é necessário!
O grego estava realmente preocupado, não sabia bem como seria quando visse o gêmeo e se ele o desconhecesse? Se o atacasse? O que faria? O mataria, ou deixaria que o matasse?!
Esses pensamentos povoavam sua mente e isso o estava deixando louco. Uma coisa era certa, não saberia como agir. Mas a hora estava próxima.
Logo ouviu o som do carro parando e sabia que eles haviam chegado, podia sentir o cheiro. Tentava conter as emoções e com isso precisava pensar. Levantou e foi até a janela, como já estava escuro viu apenas os vultos cobertos por uma capa com capuz que não permitia ver quem eram exatamente.
Quando os dois sujeitos adentraram na mansão, justo na sala, onde estava os outros três.
Kamus se colocou estrategicamente na frente do loiro, e Kanon tomou a dianteira da sala. Shura parecia apreensivo, dada a situação.
Quando o homem tirou o capuz seus cabelos dourados com suaves cachos nas pontas, e seus olhos outrora azuis achavam-se vermelhos. Até que Saga tivesse pleno domínio de sua fera interior, ele mostraria mais claramente os sinais de vampiro. Como um filhote, tanto que era recomendado sempre ter outro vampiro ao seu lado, e evitar contato com humanos por esse período.
— Kanon... — Ele disse ao ver o irmão. Um dos seus maiores medos era que seu irmão virasse as costas para si, afinal, Kanon caçava a raça que ele tinha-se tornado.
Saga avançou para o gêmeo, mas Shura o detivera, por instinto e precaução.
— Não se atreve besta! Ele é meu irmão, jamais faria mal a ele. — Kanon disse devido à posição de ataque de Shura.
— Está tudo bem Shura. O senhor Kanon está aqui em paz, ele até mesmo nos ajudou em salvar Milo, ele só quer conversar com seu irmão. — Kamus disse frio, deixando claro que somente com Milo teria seu lado gentil e doce.
— Perdoe Senescal, é o instinto. — Shura disse fazendo a devida reverência para o ruivo.
— Oi irmão... — Saga disse indo até Kanon. Os gêmeos se abraçaram mostrando que o amor deles se sobressaia à raça, crença ou medo.
— Shura, me acompanha? Quero conversa contigo sobre a mudança de clã. — Kamus disse. Apesar de sua educação, seu tom deixava claro não admitiria ser contrariado.
Shura apesar de apreensivo em deixar seu amado a sós com um caçador, mesmo que esse fosse o próprio irmão, aceitou seguir o Senescal, mas antes o ruivo sussurrou algo no ouvido do loiro.
— Milo... Vá descansar no quarto, logo estarei contigo mon ange. — O ruivo disse no ouvido esposo e no final tomou os lábios carnudos de Milo, em um beijo apaixonado. Sua língua lambeu a costura dos lábios desejosa.
Milo gemeu e agarrou fortemente o corpo do marido, e esfregou-se nele. Depois que ele tinha despertado seu lado vampiro, suas ações eram mais sensuais e ele parecia insaciável pelo marido.
— Comporte-se bebê! Vai... — Kamus disse desfazendo-se do beijo e dando uma tapa nas perfeitas nádegas de Milo.
O loirinho deu uma risada e saiu correndo escada acima, sendo repreendido pelo ruivo para não correr e ser mais cuidadoso.
Kamus indicou o caminho e Shura o seguiu até o escritório, deixando os gêmeos a sós.
Kanon puxou Saga para o sofá. Inicialmente ambos pareciam apreensivos, e pisando com medo, mas depois as coisas voltaram ao normal.
Eles falaram sobre tudo, e Kanon fez questão de dizer que nada mudaria sobre ele, que na verdade agora pareciam mais próximos que antes.
Por orientação do conselho dos vampiros, Saga faria parte do clã de Kamus, e Shura seria incumbido de treiná-lo para sua nova realidade.
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Na mansão Llasa Shion estava em seu escritório quando Mu bateu a porta.
— Senhor... Tem visita! — Falou e se afastou da porta esperando que seu senhor a abrisse.
A porta se abriu e o loiro olhou para o jovem e perguntou calmo.
— Quem está em minha casa?! Disse o que deseja?! — Shion já havia sentido a presença do homem e sabia bem quem era. — Mande-o entrar!
O rapaz assentiu e saiu indo até o convidado. — Senhor Phalke meu mestre irá recebê-lo. — Guiou o loiro até o escritório. Shaka Phalke estava ali para fazer algo que há muito tempo queria, mas só agora tomara coragem.
Quando entrou no escritório de Shion o olhou calmo.
— Boa noite Shion! — Saudou educado e tranqüilo. Não sabia o que ele diria, mas não sairia de lá sem fazer o que tinha o que desejava.
Shion fora igualmente educado.
— Boa noite Shaka, a que devo a sua presença em minha casa?! — O Assamitha de certa forma sabia, mas esperaria que ele dissesse.
— Bem Shion, Sabe que não sou de fazer rodeios, então, vim aqui essa noite pedir que me permita desposar Mu Llasa! — O olhar do loiro era firme e mostrava um interesse genuíno, porém Shion sabia que seu braço direito, seu filho, não estava tão disponível assim!
— Tenho ciência de seu valor e que és uma pessoa respeitosa. Ficaria feliz em dar a mão de meu filho Mu a você, contudo não cabe somente a mim. Não forçarei Mu a uma relação que ele não deseja, mas prometo levar a sua proposta. — Shion disse polidamente.
Shaka não denotou nenhuma reação, a favor ou contra. Ele não era dado a sentimentalismos, seu interesse por Mu era meramente por conveniência. Eles tinham traços de personalidade e gosto similares, Mu era belo e delicado, além de estar interligado a uma das famílias fundadoras dos vampiros.
— Claro! Esperarei pela resposta dele, e agradeço sua compreensão. Ficarei honrado se ele aceitar. — Disse levantado.
Shion Llasa apertou sua mão e o acompanhou até a saída. Depois que o loiro tinha indo, tratou de chamar Mu.
— Queria falar comigo mestre Shion? — O jovem de cabelos lilases indagou respeitosamente. Ele estranhara a solicitação do lider logo após a visita de Shaka. Receoso que este descobrira sua ligação com o caçador, e veio denunciá-lo.
— Sente-se! — Shion indicou, e somente depois que o menor colocou-se sentado falou o que queria. — Shaka Phalke esteve aqui e me pediu sua mão em casamento.
Os olhos de Mu se arregalaram. Ele remexeu inquieto na cadeira. Nunca esperava por aquilo. Conhecia Shaka, mas eles nunca falaram muito, além do que cordialmente necessário.
— Eu... Não... Não sei senhor... Não sinto nada por ele, mas não quero manchar sua família. Se achar que devo aceitar, tudo bem! — Mu sentia-se inseguro. Não queria aceitar. Seu coração era preenchido por certo caçador, tinha certeza que era mais que simples ligação de sangue.
— Não o obrigarei! Disse a Shaka que cabe a você decidir. Claro, que vejo como uma oportunidade única para você, mas a decisão é sua. — Shion disse com olhar gentil para aquele que tinha como filho.
— Obrigado senhor! Vou pensar e logo lhe darei a resposta. — Falou levantando e deixando a sala... Precisava tomar uma decisão.
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— Cansei! — Milo murmurou entediado. Estava cansado de ficar esperando. Por orientação de Kamus devia ficar no quarto, mas tinha se passado mais de uma hora.
Ele levantou seguindo para o banheiro, e foi tirando rapidamente suas roupas no caminho. Quando se encontrava inteiramente nu, ele ligou a corrente de água do chuveiro, e entrou no Box.
Milo lavava seu corpo com cuidado e lentidão. Quando ensaboou seu ventre, foi onde mais demorou. Tão distraído não percebeu quando alguém entrou no quarto, ainda mais que a pessoa invadiu o banheiro.
Os olhos vermelhos deslizaram pelo corpo de pele bronzeada. As curvas perfeitas. O intruso lambeu os lábios ao acompanhar o caminho da água sobre a pele, e à medida que se aproximava, ele retirava suas próprias roupas.
Quando ele entrou no Box, suas mãos foram diretamente para a cintura de Milo, e o rodearam até que elas começaram acaricia o ventre.
— Demorou... Fiquei tão só. — Milo disse sem precisar se virar ou abrir os olhos, denunciando que ele tinha plena ciência que era seu marido ali.
— Desculpa bebê... Assuntos a resolver! Também senti sua falta.
Kamus virou o loiro para si, e ao mesmo tempo os lábios de ambos se encontraram.
— Estou tão carente... Preciso... De você... — Milo disse ao afasta o beijo. Ele desceu o dedo indicador da mandíbula ao tórax definido de Kamus. Talvez despertar seu lado vampiro o tornará mais ousado.
— Deseja me ter dentro de você? Sentir-me cada centímetro? — Kamus provocou prensando Milo contra a parede de azulejo do banheiro, ao que começou a distribuir beijos e mordidas leves no pescoço do menor.
— Sim, por favor... — Milo ofegou começando a esfregar seu corpo no do marido, tão carente de atenção.
Incentivado pelo apelo do menor, Kamus apossou-se das roliças coxas de Milo, e em um solavanco, colocou elas ao redor de sua cintura, e assim o sustentou em seu colo prensando-o contra a parede.
Tomou os lábios dele com paixão, em um misto de carinho e selvageria. Suas mãos trataram de marcar cada pedacinho do corpo a sua disposição. Quando as mesmas chegaram às nádegas de Milo, ele fez questão de amassá-las e separá-las, e seus ousados dedos, alisaram a pequena entrada enrugada, ganhando um arrulhar do menor.
— Não me maltrate... Estou grávido, meus desejos devem ser todos atendidos. — Milo jogou sujo em sua imploração. Seu corpo estava quente e tão carente por Kamus. Suas garras cresceram, e sem se dar conta, ele as deslizou pelas costas de Kamus, arranhando a pele clara e fazendo um filete de sangue escorrer, mas isso não atrapalhou nenhum dos dois, ao contrário, somente acendeu mais a chama da excitação.
Kamus gemeu abandonando a boca do marido e lambeu o pescoço dele, logo alcançou o lóbulo da orelha do loirinho mordiscando levemente. Seu falo rijo encontrava-se com a entrada do outro enquanto sentia o membro duro dele esfregava-se em seu abdômen.
Milo apertou suas pernas em volta da cintura dele, o trazendo para mais perto de si. Prensando mais seu pênis.
— Hnnn... — Gemeu rouco e sentiu o marido lamber o seu mamilo e com isso fechou os olhos sentindo aquela carícia tão gostosa.
O Senescal estava louco de vontade, mas machucá-lo agora seria ruim e se machucasse o bebê? Mas não conseguia se conte, mesmo por que o loiro esfregava-se procurando por ele.
— Deixe-me prepará-lo ange...
O ruivo beijou o pescoço dele e levou dois dedos a boca do menino e Milo o recebeu malicioso.
— Hnnn... Ange... — Kamus sussurrou contra a pele morena do seu pescoço. O loiro lambia de forma sensual, e o Senescal sentiu o falo vibrar, a língua quente do loirinho fazia-o sentir como se os dedos fossem seu membro.
Kamus arranhou os caninos no pescoço do amado e Milo pode sentir todo seu sangue ferver. Seus olhos outrora azuis mudaram para rubros como os fios do marido.
A excitação tomava ainda mais conta de si, seus caninos também se mostravam. O menino sentia-se diferente, o desejo e a fome pelo ruivo estava ainda maior.
O Senescal tirou os dedos da boca do loirinho e levou-os a entrada dele e antes que Milo exigisse ser possuído novamente, o ruivo enfiou os dedos dentro dele. Os dois de uma vez, a dor agora era afrodisíaca e não mais algo que precisassem temer.
Milo sentiu as presas do marido rasgar sua pele e ele beber do seu sangue.
— Ahhh... Kamus... Querooo... Hnnn...
O mais velho não resistiu, tinha os dedos indo e vindo dentro do loirinho e seus caninos cravados em seu pescoço, sentia-se pleno, o cheiro e o sabor dele eram no mínimo tentadores e maravilhosos.
O ruivo o sugou até que se deu por satisfeito e seus olhos rubros como o líquido morno que acabara de tomar de seu amado, encontraram os do amado, retirou os dedos de dentro dele e guiou seu falo até a entrada dele e empurrou-se para dentro.
— Ahhh... — Milo gemeu rouco, sentiu o marido entrar quase que de uma vez. Sentiu o senescal ir e vir dentro dele e já que o ruivo não esperou ele se acostumar com a invasão e logo começou a estoca-lo, fazendo o loirinho ofegar diante do que sentia.
— Hnnn... Ange... Milo... Ahh... — O vampiro mais velho estocava o maridinho com força, não era brutal, mas o desejo queimava-lhe a pele e o fazia perder a sanidade.
Milo sentindo sede de seu amado moveu a cabeça até o pescoço pálido do ruivo e passou a beijá-lo, depois dos beijos ali, cravou suavemente os caninos no pescoço de Kamus e sorveu o líquido que lhe era vital, porém ambos sentiram a sanidade sumir completamente, e assim o mais velho, estacava ainda mais fundo e seus gemidos eram altos e sem nenhum pudor.
Quando Milo soltou o pescoço dele, os dois sabiam que alcançariam seu clímax.
Kamus levou a mão ao falo esquecido do loirinho e passou a masturbá-lo. Logo a investidas tornaram-se mais intensa, se é que era possível, ao mesmo tempo em que era intensa ela era dedicada.
Seus gemidos tornaram-se mais alto e logo os dois chegaram ao auge e gozaram ao mesmo tempo.
O ruivo beijou seu esposo e ambos ficaram quietos um pouco, tomaram banho depois, mas aquela noite estava longe de acabar, voltaram ao quarto e se amaram outras vezes, até caírem exaustos e dormirem cansados.
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A noite estava quente e os ânimos ferviam. Era sexta-feira e as ruas estavam cheias. Seres noturnos misturavam-se aos humanos e assim com certa facilidade escolhiam suas presas.
Matteo estava à caça de alguns e por um tampo não poderia contar com Shura, mas havia um novo vampiro, alguém que estava vindo do Japão, esperava por ele.
Kanon estava andando pelas ruas, pensava no irmão e sentia-se aliviado de tê-lo ali ainda. Gostava da noite, só não dos seres noturnos que a tornavam hostil, mas lembrou-se de um, fora seu querido irmão, que lhe mostrara algo que nunca julgaria encontrar em um vampiro.
Um mostrara a Kanon que podia sentir “amado”. Sorriu ao lembrar-se disso, e seguiu em frente.
Quando se aproximou de sua casa, teve uma bela visão, uma jovem linda estava parada a frente de sua porta, parecia um anjo de tão delicada e frágil que lhe parecia, poderia enganar a qualquer humano desavisado, mas a ele não.
— Não deveria estar com seu filho besta?! — Falou frio. — Não tenho nada que possa lhe interessar. — Fora curto e grosso. Seguiu para a porta de sua casa, pegou a chave e quando a pôs na fechadura ouviu a voz da vampira.
— Vim apenas retribuir o favor... — Viu o Hunter lhe olhar interrogativo e então continuou. — Você é bem mal-agradecido, mas quero dizer que se sente algo que seja por meu irmão Mu, terá de fazer algo e rápido. Um vampiro de linhagem pura procurou meu pai e pediu a mão de Mu em casamento.
Kanon sentiu o chão sumir debaixo de seus pés, o estômago pesou e sua cabeça pareceu girar. Respirou fundo e sem nada ditar abriu a porta de sua casa e entrou rapidamente, deixou-se abaixar até o chão, já que sentia as pernas perderem a força de sustentar seu corpo.
— Casar? Ele vai casar?! — Ditou baixo e sem forças.
Continua...
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