Aliança de Sangue
18 Capítulo 17
Notas iniciais
Não temos noção qual o tamanho que a história ficara, estamos deixando fluir, e claro, melhor ainda para a diversão de todos.
Esperamos que gostem do capítulo abaixo, e deixem seus comentários.
Imenso beijo, e boa leitura!!
A noite estava até morna, muitos seres da noite caçavam àquela hora. Mas Kamus Depardieu, estava ali sentado, ao lado do seu esposo humano esperando para conversarem. Havia acabado de ouvir dele que deixassem para o dia seguinte, mas ele tinha uma necessidade urgente de falar com Milo e fazê-lo parar de chorar. Poucas coisas o faziam ficar bem, como o sorriso do loirinho fazia.
— Milo... Conviver com as pessoas não é algo fácil, estou acostumado a dar ordens e depois ir trabalhar em meu escritório, gosto silêncio e da paz. Sinto-me mais seguro. — O vampiro se abria com ele, e isso o fazia bem, mesmo que não soubesse explicar por que. — Sei que não queria casar, eu também não queria isso, mas foi uma exigência de Kárdia, não poderia descumprir, deveria estar casado com sua mãe e agora estamos aqui, eu e você, e não sei bem como agir!
Milo moveu-se e se ergueu, havia escutado as palavras dele e agora o olhava nos olhos, não sentia medo dele, não como a primeira vez que fora aquela casa. Não disse nada, apenas o ouvia, mas agora encarava.
Kamus olhou aqueles olhos azuis e levou as mãos até ele e limpou com cuidado algumas lágrimas que ainda escorriam. — Não chore Mon ange! — O ruivo disse carinhosamente, não sabia como Milo despertava aquela atitude nele, mas não eram de todo ruins. — Não sei o que é ser humano e por isso mesmo não compreendo certas atitudes, não quero um escravo, ou um cãozinho obediente, aceitei casar com você por ser como é, embora me tire muito do sério certas vezes.
Milo suspirou e abaixou o rosto lembrando-se de Esmeralda, das promessas feitas a ela, lembrou também das palavras de Asmitha e fechou os olhos. Era bom star com ele, mas não conseguia esquecer a ex-namorada e sentia-se um prisioneiro por causa de Radamanthys. Esperava Kamus terminar para poder falar.
O vampiro levantou-se da cama e seguiu até a janela.
— Não quero lhe causar mal... Então gostaria de saber como você vê o casamento, não lhe garanto mudar tudo, mas posso tentar! — Kamus parou e olhando para o loirinho esperou que ele dissesse algo.
Milo se ergueu, mas não o encarou.
— Também não é fácil para mim, não sei bem descrever um casamento, mas sei que as pessoas dormem juntas e se tratam bem! Confiam umas nas outras e não tratam um ao outro como se fossem seus donos, ou escravos. Conversam, tentam resolver as coisas e quando isso não acontece se separam.
— Separam? — Kamus perguntou um tanto irritado. — Sabe que não será assim, não é? Casamento de vampiros é eterno! — O vampiro falou olhando para ele. Ele não deixaria seu esposo, a não ser por morte.
Milo suspirou.
— Não estou falando em separação, estou explicando apenas! — Respondeu ríspido e sem paciência, coisa que realmente estava, já que por ter chorado sua cabeça doía. — Eu estou cansado de ser tratado como um prisioneiro. Minha vida toda aquele animal me perseguiu e agora parece pior, ele ameaça as pessoas que eu... — Ia dizer “amo”, mas preferiu não falar assim. —... As pessoas que eu estimo. Não sou burro, compreendo muitas coisas, mas não o motivo dele me querer tanto... E eu também errei... Sei que não devia ter saído sem avisar, porém não é justo que só eu tenha que ceder, só tenho que obedecer... Estou mesmo cansado Kamus! — O rapaz sentiu os olhos arderam e virou-se costas, não queria que ele o visse chorar.
O vampiro se aproximou e sentiu aquele cheiro tentador dele, o calor daquele corpo. Kamus respirou fundo exalando aquele odor maravilhoso e quando abriu seus olhos estavam vermelhos e seus caninos aparentes. Passou de leve o nariz no pescoço do loirinho que se arrepiou.
— Lhe dou minha palavra Milo Depardieu, que a partir de hoje, farei de tudo para agir como um marido humano, e não precisa ser um prisioneiro, basta me avisar que quer sair e eu darei um jeito...
Milo sentia o corpo se arrepiar com aquela proximidade toda, sentia um calor quase incontrolável e ouvir aquela voz sussurrada ao pé do ouvido o fazia esquecer qualquer coisa. Claro que não tinha sido fácil à primeira vez, mas agora sentia vontade de ser dele outra vez. Sua respiração estava descompassada, mas ainda assim se forçou a falar.
— Mas se tiver seguranças, será a mesma coisa! — Milo disse tremido, já que sentia as mãos frias do vampiro a lhe puxar pelos braços colando seus corpos.
Kamus sabia que estava provocando ele, mas também se sentia envolvido pelo menino.
— Darei um jeito nisso, lhe dou minha palavra, mas quero que me seja obediente! — Falou agora rouco pelo desejo que tomava conta de si. Sentiu o calor dele, ao encostar totalmente no corpo do menor e sentir suas costas em seu peito. Retirou os cachos com carinho e tornou a passar a ponta do nariz ali, fazendo a pele morena arrepiar-se.
— Quero que prometa! Vou cobrar todas as suas promessas... Hnnn... — Milo falou e em seguida gemeu. — Disse que posso lhe avisar, mas como se vive em reuniões e trabalhando... — Mordeu os lábios abafando outro gemido.
— Para você ange, jamais estarei ocupado... Essa é minha promessa! — Sussurrou contra a pele do pescoço do loirinho e depois beijou. Não morderia, não sem autorização dele.
— Kamus, eu... Você realmente me quer? — Havia insegurança na voz do loiro, tal como uma lasca de vergonha, mas o desejo que minava por todo seu corpo era bem maior.
— Sim! — Kamus soprou contra a orelha do esposo. Suas mãos furtivamente adentraram pela barra da blusa, tendo o prazer de tocar a pele morna e macia. Sua boca degustava a pele bronzeada sentindo seu sublime sabor.
Com cuidado Kamus girou o loiro – colocando de frente par si – Primeiramente acariciou a face perfeita, para em seguida puxar a barra da blusa a levantando, até que se desfez dela em algum canto do quarto.
Sua mão sobre o peito de Milo o empurrou contribuindo para que caísse deitado sobre o macio colchão.
— Seu cheiro... Me deixa louco. — Kamus confessou quando ficou de quatro sobre Milo, e de maneira sôfrega apossou de sua boca.
As línguas chocaram-se. Milo gemeu quando as presas de Kamus entraram na jogada, e as mesmas picou sua língua, o suficiente para que se tornasse um beijo de sangue. Milo pensou que poderia enjoar, ou achar nojento, mas o gosto de ferro de seu próprio sangue, com a doce língua de Kamus explorando sua boca, fez algo totalmente novo pulsar dentro de si.
Kamus moveu os lábios longe da boca de Milo, e beijou uma pequena trilha até o seu rosto e a garganta. Ele lambeu os lábios. O doce sabor da pele do loiro explodiu através da pele da língua. Kamus gemeu, sem nunca ter sentido nada melhor na vida.
Mudou-se ainda mais para baixo no corpo de Milo, ansioso para explorar. Deixou que suas garras surgissem, e em movimentos rápidos, desfez de cada peça de roupa que jazia sobre o magnífico corpo do humano.
Os olhos vermelhos de Kamus encham de luxuria, e um desejo avassalador.
Ele nunca havia provado nada tão doce, mas ainda masculino.
Milo estremeceu, jogando a cabeça para trás, quando seu peito levantou justo em sentido a boca do vampiro. Mesmo que fosse inexperiente, seu corpo reagia e clamava em desespero pelo ruivo.
Milo gemeu quando Kamus pagou uma atenção especial aos botões marrons, esfregando sua língua, e em seguida cedendo uma delicada mordida.
Contorcia-se embaixo do marido, e seus gemidos tornavam altos enchendo toda sala, tal como a solidão outrora que alarmava a vida de Kamus.
Kamus foi descendo, deixando que sua língua explorasse cada pedaço de pele. Ele puxou o ar com força, deixando que o perfume almariscado enchesse sua narina quando pairou sobre a intimidade de Milo.
— Tão lindo! Cor perfeita, textura... — Kamus disse quando sua boca despejou rápidos beijos no órgão que começava a sofrer efeitos dos toques recebidos, mostrando ansioso por mais.
— Ahh... Kamus... O que você está fazendo?
A respiração de Kamus sobre sua ereção estava minando qualquer sanidade, e contribuindo para que seu corpo ardesse em chamas eternas.
Kamus cedeu um sorriso enquanto lambia cada pequena gota perolada que brotava da fenda da cabeça esponjosa.
— Eu? Me divertindo... — Disse Kamus. — E você? — Era novidade ouvir o vampiro falar em brincadeira.
— Perdendo minha mente, porra!
— Muito bom! — Kamus rui, e em seguida voltou ao que estava fazendo. Admirando o pau sólido na frente de seu rosto. Mas ele queria fazer mais que admirar. Queria prova tudo do menino.
Kamus abriu a boca e engoliu cumprimento a extensão de Milo contra o céu da boca.
— Kamus... — Milo gritou arqueando a cabeça para trás.
O ruivo engoliu iniciando movimentos, permitindo que aquele órgão necessitado entrasse e saísse de sua boca, intercalando em chupa, e lambe a ponta e extensão.
— Como se sente?
— Oh... Não pare... — Milo clamou. Não tinha certeza o percurso que seu corpo ia, só sabia que mataria se senescal parasse agora. — Eu nunca...
— Nunca o que? — Kamus indagou brincando com o pau de Milo com as mãos, ao que alisava as bolas enrugadas.
— Nunca senti nada... Nada parecido...
Kamus ficou surpreso, e olhou no rosto de Milo. Sabia que o jovem era virgem quando o tomara. Que fora o primeiro, mas pela idade, julgou que ao menos se masturbado ele já teria antes.
A cabeça do adolescente movia para frente e para trás no travesseiro com abandono selvagem. Suas mãos estavam fechadas nos lençóis, além de seu corpo. Seu rosto estava vermelho. Milo parecia tão sexy como o inferno.
— Que tal isso? — Kamus perguntou quando passava a língua lambeu a ponta do pênis, para abocanhar em seqüência. Começou a doce sucção, subindo e descendo. Sua saliva misturava com o pré-gozo causando uma baba em todo mastro duro de Milo, causando um extremamente erótico.
Kamus colocou dois dedos juntos na ponta, garantido que eles ficassem bem untados, até que os retirou dali os roçando contra o rabo de Milo.
O jovem loiro contorceu quando sentiu a pressão em seu ânus. A eletricidade que percorreu seu corpo foi assustadora, mas ainda desejoso.
Ele deixou que a ponta do dedo adentrasse no casulo de Milo, entretanto o jovem com sua boca, ele permitiu que um a um de seus dedos metessem na entrada do esposo, até que somava quatro deles. Não queria que em hipótese alguma o loiro sentisse dor.
Sugou delicadamente cada bola, afundando profundamente seus dedos.
Não tinha como resistir. Tomou o falo novamente na boca até a raiz, quando seus caninos cresceram, e suavemente deixou perfurar a carne do membro de Milo.
— Ahhhhhhhhhhhhhh... — Milo gemeu em um grito, arqueando seu corpo. Seu corpo explodiu como um vulcão a muito adormecido, mas que rendia em lavas. Seu gozo jorrou contra a boca do vampiro, quando seus olhos viraram em órbitas para trás de sua cabeça.
Kamus sentiu aquele sabor tão viciante para si e sorriu. Ele era tentador e sensual, mesmo que não soubesse. Engoliu tudo sem deixar escapar nenhuma gota.
E sem dar muito tempo a Milo de se recuperar, o ruivo virou-o de costas de voltou a distribuir carinho. Era incrível pensar que um vampiro tão frio e cheio de si, pudesse ser tão carinhoso e ao mesmo tempo quente na cama.
O vampiro mordiscava, beijava, e acariciava as costas dele e sentia o calor da pele morena e seus lábios iam sentindo seu desejo aumentar.
Foi descendo suavemente até alcançar o bumbum dele e então separou as nádegas com as mãos e colocando o rosto ali, passava a língua morna naquela entrada, preparando-o para si.
O menino sentia o corpo todo sacudir, já não reclamava e apesar de sentir certa vergonha, não conseguia não desejar aquele toque, aquelas mãos e como ele sabia usá-las bem, como fazia aquilo bem.
— Hnnn... Kam... Aaahh... — O loirinho gemia com a respiração descompassada.
O mais velho passou a colocar os dedos dentro dele, massageando aquele interior quentinho que o sugava com vontade.
— Hnnn... Não me enlouqueça Ange! — O ruivo disse salivando. Depois de ter Três dedos ali, retirou-os e colocou-se a entrada dele e devagar empurrava-se para dentro dele.
O loiro gemeu dolorido, não era fácil assim, apesar de não doer como na noite anterior, mas ainda ardia e doía um pouco, mas estava pouco para sentir o ruivo dentro de si.
— Hnnn... — Gemia fraco mordendo os lábios e enfiando o rosto no travesseiro, mordia a fim de suportar a dor dele lhe abrindo. Sentia-oele entrar e se apossar de si, seu corpo contraia apertado, quase esmagando o invasor.
O vampiro sentia que se não se controlasse, podia acabar tudo ali.
— Hunnn... — Kamus gemeu prazeroso. Quando já estava todo dentro do marido, esperou um pouco para que ele se acalmasse. Tinha as mãos no quadril do menor e podia sentir o corpo dele esquentar e estremecer aos seus toques.
Milo respirou fundo e agradeceu por ele ter a paciência de esperar um pouco. Logo começou a rebolar devagar mostrando que era hora dele se mover. Sentiu o ruivo segurar com força seu quadril e assim passar a estocá-lo.
— Aaaah... — Uma onda de calor imenso o invadiu. — Hnnn... Kam... Ahhh... Mais, quero mais... — O menino sentia-se ser estocado com vontade e aquele ser parecia conhecer bem seu interior, pois sentia-se ser atingido naquele ponto especial que o fazia ver estrelas.
Kamus estocava cada vez mais forte, mas queria mais que isso, queria prová-lo e com isso matar seu desejo. Mas não faria sem que ele quisesse. Debruçou-se sobre ele e passando a mão por baixo de seus braços o fez se erguer e ficar de joelhos, voltando a estocá-lo indo fundo dentro dele.
— Hnnn... Que delícia... — O ruivo gemia ainda mais arrastado, e passou a beijar e lamber o pescoço dele.
O loirinho sentiu-se ainda mais quente e queria sentir aquela sensação diferente e plena de quando o vampiro o mordeu.
— Kam... Eu... — Tinha medo e vergonha de falar, mas com jeito e cuidado, afastou os cachos loiros dali e virou a cabeça para o lado. — Me faz sentir de novo... Quero mais...
Kamus fechou os olhos e lambeu os lábios e um sorriso de satisfação surgiu em seus lábios, nunca tinha tido alguém como ele. Para um humano ele era destemido, e perfeito!
— Tem certeza ange?! – Perguntou rouco de desejo.
Milo sentiu uma estocada mais forte e forma um tanto urgente quase gritou:
— Tenho porra! Vai logo! — Sentia uma necessidade crescente de sentir os caninos dele em si. Empinava o bumbum e rebolava malicioso naquele membro. Gemeu rouco quando sentiu as presas dele rasgarem sua pele, mas logo não conseguiu pensar em mais nada. — Aaaahhh... Hnnn... — Era a pouca coisa que conseguiu proferir.
Kamus sentiu o sabor de aquele sangue lhe invadir, fechou os olhos sentindo-se renovar quando aquele líquido desceu por sua garganta. De forma um tanto inconsciente, seu corpo pareceu movimentar-se sozinho e assim estocava Milo com vontade.
Seus corpos seguiam o mesmo ritmo, pareciam movimentos ensaiados e muitos bem decorados. O ruivo sentia que podia até extinguir sua existência, mas naquele momento tudo era perfeito. Soltou o pescoço do loiro e o lambeu cicatrizando a ferida, e sentia que chegaria ao seu limite.
Levou a mão ao membro do marido e o masturbou no mesmo ritmo e velocidade que o estocava e assim ambos alcançaram o clímax no mesmo instante.
Deixaram-se cair sobre a cama e O mais velho puxou o rapaz para seus braços, não estava cansado, mais ainda assim sentia-se completo.
Kamus deitou de costas para a cama, e deixou que Milo ficasse embalado em seus braços, coma cabeça em seu peito. Sutilmente seus dedos longos faziam suaves caricias nos fios dourados, mas ao menos proferiu uma palavra sequer.
Não demorou para que o silêncio fosse preenchido pela calma respiração de Milo, e seu leve ressona, no final claro que ele adormecera.
O senescal de maneira alguma queria que a situação vivida voltasse a repetir, logo, teria que tomar providencia para que Milo sentisse confortável ao seu lado. Claro, que alguém sempre tão frio, não mudaria do nada, e obviamente que ele tentaria abrir tal exceção unicamente com seu esposo. Ninguém mais.
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— O que faz aqui besta? — Voz de Kanon soara dura, agressiva diria.
O mesmo encontrava em seu atual apartamento, este era simples, afinal com a vida que levava nunca tinha tempo par fazer moradia fixa, criar laços de amizade... Como caçador de seres místicos e demoníacos, tinha sempre que locomove.
Claro, o ambiente era agradável, mas não tinha nenhuma caracteriza de seu habitante, nada que denotasse sua personalidade, feito ou sentimentos. Era frio.
— Eu... Você... É sua culpa, por te me deixado alimentar de você, agora não consigo tomar qualquer outro sangue... Eles me enojam, e acabo vomitando. — A voz do vampiro era baixa, inseguro, alguém bem peculiar. Mas para Mu, aquele loiro de pele bronzeada, e tal mortal para si, mexia de maneira totalmente estranha, como nunca antes.
— Não tenho nada a ver com isso. Por mim, que morras. — Kanon disse irritado. Ele pegou uma cerveja na geladeira, e sentou no sofá ligando a TV em um programa qualquer.
Peculiarmente faia calor em Londres, talvez culpa do verão.
O mesmo encontrava com os cabelos loiros e macios presos em um rabo-de-cavalo alto, e poucos fios caiam na face. Trajava um short azul-marinho de tecido leve, e seu belo dorso musculoso, as coxas grossas encontravam nu perante a qualquer olho.
Ele manteve atento na televisão, ao menos vigia isso, pois de canto de olho analisava o vampiro de cabelos lavados, e olhos verdes. Sabia que devia odiar tais seres da treva, mas aqueles olhos verdes regavam a pureza... Timidez, algo que nunca encontrara antes.
Mu olhava para o caçador loiro, enquanto um de sés pés riscava o chão, e seus dedos pareciam brinca entre si.
Essa situação era tão embaraçosa para si.
Não tinha vindo correndo para aqui quando a fome bateu, ou a dor tomou contar de si, não, tentou se fazer de forte, ignorar o fato que tudo em si clamava pelo sexy homem a sua frente.
Caçou uma presa, todos os tipos, para ver se alguma saciava a interminável sede. Até chegara optar por sangue de animal, ensacado, ou os sintéticos... Mas sempre que os ingeria ou passava mal, ou vomitava...
Ele sabia o motivo, e mesmo que tentou ignorar, não dava mais.
A besta dentro de si, começava a torna-se violenta, e o medo que poderia entrar em frenesi, e torna-se realmente o assassino bestil apelou em deixar seu orgulho e medos de lado.
Procurar Kanon era ir contra tudo que lhe foi ensinado desde que foi abraçado. Não, por que odiasse os caçadores, mas os seres representavam o maior perigo para os vampiros, ou outros seres místicos. E fora que, associar ou mendiga qualquer coisa de um deles, era coloca seu coven em perigo. Algo que Um jamais se perdoaria.
— Eu... Por favor... — Isso era tão constrangedor. — A culpa e sua, deveria ter em deixando morrer, em vez de me salva com seu sangue... Agora não poso me alimentar de mais ninguém... — Quando o vampiro percebeu o que saiu de sua boca, e a forma descontrolada que encontrar, suas maças do rosto coraram, e ele abaixou a face. Era tão humilhante.
Kanon suspirou jogando o controle da TV contra a parede.
Mu esperou por seu fim, para que sua cabeça fosse decapitada, mas isso não ocorreu. Curioso levantou sua face.
— Venha aqui monstro. — Kanon disse apontando para o meio de suas pernas, o chão.
Ainda que lento o vampiro se moveu alojando-se de joelhos entre as pernas do caçador, sempre olhando para o chão.
— Não darei a você nada de graça, assim, tens que pagar para ter meu sangue. — Disse com os olhos estreitos.
— Como?
Ah! Não era possivelmente que tai vampiro não tinha malicia alguma? Kanon pensou consigo mesmo encarando o ser de pele tal translucida, e olhos verdes tão vivos.
— Quero que me chupe. Claro, se for um tédio, não recebera nada, mas digamos que se eu me divertir, darei meu sangue.
Os olhos de Mu aumentaram gradativamente de tamanho, e seu corpo estremeceu. Tudo bem que não seria a primeira vez que ficara intimo daquele caçador sexy, afinal justo perdeu sua virgindade com ele, mas nem por isso diria que tornara totalmente desinibido e daria a desfrute.
— Eu... Não posso...
— Ou é isso, ou morrer de fome! Para mim você morrer não faz diferença, mas quero diversão... E hoje em dia não e fácil achar alguém que agrade. — Kanon tocou na nuca de Mu, para pegar um punhado de fios lavanda, e puxar com aspereza a cabeça dele para mais perto de seu baixo ventre. — Se a Putinha fazer direito, quem sabe a coma...
Mu engoliu em seco. Queria dizer não, contudo não se achava opto para isso. Sua garganta estava seca e arranhava de sede. Começava a ficar fraco, e isso o tornava vulnerável. Sabia que seu senhor encontrava em momentos perigosos por causa de Radamanthys, e deveria fica forte para quando a luta fosse travada. Incapaz de dizer algo, ele apenas acenou com a cabeça, desviando o olhar...
O vampiro não sabia bem como agir, mais se ajoelhou no meio das pernas do caçador e levou a mão até as calças dele, abriu-a com cuidado e sua mão tremia. Quando retirou o membro do humano de dentro da calça, sentiu o cheiro dele o envolver e não conseguiu resistir. Levou a boca até o membro de Kanon e começou lambendo a glande, sentindo aquele sabor, não sabia bem fazer aquilo, mas deixou que seus instintos o guiassem.
De olhos fechados, Mu abocanhou o falo do loiro que mordeu os lábios abafando um gemido. A boca dele lhe tirava a sanidade.
O caçador segurou os fios lilases do vampiro e começou a mover-se fodendo a boca macia daquele ser que desprezava.
— Hnnn... Até que para alguém, Aaahhh... Que não sabe nada... Hnnn... Você até que chupa bem!
Mu sentia o pênis ir fundo em sua garganta. Sentia ânsias de vômito, mas tentava se controlar.
O loiro não agüentou muito tempo e se derramou na boca dele. Retirou-se dali e puxou Mu para um beijo e o beijou sentindo seu próprio sabor. Levou às mãos a coxa dele e o ergueu fazendo-o passar as pernas por sua cintura e levou a besta para a cama e ali, começou a despi-lo.
O caçador beijava aquele corpo esguio, de pele alva e translúcida. Descia seus lábios com desejo e vontade. O vampiro não conseguia lutar contra, entregava-se a tudo que ele lhe proporcionava.
— Até que você fez o serviço direito monstro, são anos de treino não é? — Falava maliciosos e cheio de si.
Kanon alcançou e abocanhou o falo de Mu e em seguida sugou-o com vontade.
O vampiro arqueou as costas e gemeu alto:
— Aaaahhh... — Dessa vez não conseguia se conter. Sentia-se ser engolido e sugado pela boca quente e macia do caçador. Levou as mãos aos fios loiros e os sentiu sedosos, para um homem rude aquilo até se mostrava contraditório.
O loiro parou o que fazia e posicionou-se forma bruta no meio das pernas dele, nesse instante seus azuis e os verdes dele se encontraram. As faces do vampiro estavam diferentes, seus lábios um tanto inchados e seus olhos nublados pelo desejo e pela sede daquele sangue.
Sua glande estava toda molhada com o pré-gozo e ele o espalhou lubrificando, começou a empurrar-se para dentro dele. O viu gemer, mas não parou e quando sentiu as barreiras cederem, adentrou aquele corpo, numa única estocada.
Mu sentiu-se como se estivesse sendo partido ao meio, mordeu os lábios abafando o grito de dor. Mas quando loiro passou a estocá-lo, aos poucos sentiu a dor dar lugar ao prazer.
Kanon ia fundo dentro dele e sentia o corpo menor apertá-lo, mas era macio e morno ali dentro. Sentou-se e o trouxe para seu colo e assim sem que o vampiro esperasse ofereceu seu pescoço para que ele tivesse o que tinha ido buscar ali.
— O que está esperando? Vamos! Faz o que tem que fazer!
O ser da noite quase não acreditou naquilo, mas não esperou segunda ordem e levou a cabeça a te o pescoço dele e cheirou, sentindo a fragrância da pele de Kanon.
Seus olhos tornaram-se rubros e suas presas surgiram, em seguida cravou-as no pescoço do loiro e ambos perderam a noção de tudo. Seus corpos bailavam num único ritmo, e o prazer era avassalador e inexplicável.
— Hnnn... — O caçador gemeu. — O que está fazendo comigo monstro?! Aaahhh... — Falava ofegante e entrecortado, mexia-se cada vez mais rápido e quando menos esperou alcançaram o clímax ao mesmo tempo.
Mu ofegou contra os lábios de Kanon quando o caçador o beijou e tentou colocar uma mão entre seus corpos para empurrá-lo sobre a borda. Kanon mudou o ângulo, fazendo isto impossível para ele conseguir sua mão onde queria.
Um gemido de frustração escapou dele. Mas, de repente, não importava, porque o ângulo bateu em sua próstata no momento perfeito e ele estava gozando sem uma mão em qualquer lugar próximo de seu pênis.
Kanon empurrava nele por cada explosão de prazer, enviando onda após onda de endorfinas e adrenalina que correu por Mu em uma mistura confusa, antes de cair sobre a borda de seu próprio orgasmo.
Ambos deixaram cair exausto sobre o colchão. Dessa vez sendo ainda mais selvagem que a primeira vez, e como veneno, Kanon começava a sentia-se viciado no vampiro... Seu pior castigo, mas Um era tão entorpecente que ele não conseguia ser conter.
Eles ficavam sobre o leito, com as pernas e braços entrelaçados, respirações afoitas, e corações pulsantes... Nenhuma palavra foi dita, pois ambos não sabiam como coloca a nova situação que surgia entre eles, a única certeza era que, encontravam viciados um no outro.
Continua...
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